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Scicast #91: Lixo

por em sex 24America/Sao_Paulo jul 24America/Sao_Paulo 2015 em Destaque, Scicast | 15 comentários

Scicast #91: Lixo

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Boa parte dos atos que a humanidade pratica cotidianamente sem pensar é seguida de outro gesto automático: sobrou, jogou fora. Assim, de latinha em latinha, de saquinho em saquinho, de caroço em caroço, de folha em folha, de caixa em caixa, de celula em celula, enfim, de resto em resto, um cidadão ocidental produz, em média, a cada ano, 500 quilos de lixo urbano.

Um brasileiro é responsável por 378 quilos anuais. E, como lixo é lixo, ou seja, algo de que não se precisa e que não se quer ter por perto, ainda mais porque faz mal à saúde e ao planeta, governos, cientistas, indústrias e a população em geral empenham-se atualmente em encontrar formas de tratar e reduzir sua quantidade – de preferência, ganhando dinheiro com isso.

 

Produção/Apresentação: Silmar GeremiaCoordenação: Fernanda SchusterPauta: Werther KrohlingAugusto Granjeia e Juliana Vilela. Revisores: Tarik Fernandes e Cristian GomesConvidado Especial: Jonathan Babo. Engenharia de Som/EdiçãoSilmar GeremiaArte da Vitrine: Andrew McConnell.

 

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Filmes, Games, Blogs e Vídeos:

O Mundo de Beakman – Episódio 45 – Lixo

O Mundo de Beakman – Episódio 5 – Reciclagem

A História das Coisas: Explica o funcionamento do capitalismo e como as Corporações manipulam governos e pessoas para consumirem cada vez mais. A historia das coisas revela a ideologia por trás do consumismo e a causa das grandes diferenças sociais. A história das coisas mostra também o porquê da nossa sociedade produzir tanto lixo e destruir o meio ambiente.

Wall-E (Andrew Stanton, 2008): Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada.

Futurama (1999-2013), episódio 08 – O mau do século XX: Uma bola de lixo gigantesca do século XXI ameaça cair de volta na Terra, atiçando o Professor Farnsworth contra o seu maior rival, Ogden Wernstrom, em uma tentativa de solucionar o problema.

Recycle: Garbage truck simulator (2014 – PC): Você assume o volante de caminhões do lixo incrivelmente realistas e cruza uma cidade agitada enquanto assume as diversas tarefas de gestão do seu império de gerenciamento de lixo urbano.

Um Ano Sem Lixo: Oi! Eu sou a Cristal Muniz. Tenho 23 anos, sou designer gráfica e estou tentando produzir lixo zero (ou o mais próximo de zero possível) até o final de 2015. Quis tentar esse desafio depois de ler que a Lauren, do blog Trash is for Tossers, estava sem produzir lixo faz 2 anos. Esse blog é pra eu contar como vou, aos poucos, achando alternativas zero-lixo para as coisas que estamos acostumados a fazer. Zero-lixo significa que ou a embalagem é 100% reciclável ou, no caso de alimentos, pode virar compostagem. Mas, além disso, a ideia é buscar alternativas que não usem embalagens, coisas que possam ser feitas em casa com ingredientes naturais, produtos de empresas que se preocupem com o destino das suas embalagens, produtos veganos, naturais, sem ou com o mínimo de químicas possíveis.

Livros:

A História do Lixo

  • Este SciCast é um oferecimento de: VAI PLANETA!

    • inuyashagui

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk rachei de rir aqui!

  • Eu escrevi algo para a disciplina de Fundamentos da Realidade Brasileira semestre passado, durante a graduação.

