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Dom Quixote de la Einsta contra os malvado quanta (parte 1)

por em 16/12/2021 em Ciência, Notícias | Nenhum comentário

Dom Quixote de la Einsta contra os malvado quanta (parte 1)

Um pequeno conto em duas partes sobre Albert Einstein.*

Esta é uma história fictícia baseada em eventos reais, e em metodologias científicas já testadas e verificadas. O texto usa elementos de narrativa, e portanto palavras e expressões como “Bruxaria Quântica” devem ser vistas como auxílio de escrita. NÃO confundir com a pseudociência que usa a Quântica para vender mentiras, que infelizmente tem dominado as mídias e redes sociais. Alguns artigos científicos dessa história constam no final. Boa leitura! :)


0 – Prólogo

Esta é a história de um cavaleiro maluco, que lutou contra malvados moinhos de vento quânticos. Ela será contada por um aspirante a cavaleiro dos dias que hoje, que admira muito a genialidade de Dom Quixote de la Einsta.

1 – O início

Nossa história começa em 1905 depois da Era Comum, quando nosso herói Albert Einstein era apenas um jovem cavaleiro de 20 e poucos anos, que lutava contra demônios brownianos, gárgulas fotoelétricos e gigantes relativísticos.

Contra estes três grandes adversários de 1905, Dom Quixote de la Einsta[1], como ficou conhecido posteriormente, obteve grande sucesso. A vitória contra os demônios brownianos mostrou para toda a sociedade da época o tamanho aproximado das partículas que formavam todo e qualquer corpo. Já a batalha contra os gárgulas fotoelétricos foi tão épica que rendeu a Medalha do Castelo de von Nobel para Dom Einsta alguns anos depois. Esta medalha é concedida até hoje aos(às) melhores cavaleiros e amazonas do mundo!!! E já deixamos claro que, na visão deste jovem aspirante, Dom Einsta merecia outras Medalhas do Castelo de von Nobel.

2 – Uma ironia

Antes de contar sobre o combate contra os gigantes relativísticos, este aspirante a cavaleiro gostaria de citar uma ironia: quando Dom Quixote de la Einsta era apenas um cavaleiro iniciante, ele próprio foi um dos criadores e construtores dos moinhos de vento que guardavam a bruxaria quântica. Não deixa de ser irônico como a vida é uma caixinha de surpresas, como diria Sir Joseph Climber**.

3 – Os gigantes relativísticos

Ainda sobre 1905 d.C., obrigatoriamente devemos comentar sobre o combate de Dom Einsta contra os gigantes relativísticos. Estes gigantes nasceram de uma disputa muito anterior a Dom Einsta, quando Orcs do Templo de Newton e Trolls da Aldeia Maxwelliana se engalfinharam.

Os Orcs Newtonianos já habitavam a Terra há algumas centenas de anos, dominavam a arte da magia completamente, e, quando os Trolls Maxwellianos surgiram, ficou muito óbvio para os cavaleiros e amazonas que eles não combinariam. A arte dos sortilégios dos Trolls aparentava ser mais poderosa, e, com certeza, levaria a artefatos nunca antes imaginados.

Quando a cavalaria, armada de seus utensílios e de toda sua tática***, tentou observar os Orcs e os Trolls, era evidente que ali estava preparado um terreno para guerra. O cavaleiro que desencadeou esta guerra foi Jean “Clérigo” Maxwell, como era chamado em sua grande aldeia.

Clérigo Maxwell era um pacifista, defensor das ideias do Templo de Newton. Ele tentou, por muitas vezes, conciliar os Orcs Newtonianos com seus Trolls. Podemos citar que Clérigo Maxwell levou inclusive os Orcs e os Trolls para um lugar místico, chamado Æther, onde aparentemente Orcs e Trolls se entenderiam. Mas só aparentemente… alguns cavaleiros rebeldes, como Sir Albert Michelson e Barão Edward Morley, questionavam todo o poder do Æther. Alguns outros cavaleiros, por sua vez, tentavam proteger o Clérigo Maxwell e o Æther, como Lorde Hendrik Lorentz e Frei Henry Poincaré.

Quem me lê já consegue imaginar que isto não chegaria a um bom lugar. Orcs e Trolls começaram sua luta no Æther, uma batalha que durou décadas. Enquanto eles lutavam, a magia dos Trolls mostrava seu poder na Terra. Artefatos foram construídos por Grão Heinrich Hertz, e de certa forma estes artefatos favoreceram imensamente os humanos.

A guerra entre Orcs Newtonianos e Trolls Maxwellianos durou décadas, até que Dom Quixote de la Einsta, enquanto estava trabalhando em um dos repartimentos burocráticos da coroa Suíça, conseguiu tempo para retirar os Trolls Maxwellianos do Æther, mostrando que eles não precisavam deste ambiente místico para sobreviver. Dom Einsta então deixa parte dos Orcs Newtonianos num local de completa inexistência, junto com o Æther. Uma parte dos Orcs Newtonianos foi preservada por Dom Einsta, pois seus artefatos são úteis até hoje.

Em poucos anos o Templo Newtoniano foi ampliado e inclusive mudou de nome para Catedral de Einsta. Dom Einsta, que estava muito feliz com essa batalha contra os gigantes relativísticos, prosseguiu mais: domesticou alguns Orcs Newtonianos mais pesados, chamados Orcs Gravíticos, e alterou completamente sua constituição, fazendo com que os sortilégios dos antigos Orcs Gravíticos Newtonianos, agora chamados General Orcs, pudessem inclusive “curvar” a própria Luz dentre outras capacidades que até os dias atuais tem se mostrado surpreendentes.

