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Games no Lab: Monstros gigantes, hormônio do crescimento, Dwayne Johnson e cidades destruídas

por em 13/02/2020 em Ciência, Entretenimento, Games | Nenhum comentário

Games no Lab: Monstros gigantes, hormônio do crescimento, Dwayne Johnson e cidades destruídas

Aproveitando que no ultimo texto falamos de um game para fliperama, que você pode conferir aqui, vamos usar as fichas que ainda ficaram em nossos bolsos e falar sobre mais um game que nasceu nos fliperamas. Monstros gigantes destruindo cidades sempre foram garantia de diversão para o público do cinema e TV, visto que até hoje temos novas versões e refilmagens dos dois maiores deles, King Kong e Godzilla. Porém, até perto do final dos anos 1980 não tínhamos visto algo desse tipo no mundo dos games. Foi então que a desenvolvedora Bally Midway lançou para os fliperamas, Rampage.

Lançado em 1986, o game contava com três protagonistas que podiam ser escolhidos pelo jogador, o gorila George, o lagarto Lizzie e o lobo Ralph, todos eles gigantes e criados a partir de experiências em laboratórios, os dois primeiros claramente inspirados em King Kong e Godzilla. Diferente de outros títulos da época, o objetivo em Rampage é causar o máximo de destruição possível em uma cidade, acabando com construções, veículos e pessoas.

A primeira versão de 1986

O game fez um grande sucesso e gerou várias continuações, atravessando gerações de consoles. Inclusive, recentemente a franquia recebeu uma adaptação para o cinema com Dwayne Johnson, o The Rock, no elenco. O filme, apesar de simples, diverte bastante contando com boas cenas de ação entre os monstros. Mas será que alguma coisa poderia fazer animais crescerem a ponto de ficarem do tamanho de arranha-céus? É isso que veremos hoje. Então, cuidado para não ser pisoteado ou devorado, pois hoje o tema é Rampage e animais gigantes.

https://www.youtube.com/watch?v=xEm56vwsXaA

Apenas um pequeno aviso, na primeira versão do game e em outras lançadas posteriormente, os monstros eram gerados através de experiências com humanos na empresa Scum Labs, porém no filme e em outras versões do game, os monstros são gerados a partir de animais normais que sofreram mutações devido às experiências da Scum Labs e é essa versão que tomaremos como base, animais sofrendo mutações e ficando gigantes. Agora voltando à programação normal…

Para entendermos melhor como animais poderiam ficar gigantes primeiramente precisamos entender quem está intimamente ligado ao crescimento, nesse caso o GH.  O GH (Growth Hormone) é o hormônio responsável pelo crescimento da maioria dos vertebrados, sendo produzido e secretado pela glândula hipófise, também conhecida como pituitária. Sua produção é continua, porém é produzido com mais intensidade durante a infância e juventude, no caso dos humanos. Atualmente é muito utilizado por atletas para ganho de massa muscular, já que o GH atua, literalmente, aumentado o tamanho das células do corpo. Também é utilizado no tratamento do nanismo proporcional, causado pela deficiência na produção de GH pela hipófise.

A hipófise junto com o hipotálamo regulam boa parte da liberação de hormônios no nosso corpo

Porém, se existem alterações na hipófise que a fazem produzir menos GH do que deveria, também existem alterações que fazem o contrário, assim a hipófise começa uma produção desenfreada de GH, causando a acromegalia, conhecida como gigantismo.

Com isso, podemos deduzir que os experimentos da Scum Labs poderiam ser focados em causar distúrbios na hipófise dos animais, fazendo-os crescer absurdamente. Entretanto, dificilmente isso seria possível sem graves consequências para as cobaias. Vamos voltar para a realidade e ver essas consequências.

Pessoas e animais com gigantismo sofrem com o excesso de GH no corpo, o que pode causar excesso de glicose no sangue, pressão alta, visão dupla, dor e inchaço nas articulações, alteração na locomoção e crescimento da língua. Tudo isso ocorre porque o crescimento não ocorre por igual, membros como pernas e braços crescem mais do que outras partes do corpo. Então temos um corpo grande com órgãos que não são “compatíveis” com esse corpo, o coração por exemplo não consegue bombear sangue suficiente para todas as partes do corpo. Isso sem contar que as alterações na hipófise podem gerar tumores que, apesar de normalmente benignos, se não receberem atenção, podem gerar complicações severas.

Muito se discute se o Kraken das lendas seria uma lula ou polvo com gigantismo

Com isso, podemos ver que alterações na hipófise não criariam monstros gigantes, no máximo animais com sérios problemas respiratórios e de circulação. Mas como curiosidade, podemos mencionar os casos de gigantismo em animais que habitam locais isolados, as tartarugas das ilhas Galápagos são bons exemplos disso. Essas tartarugas podem medir mais de dois metros e pesar meia tonelada. A ausência de predadores e a falta de competidores nesse habitat favorecem esse processo evolutivo. Linkando com as inspirações do primeiro parágrafo, esse mesmo processo evolutivo poderia explicar o tamanho do King Kong, já que o gorilão vive na isolada Ilha da Caveira (isso quando ele não está destruindo prédios em Nova Iorque).

As tartarugas das Galápagos. E você achava que o Rafael do filme do Michael Bay já era grande…

Por enquanto é só pessoal, recomendo qualquer game da série Rampage, são games que apesar de não serem obras primas, divertem bastante e são ótimos para aliviar o estresse, já que nada melhor do que descontar em prédios, veículos e pessoas a raiva acumulada durante um dia de trabalho.

Criticas e sugestões são sempre bem-vindas. Deixe aí nos comentários se você já jogou algum game da série ou até mesmo se gostou do filme com o The Rock. Até a próxima.

Fontes: Wikipedia, Rampage Wiki, Tua Saúde, Info Escola e Meus Animais

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