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Raios Banidos

por em 15/06/2020 em Ciência, Notícias | Nenhum comentário

Raios Banidos

Vocês já se pegaram pensando de onde surgiu uma marca? De onde veio o produto? E o que levou ao produto que se encontra na sua frente? Pois eu sempre me deparo com estas questões …

Era uma vez…

John A. MacCready foi tenente e piloto de teste da Força Aérea dos Estados Unidos e, após uma viagem em um balão, se queixou que seus olhos estavam irritados, lacrimejando e que possivelmente teve danos na retina. Ele percebeu que tratava-se de um problema recorrente entre os pilotos da Força Aérea e foi então que John resolveu entrar em contato com Bausch & Lomb fabricante de equipamentos médicos de Nova Iorque para tentarem resolver o problema.

A premissa do produto era simples: um óculos que banisse os raios de sol permitindo que os pilotos alcançassem elevadas altitudes sem ocasionar danos a retina. Os óculos deveriam ter boa aparência, afinal o status militar na época era algo exaltado.

Depois de alguns anos de teste e protótipos, foi em 7 de maio de 1937 que a Bausch & Lomb registrou a patente e o Ray-Ban Aviador.

Ray Ban Aviador

Ray Ban original de 1937

As lentes verdes poderiam cortar o brilho sem obscurecer a visão dos pilotos de aeronaves e o material utilizado na lente tinha a capacidade de filtrar raios infravermelhos e ultravioletas. O formato de gota teve inspiração nas máscaras de aviação dos pilotos do passado. A armação, por sua vez, era de material leve chegando a pesar cerca de 150 gramas, o que facilitava o uso.

Para as Forças Aéreas Norte Americanas não havia outra estratégia a não ser a adoção do uso do Ray-Ban Aviador por todos os pilotos, fato que popularizou o óculos. Uma pequena peça teve um valor agregado que destoava de seu preço. Status, patentes, habilidades, tudo girando em torno de um óculos.

Na Guerra das Filipinas general Douglas McArthur foi fotografado usando um modelo aviador o que popularizou ainda mais o produto

O produto se tornou um sucesso e seguiu se desenvolvendo e inovando ao longo do tempo. Em 1939 o Ray Ban Outdoorsman chegou ao mercado. Uma barra de proteção foi inserida no modelo, impedindo que o suor caísse nos olhos. A ideia era atender um grupo específico que exercia atividades ao ar livre, como pesca, caça, tiro ao alvo. Em 1952 chegou a vez do Ray-Ban Wayfarer com molduras de plástico. Este modelo se tornou um clássico em Hollywood e foi usado por James Dean durante 1955.

James Dean usando o Ray Ban em 1955.

 

Criar ou Comprar?

Um dos desafios que as empresas acabam esbarrando é justamente esse: CRIAR x COMPRAR? Parece uma pergunta simples, mas que tem muito mais coisa envolvida. Na quarentena, por exemplo, começamos a rever algumas questões, não é mesmo? Se queremos/precisamos de algo, temos que pensar alguns minutos como iremos resolver isso. Iremos comprar ou fazer?

Fazer esbarra em questões sobre ingredientes necessários, receitas, medidas e formas de execução. Enquanto comprar tem que encaixar no orçamento e logística atual.

Muitos padeiros amadores estão se descobrindo nesse momento e outro pessoal anda descobrindo os serviços locais (de entrega ou manufatura) da cidade. De toda forma o problema está sendo resolvido. Mas e quando o problema é em escala industrial? (ou militar)

“Muitas pessoas acham que um produto é uma oferta tangível, mas ele é tudo o que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou um desejo, incluindo bens físicos, serviços, experiencias, eventos, pessoas, lugares, propriedades, organizações, informações e ideias.” Administração de Marketing, Kotler e Keller.

Um simples produto pode ser algo revolucionário para o mercado ou marca. A inovação pode ser simples e revolucionária. Normalmente as mais simples são as melhores.

̶P̶S̶:̶ ̶P̶o̶i̶s̶ ̶é̶ ̶à̶ ̶p̶a̶l̶a̶v̶r̶a̶ ̶“̶R̶a̶y̶”̶ ̶(̶q̶u̶e̶ ̶s̶i̶g̶n̶i̶f̶i̶c̶a̶ ̶“̶r̶a̶i̶o̶”̶)̶ ̶e̶n̶q̶u̶a̶n̶t̶o̶ ̶“̶B̶a̶n̶”̶ ̶(̶a̶b̶r̶e̶v̶i̶a̶t̶u̶r̶a̶ ̶d̶a̶ ̶p̶a̶l̶a̶v̶r̶a̶ ̶“̶b̶a̶n̶i̶s̶h̶”̶ ̶q̶u̶e̶ ̶s̶i̶g̶n̶i̶f̶i̶c̶a̶ ̶“̶e̶l̶i̶m̶i̶n̶a̶r̶”̶,̶ ̶o̶u̶ ̶“̶b̶a̶n̶i̶r̶”̶)̶.̶

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