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Planos de Previdência privados – O guia básico

por em 31/05/2019 em Ciência, Notícias | Nenhum comentário

Planos de Previdência privados – O guia básico

Este texto é referente ao Spin número 565!

A reforma da previdência está aí na boca do povo desde que começou a conversa de reforma da previdência e aumento da idade mínima no governo Temer. Com isso, as pessoas ficaram mais curiosas e interessadas nos planos de previdência privada. Alguns sites viram as pesquisas por esse tema multiplicar 14 vezes! Por isso, resolvi explicar algumas coisa importantes sobre o assunto.

Por que ter um plano de previdência privado?

Eu não estou tentando evangelizar ninguém sobre a reforma da previdência oficial, mas a verdade é que as contas não fecham: há cada vez mais aposentados e menos jovens e trabalhadores de carteira assinada. A verdade é que, com ou sem reforma da previdência, eu acho que todo mundo deveria ter um plano de previdência privado (ou investimentos pensados para a aposentadoria). Cada vez mais o custo de vida da terceira idade aumenta enquanto o poder de compra das aposentadorias cai ano a ano. Sem um plano complementar, viver só de INSS é como estar em uma aventura de montanha russa sem cinto.

A vantagem de economizar para o futuro, é que temos o tempo a nosso favor devido aos juros compostos. Há mais informações neste texto do Portal e no meu blog  – mas explicando rapidinho, os juros compostos acontecem quando você ganha juros sobre juros. Isto é, o dinheiro que você já ganhou começa ele também a render ganhos, aumentando exponencialmente o resultado. Quanto mais tempo o dinheiro fica rendendo sem ser sacado, mais essa mágica se repete.

É possível fazer investimentos para a aposentadoria por conta própria, mas isso requer mais disciplina e conhecimento sobre o assunto. Para quem precisa de um empurrãozinho para guardar dinheiro e gostaria de ajuda profissional, os planos de previdência privados são a solução.

Tipos de plano: PGBL ou VGBL?

No Brasil existem dois tipos de planos de previdência privada: o PGBL  e o VGBL. Eles têm a mesma função: ajudar o investidor a acumular patrimônio para uso futuro – e este uso pode ser através de saques parciais ou totais ou uma renda vitalícia calculada pela operadora do plano no momento da aposentadoria.

Outra coisa em comum entre os dois tipos é a tributação dos valores no momento do resgate: progressiva, que segue a tabela do imposto de renda, e quanto mais você recebe mais paga; e regressiva, que segue uma tabela na qual quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, menos é pago de imposto de renda no resgate. Essa tabela regressiva funciona assim: começa com 30% para investimentos sacados com menos de 2 anos, e cai 5% a cada dois anos, até chegar à alíquota mínima de 10% para valores investidos a mais de 10 anos.

 

Mas as semelhas acabam por aí, e o tipo de plano que você escolhe pode ter uma enorme diferença no final. Isso porque o PGBL calcula a alíquota do IR sobre TODO o valor acumulado durante os anos (aportes e rendimentos), enquanto no VGBL, o IR só incide sobre os rendimentos. Por exemplo: imagine que você investiu $1 mil reais que renderam mais $100. No PGBL o IR será calculado sobre $1000 + $100 ($1110) e no VGBL só sobre os $100.

E aí você pergunta: por que alguém escolheria o PGBL se ele paga mais no final? Isso acontece porque para quem tem um PGBL, as contribuições para o plano – isso é, o dinheiro que você coloca lá – pode ser abatido do imposto de renda anualmente. Imagine que você colocou os mesmo $1 mil no plano em 2019, na declaração de ajuste do IR do ano que vem você vai ter um desconto de até 12% da sua renda tributável (é como se o governo contasse menos esses 1 mil reais do seu salário anual na hora de calcular o imposto). Mas atenção: o limite de isenção do imposto é de 12% e só vale para quem faz declaração de renda do tipo completa!

Como funcionam os investimentos dentro do plano?

O primeiro passo na escolha de um plano de previdência é escolher a administradora. Todos os grandes bancos do país têm essa modalidade e várias outras empresas e seguradoras também oferecem o serviço. O mais importante na hora de contratar um plano é garantir que sua administradora não cobra taxa de carregamento. Essa taxa é uma pré-mordida no seu dinheiro – imagina que seu plano cobre 2% de taxa de carregamento e que você colocou $100. Só $98 vão efetivamente chegar à sua conta. (estou tendo calafrios só com essa ideia) Hoje em dia há diversos administradores de excelente qualidade que oferecem ótimos planos sem essa taxa.

A segunda coisa é analisar quais os fundos que estão disponíveis para seu investimento. O seu plano de aposentadoria serve como um grande guarda-chuva sob o qual ficam outros fundos que você escolhe para seu dinheiro render. Uma administradora com bons fundos – melhor ainda se ela tiver oferta de fundos independentes de gestores qualificados – pode até dobrar o rendimento do seu plano ao longo do tempo.

O terceiro é escolher efetivamente quais fundos farão parte do seu plano. Para quem pretende investir por bastante tempo eu recomendo olhar fundos de ações, fundos multimercados e investimentos em renda fixa indexada à inflação. O longo período de investimento permite que essas aplicações tenham bons resultados no longo prazo!

Eu sei que esse assunto gera muitas perguntas, então deixem seus comentários, que eu responderei às dúvidas.

 

Outros links sobre o assunto:

O que você precisa saber sobre os planos de previdência privada

DICA: Planos de aposentadoria e Herança

Batalha das Previdências: repartição X capitalização

Modo Noturno