    Link: https://copy.com/kOGrhbUKKvsr3fqn (Cuidado! PDF)

  • Welton Lima

    Excelente cast!
    Uma curiosidade: Na década de 1880, o prefeito da Sena [1] se chamava Sr. Poubelle. Foi ele que decide em 1884 que todos os apartamentos e prédios deveriam haver uma lata para botar-se o lixo. O decreto do prefeito era necessário àquela época e fez de Paris umas das cidades mais limpas da Europa. Mas o povo – que adorava reclamar de tudo – não falava “caixa de lixo”, mas simplesmente “poubelle” em “homenagem” ao criador da idéia.
    [1] La Seine est un ancien département français qui a été supprimé le 1er janvier 1968 et réparti entre quatre départements: Paris, Hauts-de-Seine, Seine-Saint-Denis et Val-de-Marne.
    http://www.professoradefrances.com.br/a-origem-da-palavra-poubelle-lixeira/

  • Werther Krohling
    • inuyashagui

      Foda é ter que ir a noite na patente…

    • Lys Marie

      Também ficaria com medo de entrar nessa casinha à noite. Me parece que ela não tem luz…

  • Z é
  • Não há como ser otimista quando a questão são os resíduos produzidos pela sociedade capitalista: é inerente ao sistema que, para sua própria sobrevivência, os tempos de giro do capital continuem acelerando em ritmo cada vez mais frenético, como já apontava David Harvey vinte anos atrás. Interromper este ciclo significa, necessariamente, romper com o próprio modo de produção capitalista e com todas as suas consequências. Não há como atenuar o problema pois sua mitigação já foi incorporada pelo discurso hegemônico capitalista pelo menos desde os anos 1970: a problemática ideia de “desenvolvimento sustentável” — forjada por think tanks como o Clube de Roma e difundida a partir da igualmente problemática mas ainda hoje altamente celebrada Conferência de Estocolmo de 1972, mito fundador do movimento ambientalista — foi desde sua gestação introjetada no discurso dominante, passando a atuar de forma visceral nas engrenagens do sistema, associada às transformações pelas quais passava o capitalismo de um modo geral (que incorporava ideias como a “colaboração”, a “flexibilidade”, o “toyotismo”, entre outras, que viriam a formar a base da atual panaceia conhecida por “economia do compartilhamento”).

    A própria transformação do mundo natural — que, lembre-se, sempre foi uma invenção da cultura ocidental — em meros “recursos naturais” (portanto quantificáveis, mercantilizáveis e lucrativos, como viriam a mostrar os futuros créditos de carbono, e a partir de agora tomados como “finitos”) colabora para um embaralhamento discursivo que transforma o ambientalismo mais ingênuo em mero legitimador de novas condições de exploração do trabalho — como foi apontado no programa, a África se transformou no lixão do mundo, mas não nos esqueçamos que a origem dos produtos de uma empresa “verde” como a Apple está na força-de-trabalho altamente explorada do sudeste asiático, cuja mais-valia alimenta os lucros obscenos expropriados pelas nações ocidentais.

    A possibilidade de um “capitalismo verde” é uma contradição em termos, ainda que o capitalismo contemporâneo não sobreviva sem que se utilize do discurso sustentabilista. Mais do que um problema de ajuste no equilíbrio dos processos de produção e circulação de mercadorias, trata-se de uma característica imanente à própria sustentação do sistema em um nível de consciência: o capitalismo se construiu a partir do reificação do trabalho e do fetichismo da mercadoria — para que o sistema sobreviva, ele depende que estas operações mentais se difundam no meio social. A “tomada de consciência” a respeito da vida das mercadorias (desfetichizando-as), levaria necessariamente ao questionamento da mais-valia (assim como ao questionamento dos confortos produzidos pelo capitalismo). Entre a pílula azul e a vermelha, aqueles em condição de escolher certamente preferirão a azul.

  • Lys Marie

    Estou ouvindo o cast neste momento e me identifiquei bastante com a parte dos eletrônicos, principalmente dos celulares. Lembro que a algum tempo atrás eu era uma dessas pessoas que trocava de celular toda vez que saía um modelo novo. Confesso que parei com isso mais pelo preço (já que os aparelhos que eu comprava tinham poucas melhoras em relação aos antigos, mas custavam quase dois mil reais a mais), e somente hoje parei para pensar na questão do lixo relacionado à isso. Esse cast está sendo muito interessante.

