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Scicast #161: Envelhecimento Populacional

por em sex 28America/Sao_Paulo out 28America/Sao_Paulo 2016 em Destaque, Scicast | 54 comentários

Scicast #161: Envelhecimento Populacional

Sejam todos bem vindos Deviantes e Derivadas a mais um SciCast! Essa semana vamos falar sobre o envelhecimento populacional.

O que está tornando os países desenvolvidos cada vez mais “velhos”, que problemas isso pode acarretar? Qual o motivo do crescimento populacional no planeta ter acelerado? Qual a relação da natalidade com as Natálias? E, principalmente, como entender um país olhando para uma piramide, sem ser um alienígena?

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Sobre o Encontro Podcast:
No fim de semana (3 e 4 de dezembro) faremos um grande encontro na CCXP com muitos amigos podcasters;
Vai ser um grande bate papo e reuniremos no palco e no mesmo ambiente diversos podcasters do Brasil todo;
É a oportunidade de conhecer pessoalmente o seu podcaster preferido, fazer muita bagunça e provar que o podcast é sim, uma mídia incrivelmente forte;
Vamos encher as redes sociais com a #EncontroPodcast e fazer muito barulho, porque vai ser épico!

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Aperte o pause:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCastEquipe de Gravação/Pauta: Natalia Nakamura, Werther Willian Spengler  Arte da Vitrine: Google  imagens

 

 

Comentado no episódio:

Texto inicial: Envelhecer – Arnaldo Antunes

Sugestões de literatura:

  • BARBOSA, Ivonete de C. Demografia: dinâmica populacional, indicadores e atenção básica à saúde. São Paulo: Érica, 2014. Série Eixos.
  • BURITI, Marcelo de Almeida. Envelhecimento e Contingência de Vida. Campinas: Alínea, 2011.
  • JACOB FILHO, Wilson; JORGE, Alexander A. de L; BUSSE, Alexandre L.; et al. Envelhecimento: Uma Visão Interdisciplinar. Rio de Janeiro: Atheneu, 2015.

Sugestões de vídeos:

Sugestões de links:

 

Crédito música usada durante o episódio:

Breaktime – Silent Film Light de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Origem: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100302
Artista: http://incompetech.com/

  • Massacrone

    Os temas estão matadores ultimamente. Parabéns à toda equipe do Scicast!

  • Werther Krohling
  • SaymonPires

    quanto custa levar o Tarik?

    • Werther Krohling

      R$ 47,00 a passagem de Anápolis x SP em ônibus cata corno, sem ar condicionado que faz baldeação em Maceió (fica a dica).

      • Marcelo Rigoli

        Acho justo

    • Juliana Vilela França

      Saymon, não sabemos ainda, estamos fazendo o levantamento de valores, mas queremos esse lindo depressivo na CCXP <3

    • Eu li isso sem lembrar do que foi falado na leitura de e-mails e por um minuto achei que o Tarik estava a venda kkkkkkkk

    • Vamos abrir uma barraquinha na beira da estrada e vender beterrabas pra arrecadar fundos.

  • outro episódio com um assunto que nunca tinha me preocupado tanto, realmente tem muita coisa pra gente pensar como uma sociedade que vai viver cada vez mais.

    Li um texto e também vi uma matéria sobre mulheres japonesas e a situação delas no mercado de trabalho tempos atrás, dizia que muitas mulheres japonesas acabam não casando pra poderem ter uma vida profissional plena, já que é normal que após uma mulher se case abandone seu trabalho pra se dedicar a casa, marido e possíveis filhos, ou também as que dedicam muito tempo ao trabalho acabam adiando o casamento e após certa idade (que nem é tanta) fica muito difícil de conseguirem um parceiro, logo isso contribui também pra baixa natalidade no país.
    Mas penso que isso também acontece de outras formas pelo mundo, mesmo aqui onde é comum a mulheres se dividirem entre trabalho e funções domesticas, mesmo que esteja começando a mudar um pouco e os homens assumam as vezes algumas funções ou até mesmo dividam, ainda assim na maioria dos casos é posto sobre as mulheres um peso muito maior em cuidar da casa e dos filhos, isso somado a vida profissional deve pesar bastante na hora de optar por menos filhos.
    Acho que se houvesse uma preocupação maior com as diferenças de gênero e papeis gênero num país como o Japão, e também mundo a fora, de tirar todo esse peso da vida doméstica de cima das mulheres e dividir igualmente com os homens talvez fosse bem mais fácil pra mulheres optarem por casarem e terem filhos e os casais terem mais filhos.

