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Carros autônomos do Google serão tratados como motoristas humanos, nos EUA

por em 16/02/2016 em Tecnologia | 1 comentário

Carros autônomos do Google serão tratados como motoristas humanos, nos EUA

Quem já conhece os carros autônomos da Google sabe que até o momento eles são os mais preparados e com maior avanço tecnológico para enfrentar as ruas. Pois bem, com alguns meses em teste os carrinhos inteligentes se provaram muito menos desastrosos do que nós humanos (em condições ideais para testes, vale lembrar) e por isso a NHTSA (a Administração Nacional de Segurança no Tráfego de Rodovias, nos EUA) decidiu avaliá-los como se fossem motoristas humanos. E isso é muito bom para o projeto, entenda o motivo: 

O carrinho da Google tem dimensões compactas e leva até dois passageiros

O carrinho da Google tem dimensões bem compactas e leva até dois passageiros

Recursos de segurança estão aí faz um bom tempo (ao menos nos países desenvolvidos) e inegavelmente são formas de automatização no processo de dirigir. Acontece que ao falar dos carros autônomos do Google, devemos excluir toda a parte humana desse processo já que não há ninguém para controlar o que o carro está fazendo, e acredite ou não, isso tem dado certo na Califórnia. Dos pouquíssimos acidentes em que se envolveram, em praticamente todos, os carrinhos simplesmente não tinham culpa. Muito pelo contrário: na maioria das vezes os automóveis se envolviam em acidentes justamente por seguir a legislação corretamente. Agora a Google (ou Alphabet, se preferir) está negociando um acordo com os órgãos de legislação do trânsito do país para que seus carros sejam tratados e julgados como seres humanos.

Detalhes sobre o funcionamento dos carros inteligentes, aqui em um Toyota Prius, também usado pela Google nos testes

Detalhes sobre o funcionamento dos carros inteligentes, aqui em um Toyota Prius, também usado pela Google nos testes.

Basicamente, a NHTSA concorda que se houvessem humanos supervisionando o trabalho dos carros, é provável que essa pessoa tomasse o controle do volante em situações de risco, e com isso poderia causar um acidente onde o projeto acabaria levando a culpa. Portanto, o órgão se declarou a interpretar a lei de forma que o software que controla os carros seja responsabilizado pelos acidentes em que se envolver. Isso é ótimo porque dá chances à Google de realmente testar a capacidade da tecnologia em situações não ideais, e encoraja  a empresa a investir na ideia (que é uma das maiores já colocadas em prática por lá).

O governo americano em si também parece estar muito interessado no que os carros autônomos podem trazer, e por isso foram investidos mais de US$ 3 bilhões em pesquisa. Agora parece que o próximo passo é conseguir a confiança do público, ao menos na Califórnia, onde os carros realizam os testes. Por ora, uma grande maioria dos cidadãos do estado acha que a tecnologia não é segura o suficiente (cerca de 43% deles), 32% estão indecisos e apenas 25% acha que o projeto está em um estágio confiável para tomar as ruas.

Na China a concorrente do Google, Baidu, também está testando a tecnologia. Com desenvolvimento próprio.

Na China a concorrente do Google, Baidu, também está testando a tecnologia. Com desenvolvimento próprio.

A Google por enquanto diz que não tem interesse em entrar no setor automotivo, mas sim em conseguir parceiros que adotem essa tecnologia. Enquanto isso, fabricantes de variados países como a americana Tesla e a japonesa Toyota tentam levantar recursos para investir nesse mercado também. Mas e você, acha que isso tudo é uma boa ideia?

Fonte:
Popsci

Imagens:
Google
Google Discovery
BMW Blog

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