  • Leonardo Miranda Ribeiro

    Lixo!

    • Leonardo Miranda Ribeiro

      Parabéns pelo cast

  • Rafael Duarte

    Silmar perdendo ponto ao colocar na conta do interesse da indústria a mudança dos padrões das tomadas e lâmpadas em 3, 2, 1…

  • Lucas Mischiatti Cazelli

    A Juliana Vilela é de São Roque -SP??

  • João Paulo

    Descordo em partes do Silmar quanto à utilização de Lâmpadas Fluorescentes. Se fizermos alguns cálculos sem levar em conta algumas variáveis que não influenciam tanto no cálculo, chegamos na seguinte situação.

    Os dados a seguir foram retirados de fontes como: IBGE (2010), ONS (2010), Ficha Técnica de Lâmpadas (OSRAM), NBR 5413.

    Conforme dados do IBGE em 2010, a população no Brasil era de aproximadamente 190.732.694 pessoas.

    Sendo que 97,8 % dessas pessoas tinham acesso à Energia Elétrica em suas residências. Resultando em 186.536.575 pessoas.

    Outro dado importante é que a média de pessoas por moradia era de 3,3 pessoas/moradia. Calculando tínhamos aproximadamente 56.526.235 moradias.

    Tendo esses dados calculados, vamos pegar duas Lâmpadas, uma Incandescente e outra Fluorescente Compacta que conforme a Ficha Técnica da OSRAM são equivalentes. As Lâmpadas usadas para o cálculo são as seguintes:

    Incandescente – Modelo: BELLALUX – Potência: 40 W – Fluxo Luminoso: 480 lm – Eficiência Luminosa: 12 lm/W – Fator de Potência: 1,00;

    Fluorescente – Modelo: DULUXSTAR – Potência: 8 W – Fluxo Luminoso: 440 lm – Eficiência Luminosa: 55 lm/W – Fator de Potência: 0,60.

    Ok, vamos aos cálculos. Se considerarmos que no Horário de Ponta cada uma dessas moradias acendesse uma Lâmpada Fluorescente do exemplo. Ao total, só de iluminação o Sistema Interligado Nacional (SIN) precisaria fornecer aproximadamente 452.209.878 W (452,2 MW), se levarmos em consideração o Fator de Potência:

    S = P * (1 / cos φ)

    S = 753.683.130 VA, ou seja, S = 753,7 MVA

    Agora calcularemos a mesma situação com a Lâmpada Incandescente. P = 2.261.049.391 W ou P = 2,261 GW

    Como o Fator de Potência é 1,00, então S = 2,261 GVA. (não levaremos em conta as perdas resistivas e reativas do sistema).

    O que temos como resultado? A diferença entre a potência aparente consumida do Sistema entre o uso de Lâmpadas Incandescentes e Fluorescentes é de aproximadamente 1,507 GVA.

    Se lembrarmos que a Capacidade Média de Geração da Hidroelétrica de Belo Monte será de 4,50 GW, isso equivale à aproximadamente 33,50 % da capacidade da Usina.

    Indo mais além, como a Potência Instalada no Brasil em 2010 correspondia à aproximadamente 56,58 GW. O consumo equivaleria à 2,66 % de todo o Sistema.

    Parece pouco, mas em situações onde falta-se água e é necessário o emprego de Usinas Termoelétricas, isso ajudaria muito. O que EU acredito, não necessitaria subir tanto o valor da Energia.

    Como disse antes, os cálculos foram um pouco diretos, sem levar em consideração muitas outras variáveis, mas acredito que a linha de pensamento seja essa.

    Obs.: só peguei dados de 2010 porque foi o mais atualizado que encontrei no IBGE.

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