    • Nanaka

      Infelizmente, o Japão ainda tem muita cultura e tradição machista nesse sentido. As mulheres recebem menos, e é mesmo esperado que se dediquem aos filhos e marido depois de casar, o que realmente faz com que as que tem educação e um emprego decente prefiram continuar na carreira. Isto está mudando aos poucos mas ainda tem muito a melhorar

      • realmente bem preocupante a situação do Japão se a gente pensar nessa questão de envelhecimento e baixa taxa de natalidade, vai chegar num ponto que talvez tenha que se tomar uma grande medida pra não entrarem numa crise.
        Seria foda um mangá que se passasse num futuro distópico assim :v .

  • Outra coisa que fiquei pensando, a gente vai passar por um mundo com uma população global mais velho de qualquer jeito, passando por isso de uma forma boa ou não, mas e depois disso? após algumas décadas caso não achem “a cura pra velhice e morte”, vamos ter um mundo com uma população de jovens? vai se tornar algo cíclico de termos períodos com uma população global jovem e logo depois uma população de idosos? ou com a estabilização do crescimento populacional não vai mais existir essa desproporção?

    • Nanaka

      Yã, excluindo guerras e eventos pontuais, o que vimos na história da população humana é que sempre houve muitos jovens, e o que está acontecendo agora é uma estabilização no crescimento, resultando em muitos ‘idosos’. Não vemos uma tendência a criar ciclos, mas uma estável população marjoritariamente ‘idosa’, a não ser que os governos tomem mais medidas para aumentar a população jovem.

  • Dica: o episódio 4 da terceira temporada de Black Mirror, San Junipero, aborda umas coisas que foram falada no cast.
    https://66.media.tumblr.com/342a4c2298e63c5b69ce1f9771c71af5/tumblr_ofkeqvwmpl1u2ragso3_500.gif

  • João Marcos Silva

    Scicast sempre me surpreendendo com essas temas!

    • Fernando Malta

      Espero que tenha sido uma boa surpresa. ;-)

      • João Marcos Silva

        com certeza :)

  • Vinicius Roggério da Rocha

    Tem um link do IBGE que mostra a situação passada, atual e projeção para diferentes índices relacionados ao tema de envelhecimento da população, para todos os estados:
    http://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/

    Já nesse texto, tem algumas discussões sobre malthusianismo, as diferenças entre taxa de natalidade, de fecundidade e a expectativa de vida ao nascer, assim como a questão do decréscimo da população para o índice para o índice abaixo de 2,1 filhos por mulher:
    http://www.monolitonimbus.com.br/crescimento-populacional-e-idade-da-populacao/

    Não sei se tem muito a ver com o assunto, mas enquanto ouvia o episodio fiquei lembrando do filme Idiocracia, que se passa em um futuro distópico onde o consumismo é desenfreado e as pessoas desprezam o conhecimento, o que leva a vários problemas e também situações hilárias. Logo no começo do filme, dizem que isso aconteceu porque as pessoas “idiotas” tem vários filhos e as “não idiotas” não geram descendentes. Bem polêmico.

  • Emerson Lourenço

    Gente, é sério que vcs não falaram de Idiocracia? Parece idiota (uhum!?) mas faz algum sentido! Merecia ser discutido… Mas quem sabe quando voltarem a falar de educação.
    Vi que mais alguém falou sobre isso nos comentários. Tá vendo! Merece pelo menos ir para os comentários… Pronto falei!

    Abraços, beterrabas e jujubas para todos.

