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SUSY: A Segunda Revolução, é a hora das Supercordas!

por em 28/06/2019 em Ciência, Notícias | Nenhum comentário

SUSY: A Segunda Revolução, é a hora das Supercordas!

Sim, caros leitores, volto para a divagação sobre a crise existencial da física teórica. Parei justamente no final dos anos 60, começo dos 70. Quando o mundo passava pela maravilhosa fase da psicodelia. Os anos de ouro do rock coincidiram com o surgimento de uma das teorias mais controversas que já passaram pelos institutos de física.

No último texto listei os problemas que a teoria de cordas teria que encarar: não conter férmions na teoria, precisar de 26 dimensões para existir e aquele enorme problema de gerar partículas mais rápidas que a luz, os chamados táquions.

Em 1974, John H. Schwarz e Joel Scherk aplicaram uma teoria bem familiar para aqueles que acompanham meus textos aqui. A supersimetria que surgiu e estava sendo desenvolvida na época. Para quem não leu e não sabe, de forma bem resumida, a supersimetria (SUSY) seria uma relação em física de partículas que supõe que bósons (partículas de spin inteiro como o fóton) e os férmions (partículas de spin semi-inteiro como o elétron e próton) fazem parte de uma mesma estrutura e um pode se transformar no outro. Assim, utilizando essa premissa, a teoria de cordas se transformou na teoria das supercordas. Da mesma maneira que os raios gama deram ao Bruce Banner incríveis poderes, a teoria de cordas se transformou de vez.

O grande problema aqui meus amigos, é que eu nao quero problema.

E varios deles foram (semi-)resolvidos. De imediato a gente resolve o problema da falta dos férmions, os táquions sumiram (mas relaxa que daqui uns três textos eles voltam), além de diminuir significativamente o número de dimensões necessárias para teoria se sustentar, 10 (eu nunca disse que seria fácil).

Então usando SUSY. A teoria de cordas ganha vida nova, cheia de vigor. A grande teoria de unificação da física! A natureza é constituida de cordas! Venham físicos do mundo todo, vamos trabalhar com a teoria definitiva da física!

E foi mais ou menos isso que ocorreu. Diversos físicos vieram trabalhar com supercordas, o que deixou a teoria cada vez mais elaborada. É a fase do rock progressivo. Estruturas matemáticas cada vez mais complexas como geometria algébrica e variedades de Calabi-Yau pareciam solos impossíveis do Pink Floyd.

Parece que subimos de patamar, o ferramentário necessário para descrever a natureza nunca foi tão sofisticado. Física precisou de matemática de ponta, e cá entre nós, ajudou a desenvolver campos na própria matemática.

Vocês pensaram que estava estendida uma estrada pavimentada para o sucesso das supercordas?

É claro que não!

Estamos nos anos 80, eis que surge um problema que ninguém esperava, cinco teorias de supercordas. Isso mesmo, 5 teorias de supercordas! Confuso, não?

A busca por uma teoria de tudo se tornou algo muito mais abstrato, como se a natureza brincasse com aqueles que buscam uma resposta definitiva. Qual das cinco é a verdadeira? Não é possível fazer experimentos para confirmar nenhuma delas. CAOS!

Assim como o Punk, que era contra toda representação musical com mais de 3 acordes, a comunidade científica não poderia aceitar uma teoria tão complexa, imagina cinco!

Sabe quando dizem que existem duas grandes tragédias na vida de uma pessoa?

Uma é a de não obter tudo o que seu coração deseja. A outra é obter.

Físicos conseguiram aquilo que sempre sonhavam, mas não da forma que gostariam.

Com o fim dos anos 80, finalmente parece que o rock morreu de vez. A sofisticação em seu âmago os levou à ruína.

Mas aguardem que os anos 90 estão chegando para abalar as estruturas!

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