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SciCast #200: Problemas na Ciência

por em sex 02America/Sao_Paulo jun 02America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 41 comentários

SciCast #200: Problemas na Ciência

Carl Sagan disse uma vez… “A ciência não é infalível, ela ainda não sabe de muitas coisas, afinal existem muitos mistérios a serem resolvidos… A ciência está longe de ser um instrumento perfeito de conhecimento, mas é apenas o melhor que nós temos”.

Falemos sobre os problemas na ciência. Falemos sobre nossos problemas. Sejamos autocríticos, mas, acima de tudo, falemos sobre a ciência. Nesse SciCast 200, façamos uma grande análise sobre os problemas do fazer científico, celebremos nossa luta constante contra o obscurantismo e respondamos: o tamanho do p realmente importa?

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

Arte da Capa:

 


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Saldão da Loja do SciCast – corram!


Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCastEquipe de Pauta/Gravação: Werther Krohling, Marcelo Rigoli, Natalia Nakamura, Altay de Souza. Vitrine: Jânio Garcia (PortfólioInstagram)


Material Complementar:

Popper, K. R., & Bath, S. (2008). Conjecturas e refutações: o progresso do conhecimento científico. Ed. Universidade de Brasília.

Lakatos, I. (1976). Falsification and the methodology of scientific research programmes. In Can Theories be Refuted? (pp. 205-259). Springer Netherlands.

Charge do PhD Comics sobre divulgação Científica: http://phdcomics.com/comics/archive/phd051809s.gif

Lab Brembs 

SciCast #24: Método Científico 

SciCast #104: Acesso Aberto

SciCast #142: Estatística e Probabilidade

SciCast Debate: Ciência, Política e a Bolha Acadêmica

  • Caiado

    Uh Hu Finalmente!!! #Ouvindoem3,2,1 #primeiropost #caiadocausando

  • Caiado

    Ahh h Só para entender a culpa do 201 é do Tarik?! Algum ai não comeu beterrabas quando acordou …kkk
    O queeeeeeeeeeeee A jujuba de férias no Scicast Especial?!
    Oh Guaxa vou contar essas mortes, mas imagino que não mais que 10 vezes.
    Coitado do Tarik!
    #ouvindoecomentandoempartes

    • Werther Krohling

      Na verdade o pessoal trabalhou com tanto afinco que no final foram produzidos mais do que devia….por isso “sobrou” um episódio!.

  • Caiado

    Simplesmente assim: P-Fo P-da!!!! Muitos P’s viu… Tem que ter culhão… kkkk
    Adorei o cast de vocês!!!! Imaginei aqui quem iria participar ou qual assunto iria ser discutido. Fiquei surpreso, mas gostei das discussões.
    Não tem como associar este cast ao “Método Cientifico com a participação do Pirula.
    O Rigoli acabou destacando nos comentários complementares. Parabéns
    Me fez reverberar em saber fazer a pergunta correta, assim associando a cena do filme “O Guia do Mochileiro das Galaxias” daqueles dois garotos procurando a resposta e a maquina-deus contra argumentando 7 milhões depois.
    Senti que o Guaxa deveria te feito mais comentários até no final do cast com suas piadinhas excelentes de conclusão.
    Peço licença a todos que vou ouvi novamente o cast.
    Abração do Caiado aqui!

    • Marcelo Rigoli

      Grande Caiado! Valeu cara!

  • Vinicius Roggério da Rocha

    Ainda não passei dos 5 minutos iniciais, mas já quero elogiar pela mudança nas músicas iniciais. Essa mudança no ritmo/timbre (ou alguma coisa assim, não entendo de música rsrs) é o mesmo truque que a Globo usa para mudar um pouco a música de abertura, sem mudar a essência.

  • Gabriel Giovani

    Kra, sobre os artigos
    Eu nos meus 15-17anos virava noites no Google pesquisando sobre alguma curiosidade que vi no veritasium ou no pirula ou outro programa. E toda vez eu acabava esbarrando em algum artigo de 40 dólares, enquanto isso existem 1000 artigos de uma pseudociência qualquer que usam as mesmas palavras, e são muito mais eloquentes e “fáceis de entender” que um artigo cientifico.
    Num princípio eu acreditava, mas conforme lia mais eu achava informações conflitantes. E quando eu achava um artigo muito bem escrito divulgando a ciência não tinha todas as informações que eu procurava e dava como fonte um artigo não apenas pago como caro…
    Hj eu desenvolvi um filtro muito bom, mas perdi a vontade por pesquisar tanto quanto antes, é muito frustrante.