  • Victor Hugo

    Excelente programa, Tarik arrebentando como sempre, parem de fazer bullying com ele.

    • Fernando Malta

      É amor. S2

  • sapobrothers

    Ficar velho, definitivamente, não é legal. Mas ainda é melhor que a alternativa…

    P.S.: Me incomoda um pouco esses eufemismos de “chamar de desafio” ao invés de “problema”. Falta de dinheiro pra pagar aposentadoria é um TREMENDO de um problema, ué.

    • Willian Spengler

      A falta de $ para pagar aposentadorias não é um problema do envelhecimento em si, mas sim de (má) gestão pública, em primeiro plano.

      • sapobrothers

        Eu acho que essa resistência a chamar de problema o que, de fato, o é – seja ele a causa ou o efeito – não ajuda em nada a encontrar uma solução (ok, pode dar a margem pra entender que extermínio em massa seria uma solução e talvez por isso não seja bom deixar inteligências artificiais tomarem essas decisões). E, convenhamos, conta a mais pra pagar é sim um fardo a ser carregado, e a não ser que seja o Conan usando isso de treinamento, não consigo ver de forma positiva. Principalmente quando uma das soluções é fazer velhinho continuar trabalhando (aí o velhinho passar a ser um problema até pra ele mesmo). :P

        • Willian Spengler

          Tu falando em extermínio em massa via inteligência artificial e eu acabei de assistir “Jogos de Guerra”, de 1983… :)

          • sapobrothers

            Obrigado por não me fazer me sentir eu um velhinho sozinho. Eu lembrei dessa agora. Aliás, por onde anda o senhor Ulisses, hein? Há quem diga que nadou ao contrário e foi parar na África. :P

          • Willian Spengler

            Parece que ele voltou ao seu planeta de origem…

  • Silvana Oliveira E Silva

    Queridos, curti muito o episódio. Espero que o tema do Envelhecimento ganhe uma série própria no Scicast, dada a importância do mesmo. Gostaria somente de, como geriatra, fazer alguns adendos ao que foi informado.
    A população brasileira está completando sua transição demográfica numa velocidade 4x maior que a população francesa, por exemplo. E nosso fenômeno é diferente daquele presente nas grandes regiões do globo. Nossa pirâmide etária está crescendo em altura e se invertendo muito rapidamente, pois a velocidade de crescimento da parcela maior que 80 anos – a quarta idade – é 3x maior que do grupo abaixo dessa idade. A velocidade de surgimento de centenários também tem aumentado rapidamente.
    O idoso brasileiro, o “baby boomer”, é um sobrevivente. Já chega aos 65 anos (idade que o Brasil aos poucos está assumindo como seu limite etário), com uma carga de doenças crônicas e discapacidade muito alta, resultado das condições de vida e dos hábitos assumidos na juventude, também da escassez de assistência.
    Além disso o idoso brasileiro, ao contrário de outras nações da América Latina, é membro do grupo com maior renda. A pobreza brasileira é jovem, e isso choca nossos colegas de outros países. As pessoas em geral reclamam da assistência estatal, mas os programas de transferência de renda iniciados na década de 1990 conseguiram transformar o idoso brasileiro de digno de caridade, em um grupo com maior segurança financeira em relação aos demais, mesmo nos grupos de baixa renda. Então o velho em nosso país em geral tem pessoas mais jovens sob sua responsabilidade financeira: ajuda filhos, netos, chefia família, o que aumenta a vulnerabilidade e o risco de abuso financeiro.
    A idade média de aposentadoria do brasileiro hoje é 58 anos, praticamente um adolescente rsrsrs. Ou um gerontolescente, um termo que o Dr Alexandre Kalache, carioca e ex presidente da OMS, cunhou e que se adequa bem a essa fase de transição da meia idade para a velhice. É também uma grande mudança de poder e papéis, e é essencial avaliar o que esses gerontolescentes tem a dizer.
    E viva a velhice, já que é para lá que nós vamos! Excelente episódio.

