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Space Today TV Ep.138: Hubble Mede Diretamente a Rotação de Um Exoplaneta

por em sex 19America/Sao_Paulo fev 19America/Sao_Paulo 2016 em Ciência, Entretenimento | 1 comentário

Astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble mediram a taxa de rotação de exoplaneta extremo observando a variação do brilho na sua atmosfera. Essa é a primeira vez que medidas da rotação de um exoplaneta extremo são feitas por imageamento direto.

– O exoplaneta é o 2M1207b, tem cerca de 4 vezes a massa de Júpiter e por isso é chamado de um Super-Júpiter. Ele orbita uma chamada estrela falhada, ou seja, uma anã marrom a uma distância de 5 bilhões de milhas. Só por comparação, Júpiter está a 500 milhões de milhas do Sol. A anã marrom é conhecida como 2M1207 e está a cerca de 170 anos-luz de distância da Terra. O exoplaneta completa uma rotação completa a cada 10 horas.

– A estabilidade do Hubble, a alta resolução, e a capacidade de gerar imagens com elevado contraste, permitiram que os astrônomos pudessem medir com precisão o brilho do planeta enquanto o mesmo rotacionava.

– Os pesquisadores atribuíram a variação no brilho do exoplaneta a um complexo padrão de nuvens na atmosfera do planeta. As novas imagens do Hubble não só verificam a presença dessas nuvens, mas também mostram que as camadas de nuvens são fragmentadas e sem cor.

– O exoplaneta foi observado com o Hubble pela primeira vez a 10 anos atrás. As observações revelaram que a atmosfera do exoplaneta é quente o suficiente para ter nuvens de chuvas feitas de silicatos, rocha vaporizada que esfria para formar pequenas partículas com tamanhos do tamanho das partículas da fumaça de cigarro. Na parte mais profunda da atmosfera, gotículas de ferro se formam e caem como chuva, eventaulmente evaporando à medida que entram nos níveis mais baixos da atmosfera.

– Ou seja, nas altitudes mais altas chove vidro e nas mais baixas ferro. A temperatura atmosférica varia entre 2200 e 2600 graus Fahrenheit.

– Os astrônomos novamente usaram a WFC 3 do Hubble para analisar o exoplaneta na luz infravermelha para explorar as nuvens que cobrem o objeto e medir sua taxa de rotação. O exoplaneta é quente pois tem apenas 10 milhões de anos de vida e ainda está se contraindo e esfriando. Para se ter uma comparação novamente, Júpiter no nosso Sistema Solar, tem cerca de 4.5 bilhões de anos de vida.

– Porém, nos próximos bilhões de anos o exoplaneta irá esfriar muito, e enquanto sua temperatura estiver diminuindo, as nuvens de ferro e silicatos irão se formar cada vez em níveis mais baixos da atmosfera e eventualmente desaparecerão.

– O exoplaneta observado pelo Hubble dessa vez é entre 5 e 7 vezes menos massivo do que sua estrela, isso indica uma formação diferente daquela ocorrida no Sistema Solar, onde os planetas se formaram a partir do disco circunestelar . Já no caso desse sistema observado pelo Hubble, provavelmente a estrela se formou num disco e e o exoplaneta em outro disco separado.

– Mais uma vez fica a expectativa toda sobre o James Webb, esse tipo de exoplaneta é o alvo ideal para o James Webb, que através da radiação infravermelha será capaz de gerar mapas das nuvens desses exoplanetas, determinar a composição atmosférica, fazer mapas de brilho e nos ajudar cada vez mais a entender a miríade de planetas existentes na nossa galáxia.

Links:

http://hubblesite.org/newscenter/arch…

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O Artigo Original da descoberta:

http://pt.slideshare.net/sacani/disco…

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Obrigado pela audiência e boa diversão!!!

  • Inoue

    Pensei na hora que li,se o Hubble faz isso,imagina o James Webb.
    Vida longa e próspera.

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