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Reino de Dreen – Capitulo 3

por em 11/07/2017 em Entretenimento | Nenhum comentário

Reino de Dreen – Capitulo 3

 

O restante do grupo acompanhava atentamente por horas aquele homem que continuava rastreando os malditos goblins através de pegadas e galhos quebrados . O sol começava a sumir no horizonte deixando a paisagem alaranjada. O homem continuava sorrindo, pois gostava da situação cada vez mais favorável, então ele parou e falou com Daniel.

– Veja! As pegadas ficaram mais curtas e mais pesadas, ficaram cansados e devem ter interrompido sua fuga naquela clareira ontem, apontava para uma abertura na floresta que seria um bom abrigo para um grupo pequeno. Descansaremos aqui, iremos alcançá-los amanhã. Aproveitem e fiquem preparados, sairemos cedo, quando o sol aparecer.

Daniel armou uma pequena tenda, os outros iriam dormir ao relento mesmo, os guerreiros eram acostumados com esse tipo de coisa, já o anão talvez sofresse um pouco com a experiência.

– Então princesa? Já vai se recolher – dizia o anão rindo.

– Vá lamber ferro, anão! Faço a ultima vigília. – respondia irritado entrando em sua tenda.

Ria o anão e os guerreiros nada entendiam. Alerin ficou com o primeiro turno enquanto o restante do grupo foi descansar.

O sol mal tinha aparecido quando um estranho barulho era escutado. Tick! Tick! Tick! Não foi o sol que acordou os guerreiros, mas esse barulho estranho que vinha da tenda. Alerin estava acordado, assim que o mago saiu lá dentro, disse:

– Então, terminou? Podemos ir? – perguntou ironicamente o anão.

– Sim – respondia asperamente o contrariado mago.

– Não sei porque fica tão irritado. A culpa disso é toda sua, lembra? – insistia o anão.

– Vamos, temos negócio a resolver. Então qual o caminho? – perguntava Daniel ao rastreador.

– Por ali, Mago! Mas iremos comer alguma coisa ainda, tenham calma – falou o barbudo.

Todos saciaram a fome com suas provisões e ficaram prontos para continuar.

– Iremos nessa direção – apontava o guerreiro – vamos alcançá-los no começo da tarde, lutaram e tiveram que carregar grande parte da carga para longe, é um trabalho penoso, essa ganância será o fim deles – falava confiante.

– Parece que será uma luta fácil – afirmava o barbudo.

– Talvez, mas estarão lutando pelas próprias vidas, mas tiveram pouco tempo de descanso – respondia o outro guerreiro.

Caminhavam silenciosamente na floresta e o mais rápido possível por várias horas. Sabiam que sol estava bem acima de suas cabeças, mas não era possível vê-lo, as árvores eram muito altas e haviam muitas nuvens no céu. A montanha sombria parecia enorme a frente deles, mas o esforço foi recompensando, encontraram um outro local de descanso dos ladrões, o fedor ali indicava que tinham saído do local recentemente. Assim continuaram a caçada cautelosamente por mais algumas horas, poderiam em breve encontrar o inimigo, não queriam alertá-los, uma emboscada seria essencial para garantir uma boa vantagem. Todos imaginavam que estariam em menor número, o guerreiro com cicatriz esperava encontrar entre cinco e sete goblins, subitamente parou e falou baixo.

– As pegadas ficaram frescas, estamos alçando, estejam prontos. – alertava.

Voltaram a caminhar com bastante atenção, o guerreiro já tinha se distanciado, ia bem a frente do grupo. Ele parou próximo a uma grande pinheiro, fez sinal chamando o grupo, eles se aproximaram calmamente. Logo a frente um grupo de goblins se deslocava pela floresta, eram sete e carregavam as mercadorias com certa dificuldade, goblins são menores do que anões, não tinham o mesmo vigor do povo que trabalhava por gerações fazendo escavações no fundo das montanhas procurando por joias e metais de qualidade suportando o calor e a fadiga de um trabalho tão árduo, era raro encontrar uma criatura daquelas que chegava na mesma estatura de um anão.

Daniel decidiu flanquear os ladrões junto com Alerin pela direita, os dois guerreiros iriam pelo outro lado, o mago avisou que esperaria um lugar melhor para iniciar o embate. Acompanharam os goblins calmamente por meia hora, algumas vezes as criaturas paravam imaginando escutar algo, mas logo seguiam seu caminho, decidiram fazer uma parada próximo a uma árvore caída no meio da floresta para recuperar o folego.

Era a chance que o mago precisava, sacou uma adaga cheia de runas magicas e começou a proferir um feitiço. Enquanto Daniel começava sua magia, Alerin observou aquela estranha arma, anões não gostam de magia, logo resolveu se concentrar no ataque. Assim dois goblins ficaram com os olhos emitindo um cor vermelha e pareciam lutar contra o nada, isto causou uma grande confusão entre eles, nesse momento os dois guerreiros pulavam para atacar as criaturas, rapidamente duas caíram no chão sem chance de reação e sem cabeças. O restante conseguiu se armar, Alerin apareceu com seu grande martelo de combate, ferozmente o goblin investiu contra ele usando um punhal, facilmente o anão conseguiu se livrar do golpe e rachou o cranio da criatura com um forte golpe. Nesse momento, um guerreiro tirava a vida de outra criatura. Estranho era o estado de última criatura, estava ajoelhada no chão como se estivesse sem forças para lutar, Daniel era o responsável por isso, pois estava proferindo outro encantamento, seus olhos brilhavam em vermelho, então o rastreador deu fim ao sofrimento do goblin golpeando o coração. Aqueles dois globins ainda continuavam lutando contra nada até serem mortos por Alerin e os guerreiros, porém um barulho nos arbustos chamou a atenção, outro goblin apareceu, escutou o barulho da luta e vendo a cena do massacre escolheu fugir, quando todos se preparam para correr, Daniel fez sinal para pararem, fez alguns gestos mostrando para que um dos guerreiros apenas seguisse o goblin, depois retornasse com a localização do refugio desses ladrões. O rastreador saiu em perseguição desaparecendo na mata…

– Acabamos por aqui, nosso trabalho era para exterminar esses ladrões, vamos pegar as mercadorias e levá-las para um outro local. – falou o mago pegando um saco com algumas mercadorias.

– Para onde enviou o guerreiro? – indagou Alerin enquanto procurava alguma coisa para carregar.

– Quero saber se há algum covil por aqui, não podemos perder tempo – respondia o mago.

– Bah! Não há nada de interessante nessas mercadorias, podemos deixá-las na clareira onde esses animais descansaram? – perguntava o guerreiro barbudo.

– Boa ideia, vamos descansar lá, mas quero chegar a estrada amanhã antes do anoitecer, creio que podemos lucrar mais com essa caçada a goblins, está interessado? – sorria o mago enquanto fazia a pergunta.

– Sempre, mas prefiro chegar naquela clareira e tomar uma bebida, nosso sucesso merece uma pequena comemoração.

Retornaram para o local, o mal cheiro incomodava, mas não podiam voltar através da floresta durante a noite. E descansaram lá mesmo.

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