    • Gabriel Giovani

      Imaginem minha revolta quando descobri que o pesquisador na verdade não ganha nada sobre aquele artigo

      • Werther Krohling

        NADA!!!!!!! E ainda gasta dinheiro para tradução ou revisão. E em alguns casos para publicação.

  • André Miola Bueno

    Parabéns para nós!

  • Parabéns meus queridos, que venha muito mais casts excelentes como esse…

    …e um bjo na bunda do @fencas

    • Marcelo Rigoli

      Endosso o beijo.

  • Nyell Quantos

    Uma estatua em tamanho real do Silmar? shut up and take my money!!!

  • Jonas Lima

    A “neutralidade da ciência” é um dos princípios da base do método científico, aquela ideia da ciência neutra sem influência da sociedade já é um erro por si só: não existe pesquisa científica sem um interesse de algum nicho ou grupo específico.

  • Julliana

    Ótimo episódio, excelente discussão!
    Gostei das novas músicas! Principalmente a dos recados, de onde ela é? Ou é composição própria para o scicast?

    • Fernando Malta

      Composição própria, Juliana. Estamos estreiando nesse episódio. Obrigado pelo elogio! =D

      • Julliana

        Obrigada por responder.
        Gostei realmente das novas músicas.

  • Guilherme

    Sobre a bolha acadêmica

    Coincidentemente, nessa semana participei de uma palestra com José Krieger, Pró – reitor de pesquisas da USP, e lá esses mesmos problemas eram relatados, mas sob um ponto de vista um pouco diferente.
    Em sua palestra foram citados:
    1. Alta taxa de formação de mestres e doutores
    2. A quantidade e a qualidade da pesquisa produzida
    3. Dificuldade na inserção desses profissionais no mercado
    4. O tipo de pesquisa produzido

    Foi salientado o problema da formação sistemática e crescente de mestres e doutores; isso foi explicado por um plano de estado -um de poucos- mantido pelos governos desde meados de 2000. Segundo Krieger, esperava-se que com essa formação intensiva de profissionais eles acabassem frutificando e mostrando impacto de sua formação através da sociedade, mas isso não aconteceu.

    Com aparente preocupação, Krieger mencionou a dificuldade desses profissionais altamente treinados e capacitados em se inserir no mercado de trabalho. Citou-se que cerca de 8/10 doutores formados acabam voltando para trabalhar na própria faculdade; esse índice foi posto contra a realidade americana, na qual, segundo se relatou, 8/10 doutores vão trabalhar fora da academia. Além disso, muitos desses profissionais acabam por “desaparecer”, sem se vincular a universidades, ou outras empresas, ou centros de pesquisa no país.

    Por outro lado mostrou-se que a quantidade de pesquisa produzida pelo país cresceu bastante desde 2003, sendo que em 2013 éramos o 13º país com o maior índice de publicações. Contudo, o Pró – reitor acredita que as publicações poderiam ser mais numerosas e de maior qualidade, se os professores e pesquisadores deixassem de investir tempo na tutoria de novos mestres e doutores, passando a trabalhar com pós-doutores no desenvolvimento de pesquisas; durante todo o tempo foi defendido o aumento do emprego de pós-doutores.

    Por fim, o Pró – reitor grifou que o papel da USP deve ser a criação de pesquisa basal, e não de pesquisa aplicada, o que aparentemente segue sendo requisitado à universidade. Criticou-se a falta de centros fora da universidade que desenvolvam pesquisa aplicada. Numa comparação para o ano de 2013, o Brasil em sua totalidade não teve mais do que 150-200 registros de patente (sendo a Petrobras a maior produtora, com cerca de 26 patentes); enquanto isso, na Coréia do Sul, apenas a LG registrou cerca de 6008 patentes.

    A que vocês acham que se deve a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, e o déficit nos centros de pesquisa aplicada?