    • Fernando Malta

      Que comentário MUITO bacana, Silvana. Obrigadíssimo por contribuir com esses pontos que trouxe. Me preocupa em especial o ponto da saúde já (pre)debilitada com a qual estão chegando nossos idosos, pois a lógica de saúde preventiva não mais funciona no caso deles, diminuindo sua qualidade de vida e encarecendo o encargo ao erário público.
      Devemos ainda voltar nesse tema sob outras abordagens, dado que, como comentamos, ele tem consequências para diversos outros pontos de nossa vida individual e da sociedade. Possivelmente não será o tema central, mas, claro, será revisitado.
      E viva a velhice! o/

    • Marcelo Rigoli
  • Nyell Quantos

    Já tive experiencias com pessoas idosas em hospitais, sem plano de saúde, e sem muitas esperanças de saírem com vida do local.
    Ver um idoso gritar de dor a noite, é de partir os ossos. Com o sistema de saúde precário, na maioria das vezes pessoas de idade avançada, com a saúde debilitada pelas doenças e pela idade, não tem prioridade quando se trata de analgésicos caros e escassos. Médicos e enfermeiros no sistema publico, são endurecidos pelas situações diárias, mas para parentes/amigos/visitantes, é perturbador, revoltante… O egoismo de continuarmos vivos não importando a idade, é um debate filosófico, e que não caberia em um texto tão raso, mas, pergunte as pessoas se elas desejariam viver para sempre, a resposta só sera negativa, caso ela esteja infeliz, com dor, ou em estados semelhantes onde a felicidade já escorreu pelos dedos a muito tempo. Esse, a pergunta no futuro for: “Olá o senhor gostaria de deixar de viver para que seu filho, possa ter um filho?” (…) Será que gerações de idosos futuros, precisarão abrir mão da sua longevidade, para que, os mais jovens tenham melhor qualidade de vida? Será que expectativa de vida, não está atrelado ao sofrimento, de inúmeras pessoas idosas, que não terão plano de saúde, e dependerão de um sistema publico, que não pode priorizá-los?
    E quando formos nós? Será que vamos lembra que, aquela morfina será muito melhor empregada, em um paciente mais jovem, e com muito mais probabilidades de sair vivo, para continuar a contribuir com a sociedade?
    Independente do nosso “
    egoismo” para com a nossa vida, ou da empatia alheia(ou da falta dela…), em breve seremos os idosos do nosso tempo.
    Esse episodio merece uma serie! Vocês estão de parabéns, não só pelo trabalho, mas também por abrirem discussões para as quais na maioria das vezes é muito mias comodo, não olhar…

    • Marcelo Rigoli

      Concordo plenamente que a discussão segue para o campo filosófico e deixa um pouco o campo pragmático. Também tive experiência com pacientes terminais e é um momento muito complicado tanto para ele quanto para a família. A questão da mortalidade e da imortalidade ronda a existência humana desde que nosso lobo frontal foi capaz de ver pra frente o suficiente pra se dar conta que a própria vida tem um fim inevitável. Até me questiono se o desejo de viver em detrimento de abdicar da própria existência pode ser chamado de egoísmo. Certamente não o fazer pode ser chamado de altruísmo, mas não creio que o contrário seja verdadeiro.

      • Nyell Quantos

        Um egoismo químico/biológico sem duvida!
        Acho que os sinônimos culturais para altruísmo,
        serão repensados futuramente caso,haja a necessidade de tais ações. Quanto ao “contrario não ser verdadeiro” eu acho que será sempre o problema em que, para quem recebe sempre será pouco… e quem dá, será sempre muito.

  • Presidente Exumador

    Luciano Pires como host da apresentação na CCXP? Mas não é um painel sobre podcast? Com o tal Luciano vai parecer uma palestra sobre autoajuda.

    • AR Terra

      Oi Presidente Exumador!
      O Luciano Pires é podcaster há mais de 10 anos. Tem um podcast chamado Café Brasil, que iniciou em 09/2006 e segue firme até hoje. Os programas dele são muito bons, incitam a poderosas reflexões e aborda diversos assuntos.

      http://www.portalcafebrasil.com.br/todos/podcasts/

  • AR Terra

    Ótimo Cast, como sempre!! Parabéns !!

