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Estudar no Exterior: o caminho das pedras com Lucas Batista Soares

por em 01/07/2019 em Ciência, Notícias | Nenhum comentário

Estudar no Exterior: o caminho das pedras com Lucas Batista Soares

Olá, pessoal!

Temos hoje mais uma entrevista de nossa série de entrevistas com pesquisadores brasileiros que estudaram fora do país. O objetivo é trazer para vocês o caminho das pedras, a opinião de quem viveu a experiência e conselhos para quem está passando pela experiência. Espero que gostem!

Hoje iremos falar com o engenheiro Lucas Batista Soares.

Olá, Lucas! Você pode nos falar um pouco sobre você?
Eu tenho 27 anos, nasci em Natal-RN. Tenho graduação em engenharia civil pela Universidade do Rio Grande do Norte, com graduação sanduíche na University of Arizona também em engenharia civil. Atualmente, sou estudante de mestrado em Sistemas de Transportes pela Technische Universität München com especialização em gerenciamento de demanda de tráfego.

Me considero uma pessoa amigável que gosta de aproveitar os momentos livres com os amigos e praticar esportes. Fui atleta de judô desde 4 anos de idade, mas me afastei dos tatames com faixa marrom devido a inúmeras lesões e vida acadêmica.

Conta um pouquinho pra gente da sua experiência acadêmica no exterior
Tive a oportunidade de estudar fora duas vezes. A primeira vez foi por meio do programa Ciências Sem Fronteiras, que me proporcionou graduação sanduíche por 3 semestres na University of Arizona em Tucson, Arizona. Durante esse período, fiz curso de inglês oferecido pela própria universidade por um semestre. Após o curso de inglês, cursei dois semestres de engenharia civil. Foi nessa etapa que mais desenvolvi o meu inglês devido a necessidade de me comunicar com os professores e colegas de classe. Eu morava em um  dormitório privado localizado a 15 minutos da universidade, andando. Dividia apartamento com mais dois estudantes brasileiros. Além desse período que morei em Tucson, também morei em Long Beach, Califórnia por 2 meses durante o verão onde realizei um curso acadêmico em Gerenciamento de Construção (Construction Management).

Atualmente, faço mestrado de sistema de transportes na Technische Universität München. Inicialmente, não cogitava fazer um mestrado na Alemanha. Porém, após um certo tempo de pesquisa em busca de um mestrado no exterior na área de transportes, encontrei essa oportunidade através do website da DAAD. Lá, é possível encontrar informação sobre grande parte dos mestrados oferecidos na Alemanha, além de informações sobre bolsa de estudos e afins. O meu mestrado é em inglês e a universidade é pública, então é apenas preciso pagar uma taxa simbólica de matrícula e transporte por semestre. Além disso, tenho um trabalho de meio turno. Aqui na Alemanha é bem comum trabalhar e estudar tanto na graduação como no mestrado. Inclusive, existe uma modalidade de trabalho específica para estudantes (werkstudent). Para concluir o curso, preciso cumprir 120 ECTS (sistema europeu de pontos de créditos). Desses, 55 ECTS para as matérias obrigatórias, 6 ECTS matérias eletivas obrigatórias (depende da área de especialização), 24 ECTS de matérias eletivas, 5 ECTS estágio e 30 ECTS da tese de mestrado. Nos dois primeiros semestres, todos os estudantes precisam cursar as matérias obrigatórias e eletivas obrigatórias. Depois, precisa-se cumprir o restante dos ECTS antes de começar a tese de mestrado.

E, o dia-a-dia, pode nos contar como está sendo?
Os dois primeiros semestres foram bem difíceis. Tanto do ponto de vista de adaptação quanto do aspecto acadêmico. Como é muito difícil achar moradia em Munique, tive que me mudar 5 vezes em menos de um ano. Todo esse processo ocorria sempre em período letivo, o que dificultava a minha concentração no mestrado. No meu primeiro semestre, foi a primeira vez que presenciei inverno e foi um pouco difícil me adaptar ao frio e pouco contato com a luz do sol. A língua também tem sido um desafio adicional visto que cheguei sem nenhum conhecimento prévio de alemão. A vida acadêmica é muito dinâmica. Sempre há eventos, palestras e prazos apertados para serem cumpridos.

Quais as melhores coisas de ter estudado fora?
O contato intenso com diferentes culturas, crescimento pessoal e profissional.

Tem alguma mensagem final que gostaria de deixar para nossos leitores?
Eu apoio e aconselho todos que desejam estudar fora um dia. Não desanimem se em primeiro momento esse desejo parecer muito distante. Planejamento e dedicação são duas soluções para isso. Comece planejando no começo da sua graduação, desta forma terá tempo o suficiente para se organizar e entender o que precisa atingir para alcançar seus objetivos. Procure tirar dúvidas com quem já passou pela mesma experiência.

Se você tem interesse em contar a sua história, ou acha que a história de algum amigo ou amiga é interessante, é só entrar em contato através do e-mail [email protected].

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