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A primeira – Liga Índigo – uma nova história no Reino de Dreen

por em 16/05/2022 em Entretenimento, Notícias | Nenhum comentário

A primeira – Liga Índigo – uma nova história no Reino de Dreen

A primeira

No dia seguinte aos acontecimentos na taverna, Calen e Alessandro chegaram atrasados. Assim, o bárbaro zombou dizendo que tinha certeza da desistência do elfo. Reginaldo apresentou sua amazona, uma moça chamada Ari.

Ainda houveram duas inscrições de última hora: Rita, sobrinha do prefeito, decidiu participar quando soube que Reginaldo tinha colocado sua rival, e Hélio, um jovem corredor de uma cidade vizinha que foi avisado por seu irmão mais velho que escutou a discussão na taverna. Hélio tinha chegado bem cedo na cidade naquele dia.

Então, Alessandro se assustou quando viu Kyung montado em um inseto gigante. A criatura foi transportada até o local combinado dentro uma carroça para chamar menos atenção, quando tirou o lenço que a cobria, foi revelada uma criatura de cores verde vibrantes com seis patas, as duas finais bem longas , olhos lilases de inseto bem grandes, além de duas asas relativamente pequenas.

– Não pode voar, seria injusto – afirmou Reginaldo.

– Não se preocupe senhor, essas criaturas foram domesticadas há séculos nas ilhas, a capacidade de voo sumiu há muito tempo – explicou Hyun.

Então, Reginaldo pediu que todos os corredores o escutassem, disse que as regras seriam as mesmas da liga local com três voltas começando pela saída leste subindo até o marco, a estátua dos irmãos navegantes, descendo até a praia e voltando para a saída leste.

A preparação era inexistente, os corredores com mais experiência olharam seus cavalos outras vezes, deram algo para os hidratar e foram para o ponto de partida.

Depois de trinta minutos desse desafio de malucos, Alessandro acabou vencendo com uma vantagem de dois minutos, seguido por Ari, Rita, Kyung, Calen, Hélio e Arak. Andrew não conseguiu completar a prova, parece que encheu a barriga de seu cavalo de manhã querendo fazer o animal ficar cheio de energia, mas o efeito foi um longo vômito à beira da praia. Ari ao saber disso começou uma discussão chamando o bárbaro de bruto, ignorante e insensível, ela se prontificou a cuidar do cavalo dele.

E mais algumas

Então, uma grande discussão começou com Andrew dizendo que a corrida não foi válida, porque ele não participou. Calen e Alessandro discordam, pois a responsabilidade sobre cada montaria é de cada corredor.

Reginaldo interveio e conseguiu um consenso para determinar quem é o melhor corredor com um sistema de pontos e mais corridas. Quem fizesse mais pontos em cinco corridas seria o campeão deste desafio, cada uma sendo realizada a cada três dias. Cada posição ao final de cada etapa vale pontos: o primeiro receberia 10, depois 8 para o segundo, o terceiro receberia 6 e então diminuiria 1 ponto por posição, até o oitavo receber 1 ponto. E disse que poderiam sugerir mais três corridas, mas teria que pensar como desenharia a última. Ainda pediu mais quatro moedas de ouro para cada participante.

Hélio desistiria do restante do desafio, pois não tinha a grana para participar, mas foi contratado por Reginaldo para ser seu segundo corredor, e teve seu cavalo levado para ser melhor tratado e alimentado. O fidalgo justificou dizendo que o rapaz parecia ter bastante talento e correria para ele na liga de Porto Azul.

Conforme combinado, três dias depois eles se reuniram perto dos moinhos ao lado do rio Gaspar para a segunda prova combinada. Todos trouxeram o restante do ouro, Reginaldo explicou que a prova começa no moinho sul fazendo a volta pelos outros dois e retornando para o primeiro, seriam necessárias quatro voltas para terminar.

A prova foi rápida e bem intensa, mas o Bárbaro brilhou com seu cavalo forte e bem cuidado por Ari no campo gramado. Foi seguido por Kyung, Arak, Alessandro, Ari, Rita, Hélio e Calen.

Na etapa seguinte, eles se reuniram novamente perto da floresta do grande lago das fadas. Andrew ficou tão feliz por ter vencido a segunda prova e por seu cavalo estar tão bem cuidado que Ari acabou presenteada com um belo colar de prata em agradecimento. E o Bárbaro não cansava de caçoar de Calen, que fora o último na corrida anterior, durante a introdução sobre a próxima.

Reginaldo explicou que o desafio teria caminho único, entrar na floresta, fazer uma volta no lago e o primeiro a sair vai ser o vencedor dessa etapa. Um lugar tão diferente gerou um resultado único com a vitória de Kyung e seu insetóide por apenas um corpo de vantagem contra Calen, eles foram seguidos por Alessandro, Rita, Ari, Hélio, Andrew e Arak. Claramente, o garanhão de Andrew e o Pata de Trovão não se adaptaram ao local, levando mais de dois minutos de diferença para concluir o percurso determinado.

A quarta corrida seria feita em uma colina que ficava há quase uma hora de Porto Azul, consiste em fazer duas voltas entre dois pontos determinados por Reginaldo, um era o forte do Sol em cima da colina. Dessa vez a experiência fez a diferença com vitória de Ari seguida por Rita, Calen, Alessandro, Hélio, Andrew, Arak e Kyung. Calen pensou corretamente e decidiu poupar sua montaria até o local do caminho indo a pé. Os corredores experientes foram para o local um dia antes da realização da prova.

Na última prova, Reginaldo definiu uma corrida bem diferente composta por três tipos de piso. Começando pelos campos verdes, chegando à estrada sul, então um trecho de praia, voltam pelo início da estrada sul para retornarem ao campos verdes, teriam que fazer duas voltas completas. Arak decidiu sair da corrida por notar o cavalo demasiadamente cansado, isso deu uma ideia ao fidalgo que sugeriu a não participação de quem não tinha chance de ser campeão, ideia que foi refutada, porque os outros queriam lutar pela vitória. Assim, ainda estavam no páreo Alessandro e Ari empatados com 26 pontos, seguidos por Kyung com 24, Rita com 22 e o jovem elfo Calen ainda tinha chances com 19 pontos para indignação do Bárbaro.

Às três da tarde, largaram com o Bárbaro bem à frente, seguido de um grupo que estava brigando pelo título formado por Rita, Kyung, Ari e Alessandro. Calen acabou ficando distante junto com Hélio. Ao final do campo verde, Kyung tinha ficado próximo de Andrew, enquanto Calen e Hélio tinham chegado no outro grupo.

Terminando a primeira parte da estrada chegando na praia, o Bárbaro abriu vantagem e Kyung acabou engolido pelo grupo que seguia eles, Calen estava em último e separado dos outros, a distância ficaria ainda maior depois da parte da praia, fazendo o jovem elfo desistir quando chegou no campo verde notando que seu cavalo já não tinha mais o mesmo vigor. Depois da primeira volta, Andrew começou a perder espaço para o grupo ficando atrás junto com Kyung e Hélio. Assim, chegando na praia pela segunda vez estavam Ari, Rita e Alessandro.

Inesperadamente, o cavalo montado por Ari começou a perder performance também, logo a disputa ficou entre Alessandro e Rita, que entraram quase juntos no campo verde. Alessandro conseguiu abrir um corpo de vantagem garantindo a vitória e o título. Rita chegou em seguida superando sua rival, depois vinham Hélio, seguido por Kyung. Andrew e Ari acabaram chegando juntos, bem atrás, conduzindo seus cavalos e batendo um bom papo.

Nasce uma nova tradição

Alessandro ganhou um belo busto encomendado por Reginaldo e não conseguiu ficar sóbrio por uma semana, depois dessa vez, nunca mais foi campeão, mas ganhava uma ou outra etapa nos anos seguintes.

Rita não conseguiu ser campeã competindo contra Ari, mas venceu a rival várias vezes.

Kyung e seu pai retornaram para as ilhas, criaram uma competição parecida lá e nunca mais foram vistos.

Ari e Andrew se casaram, ela continuou competindo e foi campeã várias vezes até a chegada dos seus filhos. Andrew, estabelecido em Porto Azul, ganhou algumas corridas e matou vários goblins da região, só foi campeão com a aposentadoria da esposa. Os dois deram origem a uma família tradicional de corredores, os Windsons.

Calen reapareceu após seis anos com mais quatro elfos para participar das competições com um cavalo bem diferente, eles dominaram as vitórias por quase cinco anos.

Hélio foi o grande desafiante dos elfos, acabou sendo campeão uma única vez, e garantiu várias vitórias sendo o maior vencedor durante as primeiras cinco décadas. Seu nome é referenciado nos livros élficos como o maior corredor humano que os elfos já conheceram.

Arak voltou para casa e nunca mais falou sobre corridas até saber que os elfos estavam dominando as vitórias em Porto Azul e perguntando onde os anões tinham se escondido. Ele reapareceu dez anos depois com um raça chamada Estrondo, que garantiu seus filhos como os primeiros campeões do seu povo.

Reginaldo manteve a disputa com ajuda de alguns outros interessados e do Rei. Assim aquela discussão de bar virou uma grande tradição no reino, uma liga de corridas com a participação de corredores de vários lugares diferentes.

A grande liga dos corredores começa ao final de cada verão, a competição é realizada com cinco etapas e o campeão recebe um busto esculpido registrando seu triunfo.

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