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O aviso – Ano 1 – Épico!

por em 18/10/2021 em Entretenimento, Notícias | Nenhum comentário

O aviso – Ano 1 – Épico!

Jéssica voltava para casa feliz com o interesse recente de Alex em comer verduras, mas ainda bem preocupada com ele. Sabia que era difícil para um garoto daquela idade esconder suas habilidades, afinal, gostam de atenção. Essa geração gosta de exposição, mas era preciso ter muito cuidado, temia pelo futuro do filho. Imaginava o garoto sendo levado pelo governo ou morto por criminosos. Todas asnoites acordava duas vezes por causa de pesadelos com polícia chegando para avisar que o filho foi encontrado morto, ou com ligações ameaçadoras contra ela ou a filha.

Assim, mergulhada em seus pensamentos e preocupações, não notou que era perseguida, há dez minutos, por um carro recheado de homens que esperavam uma oportunidade para agir.

Quando parou em frente de casa e acionou o portão para abrir, nem teve tempo de reação, o outro carro freou bruscamente, dois bandidos desceram armados e arrancaram Jéssica do carro gritando e xingando.

Enquanto tomavam o carro para fugir, ela viu os dois filhos através da abertura do portão à distância, viu a cara de Alex, mas não deu tempo para gritar. O filho já estava voltando para dentro de casa e ela sabia o que iria acontecer.

Os dois carros dispararam dali virando a esquina, Renata correu para ajudar a mãe, mas Jéssica gritou.

– Não, Renata! Não deixe o Alex só! – gritou a mãe tentando se levantar.

Renata ignorou o pedido e seguiu em direção a mãe, ela sabia que não conseguiria segurar o irmão.

Alex correu para casa, dentro da geladeira havia uma embalagem bem escondida, dentro um sanduíche de queijo, cenoura e espinafre. Ele deu uma grande mordida no sanduíche e mastigou várias e várias vezes indo para quintal com pressa, engoliu e tentou pular para o quintal do vizinho enquanto escutava o carro dando a volta no quarteirão. Ele subiu no muro com facilidade e tentou um super pulo que deu certo. Passou por cima da casa sem ser visto e parou na calçada do outro lado do quarteirão quase no momento que o carro da mãe estava passando, só um dos bandidos notou aquilo.

Alex fez algo bem improvisado, parecida um jogador de futebol americano, ele rapidamente alcançou o carro acertando o veículo com o ombro, isso fez o carro bater no muro do outro lado da rua e Alex caiu no meio da rua.

Um dos bandidos saiu do carro tentando sacar a arma, mas foi agarrado por Alex e jogado contra um muro do outro lado da rua. O outro tentava fugir rua acima, mas Alex, ainda com raiva, não pensava bem e tentou fazer o mesmo movimento para alcançá-lo, porém, quando começava, foi interrompido e jogado no mesmo muro do bandido por uma forte pancada. Ele não se machucou, mas a visão daquilo deixou ele beirando ao pânico, uma grande onça estava parada bem a frente com um olhar muito ameaçador.

– Pode parrrar garroto, ou eu acabo com você! – falou o animal com uma voz animalesca.

O animal andou para um lado e para o outro esperando algo, continuava encarando o garoto que ainda estava assustado com a cena.

– Você… você tá vestido? Não vai me devorar, né? – perguntou o garoto ainda sentado no chão.

O animal começou a tossir, dava para escutar barulhos de ossos estralando e ver sua cara de dor da criatura que começava a mudar. Então, em menos de dois minutos, uma bela mulher de traços latinos estava encarando Alex.

– Claro que não, você seria bem indigesto. Agora que voltou a pensar, podemos conversar!? – não foi uma pergunta, foi uma exigência. A mulher falava com um sotaque espanhol.

Um carro preto com vidros escuros parou ao lado deles por alguns segundos, a mulher pegou o garoto pelo braço, ele tentou resistir, mas a mulher demonstrou ser mais forte e apontou o bandido parado contra o muro. O homem estava desacordado e era possível notar a ferida na cabeça e uns fios de sangue chegando até o chão. Quando entraram, o carro seguiu calmamente.

– Agora, nós vamos conversar com privacidade e quero que você me escute muito bem, entendeu!? – reclamou a mulher com uma expressão bem séria.

– Olhe, eu represento uma agência mundial apoiada por quase quarenta países que faz o controle das pessoas com poderes. Viu o que aconteceu? Você perdeu o controle e aquele vagabundo quase morreu, você é uma criança com a força de um gorila, quer carregar esse peso no começo da sua vida? – perguntou a mulher.

Isso afastou o medo de Alex de ser sequestrado novamente, quando ele começava a lembrar o que tinha acontecido há alguns meses, as palavras “agência mundial” fez ele voltar o foco e ficar com medo de virar objeto de estudos obscuros.

– Não, eu…

– Então! Nós não vamos limpar a sua sujeira, nem vou ficar dando lição de moral ou tentando conscientizar você, essa é uma conversa única, seu primeiro e último aviso – falou a mulher interrompendo Alex.

– Você tem as seguintes opções. Um, você pode trabalhar com a gente no futuro quando for adulto, vai ser treinado e trabalhar nas sombras para manter o mundo em ordem como eu faço. Dois, pode optar por não usar seus poderes e ter uma vida normal, muitos fazem isso, vai receber apoio e ajuda da gente para isso acontecer, se for seu desejo. Três, você pode ser independente e famoso como aqueles que você conhece, vai colocar sua família e amigos em risco, mas não pode pisar na bola, porque se vacilar vai ser aposentadoria compulsória! Sacou? – perguntou a mulher com seriedade na voz.

– Sim, estou entendendo a senhora – respondeu Alex bem acanhado e com os olhos arregalados.

– Última dica. No futuro, se você se rebelar, ou começar a fazer coisas ilegais, não existe essa de super vilão, entende? – perguntou a mulher misteriosa outra vez.

– Claro que não, isso de super vilão não existe…

– Existe, já enfrentei alguns, o que não existe é prisão de super vilão. Entendeu, garoto? Você está me entendendo bem? – perguntou a mulher enfatizando bem a questão.

– É, eu entendi – respondeu Alex imaginando corretamente o que acontecia nesses casos de vilania.

O carro parou na esquina da casa dele, o garoto estava tão concentrado e espantando com a conversa que nem percebeu o percurso do carro. Ela abriu a porta e mandou o Alex sair.

– E qual o nome da senhora, posso saber? – perguntou Alex.

– Eu sou a sua protetora e responsável por você em todos os sentidos – ela fechou a porta e o carro foi embora deixando Alex.

Alex voltou para casa cabisbaixo escutando as sirenes da polícia que provavelmente encontraram o carro do outro lado do quarteirão e o bandido caído. Em poucos minutos uma viatura chegaria na casa dele.

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