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A luz – um conto do Reino de Dreen

por em 09/10/2019 em Entretenimento | Nenhum comentário

A luz –  um conto do Reino de Dreen

Fagulha

Depois de anos de treino sob a tutela do senhor Donovan, os jovens discípulos finalmente terão sua primeira missão. Foram chamados para verificar acontecimentos estranhos em Alomar, uma das grandes cidades localizadas no coração do reino de Dreen. O prefeito estava bem assustado com o desaparecimento de alguns cidadãos nos últimos meses. Alguns dos moradores mais velhos frequentemente viam algumas aparições nas plantações, depois que três jovens guardas apareceram mortos com as gargantas cortadas. Assim o prefeito decidiu pedir ajuda a Ordem Branca, que selecionou os mestres mais experientes. Logo, Donovan, Julius e Edvan foram escolhidos para resolver o problema com o apoio de Claudius e Jonas, uma dupla de excelentes paladinos. Era importante para ordem que os jovens tivessem suas capacidades testadas.

Donovan é um clérigo veterano de 50 anos com cabelos cinzas, um grande combatente, e responsável pelas mortes de quase quarenta orcs e uma grande quantidade de criaturas obscuras. Depois de oito anos, terminou o treinamento do seu segundo grupo de estudantes.

Hamza tem quase vinte anos, um garoto mediano de cabelos dourados e olhos acinzentados. É habilidoso, confiante e considerado calmo para sua idade, o oposto do forte e rústico August, que parece muito ansioso por sua primeira missão de campo. Chegou a ordem ainda jovem quando demonstrou afinidade mágica, vindo de uma pequena vila na fronteira norte do reino, tem grande admiração por seu tutor e pelo povo élfico.

Já a pequena Olívia não demonstrava muito interesse pela missão, ficava contente por conhecer uma nova região, mas não gostava da ideia de combater boatos de ignorantes. Sobrinha um pouco distante de aristocratas, ganhou o interesse e a inveja de muitos parentes quando a magia despertou nela. As famílias nobres têm a esperança de obter influências e favores quando possuem parentes dentro da ordem.

Chegaram na cidade durante o Outono, o vento frio, o “cheiro” do ar e as folhas amareladas anunciavam a chegada de um inverno mais rigoroso naquele ano. Os dois rios que cortavam aquela região junto com vento frio insistente deixavam a temperatura ainda mais desagradável. Os cidadãos estavam bem assustados e preocupados com os últimos acontecimentos. Alguns lenhadores foram emboscados por alguma coisa durante o anoitecer. A guarda teve muito trabalho para enfrentar aquelas criaturas, algumas pessoas insistiam que eram os espíritos furiosos dos jovens guardas enterrados há alguns dias.

Assim o grupo de Julius decidiu ficar na cidade para garantir a paz e ajudar a guarda. Edvan com seu grupo foi ao lugar do ataque aos lenhadores a fim de encontrar algo sobre as criaturas. Donovan ficou responsável por investigar a floresta. A ideia era simples, o velho mestre verificaria a região e falaria com alguns fazendeiros próximos ao rio. Olivia e August foram enviados às fazendas e o mestre foi verificar o outro lugar com a ajuda de Hamza. A floresta era densa com árvores mais antigas no interior, talvez os lenhadores tivessem o cuidado de não exigir demais do lugar. Hamza notara que não tinha visto nenhum animal por ali, mas não precisaram procurar muito, pois alguém gritava por ajuda.

Um velho lenhador tentava escapar de duas “pessoas”. Eram estranhos, estavam usando roupas muito velhas e caminhavam de uma forma bem esquisita. O corpo deles parecia levemente esverdeado com muitos arranhões e feridas, um deles tinha perdido um dos olhos. Quando o homem apavorado os viu, apesar da expressão de apavorado que continuava, talvez um brilho de esperança possa ter aparecido no olhar dele, então começou a fugir na direção dos dois alertando sobre seus perseguidores. Falava algo sobre terem sido atacados por três criaturas que mataram seu amigo Douglas.

Hamza atraiu uma, enquanto o mestre Donovan tentou enganar a outra. O garoto sacou sua espada sagrada, quem fosse sensível a magia, poderia ser capaz de identificar um brilho estranho naquela arma, um brilho que claramente incomodava a criatura. Assim o jovem fez sua mão brilhar deixando a criatura ainda mais desorientada, golpeou a perna esquerda de uma forma incrivelmente rápida. A ameaça caiu para ser facilmente morta. Donovan batia palmas, tinha visto toda a luta, já que tinha derrotado seu adversário esmagando a cabeça com sua maça.