    • Marcelo Rigoli

      Muito interessante o teu relato @Choppenson:disqus . Trabalho diretamente com o coordenador dos PPGs aqui da PUCRS e o relato é bem próximo. Infelizmente há pouco incentivo para a inovação na área aplicada aqui no Brasil. Não se deve tirar o incentivo da pesquisa básica, mas deve-se incentivar ainda mais a parte aplicada, pois é ela que dá sustento econômico para manter a básica. São as patentes e as inovações tecnológicas que pagam as contas dos laboratórios. Mas sem a pesquisa básica não tem inovação daqui 10 anos no futuro. Uma mão lava a outra e é difícil de fazer fechar essa conta. É um esforço hercúleo.

  • Diego Climaites

    Simplesmente sensacional. Cada dia que fico sem ouvir, me parece um dia perdido.

  • Antes de tudo, parabéns pelo excelente trabalho de todos vocês. São uma luz de ação positiva no nevoeiro sombrio que ora observamos. E para evitar que tal lumiar deixe de chegar a todos os cantos na webosfera gostaria de fazer um breve alerta: os feeds do Deviante não estão funcionando!

  • O problema é da ciência ou do mercado? Da formação doentia do empresariado brasileiro que continua carregando uma mentalidade mercantil de lucrar sem investir, de obter trabalho sem pagar? Um ranço nauseabundo de nosso espírito genocida e escravocrata? Sim, porque inovação e inovadores há. O caso mais patente foi o do grupo que desenvolveu um modelo de prótese revolucionária, o Revo Foot, no programa Shark Tank e não recebeu um único voto de apoio (enquanto investidores em papinhas coloridas o receberam)

  • A doença não está na ciência, mas no empresariado escravocrata e mercantilista que controla o país e que não quer investir em inovação, que não quer correr riscos (bem, agora temos claro que quem domina o país são os grandes grupos empresariais, a maioria deles com hábitos semi-escravagistas de controle do trabalho).

  • Lucas Costa

    ansioso pelo podcast 300 o/

  • Celso Rosa

    Não fala assim! Que o dia-a-dia da ciência é um saco… Todo trabalho é legal, o chato é o trabalho que dá… rsrsrs

  • Aline Pacheco De Oliveira Lima

    Vim aqui endossar duas coisas bastante ditas no pod e nos comentarios:
    1- parabens, o pod ficou sensacional, indiquei pra todos os amigos cientistas q eu tenho, ate pra divulgar a midia de podcasts e tals.. ! Mai um vez, parabens pelo trabalho e pela qualidade dos posts!!
    2- trabalhar na ciencia eh chato pra caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaamba!!!! Mas qndo ( 1 a cada 200 mil vez) da certo, faz valer a pena hahahahaha <3 — fica ai uma pergunta: será que cientista gosta de sofrer? rs

    Abçs

    • Marcelo Rigoli

      Que massa @alinepachecodeoliveiralima:disqus !! Obrigado pela força!!! Realmente não é nada fácil trabalhar com ciência, mas pode ser muito recompensadora!
      Acho que cientista gosta de desafios, que sim, os fazem sofrer… então acho que a resposta é sim… hahahahaha

  • Buguei um pouco numa parte que alguém fala algo como “independente de acreditar que personalidade existe ou não…”.

    Fiquei curioso pra saber o que tá por trás dessa descrença. Existem modelos bem embasados que descrevem características gerais e estáveis que chamamos de personalidade.

    Dêem uma googlada em Big Five.

    Programa excelente, como sempre.

    • Marcelo Rigoli

      Olá @Felipecnovaes:disqus tudo bem? A fala foi do Altay, mas vou me meter aqui. Acho que ele se referia a algumas linhas da psicologia não “acreditam” no construto da personalidade. Algumas vertentes do comportamentalismo radical, por exemplo, alegam que o que chamamos de “personalidade” não existe. Na verdade isso não passaria de um grande conjunto de comportamentos aprendidos, que são estáveis e pervasivos em diversos contextos. E que dadas certas contingencias ambientais podem ser completamente alteradas. Mas to contigo nessa, Big Five rules!

      • Ahhh sim, entendi.

