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Meu filho quer cartinhas pokémon, o que fazer?

por em 27/01/2016 em Destaque, Entretenimento, Games | 6 comentários

Meu filho quer cartinhas pokémon, o que fazer?

Essa resposta é simples, mas vai depender de alguns fatores, você acredita que cartas podem ser coisas do demônio? Que podem ser utilizadas para dominar as mentes infantis? Se sua resposta for sim vá para o paragrafo 01, se não, se você acha esse tipo de pensamento uma grande bobagem, vá para o 02.

01

Na década de noventa alguns apresentadores de televisão bem sensacionalistas (desculpem, pleonasmo) colocaram os jogos de cartas colecionáveis, YuGi-Oh!, Magic e Pokémon, como jogos do capeta, assim como fizeram antes disso com o RPG (e antes com o Rock,e antes com a literatura,e antes com a bicicleta e antes com o uso de tangas de texugo), mas eles estão certos? Obvio que não, são apresentadores de TV, faça-me o favor.

Existem sim cartas de YuGi-Oh e Magic com imagens de demônios, da mesma forma que existem imagens de anjos, a ideia é de uma guerra “entre criaturas” e ninguém fica mais malvado porque usa uma carta de demônio…

Carta de Magic TCG: "Archdemon of Greed"

Essa é bem maneira, admita. (Carta de Magic TCG: “Archdemon of Greed”).

Ou que ganhará uma vaga no céu porque sempre tinha em seu baralho um Anjo da Restauração…

Carta de Magic TCG "Restoration Angel"

Carta de Magic TCG “Restoration Angel”

E sim, mesmo eu sendo um péssimo católico, essas imagens de demônios podem ser perturbadoras ou ofensivas para muitas pessoas, eu não deixaria minha filha muito nova jogar esses jogos, mas fique tranquilo, aqui está a grande vantagem do Pokémon, não existem demônios entres os monstrinhos, fantasmas talvez, mas eles são bem fofinhos.

Carta Pokémon TCG Pikachu (XY 27-Punhos Furiosos)

Ele já levou crianças a ter cofunções, mas já pediu desculpas. Carta Pokémon TCG – Pikachu (XY 27 – Punhos Furiosos)

Se ainda assim você acreditar que as cartas tem poder sobrenatural sobre as pessoas vá para o 04. Se te convenci que o jogo de cartas do Pokémon TCG não faz mal a ninguém vá para o 03.

02

Uhul! Hi-five! siga para o 03.

Hi-Five entre um Pikachu e um Eevee.

Hi-Five entre um Pikachu e um Eevee.

03

Assim como Xadrez o jogo de cartas colecionáveis, do inglês TCG, é excelente para desenvolver o raciocínio logico do jogador, sua capacidade de tomar decisões e planejar a longo prazo suas jogadas. Ao contrario do Xadrez, em que todas as peças estão na mesa e que ambos os jogadores sabem exatamente o que está acontecendo, o jogo de cartas colecionáveis acaba por criar uma aleatoriedade que aguça ainda mais a capacidade de tomada de decisão da criança.

Além disso, por ser um jogo, uma brincadeira, devemos lembrar que:

“O brincar cria uma zona de desenvolvimento proximal. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário; no brincar é como se ela fosse maior do que é na realidade. Como no foco de uma lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo, ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento.” (Vigotski).

Por isso não tema! Se seu filho[(a)x] quer jogar o “jogo de cartinhas do pokémon” é um ótimo sinal, apoie e incentive! Talvez você também não se interesse e crie um laço ainda maior com o seu pequeno.

Então sobra apenas a duvida: Por onde começar? Bem, isso é assunto para o Próximo texto, até lá!

04

Se chegou até aqui recomendo fortemente que você leia o livro abaixo:

Nesta obra, Carl Sagan, preocupado com as explicações pseudocientíficas e místicas que ocupam os espaços dos meios de comunicação, reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia para tentar iluminar os dias e recuperar os valores da racionalidade. O autor aborda à falsa ciência, às concepções excêntricas e os irracionalismos que são acompanhados por lembranças de sua infância.

Nesta obra, Carl Sagan, preocupado com as explicações pseudocientíficas e místicas que ocupam os espaços dos meios de comunicação, reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia para tentar iluminar os dias e recuperar os valores da racionalidade. O autor aborda à falsa ciência, às concepções excêntricas e os irracionalismos que são acompanhados por lembranças de sua infância.

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