    Tenho 2 colocações que me vem à mente:

    1) Queremos viver mais pois queremos, entre outros motivos, postergar o momento da morte. Morrer significa ter de passar por sofrimento, muitas vezes excessivamente longo. E se pudéssemos, sem culpas morais, incorrer em ilegalidade e ter de fazer isso de forma completamente amadora e grotesca, definir e executar o momento da morte, será que teríamos essa necessidade ou desejo de prolongar tanto a vida assim? (sim estou falando de suicídio assistido!!) Muitas pessoas passam vários anos de sua velhice tendo uma vida miserável, apenas sobrevivendo, em função de demência, AVC e outras mazelas, ao invés da tão romantizada melhor idade. Fica como uma provocação….

    2) Achei a explanação do Tarik sobre como funciona a previdência muito boa, simples e direta!! Previdência, antes de qualquer ponto de vista ideológico, é uma questão matemática. E vai quebrar se continuar nos moldes como está!! Mais um reforçador de que a educação neste país deve ser a máxima prioridade, tornando o jovem de hoje mais capacitado e com renda melhor. Senão, vamos ter que trabalhar até os 110 anos, não como opção, mas sim como obrigação!!

    Abraço a todos!!

    Alex Resende Terra, vulgo AR Terra

    • Fernando Malta

      AR TERRA! O senhor é uma LENDA aqui! Um dos nomes mais legais dentre os patronos. ;-)

      Aos seus pontos:

      1) Não quis entrar na discussão que o Werther trouxe no início porque iríamos longe (e pra longe do tema do cast), mas discordo radicalmente dele. Nossa existência está baseada, além da óbvia reprodução, na busca constante de bem-estar, ao meu ver. Se esse alonga nossa vida, pra mim é uma excelente consequência, não egoísta, como ele coloca. :)

      2) Foi o ponto que quisemos apontar. Não entramos no mérito se ela está deficitária ou não atualmente (ainda que eu, pessoalmente, assim julgue), mas sua própria lógica é insustentável no cenário de envelhecimento populacional que observamos.

      Abração!

      • AR Terra

        Esse é o nome que uso no facebook. Na época tentei usar o nome ARTe, mas alguém já tinha feito… .

        Depois que postei a msg anterior, lembrei de um filme sobre o envelhecimento que é um soco no estômago. Se chama “Amour” do diretor Michael Haneke (que é um baita diretor, todos os filmes dele são muito reflexivos e soqueadores de estômago), um cineasta que acumula também as profissões de psicólogo e filósofo.

        http://www.imdb.com/title/tt1602620/

        Vou deixar também como dica, uma entrevista do Roda Viva com o Pondé e o Karnal. Perto dos 50 minutos eles falam sobre a questão da necessidade de imortalidade do ser humano. Muito interessante as colocações desses 2 grandes pensadores atuais. Alias, vale a pena assistir todo o debate, pois é muito, muito, muito inspirador para quem gosta da atividade reflexiva.

        https://www.youtube.com/watch?v=rivj8gpeAFU

        Um abraço e até uma próxima!!!

  • Fernando Maia Filho

    Excelente cast.
    O que o Tarik disse sobre a diferença de acesso a serviços de saúde pesa e muito nos idosos de hoje e será crucial no caminho que o idoso futuro vai percorrer.
    Gostaria de aprofundar em 2 questões:
    – qualidade/felicidade: acesso a medicina preventiva e curativa garante o aumento da expectativa de vida. A felicidade ao chegar na velhice (e durante toda a vida, claro) está começando a ser pensada, e deve ser uma busca de todos os profissionais que mantém contato com idosos.