        Acho o comportamentalismo meio confuso nesse sentido. O Skinner parece começar seus escritos dizendo que uma psicologia científica não pode se basear em coisas inobserváveis como personalidade e outros construtos do tipo (mentalistas, digamos).

        Mas aí depois ele propõe um behaviorismo que considera variáveis mentalistas, mas reconsiderando-as como meros comportamentos encobertos (tipo pensar sem falar), por ex.

        Ora bolas, para o behaviorismo radical, segundo essa visão última que mencionei, então existiriam sim coisas como a personalidade. Eles apenas teriam uma visão diferentes sobre a natureza do construto, talvez.

        Se bem que até disso eu tenho dúvida. Eu não acho que nenhum cognitivista entenda que existe um conceito mentalista ectoplasmático flutuando em cima da cabeça de ninguém. Tipo, personalidade é o nome que a gente dá pra um conjunto de traços estáveis temporalmente.

        Sei lá, no fundo, o que me parece é que os behavioristas são muito confusos conceitualmente. Talvez vc concorde. rs

        Enfim, overflow aqui. :p

        • Marcelo Rigoli

          É, o que acontece é que o Skinner colocou limites bem definidos para o que pode ser observado e medido. Isso se torna um problema pois isso limita o fenômeno que pode ser explicado, deixando muita coisa de fora. Mas na ânsia de explicar as coisas começa a se fazer essas ginásticas conceituais para tentar abarcar tudo dentro da teoria. Aí começam essas coisas de comportamento encoberto e tal. Eu como cognitivista não entendo a necessidade disso. Mas daí é outros quinetos… hehehe

          • Acho que o Skinner é herdeiro de uma ânsia que rolava na psicologia informalmente desde alguns escritos do William James. A ideia era combater explicações circulares e tornar a psicologia, consequentemente, mais científica.

            Sabe do caso da virtus dormitiva? Era dito antigamente, antes de desenvolvimentos na química, que o ópio causava anestesia e sono porque tinha uma propriedade que causa anestesia e sono, a virtus dormitiva. Só que isso não explica nada, né?

            Era muito comum ter explicações desse tipo pra explicar fenômenos psicológicos. O inconsciente freudiano era algo desse tipo. Seu poder explicativo era menor do que parecia, exatamente porque parecia explicar tudo, e circularmente.

            Skinner foi um dos que tentou fazer diferente. Mas acho que acabou se atropelando e perdendo um pouco o ponto da receita. hehe

  • Darley Santos

    Não é de se surpreender com a mensagem de que a mídia propaga equívocos sobre a ciência – e o “cientificamente comprovado” não quer dizer algo inquestionável! Antes que dizer que foi validado pelo método científico e portanto passível de ser revisto, tanto para comprovação quanto para refutação… Interessante mesmo a questão dos 5% para a validação de supostas verdades.

    Fencas não se dá com pós-modernistas? Então ele acredita que nem tudo passa de construtos sociais, certo? Inusitado isso…

    • Fernando Malta

      …inusitado? õ.o

  • lá deviantes e derivadas, Feliz aniversário (ou não, segundo o Guaxa) feliz 200° episódios. Ótimo episódio, mas soltaram a 5° série nesse heim? era P Para todo lado, era um tal de tirar a roupa e fazer amor. Ri muito. E como assim filósofos dormem na rua? Me senti agredido. Perá, mas é vdd. Mas só às vezes tá legal. quanto ao Niilismo sentido pelo Fencas durante a graduação, Tmj. Mas acho que na filo é só um pouquinho pior.kkkk mas guardar para nós sempre esse pouco de ceticismo sobre tudo, mesmo das nossas certezas mais embazadas no “P”
    Sartre disse uma vez algo do tipo “seja fiel à alguma coisa, mas nunca deixe de questioná-la” .

  • Tiago G. Rocha

    Sabe qual é o problema?
    É que ciência é tratada como aquela pessoa mais inteligente que você no qual ela já tem todas as respostas e você não sabe de nada.
    É só colocar ciência na jogada que as pessoas já abaixam a cabeça.

    • Marcelo Rigoli

      Exatamente! Muito bem colocado

  • Tiago G. Rocha

    Esse é o melhor episódio.

  • Marcelo Rigoli

    No mesmo lugar onde entregaram a estátua do Giordano Bruno no Acre… hahahahaha

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