Yuri explicou a eles tudo o que tinha acontecido com seu amigo, então Donovan pediu para que informasse à guarda sobre tudo. Decidiu encontrar os outros jovens para verificar melhor o interior dali. Precisaram de alguns minutos para achar os outros dois perto das fazendas, eles estavam registrando o que tinha acontecido ali. Os fazendeiros tinham acabado com uma criatura que tentou atacar um dos celeiros. Olivia avisou que sentia algo estranho, um tipo de energia sinistra estava próxima, talvez a meia milha deles. O velho mestre ficou preocupado, mas precisava saber mais sobre o que acontecia. Começaram a avançar para o interior da floresta. Depois de algumas árvores escuras e doentes, encontraram um velho cemitério, e criaturas muito parecidas estavam por ali, cercando aquele lugar.

Olivia desconfiava que estariam protegendo o lugar. Donovan corrigiu dizendo que não estão protegendo o lugar, mas protegendo alguém, a situação não era boa. O velho mestre apontou para a maior construção ali onde havia alguma concentração daquelas criaturas. Donovan disse que precisavam verificar ali, precisa saber o que estavam enfrentando para informar a ordem.

Em uma formação em “flecha”, eles decidiram atacar, tudo no caminho era destruído. Os mortos não tiveram chance alguma, e o local foi pacificado em alguns minutos. O mestre ordenou Olívia e Augusto a vigiar a entrada, pois ele e Hamza iriam entrar na estrutura.

Era um lugar escuro com um cheiro terrível. Depois de avançar um pouco mais, Donovan começou a sentir um tipo de energia sinistra, o mestre tentou lembrar, mas a memória não ajudava. Continuaram e desciam cada vez mais cautelosos. O caminho era mal iluminado com algumas tochas. O mestre sentia a fonte de energia mais forte e estranhava não encontrar nenhuma criatura no caminho. Depois de alguns minutos, encontraram uma câmara bem larga com uma estranha figura no centro. Aquela estava fazendo algum encantamento em uma grande tumba. Eu preciso de mais tempo, disse ele. Minha aposta estava errada, meu trabalho não está pronto, disse de forma melancólica. Eu vou destruir vocês, logo voltarei ao meu trabalho, quando terminou de falar uma aura aura azul escura surgiu.

O lich abriu sua mão necrosada e uma bola de energia escura em forma de caveira começou a surgir, aquilo foi muito rápido e disparou na direção dos dois. Eles escaparam por pouco. O ataque acertou uma parede deixando uma marca escura na estrutura. Hamza fez sua espada brilhar iluminando o lugar, essa arte fez o lich perder um pouco de tempo, soltar algumas injúrias, mas ainda era capaz de se proteger. Os olhos da criatura soltavam uma luz verde, então ergueu as mãos na direção de Hamza. Não foi possível entender o que o monstro tentava, enquanto o mestre acendia sua maça com fogo sagrado. Ele tentou atingir o inimigo, mas o lich era rápido. Seus olhos ficaram negros e sua mão direita ficou iluminada com uma energia vermelha parando o ataque do mestre.

Donovan caiu sobre seus joelhos ficando sobre o efeito de alguma feitiçaria. Então, o experiente Donovan começou a chorar em agonia. Assim Hamza avançou num ataque desesperado, vendo seu mestre caído diante do inimigo, o jovem perfurou o peito da criatura com sua arma.

– Estou queimando, garoto… Você pagará por isso – disse a criatura agarrando o pescoço do jovem com suas mãos cadavéricas.

Hamza viu a criatura virar uma múmia, mas seu velho mestre estava no chão sofrendo, então o jovem paladino colocou suas mãos sobre seu professor. A magia do lich era muito forte. Hamza usou tudo o que tinha para ajudar, já não se preocupava se estava cercado por outras criaturas. Todas as forças estavam focadas em ajudar seu mestre, ele se sentiu fraco, tonto e caiu inconsistente.

Quando acordou, viu Olívia, que estava cuidando dele. Abriu um grande sorriso, não para a bela moça, mas para seu professor que estava junto a ela.

– Você fez um grande trabalho, garoto. Meu parabéns. Nós vamos recuperar você completamente, descanse – disse o mestre de forma seca e indiferente.

Antes de cair no sono, Hamza viu algo diferente, porém não conseguiria se lembrar disso no futuro…

(Próximo conto)

Meus sinceros agradecimentos aos meu revisores. Obrigado pelo tempo e apoio!

Adriano Schramm e Marcelo Guaxinim

 

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