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Dossiê Deviante: entendendo o mercado financeiro

por em seg 02America/Sao_Paulo out 02America/Sao_Paulo 2017 | 2 comentários

Dossiê Deviante: entendendo o mercado financeiro

Eu sei que uma boa parte dos leitores quando se deparam com a palavra Dossiê sabem que lá vem textão. Inclusive porque normalmente eu aviso que o texto será longo. Todavia, hoje, apesar do título, o texto será, para os meus padrões de escrever dossiê, bastante enxuto e objetivo. Visto que o tema é de uma simplicidade de entendimento que dá tédio. “O quê!? Desde quando Mercado Financeiro dá tédio!? E onde fica toda aquela emoção, toda aquela gritaria, aquela adrenalina, aquela pressão que vemos em filmes e em programas de televisão? Aquela puxação de tapete, as trapaças, gente arruinada porque gastou tudo em mulheres rápidas e cavalos lentos”.

Continua, “Não é possível, tédio combina com tricô, não com Mercado Financeiro, você só pode estar falando bobagem”. Pois é, ao final deste texto, os leitores vão descobrir que o mercado financeiro pode ser tão monótono quanto assistir a um peixe beta brincando sozinho no aquário. Então, venham comigo e descubram como funciona este grande cassino. De quebra, aprendam a dica mais quente do mercado para ficar milionário de maneira muito fácil.

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Ciência em Crise (?) – Parte II: A Polêmica das Publicações Científicas

por em dom 10America/Sao_Paulo set 10America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

Ciência em Crise (?) – Parte II: A Polêmica das Publicações Científicas

Como comentei no último post que escrevi, aquele seria o início de uma trilogia sobre a crise (?) na ciência que estamos vivenciando atualmente. Para quem não captou a ideia da primeira parte, eu escrevi sobre a tentativa de Lysenko de fazer melhoramento em plantas para fins agronômicos sem levar em consideração as Leis de Mendel e a teoria evolutiva darwinista como um cautionary tale em relação aos perigos potenciais que a aplicação cega de alguma ideologia travestida de “ciência” pode causar à sociedade.

Na época, os experimentos de Lysenko não vinham a público via periódicos científicos tradicionais e confiáveis, como é de praxe ser feito para se comunicar os resultados de algum experimento e submetê-lo ao escrutínio público. Eles eram divulgados pelas páginas do jornal oficial do regime soviético, não sendo passíveis de análise crítica e contra-argumentação. Assim, este post será justamente sobre isso: uma análise reflexiva sobre o momento atual das publicações científicas, sobre como estas informações chegam ao público e sobre a disputa entre acesso pago vs. acesso aberto.

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Ciência em Crise(?) – Parte 1 de 3: O Caso Lysenko

por em sáb 05America/Sao_Paulo ago 05America/Sao_Paulo 2017 | 3 comentários

Ciência em Crise(?) – Parte 1 de 3: O Caso Lysenko

Após um hiato breve por conta das férias de julho, voltamos aos trabalhos. Esta é a primeira parte de uma série de três postagens nas quais dissertarei sobre alguns aspectos do fazer e viver esta entidade abstrata chamada “ciência”.

A ideia para esta trilogia surgiu de uma impressão incômoda que tenho sentido já há algum tempo e que, conversando com mais gente, descobri que não estou sozinho no meu desconforto. A situação a qual me refiro é o aparente paradoxo entre estarmos vivendo em um futuro inimaginável pouco mais de 15 anos atrás, com toda a sorte de benesses que a tecnologia nos proporciona, e um crescimento de certa forma acachapante de movimentos contrários a várias conquistas que a humanidade conseguiu a duras penas nos últimos três séculos. Sim, me refiro a toda sorte de descalabros como Terra Plana (trollagem, só pode!), anti-vacinação, anti-evolucionismo, curas quânticas, pílulas milagrosas contra o câncer (!) e por aí vai, para ficar em somente alguns. Não, e não vou linkar nada. Vocês sabem do que estou falando (ou pelo menos deveriam saber) de modo que não vou dar relevância a este tipo de iniciativa. Então, para começar a série, vou contar a historinha de um senhor que quis ser uma voz dissonante em sua época, lutando contra as conspirações imperialistas e propondo que “um novo mundo é possível”. Não preciso dizer que excelentes resultados ele conseguiu!

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Resistência a um antibiótico visto como “último recurso” se espalhou mais do que o previsto (preocupemo-nos!)

por em ter 27America/Sao_Paulo jun 27America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

Resistência a um antibiótico visto como “último recurso” se espalhou mais do que o previsto (preocupemo-nos!)

Vamos lá, mais uma vez bater nesta tecla. Para azedar todo o clima de Dia dos Namorados e estragar todo o romantismo racionalista-científico deste programa aqui, a Nature publicou uma notícia no último dia 12 de junho (eu sei!) externando preocupação sobre a expansão de um gene que confere resistência a um antibiótico tido como último recurso em infecções resistentes. A droga em questão se chama colistina e o gene de resistência foi batizado de mcr-1 (acrônimo para seu nome em inglês mobilized colistin resistance). Ou seja, o espectro do apocalipse bacteriano está na área mais uma vez, rondando, esperando, afiando o gancho para atacar. Isso já não aconteceu antes? Já não está difícil comprar antibióticos sem receita? Devemos mesmo levar isso a sério?

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Dossiê Deviante: Dieta Paleolítica

por em qua 10America/Sao_Paulo maio 10America/Sao_Paulo 2017 | 4 comentários

Dossiê Deviante: Dieta Paleolítica

Antes de começar, um alerta: o texto será longo, porque eu não tenho como resumir alguns conceitos que preciso explicar em 140 caracteres (apesar de saber que algumas pessoas só conseguem ler isso). Aliás, foi exatamente este número de toques (quem se lembra deste jargão jornalístico?) que acendeu a fagulha na minha cabeça e a vontade de sentar no computador e mandar ver neste texto. Estou falando deste twit do @Pirulla25 que se desenrolou em uma longa thread, como sempre, cheia de argumentos a favor e contra alguma coisa. Para quem não esta a fim de clicar no link, o twit em questão é um comentário do Pirula sobre um post do blog do Dr. Souto, que é médico e escreve sobre dieta de maneira anti-establishment, ou seja, defende uma abordagem não baseada em pirâmide alimentar e contagem de calorias, mas sim em consumo de comida de verdade e limitação da ingestão de carboidratos como solução não só para o emagrecimento e controle do peso, mas também para a melhoria dos parâmetros de risco para doenças cardio-vasculares. Esta abordagem ganhou o nome fantasia de Dieta Paleolítica ou só páleo e aí se instalou a celeuma, já que este movimento preconiza que a alimentação certa para os seres humanos, aquela moldada pela evolução, deve ser a mais próxima possível da utilizada pelos “homens das cavernas”.

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