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Como sabemos o certo e o errado (se é que sabemos)?

por em 26/06/2020 | Nenhum comentário

Como sabemos o certo e o errado (se é que sabemos)?

Como as pessoas decidem o que é certo e o que é errado? Aliás, o que é certo e errado mesmo? Apesar de durante grande parte da história ocidental a filosofia ter sido a responsável por responder a essas questões, ninguém precisa ser filósofo para tomar decisões e emitir julgamentos morais no cotidiano. Quer dizer, ninguém precisa se perguntar sobre a natureza do certo e do errado para saber que trapacear é errado. Atualmente, a psicologia social e a filosofia experimental se responsabilizaram por responder algumas dessas perguntas, isto é, os mecanismos fisiológicos, cognitivos e fatores contextuais por trás de uma decisão moral. Às vezes isso pode ser lido como a ciência finalmente sendo utilizada para responder com evidências a perguntas que os filósofos respondiam de forma especulativa. Essa moda de matar a filosofia encontrou vozes como a do próprio cosmólogo recém-falecido Stephen Hawking. Acredito que olhar para a ciência como superação da filosofia está fundamentalmente equivocada.

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O coronavírus e suas consequências políticas e ideológicas

por em 31/03/2020 | Nenhum comentário

O coronavírus e suas consequências políticas e ideológicas

Parece pouco intuitivo, mas pandemias e surtos de doenças contagiosas afetam não apenas a saúde, mas o comportamento de indivíduos e de sociedades, interferindo inclusive na sua organização ideológica e política. Isso acontece porque ao longo da evolução foi moldado não apenas um  sistema imunológico celular, mas também um sistema imunológico comportamental. Isso porque os organismos se protegem de doenças não apenas tendo anticorpos para lutar contra os agentes infecciosos, mas também tendo comportamentos que evitam o contágio. Não quero soar sensacionalista, mas a pandemia de coronavírus pode ativar esse sistema psicológico de proteção, levando o mundo a uma onda de autoritarismo político (como se o mundo já não estivesse surfando nessa onda), moralismo, aumento de panelinhas, nepotismo e conformidade social. Ao longo desse texto vou tentar explicar como se dá essa relação entre nível de patógenos, características sociais e, principalmente, ideologia política.

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Somos todos conscientes? O alvorecer da consciência com a destruição da mente bicameral

por em 24/02/2020 | Nenhum comentário

Somos todos conscientes? O alvorecer da consciência com a destruição da mente bicameral

“aqueles cientistas que não têm gosto
por esse tipo de empreendimento
especulativo terão que ficar nas
trincheiras e passar sem ele,
enquanto o resto de nós arriscam
erros embaraçosos e se divertem muito”
~ Daniel Dennett

Em O Oráculo da Noite (resenhado aqui), o neurocientista Sidarta Ribeiro faz uma alegação curiosa. Ele diz que a importância cultural dos sonhos diminuiu com a popularização da escrita. O que ele quis dizer com isso?

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Por que sonhamos? A jornada onírica de Oráculo da Noite

por em 02/12/2019 | Nenhum comentário

Por que sonhamos? A jornada onírica de Oráculo da Noite

Essa resenha é uma parceria do Portal Deviante com a Cia da Letras, que disponibiliza livros do seu catálogo para os nossos redatores escreverem as resenhas. Livro de hoje: O Oráculo da Noite.

Sonhos são misteriosos. Miscelânea de conteúdos que muitas vezes nem o próprio sonhador pode interpretar. Às vezes os sonhos até fazem sentido, que é quando são interpretados como oráculos — ou talvez a falta de sentido estimule algumas pessoas a encontrarem alguma interpretação possível no meio do caos onírico. Foi assim na maior parte da história humana. Afinal, como explicar sem invocar o sobrenatural esse filme que passa diante dos nossos olhos enquanto dormimos?

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Nu com a mão no bolso: Como a cultura exagera o dimorfismo sexual

por em 23/09/2019 | Nenhum comentário

Nu com a mão no bolso: Como a cultura exagera o dimorfismo sexual

Parafraseando o título de um dos livros do biólogo Desmond Morris, os seres humanos são macacos nus. Humanos não são muito peludos (não vale citar o Tony Ramos), tampouco são cobertos de penas. No máximo cabelo, barba, pelos ralos ao longo do corpo e pelos pubianos. Por isso, a maior parte da pele dos humanos fica exposta, o que nos dá uma aparência de macacos recém raspados, nos tornando entediantemente monocromáticos.

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