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O que John Snow tem a ver com Variáveis Instrumentais?

por em 16/02/2021 | Nenhum comentário

O que John Snow tem a ver com Variáveis Instrumentais?

É importante iniciar esse texto deixando claro que não irei falar nesse texto sobre Jon Snow, do seriado Game of Thrones. O John Snow (com h no John) que será objeto dessa leitura hoje é o famoso epidemiologista, cunhado por alguns como um dos fundadores da epidemiologia moderna, em parte por ter sido o responsável por identificar a origem do surto de cólera em Soho, distrito de Londres na Inglaterra. Esse texto apresentará uma espécie de passo a passo do raciocínio do John Snow, assim como uma visão moderna do que ele fez, através de uma perspectiva de inferência causal a partir de dados observacionais. Isto é, como posso inferir a causa de um fenômeno a partir de observações não experimentais?

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Ser cético não implica ser cínico!

por em 06/08/2020 | Nenhum comentário

Ser cético não implica ser cínico!

A ideia de escrever esse texto surgiu enquanto eu assistia o The Great Debate: The Storytelling of Science (O grande debate: A Narrativa da Ciência, em tradução livre). Um dos debatedores, o Bill Nye, conhecido pelo programa de divulgação científica infantil Bill Nye the Science Guy, foi convidado a responder uma pergunta sobre a possibilidade de um indivíduo, supostamente um cientista, de ser “cético proativamente” e durante sua resposta mencionou o que ele descreveu como uma conflação dos termos ceticismo e cinismo. Talvez isso ocorra pelo uso no dia a dia desses dois termos, e nesse contexto eu deixo para os colegas linguistas :-). Mas quando somos céticos, ao menos como cientistas, ocorre esse mal entendido que o Bill Nye trouxe, já que cinismo e ceticismo não são a mesma coisa.

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“Depois disso, logo, causado por isso”… Será?

por em 09/06/2020 | Nenhum comentário

“Depois disso, logo, causado por isso”… Será?

Isso é uma falácia!

O termo falácia vem do verbo fallere, em latim, que significa enganar. Se alguma vez você topou com um raciocínio logicamente errado, mas com aparência de verdadeiro, as chances são grandes de você ter estado diante de uma falácia argumentativa, ou como é rotineiramente chamada: uma falácia. O artigo da Wikipédia sobre falácia tem um trecho muito interessante, que diz:

Reconhecer as falácias é por vezes difícil. Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica, mas não validade lógica. É importante conhecer os tipos de falácia para evitar armadilhas lógicas na própria argumentação e para analisar a argumentação alheia.

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