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Reino de Dreen – Homem do Leste – Parte Final

por em 03/04/2019 em Entretenimento | Nenhum comentário

Reino de Dreen – Homem do Leste – Parte Final

Hector e Luigi eram os últimos. Estavam de costas um para o outro com suas armas nas mãos ameaçando as criaturas que não pareciam estar incomodadas. Jerum assistia a tudo aquilo sem acreditar. Agora as criaturas investiam contra eles e agarravam Hector. Eles tentaram golpear, mas nada funcionava contra aquelas coisas. O rapaz gritou em desespero até sumir sendo arrastado para dentro da floresta por seis criaturas. As poucas que restaram não tocaram em Luigi, eles se curvaram para a escuridão. Assim surgiu uma figura, não em forma de esqueleto, mas de uma mulher. Parecia ter uns trinta anos. O bárbaro demorou para entender que aquilo um dia fora uma mulher, pois a forma dela demorou muito para ficar consistente. Ela olhou para o homem do leste quando passou, mas rapidamente voltou sua atenção para o último ladrão. Quando chegou a sua frente, o homem tremia, talvez por causa da aura obscura que ela emitia.

– Ladrão, maldito ladrão, como ousas tentar roubar em minha floresta? – dizia ela com uma voz fantasmagórica.

– Perdão, minha senhora, perdão, eu não sabia! – dizia o homem se tremendo segurando as mãos contra o peito.

– Mentira! Mentira! Vocês desejaram aquelas meninas, vocês planejaram. Escutei a cobiça de seus homens, senti os seus desejos – ela ficou mais irritada e o agarrou pelas orelhas.

– Por favor, eu… eu – o homem tremia, algo gelado segurava sua cabeça.

– Nunca mais aqui! Eu não permitirei! Ladrão, criatura nefasta, indecente! Como ousar vir roubar em minha floresta, no meu descanso? Como ousa mentir na minha frente? – os olhos dela começaram a brilharam e ele a gritar, era um grito terrível de dor.

Luigi sofreu por quase cinco minutos e Jerum assistiu a todo o processo. Ele secou, a vida fora drenada dele até virar uma múmia ressecada. Então o corpo de Luigi fora descartado pela aparição. Quando sua carcaça tocou o solo, a grama ao redor ficou escura, em pouco tempo ele viraria apenas pó.

Então, a senhora da floresta virou para o bárbaro. Aquilo tinha ficado com uma aparência jovial, uma moça de quase vinte anos.

– Você viverá, mas avisará à cidade: a protetora nunca se foi, a protetora continua aqui. Minha floresta não aceita ladrões. Conte o destino deles, avise, ou voltarei por você, homem do leste – ordenou a aparição com sua aparência agora encantadora.

Assim ela se afastou flutuando e sumiu na escuridão da floresta. Em seguida, foi a vez de seus seguidores, que sumiram seguindo a criatura na forma de mulher. Em pouco tempo, o bárbaro estava só, rodeado de cadáveres de seus captores. Ali começaria a feder em pouco tempo, os corpos atrairiam carniceiros, mas ele não ousara enterrá-los.

– Eles são da senhora, ela que decida o que fazer com eles – disse a si mesmo enquanto levantava.

Notou que o barulho da floresta voltou, os animais voltaram a suas vidas, depois que a presença ofensiva sumiu de lá.

– Preciso de armas e proteção, eles não vão precisar, mas não tocarei no ouro. Não deve ser deles, não quero atrair as criaturas novamente – pensou nisso enquanto removia uma espada, duas adagas, um arco, além de uma proteção de couro que parecia caber nele.

– Isso tudo deve servir – disse a si.

– Adeus, senhores! Que suas almas tenham descanso! – virou pensando para onde ir.

Então a memória parecia querer voltar. Lembrou que atravessou o rio quando participava da comitiva que protegia as moças. Ele lembrava onde era o rio. Quando chegou, saboreou cada gole de água, seguiu rio acima acreditando estar indo no caminho certo. O palpite do bárbaro estava correto, pois em pouco tempo a floresta cedia para um pequeno descampado até alcançar a estrada. Quando pôs os pés nela seguiu em direção a Belo Jardim, suas memórias começaram a voltar até o momento que fora tocado pelo mago com olhos flamejantes.

-Ele fez algo comigo, mas não sei o que foi, mas vai pagar caro por isso. Vou me restabelecer, vou procurar por ele, então vamos resolver isso cara a cara – jurou isso com o punho fechado seguindo a pé seu caminho.

Foram dois dias para o bárbaro chegar a cidade. A floresta não foi muito gentil com ele, pois a caça foi escassa durante a viagem. Quando chegou, ficou espantado com a quantidade de pessoas que estavam nas ruas. Assim descobriu que grande parte dos moradores de uma vila vizinha decidiu abandonar o lugar de uma vez por falta de proteção. Esse êxodo vinha acontecendo com alguma frequência, mas a debandada foi generalidade no último mês.

Assim, o bárbaro teria dificuldade para arrumar algum tipo de trabalho. Já que não possuía nenhuma moeda consigo, precisava rapidamente conseguir algo, porém seu porte proporcionou algumas chances para fazer dinheiro como capanga de bordéis, carregador e espada contratada cobrando impostos e dinheiro emprestado de alguns fazendeiros da região.

Ele ainda teve a oportunidade de reencontrar seus antigos patrões no dia em que esses estavam saindo da cidade com muita pressa. Tinham novos contratados e sumiram da cidade retornando pela estrada de onde chegaram. Preferiu observar e manter-se longe de vista, não estava pronto para executar seu plano, mas seria importante saber os passos de seu alvo. No outro dia, apertaria o garoto que entregou a informação ao anão. Assim descobriria que retornaram para Nerl por causa de um ataque que família do anão acabara sendo o alvo. Ainda soube que o mago ficara debilitado e hospedado na taverna vermelha e descobrira que o mago tinha uma conhecida entre os ciganos. Para ele era uma ótima notícia, pois os ciganos poderiam proporcionar algo bem interessante que o ajudaria no seu plano. Só precisaria esperar o momento certo para tentar realizar esse negócio.

Uma semana da saída de seus antigos contratantes, tinha grana para manter dois capangas com ele. Agora, também cobrava por proteção e a pedido de alguns nobres afugentava da cidade os refugiados.

Depois de algumas semanas, a oportunidade apareceu, um serviço complicado foi solicitado pelos ciganos em troca. O bárbaro não quis pagamento, queria algo em troca. Jerum e seus homens se dedicaram por cinco dias fazendo a escolta dos ciganos que iriam para a cidade branca. Nunca descobrira quem era o conhecido do mago naquele grande grupo, pois os ciganos são muito desconfiados e extremamente reservados, mas conseguira seu pagamento: um bracelete para proteção do corpo e da mente. Os homens receberam sua parte do próprio bolso do bárbaro. Agora restava descobrir onde estava Daniel e seu grupo para começar a executar sua vingança.

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