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Dois irmãos: Uma Jornada Fantástica – Resenha

por em 17/03/2020 em Entretenimento | Nenhum comentário

Dois irmãos: Uma Jornada Fantástica – Resenha

Fui, nesse final de semana, assistir Dois Irmãos: Uma jornada Fantástica, da Disney/Pixar, com minha esposa e filha (3 anos) e foi uma experiência surpreendente! Trago aqui meus pensamentos sobre o filme, mas SEM SPOILERS!

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica (Onward no original) conta a jornada de dois irmãos (Ian e Barley Lightfoot) atrás de um pouco de magia, algo extinto no mundo, para conseguir passar um dia com seu pai, o qual faleceu quando ambos eram jovens demais para lembrar.

Decidi ir ver por três motivos. O primeiro por ser um filme da Disney/Pixar, da qual sou bem fã. O segundo é a ambientação ser toda em cima de mundos fantásticos tão comuns em RPGs. E o terceiro é que era o único filme que estava passando na sala “kids” do cinema local, algo que por si só merecia uma resenha. Felizmente, saí muito satisfeito do cinema, com lágrimas nos olhos e um sorriso no rosto.

Cartaz de divulgação mais comum que vi nos cinemas aqui da minha cidade.

Quero começar comentando sobre a ambientação. O mundo que eles criaram é o de criaturas fantásticas. Imaginem um mundo de Dungeons n’ Dragons, com seus elfos, dragões, ciclopes, centauros e tudo mais (menos humanos, nesse caso), repleto de magia e artefatos. Parece muito legal, não é mesmo?

Entretanto, colocaram uma pimentinha nisso tudo. A magia, solução para os problemas mais críticos da sociedade, era difícil de ser feita do modo certo e só era acessível para alguns seres escolhidos, de modo que acabou sendo substituída pela magia “moderna”, a tecnologia! Sem estragar nada, apenas digo que gargalhei com a cena onde a descoberta da lâmpada elétrica é apresentada.

Logo o filme dá um salto no tempo e mostra uma cidade nos nossos moldes atuais, com carros, arranha-céus, celulares e, por que não, escolas. Onde a magia e situações épicas acabaram entrando para o mundo dos mitos e lendas e apenas poucas criaturas mais longevas, como a Manticora, se lembram dos idos tempos. Várias das criaturas perderam, junto com a magia, suas habilidades natas, como o centauro que não corre mais, uma vez que tem carro e não precisa se esforçar.

Uma descrição dessas já seria (e foi) suficiente para acender meu desejo de assistir, mas foi ainda mais surpreendente pela enorme quantidade de detalhes e o cuidado com eles que percebi. Tantos anos jogando games e RPGs e lendo livros de fantasia, como Senhor dos Anéis e, principalmente, Dragon Lance (recomendo brutalmente a leitura), me fizeram rir ainda mais de cenas aparentemente simplórias. Um prato cheio para os olhos!

Manticora, um dos personagens mais longevos do filme.

E quanto ao enredo? Não poderia deixar de falar nele.

Fui achando que era só mais uma estória de “busca”, uma quest por assim dizer, mas como estava errado. Mais uma vez, a Disney/Pixar faz filmes com diversas camadas, envolvendo crenças, emoções, relacionamentos, etc.

A busca geral pode até ser pelo pai, mas o próprio título entrega muito mais. DOIS IRMÃOS. O foco no relacionamento deles, um com o outro, com a metade de baixo do pai (o feitiço dá errado logo no começo e não é spoiler pois mostra no trailer) e também com o ambiente é carregado de simbolismos e situações empáticas com as quais acabamos, em menor ou maior escala, nos  identificando. A mais fácil de lembrar é a de enfrentar um grande medo. Me emocionei muito diversas vezes.

Ao sair do cinema, tive a oportunidade de ter uma prazerosa conversa com a minha esposa sobre tudo que percebemos naquele filme, como dito antes, cheio de detalhes e arquétipos. Fora refletir um pouco sobre a importância de passar o devido tempo com que amamos e gerar boas lembranças a partir disso.

Saindo da cidade, a aventura começa a tomar proporções mais épicas.

Só para não dizer que tudo são flores, algo que passou muito batido para mim, mesmo sendo jogado na cara com um gesto de um dos protagonistas, foi a trilha sonora. Deve até ter trabalhado para complementar a ambientação, mas não consigo parar e me recordar (mesmo com menos de 24h de ter assistido) de nenhuma das melodias. O que é uma pena, pois uma ambientação épica como a desse filme, poderia ter uma excelente trilha, carregada de Heavy Metal e tudo mais.

Por fim, acho que vale muito a pena assistir Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica.  Para um filme que, aparentemente, era apenas um “filler” entre duas grandes produções, me diverti imensamente, assim como a minha menina de 3 anos.

Deixo aqui para vocês meu enorme abraço, como sempre, e o trailer para apreciarem!

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