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Rage against the vaccines: intuições e ideologias

por em 19/10/2021 | Nenhum comentário

Rage against the vaccines: intuições e ideologias

Conheço pessoas que não acreditam em dinossauros. Minha primeira tentativa de trazer essas pessoas para a realidade é perguntar sobre fósseis. O que teria produzido esses moldes petrificados de esqueletos? Negar a relação entre dinossauros e fósseis soa como desenterrar um esqueleto humano no quintal de casa e negar que são os restos mortais de um humano. “Não, é tudo um plano secreto para donos de necrotério enriquecerem”. “Não, é tudo um plano secreto do Estado para justificar os impostos que sustentam o IML”.

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Negacionismo científico é coisa de alt-right?

por em 15/09/2021 | Nenhum comentário

Negacionismo científico é coisa de alt-right?

Atualmente, ligamos negacionismo científico à direita. Isso não acontece à toa. A desconfiança em relação à covid-19 tem partido de grupos populares do espectro da direita, incluindo figuras famosas, como Bolsonaro e Trump. Primeiro, negaram a gravidade da pandemia, depois, a segurança das vacinas. Agora, problematizam a necessidade do uso de máscaras.

Isso me leva a uma pergunta mais geral: só existe negacionismo na direita?

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“Ah, agora tudo faz sentido!”: A psicologia das teorias conspiratórias

por em 03/06/2021 | Nenhum comentário

“Ah, agora tudo faz sentido!”: A psicologia das teorias conspiratórias

Other centuries have only dabbled in conspiracy like amateurs. 

It is our (the Twentieth) century which has established conspiracy 

as a system of thought and a method of action

(“Outros séculos só se meteram em conspirações como amadores. É o nosso século (XX) que estabelece a conspiração como um sistema de pensamento e método de ação”)

 (Moscovici, 1987, p. 153)

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O fim do homem soviético, uma resenha

por em 12/01/2021 | Nenhum comentário

O fim do homem soviético, uma resenha

Eu não vou mais mudar. Vivi tempo demais no socialismo. 

Hoje ficou mais fácil viver, mas também mais repugnante. (pág. 373)

O próprio Stalin falava: não sou eu que decido, é bom Partido…

Ensinava para o filho: você acha que o Stalin sou eu. Não! 

O Stalin é ele! E apontava para o próprio retrato na parede. (…) 

A lógica era genial: a vítima é o carrasco, e no fim o carrasco 

também é vítima. (…) A roda gira e não há culpados. (pág 364)

Em 1984, George Orwell conta uma história que se passa na Eurásia, uma nação totalitária que vigia e dita cada aspecto da vida privada e pública de seus cidadãos. Desobedecer é crime contra o povo, contra o Estado. Desobedecer é morrer ou ir para um campo de trabalhos forçados. Só sobrevive quem consegue eclipsar sua individualidade num nível em que até mesmo os pensamentos são apenas aqueles permitidos pelo Partido. Como essas condições afetam a sanidade de quem vive sob essas condições? Elas representam um papel para sobreviver ou se tornam o personagem que interpretavam, como numa espécie de síndrome de Estocolmo, ficando do lado de quem as mantêm cativas?

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Não há nada de espontâneo nas curas espontâneas – Uma resenha

por em 15/12/2020 | Nenhum comentário

Não há nada de espontâneo nas curas espontâneas – Uma resenha

Hoje, seres humanos vivem mais e melhor. Há alguns milênios, provavelmente você não chegaria aos 35 anos, pois seria morto por infecção depois de uma mordida de javali, diarréia, ou quem sabe seria morto numa briga por comida. Agora vivemos até os 80 anos graças ao método científico, que melhorou exponencialmente a capacidade de identificar doenças e tratá-las (e aumentou as chances de morrer de câncer, já que a idade é um fortíssimo preditor dessa doença).

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