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Space Today TV Ep.147 – Fireball Sobre o Atlântico a 1000 Km do Rio de Janeiro

por em seg 29America/Sao_Paulo fev 29America/Sao_Paulo 2016 em Ciência | 1 comentário

No dia 6 de Fevereiro de 2016, por volta das 14:00 UTC (12:00 Hora de Brasília), um pequeno pedaço de uma rocha espacial entrou na atmosfera da Terra e queimou, muito provavelmente de maneira explosiva a cerca de 30 km de altura sobre o Oceano Atlântico.

A energia liberada nesse evento foi equivalente a 13.000 toneladas de TNT, fazendo desse o maior evento desse tipo, desde a explosão de um meteoro registrado em Chelyabinsk, na Rússia, em Fevereiro de 2013.

Bem, antes de todos entrarem em pânico, o impacto foi bem pequeno, e como não aconteceu em uma área populosa, e sim no meio do oceano levou semanas para podermos saber dele.

Mas, o que aconteceu?

Na astronomia, esse tipo de fenômeno é chamado de uma Fireball ou Bólido. Por definição são meteoros extremamente brilhantes que alcançam magnitude de -3 ou até mesmo mais brilhantes do que isso. As Fireballs que explodem na atmosfera são tecnicamente chamadas de bólidos, embora os dois termos sejam usados muitas vezes para designar o mesmo fenômeno.

Normalmente, os objetos que causam as Fireballs não são grandes o suficiente para sobreviverem a uma passagem pela atmosfera da Terra de maneira intacta, embora algumas vezes, meteoritos ou fragmentos possam ser recuperados como é o caso que aconteceu em Chelyabinsk.

Estima-se que o objeto que causou esse Fireball, de 6 de Fevereiro, tinha entre 5 e 7 metros de diâmetro, ou seja, do tamanho da sua sala de jantar, mais ou menos. Em comparação com o objeto de Chelyabinsk, este tinha cerca de 19 metros de diâmetro.

E onde aconteceu essa explosão na atmosfera?

Isso é que é interessante para nós brasileiros. De acordo com o site da NASA – Near Earth Program, que lista os Fireballs detectados pelos sensores, essa explosão aconteceu a cerca de 1000 quilômetros da costa do Rio de Janeiro no Oceano Atlântico.

Embora não tenha causado nenhum dano, nenhum acidente, e pouco provavelmente alguém tenha observado esse Fireball, o que chama a atenção é o fato de não termos identificado antes esse fenômeno, da mesma maneira como aconteceu em Chelyabinsk.

Como disse, Cristóvão Jacques do SONEAR, embora existam sistemas de observação dos objetos próximos da Terra, e dos objetos potencialmente perigosos, ainda temos uma boa parte do céu que não é coberta por esses sistemas e daí podem vir esses fenômenos.

Por isso a importância de divulgarmos que existe maneira de qualquer um ajudar com esse sistema, quem quiser pode conversar com o pessoal da BRAMON e da EXOS que contam com câmeras de monitoramento do céu literalmente caçando meteoros. Vou deixar os dois endereços na descrição para quem quiser conhecer o trabalho dos dois grupos.

No Brasil o SONEAR é uma referência mundial na identificação e na caracterização dos chamados NEOs e também na descoberta de cometas.

Temos que ficar sempre de olhos bem abertos e sempre olhando para cima!!!

Esse evento não causou nenhum dano, nenhum problema, e nem é motivo de alarde, de fim de mundo e de coisas do tipo, mas serve como um lembrete para que possamos intensificar essa rede de busca, identificação, observação e caracterização dessas rochas que caem do céu, sem aviso prévio.

Onde saiu a notícia:

http://www.slate.com/blogs/bad_astronomy/2016/02/20/fireball_over_atlantic_ocean_on_february_6_2016.html

Largest fireball since Chelyabinsk falls over Atlantic

Links da NASA:

http://neo.jpl.nasa.gov/fireballs/

http://neo.jpl.nasa.gov/index.html

Minor Planet Center:

http://www.minorplanetcenter.net/

Projeto Exoss:

http://press.exoss.org/

Projeto BRAMON:

https://www.facebook.com/bramonbr/

SONEAR:

Sonear

Vídeo com as informações sobre cometas, asteroides, meteoros e meteoritos:

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Obrigado pela audiência e boa diversão!!!

  • Inoue

    Pior que o espaço é grande,muito grande,estupidamente grande e mapear tudo isso não é fácil.
    Vida longa e próspera.

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