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A Importância do “Brincar” (Um Adulto Consciente)

por em 29/02/2016 em Ciência | 1 comentário

A Importância do “Brincar” (Um Adulto Consciente)

Quem não lembra da época onde uma caixa de papelão se transformava em uma nave espacial, uma toalha virava uma capa, um simples graveto era uma varinha mágica e um travesseiro te protegia do perigoso, e temido, chão de lava? Ah! Bons tempos não é mesmo? Não tínhamos preocupações e nem nos importávamos com o que os outros pensavam. Nossa imaginação ganhava asas e graças ao nosso espírito de criança, tudo, tudo mesmo, era mais simples e fácil.

Éramos mestres em imaginar situações, problemas e soluções para nossas brincadeiras. Mesmo ainda mais novos já fazíamos isto. A criança, com menos de cinco anos, geralmente brinca sozinha. Essa idade pode variar de pessoa para pessoa. Algumas tendem a buscar uma socialização um pouco antes ou um pouco depois dos cinco anos de idade. Logo após, vem aquela época mais lembrada por nós, onde o chão é o gramado e as paredes são as traves.

Segundo Claudia Flor de Souza (Em seu artigo: A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR E DO APRENDER DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL): “A brincadeira tem uma enorme função social, desenvolve o lado intelectual e principalmente cria oportunidades para a criança elaborar e vivenciar situações emocionais e conflitos sentidos no dia a dia de toda criança”.

Crianças indígenas brincando

Crianças indígenas brincando

Ou seja, a criança imagina situações e cria emoções, que a fazem estar mais bem preparada para o convívio social, que futuramente exercerá. E, como sabemos, essas brincadeiras são acompanhadas de “[…] prazer e satisfação. É a falta desse prazer ou dessa satisfação que pode acarretar na criança alguns distúrbios de comportamento”, complementa a professora Claudia Flor.

Porém, muitos pais acham que brincar é, apenas, um momento de descontração da criança. Assim, tolhem as brincadeiras e fazem delas “Mini Adultos”. Pondo os filhos em grades extracurriculares que roubam todo o tempo do brincar.

Tirinha Armandinho

Tirinha Armandinho

A criança não pode ser vetada destes momentos, pois é ali onde sua capacidade motora, intelectual e social está sendo desenvolvida. Esta parte crucial da nossa vida, nos dá a chance de aprendermos com os próprios erros e potencializar nossos sentidos e imaginação. As faltas destes momentos trazem “problemas” de convívio social, como a timidez ou reclusão do indivíduo desta imensa esfera social, incapacitando-o de ser um adulto preparado para os possíveis e iminentes choques desta fase, onde nossa “vida” está em jogo.

Então fica a dica: o adulto bem preparado, com certeza, já perdeu o “tampão” do dedão do pé várias vezes.

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