    -potencialidade: o Brasil somente chegará a uma geração de idosos com plena capacidade que seus corpos podem oferecer, quando todos os setores estiverem comprometidos com a busca do total potencial do ser humano. E isso passa muito pela educação e gestões responsáveis. Ex: o adulto jovem (ou até a criança, infelizmente) que usa na zona rural, de maneira inadequada e sem proteção, um inseticida, tem uma perda auditiva precoce (seja por falta de fiscalização ou condições socioculturais). A medicina sabe que idosos com perda auditiva são mais suscetíveis à depressão e isolamento social, com queda importante da qualidade de vida e até do papel de membro da família com experiência a ser passada pra frente.
    Abraço em todos!

  • Renato Gama

    É a primeira vez que comento no Cast pq faz pouco tempo que comecei a acompanhar, mas parabenizo toda a equipe pelo ótimo trabalho.

    Só queria comentar que, enquanto vcs falavam da quantidade de parentes, esperava que alguém me superasse rsrs.
    Minha mãe tem 18 irmãos e meu pai 17.
    Tem primo que eu encontrei em outra cidade, convivi muito tempo e fui só descobrir depois.

    Não acrescenta em nada, né? ^^

    Longos dias e belas noites a todos.
    Mais uma vez parabéns.

  • Eric Adan

    E ai, pessoal. Blz? Mais uma vez estou atrasado nos casts, mas decidi comentar mesmo assim pois, principalmente o inicio do Cast gerou em mim um questionamento. A espécie humana foi “desenvolvida” (não achei palavra mais adequada para colocar aqui) para viver tanto tempo, tipo, mais de 100 anos, por exemplo? Ou a nossa evolução em longevidade se deu pelos avanços na ciência e na medicina? Espero que minha dúvida tenha ficado clara. Abraços a todos e, mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho.

    • Nanaka

      Você quer dizer, se os humanos evoluiram para viver mais? A evolução atua apenas em características que podem levar a gerar mais decendentes, que também gerem descendentes, e assim por diante. Por essa perspectiva podemos dizer que quanto mais as pessoas tiverem filhos após uma certa idade, e a premissa seria que a pessoa teria q ter condições de saúde para ter filhos nesta idade, mais serão os decendentes capazes de ter filhos após essa idade também. Portanto é difícil atribuir à evolução a saúde longeva após a idade fértil. No entanto, o ser humano é um ser social e viver até uma idade avançada em boas condições de saúde permite ajudar a cuidar dos filhos e netos por mais tempo, contribuindo também para a sobrevivência dos seus descendentes.
      Apesar disso tudo, o aumento excepcional da expectativa de vida que vimos foi em um período muito curto (apenas 2 ou 3 séculos), não seria o suficiente para ser resultado de evolução (seleção natural), mas sim da tecnologia e melhora na higiene e sistema de saúde, como falamos no cast.

      Agora, o que sabemos hoje, é que as nossas células tem uma capacidade limitada de se multiplicar, que varia entre cada espécie (baseado no tamanho dos telômeros), mas no caso dos humanos estudos sugerem que o máximo que alguém conseguiria viver, mesmo com todas as condições de saúde, alimentação, etc , seria por volta dos 120 anos. Para resolver esse ‘problema’, se é que é possível, seria necessário algum avanço ou descoberta muito além do que temos hoje, mas já existem muitos pesquisadores trabalhando nisso. Claro que, mesmo resolvendo o problema do limite dos telômeros, ainda há inúmeros outros fatores que contribuem para a longevidade, então não seria um passaporte para a imortalidade, mas a quebra de um limite crucial.

      Espero ter respondido sua dúvida :)

      • Eric Adan

        Poxa, Nanaka, obrigado!! a parte que bateu na minha dúvida foi respondida quando você explicou sobre os telômeros, o que é algo bem interessante… obrigado! :D

  • Darley Santos

    Antigamente, o idoso simplesmente não era um problema… Hoje existe o reconhecimento da terceira idade, a dignidade do ser idoso e talz, herança cristã… mas nas civilizações passadas, o tratamento era bem diferente. Aliás, hoje tudo parece conspirar para a longevidade e consequente envelhecimento da população.

    • Darley Santos

      Aos 01:19:27, que versão ousada e travessa da música do Raulzito hein, kkkk, ri demais, parabéns para o trio!

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