Pages Menu
TwitterRssFacebook
Categories Menu

Realidade virtual pode ajudar a prevenir quedas em idosos

por em qua 28America/Sao_Paulo dez 28America/Sao_Paulo 2016 em Ciência | 6 comentários

Realidade virtual pode ajudar a prevenir quedas em idosos

As quedas em idosos (65 anos ou mais) representam 1-2% de todas as despesas de saúde em países desenvolvidos. 30% dos idosos que vivem na comunidade e até 60-80% dos idosos com comprometimento cognitivo leve, demência ou doença de Parkinson, sofrem quedas pelo menos uma vez por ano.

Quedas podem causar fraturas importantes, falta de independência, incapacidade, internações em hospitais ou casas de repouso, e morte. Mesmo sem lesões, as quedas geralmente levam ao medo de cair, fazendo com que o idoso evite sair da casa e aumente o risco de depressão, que por sua vez, muitas vezes leva à inatividade, fraqueza dos músculos, desequilíbrio e marcha prejudicada. Mais quedas e mais isolamento social geram um ciclo vicioso difícil de ser resolvido.

Porém, um estudo realizado com 282 participantes de cinco centros clínicos na Bélgica, Israel, Itália, Holanda e Reino Unido mostra um novo aliado no tratamento: a realidade virtual.

Os participantes testados foram divididos em 2 grupos: os designados para treinamento em esteira rolante associado com realidade virtual e outros com esteira sem a realidade virtual. O componente de realidade virtual consistia em uma câmera que capturou o movimento dos pés dos participantes e projetou-o em uma tela na frente da esteira, para que os participantes pudessem “ver” seus pés andando na tela em tempo real (não confunda com óculos de VR). A simulação de jogo foi projetada para reduzir o risco de quedas em idosos, incluindo desafios da vida real, como evitar e superar obstáculos como poças e percursos de navegação.

Queda em idosos é uma das maiores causas de internação e queda da qualidade de vida. Fonte: http://www.coroflot.com/avanzi/heron

Queda em idosos é uma das maiores causas de internação e queda da qualidade de vida. (Fonte)

Durante os seis meses após o treinamento, houve diminuição da incidência de quedas em ambos os grupos, porém esta diminuição foi estatisticamente significativa no grupo de realidade virtual.

A maior melhora foi observada em participantes com doença de Parkinson, e os autores sugerem que isso poderia ser devido a uma série de fatores, incluindo que eles tinham maiores taxas de quedas no início do estudo, e que a realidade virtual foi capaz de ajudar a melhorar as áreas cognitivas e motoras, bem afetadas na doença de Parkinson.

A facilitação do acesso à Realidade Virtual poderá num futuro próximo nos mostrar outros benefícios desta tecnologia.

Quer saber mais sobre outros aspectos do Envelhecimento? Ouça o excelente Scicast #116

Fonte: ScienceDaily

  • Marcelo Rigoli

    Muito legal o texto cara! Nós estamos desenvolvendo um projeto que usa realidade virtual para tratar transtorno de estresse pós-traumático em usuários de banco, muito legal! hehe

    • Fernando Maia Filho

      Valeu rigoli! Usuários de banco?!

      • Marcelo Rigoli

        Sim! O índice de assaltos é altíssimo e muitas pessoas ficam com TEPT depois. E como é um cenário mais padronizado é menos difícil de montar para todos. Nosso projeto até no Fantástico saiu já hehe
        https://vimeo.com/12379992

        • Fernando Maia Filho

          Que dah hora Rigoli! Parabéns pelo trabalho! A realidade virtual é promissora pra tratamento. Uma das melhores aplicações na minha área é pra tratar distúrbios do equilíbrio corporal.

          Obs.: quando vc disse banco eu imaginei pessoas que não passam pela porta magnética pq fica apitando toda hora..aquilo tb da trauma kkkkkkkkkkk

%d blogueiros gostam disto: