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SciCast #216: 30 anos do Acidente com o Césio-137

por em sex 15America/Sao_Paulo set 15America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 30 comentários

SciCast #216: 30 anos do Acidente com o Césio-137

Trinta anos depois do Acidente com o Césio-137 em Goiânia, conversamos sobre como tudo aconteceu, as implicações médicas, ambientais e sociais do acidente. Como foi a resposta ao maior acidente radioativo da história do Brasil?

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

Arte da Capa:


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Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo GuaxinimEdição: Talk’ nCastEquipe de Pauta/Gravação: Iuri de Barros, Ronaldo Gogoni, C. A. e Beraba.Vitrine: Jânio Garcia (Portfólio • Instagram)


Material Complementar:

VIEIRA, Suzane de Alencar. Césio-137, um drama recontado. Estududos Avançados.,  São Paulo ,  v. 27, n. 77, p. 217-236,    2013 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142013000100017&lng=en&nrm=iso>. access on  17  Aug.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142013000100017  

Filme – Césio 137, O Pesadelo de Goiânia

  • Thiago Araujo

    Acabei de ouvir o episódio e coloquei nos favoritos. Lembrei de um episódio do Linha Direta sobre esse acidence com o césio 137.

    O Ronaldo falou algo muito pertinente sobre a segurança nas usinas nucleares e o acidente de Fukushima. Deve ser dito que depois do que houve em Chernobyl, a nível de segurança nas usinas nucleares é altíssimo e que até mesmo as trajédias são de certo modo “controláveis”. Por exemplo, mesmo com a porrada que o planeta deu em Fukushima (como o Ronaldo disse), a maior parte do material radioativo ainda foi contido nas instalações da usina.

    P.S. O Guaxa estava muito mais engraçado nesse episódio.

  • Olha, quanto ao que falaram no podcast sobre os “sucateadores”, a partir do momento em que eles roubaram os equipamentos eles deveriam ser chamados de ladrões, o que fizeram foi crime.
    “Ah mas a máquina não deveria estar lá”
    E eles deveriam?
    Claro que toda a situação econômica do Brasil na época em parte serve como justificativa.

    Depois eles foram e revenderam o objeto de roubo para outra pessoa, o que transforma ele em um receptor, afinal era claramente algo roubado.
    “Uns malucos chegaram aqui com algo que nem sabem o que é, me parece boa coisa”.
    Logo, ele também é um criminoso.

    Ao meu ver tudo isso se trata de um crime de roubo com um final trágico.

    “Ah mas eram pessoas humildes”… Velho, ser humilde e ser bandido são coisas diferentes.

    Gente burra tem que se foder mesmo, Darwin ta ai pra isso.

    • Iuri

      Prezado John L. F. Silver,

      Inicialmente devo frisar que não sou jurista. O objeto em questão foi furtado (não houve violência logo é furto, não roubo) o que caracteriza um crime. A compra de um objeto roubado/furtado caracteriza crime de receptação. Até aqui concordo com sua posição.

      Analisando um pouco mais o caso, vemos que o objeto foi furtado de um prédio abandonado e parcialmente destruído, o que pode caracterizar um atenuante.

      Agora o ponto que devemos nos prender é o fato de que o objeto caracterizava perigo. Um objeto como esse não pode, sob hipótese nenhuma ser abandonado. Esse sem dúvida é o crime verdadeiro. Caso possua algo que represente perigo será responsabilizado por danos causados por esse objeto.
      Continuo com minha posição que os sucateiros são os menos culpados por tudo que ocorreu.

      Quanto a Darwin, lembre-se, não é mais forte nem o mais inteligente que sobrevive e sim o que melhor se adapta.

      • André Diego de Paula

        Eu sou jurista e aponto que não existe roubo de coisa abandonada. A resposta nullius (coisa de ninguém) pode ser adquirida por meio da ocupação ou descobrimento.

        • Iuri

          Caro André,

          Agradeço seu comentário que coloca um fim nesta discussão. Os sucateiros são vítimas de um crime.

        • Obrigado por esclarecer.

  • betones

    Piadas: Apenas parem.
    Ótimo programa. Valeu.

  • Nel Adame

    Excelente cast, continuem assim !!!!

  • Tem razão, foi da nova geração.

    Star Trek TNG: Thine Own Self (S07E16);
    House M.D.: Daddy’s Boy (S02E05).

    • Naelton Araujo

      Tem um filme nacional tb…vou ver se encontro a referência

      • Chama-se “Césio-137: O Pesadelo de Goiânia”. Tem no YouTube.

        Ele também foi citado no curta “Ilha das Flores”.

        • Adriano Alexandrino

          A Globo no seu programa Linha direta fez um especial sobre o Acidente de Goiânia que foi base para o Grande Coisa fazer o episódio de Desastres Radioativos.

          • Não foi só ele não. Ainda assisti uma cacetada de documentários e li uma porrada de coisa tbm. A pauta era caprichada! =D

  • André Diego de Paula

    Parece que às vezes a ciência tem que ser trágica…

  • O caso do México nos anos 80 citado no fim do ep foram feitas barras de ferro pra construção de prédios e também foram feitos móveis com cobalto

  • Sakuretsu

    meu tio acabou morrendo nesse acidente. Ele foi um dos que foi averiguar o local. Como sempre um ótimo trabalho continuem assim

  • Iuri

    Prezado John,

    Poderia argumentar que a bioluminescência exerce papel importante na atração sexual de algumas espécies. Ou talvez questionar porque existem camisinhas que brilham no escuro. Mas acho que nada disso adiantaria.

    Talvez tenha razão, e o melhor adaptado seja o que fica discutindo na internet… E isso me lembra porque não tenho redes sociais. Não sou muito bem adaptado a essa realidade.

  • Samuel Oliveira

    Adorei o cast e não tenho muito a acrescentar, porém, como entusiasta da área de energia nuclear, eu tinha um “mini ataque cardíaco” cada vez que ouvia que o reator de Chernobyl que explodiu era o reator 1.

    Na realidade, o reator que explodiu foi o reator número 4 no dia 26 de abril de 1986 as 01:24 quando o responsável pela operação Leonid Toptunov, sob comando do engenheiro Anatoly Dyatlov executava o plano de teste de emergência que havia sido feito com parâmetros fora dos padrões de segurança pelo engenheiro chefe Nikolai Formin a mando do diretor da usina Viktor Bryukhanov [1][2].

    [1] Mara, Wil. The Chernobyl disaster: legacy and impact on the future of nuclear energy. Marshall Cavendish, 2010.

    [2] Medvedev, Zhores. The legacy of Chernobyl. WW Norton & Company, 1992.

    • Adriano Alexandrino

      Você não foi o único amigo, tbm senti que ele errou imaginava o Faustão falando ERRROOU!!!. doeu um pouco .

  • João Paulo

    O contador Geiger-Muller me lembra de Silent Hill… ‘Oo

    No mais, ótimo programa.

  • Darley Santos

    Parabenizo-lhes por abordarem, de forma tão informativa, esse assunto importante ! Ainda mais por ocasião dos 30 anos do fatídico evento. O caso do Acidente com Césio 137, ou acidente radiológico de Goiânia, é um grande exemplo do caráter trágico da ignorância – uma tragédia emblemática… E surreal também! Num primeiro momento, custo a acreditar que um evento como esse, a la Chernobyl, tenha ocorrido aqui no Brasil, mas ao mesmo tempo lembro da displicência e aversão a protocolos do nosso povo brasileiro, então já me parece bem mais factível… Palavras não dão conta da desgraça e infâmia que vitimaram a família, é muito triste! O povo nessas horas mostra sua faceta mais cruel, e tudo pode se tornar um caos total de uma hora pra outra.

    Amo Goiânia, moro no Pará mas amo essa cidade, desde pequeno a visito. Quando estou lá, pouco lembro desse fato, pouco paro pra pensar que estou em cidade radioativa… De fato, um caso mundialmente conhecido. Fiquei surpreso com o tempo demandado para fazer o tal filme, só três anos depois?! Então, temos algum herói chamado “Lobo-Guará Atômico”? Err…

  • Arthur Ankerkrone

    Excelente episódio. O Scicast mais uma vez fazendo história na retrospectiva de uma das mais bizarras sequências de irresponsabilidades coletivas que se tem notícia.

  • hudson teles

    O cast foi muito bom mesmo. Só ficou faltando falar um pouco que, atualmente, em caso desse tipo de calamidade os “preparados” para as primeiras providencias seriam os militares da Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (Cia DQBRN), do Comando de Operações do exército.

  • Tiago Lima

    Só escutei hoje o podcast. Bom como deixaram a pergunta em aberto. O Centro de Referência em acidentes nucleares no Brasil é o Hospital Naval Marcílio Dias. A Marinha possui uma tropa para lidar com acidentes nucleares. Como acionar toda a cadeia até chegar a eles eu realmente desconheço.

  • Filipe Siegrist

    Adorei o cast! Bem à moda antiga

  • Pedro Ernesto

    Olá a todos!
    Há pouco tempo acompanho o Scicast e é a primeira vez que escrevo um comentário.
    Quando ouvimos falar em vítimas tardias de uma tragédia que envolve radioatividade, a primeira coisa que vem à cabeça é o aparecimento de câncer. Só num segundo momento é que concebemos os prejuízos socioeconômico e psicológico, que inclusive são, a meu ver, indubitavelmente maiores que qualquer outro.
    Como médico, quando ouvi o número de vítimas tardias desta tragédia, fiquei um pouco assustado pelo seguinte motivo: é muito difícil comprovar nexo causal entre o exposição a radiação durante um curto período de tempo e o aparecimento de uma neoplasia muitos anos depois. Então fui procurar sobre o assunto e descobri no pouco que procurei que não houve qualquer caso de neoplasia que possa ser associado ao acidente com o Césio-137.
    Não encontrei qualquer artigo ou relato ou registro que mostre que houve aumento da incidência de neoplasias em Goiânia acima da média do restante do país ou do mundo. Encontrei relatos de especialistas, dentre eles da Dra Maria Paula Curado, que foi coordenadora da Suleide (Superintendência Leide das Neves Ferreira) por 20 anos. Esta Superintendência atualmente é uma Fundação que sempre assistiu e monitorou as vítimas e possíveis vítimas do acidente radioativo de Goiânia. E ela afirmou recentemente, em um episódio do programa Fantástico da rede Globo, que apesar do acidente ter aumentado o risco, as pessoas não desenvolveram câncer.
    Penso ser esta uma informação de grande valor para ser transmitida a todos, principalmente aos que foram vítimas, para colocar um fim na neurose e no medo que estas pessoas tem de morrer de câncer pela exposição à radiação. Como eu falei no início, a meu ver, o prejuízo psicológico é muito maior que qualquer outro e deve estar na linha de frente do tratamento destas pessoas.

    Grande Abraço!!

    http://www.jornalopcao.com.br/posts/reportagens/cesio-aumentou-a-incidencia-de-cancer-em-goiania

    http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/cesio-137-o-mais-grave-acidente-radioativo-do-brasil-completa-30-anos/6123510/)

  • Bia Tomas

    Eu tenho 19 anos e o caso já chegou para mim como uma piada pronta, mas nunca parei para analisar e perceber como algumas piadas são muitos nocivas ao se referir nesse caso.

    Mais um excelente episódio :)

  • Adriano Alexandrino

    O Ronaldo Gogoni mencionou o Acidente de Chernobyl mas ele descreve que o acidente foi no bloco 1 quando na verdade foi no Bloco/ Reator 4 até procurei em vários lugares e é Reator 4 que explodiu .
    Sobre o Comentário do Guaximin eu conheci vocês pelo episódio do Grande coisa sobre Desastres Radioativos. esse episódio foi bem focado nos acidentes, na escala internacional de acidentes nucleares. e um destaque sobre o acidente de Césio 137. mesmo não sendo especialista foi um ótimo episódio.

  • Salve galera, excelente programa!

    Só como ressalva, para aqueles que culpam a família dos envolvidos e não acreditam que o cenário de negligencia foi o responsável por isso, a história quase se repetiu este ano na minha cidade.

    Durante a limpeza de um terreno baldio realizada pela prefeitura com um trator, funcionários encontram uma capsula de metal que continha material radioativo, segue matéria da época de um portal da região.

    O caso acabou não tomando muito a mídia, mas acredito que rolou um abafa ali, foi capa dos principais jornais da região na semana mas depois sumiu completamente.

    http://paranaportal.uol.com.br/cidades/material-radioativo-e-achado-em-maringa/

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