A epopeia de Dom Einsta contra os gigantes relativísticos foi contada detalhadamente em diversos pergaminhos, como pode ser visto NESTE LINK, NESTE LINK ou NEST PODCAST.

 

Caricatura de Einstein, montado em um cavalo, com um cavaleiro meio abatido ao lado. No fundo, moinhos de vento.

4 – Os moinhos de vento quânticos

Dom Quixote de la Einsta prosseguiu o restante de sua vida em vários campos de batalha. Entre eles a grandiosa batalha para tentar Unificar todas as magias do mundo[3]. Mas nesse breve papiro queremos citar as frentes de luta que Dom Einsta travou contra os moinhos de vento quânticos.

Infelizmente, apesar de todo o sucesso de Dom Einsta, ele começou a enxergar monstros onde, hoje, sabemos que não havia. Verdade seja dita, até os dias de hoje há muitos cavaleiros que enxergam estes monstros quânticos, e podemos, sim, nos questionar sobre sua existência. E também devemos falar que a luta que Dom Einsta travou durou MUITO tempo. E somente muito, muito tempo depois do falecimento de Dom Einsta é que a cavalaria demonstrou, por A+B, que os moinhos não são monstros.

Os moinhos de vento quânticos foram criados por cavaleiros e amazonas jovens, rebeldes com causa (mas talvez sem causalidade). Eles e elas iniciaram a chamada Bruxaria Quântica. Esta arte de feitiçaria foi guardada em moinhos de vento, para que pudessem fabricar artefatos novos para a humanidade. Como dito acima, Dom Einsta foi um dos fundadores da Bruxaria Quântica, e inclusive auxiliou na construção dos primeiros moinhos de vento quânticos.


A segunda parte desta história, que contará as principais aventuras de Dom Einsta contra os moinhos de vento quânticos, virá em um segundo pergaminho, que poderá ser encontrado neste mesmo Portal de Sortilégios: no Portal Deviante. Fiquem atentos e atentas, pois as peripécias de Dom Einsta estão apenas começando, e se você ACHA os moinhos de vento quânticos estranhos, você não perde por esperar os próximos capítulos.


Forte abraço, te vejo no futuro.

Leo.

Notas e referências:

*Esta é uma história fictícia baseada em eventos reais, e em metodologias científicas já testadas e verificadas. O texto usa elementos de narrativa, e portanto palavras e expressões como “Bruxaria Quântica” devem ser vistas como auxílio de escrita. NÃO confundir com a pseudociência que usa a Quântica para vender mentiras, que infelizmente tem dominado as mídias e redes sociais.

**Joseph Climber

*** Entender utensílios como metodologia experimental e teórica, e tática como as abordagens científicas.

[1] O apelido “Dom Quixote de la Einta” foi dado pelo grande amigo de Einstein, com relação à luta de Einstein com relação à Teoria Quântica. Por exemplo, podemos ver neste trecho: “Quando Einstein, reclamando do trabalho de um colega, brincou com Besso dizendo: “Ele monta o pobre cavalo de Mach até a exaustão”, Besso respondeu: “Quanto ao cavalinho de Mach, não devemos insultá-lo; não tornou possível a viagem infernal pelas relatividades? E quem sabe, no caso dos malvados quanta, também pode levar Dom Quixote de la Einsta por tudo!”” Link

[2] Este texto foi inspirado no livro “O Sonho de Einstein: em busca da teoria do todo”, de Pietro Greco. Link livro

[3] Para ver um texto sobre o livro de Pietro Greco, da referência [2], e como este Sonho de Einstein dizia respeito a Teorias de Unificação de Campos, consultar o seguinte texto no Portal Deviante: Einstein e a história de um fracasso, por Leo Souza.

Artigos sobre os vários “duelos” citados neste conto:

Os artigos abaixo constam em sua tradução para o inglês, sendo que alguns não necessariamente foram escritos nesta língua.

A) Os artigos de Einstein do ano de 1905 
B) Artigo original de Maxwell sobre o campo eletromagnético
C) Artigo original de Michelson-Morley
D) Artigo sobre a incompatibilidade entre as equações de Maxwell e as transformações de Galileu
E) Transformações de Lorentz
F) Artigos de Hertz sobre ondas eletromagnéticas
G) Artigos de Einstein sobre Relatividade Geral
H) Artigo original de Bohr sobre seu modelo atômico
I) Artigo de Einstein (com citação a Bose) sobre condensação Bose-Einstein
J) Conferências de Solvay
K) Artigo original de Heisenberg, Jordan e Born sobre Mecânica Matricial
L) Artigo origianl de Schrödinger sobre sua equação para Psi
M) Artigo original de de Broglie sobre sua interpretação do átomo
N) Os debates de Einstein-Bohr
O) Artigo EPR de 1935
P) Resposta de Bohr ao EPR (também de 1935, e com o mesmo título!!!)
Q) Artigo original de Bell
R) Artigo ogininal do Aspect “e gangue”, contendo o 1º experimento tentando mostrar uma (violação da) desigualdade de Bell
S) Um dos artigos de 2015 que mostrou, sem brecha, uma violação da desigualdade de Bell

 

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