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SciCast #202: Neurobiologia do Amor

por em sex 09America/Sao_Paulo jun 09America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 46 comentários

SciCast #202: Neurobiologia do Amor

Sejam bem vindos Deviantes e Derivadas a mais um SciCast cheio de amor para dar.

Essa semana vamos falar do amor, uma construção social, por conta do dia dos namorados, que é uma construção comercial.

Então venha abra seu coração, mesmo ele não tendo qualquer relação com se apaixonar, para mais um belíssimo cast.

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

Arte da Capa:

 


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Redes Sociais:


Saldão da Loja do SciCast – corram!


Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCastEquipe de Pauta/Gravação: Marcelo Rigoli, Natalia Nakamura e André Bacchi. Vitrine: Jânio Garcia (PortfólioInstagram)


Material Complementar:

  • Caiado

    Oh meu Deus!!!! Mataram o Tarik de novo!!!!…kkkk

    • Rodrigo Fonseca

      Seus bastardos!

  • Queria aproveitar esse scicast de dia dos namorados pra declarar o meu amor pela ciência <3

    • André Bacchi

      <3

  • Caiado

    Guaxa, essa historia lembrei da imagem amorosa!!!! #semcafebatizadohoje
    https://uploads.disquscdn.com/images/eb567641dc92dc01ba2661e9deacf3a15b4db55adcb72d431b4f4e3064e21d8f.jpg

  • Eric Souza

    Olá, Deviantes.
    Tenho uma dúvida. Os descendentes de pais com grau de parentesco muito proximo, podem ter que tipo de problemas? E por que isso acontece?

    Obrigado.

  • Bicuinha

    A introdução a lá Zezé Di Camargo & Luciano foi foda…. auheauheuaheuhaeuhauehauehauheuaheuaheuaheuaheuaheuaheuhaeuhauehuaheuaheuaheuaheuaheu

  • Nanaka

    Olá, Eric! Obrigada pelo comentário, vou tentar te responder..

    1. Doenças e características prejudiciais costumam ter maior incidência em filhos de parentes por conta da dose ‘dupla’ que podem ter de algum gene ‘ruim’. Por ex, uma doença que dependa de um gene recessivo não tem efeito em um individuo que possua um gene normal além do recessivo (por ex, se a mae carrega o gene doente e o pai nao, a criança recebendo um gene de cada pai nunca terá dois genes doentes, o gene saudável é dominante e a criança será saudável). No entanto, no cruzamento entre parentes é maior a chance de que os dois carreguem o gene recessivo da doença, que já está na família, mesmo que nao em dose dupla (nao apresentam sintomas), e isso aumenta a chance dos filhos receberem o gene recessivo tanto do pai quanto da mae e apresentar a doença ou característica prejudicial que seja. Isso não é exclusivo de humanos mas de qualquer organismo com reprodução sexuada.
    http://anpdgaucher.org.br/wp-content/uploads/2014/09/tabela2.gif

    Uma maior diversidade genética é uma grande vantagem, que foi inclusive o que levou à evolução da reprodução sexuada.

    2. Essas sensações são ‘interpretadas’ pelo cérebro. Fisiologicamente, são hormônios que chegam ao cérebro, podendo ser produzidos nele mesmo ou em outras partes do corpo. Conhecendo toda a cadeia de metabolismo e hormônios e substâncias envolvidas, seria possível sim controlar tudo com ‘remédios’. Pense em drogas por ex, o efeito de muitas drogas viciantes ativa os mesmos mecanismos no cérebro (se analisar as áreas ativadas e hormônios liberados) que um romance amoroso.

  • Felipe Rodrigues

    Estou no laboratório quando resolvo terminar de ouvir o episódio. Conecto o fone no celular e dou play. Por algum motivo infernal o fone não​ conectou direito e a seguinte frase sai do auto falante no volume máximo, “zoofilia vai ficar para o outro episódio pessoal”. Instantaniamente dois doutorandos, uma mestranda e três estudantes de IC, além do meu orientador, olham para mim ao mesmo tempo com os olhos regalados UEHSUSHSJEUSHSHXNUEJX

    • Marcelo De Matos

      desculpa?

      • Felipe Rodrigues

        Tudo bem HAUHFAU pelo menos abriu espaço para mostrar o podcast para eles

        • André Bacchi

          Ataque de oportunidade!

    • André Bacchi

      HAHAHAHAHAHAHAAH, foi mal…

    • Fernando Malta

      Hahahahahahahahahaha

    • Isabel Ataide

      Meu deus kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Marcelo Rigoli

      Esse é o @marcelodematos:disqus , nunca decepciona

  • Nyell Quantos

    Graças a esse episodio eu conheço esse já clássico da musica brasileira sarrada no ar… Obrigado!

    • Marcelo Rigoli

      Um episódio multicultural

  • André Bacchi

    Sobre a questão 2 é o que a Nanaka falou. As emoções são fruto de um balanço neuroendócrino cerebral muito complexo e não totalmente claro para a ciência. A manifestação de algumas doenças deriva de um desbalanço neste sistema, bem como drogas e medicamentos podem também modulá-lo. O importante é entender que está tudo interligado: O seu pensamento afeta suas emoções. Suas emoções afetam seu comportamento. Seu comportamento afeta seu pensamento. Respostas fisiológicas alteram emoções. Emoções alteram respostas fisiológicas e por aí vai…

    • Só que na verdade tudo isso pode ser encarado como fisiologia (pensamentos, emoções e comportamento). A gente separa em diferentes esferas de análise pra facilitar a criação dos modelos explicativos, né.

      • André Bacchi

        Certamente. Usei aqui o termo respostas fisiológicas como sintomas físicos. Mas com certeza emoções, comportamentos e etc envolvem a neurofisiologia. Até por isso o tema foi Neurobiologia do amor, seus neurotransmissores, receptores, etc…

  • DGR

    Alguém pode me recomendar um bom podcast sobre história?

    • André Bacchi

      Você quer ouvir episódios sobre histórias ou um podcast voltado pra história. O Scicast tem excelentes espisódios de história. O temacast tem uns episódios legais de história com o prof. Barbado, também.

    • Marcelo Rigoli

      Além do Temacast que o @andrbacchi:disqus já falou tem o falecido CronoCast que é muito bom, o Fronteiras no Tempo que é ótimo também. Se tu saca inglês tem um muito bom que é o Dan Carlin’s Hardcore History também. Todos excelentes!

  • Isabel Ataide

    Não superei a abertura com a declamação de É o Amor hahaahha
    Teve momentos que o Kenny G me irritou muito, quase desisti do cast, as piadas e tiradinhas como sempre foram maravilhosas!

    • Fernando Malta

      Resista, Isabel… resista pelo amor!

      (e desculpa pelo Zezé di Camargo :-P )

    • Marcelo Rigoli

      Servimos bem para servir sempre. Resita ao Kenny!

  • André Miola Bueno

    #nanakabonobo

    • Nanaka

      o.o

      • Marcelo Rigoli

        #BullyingÉamor

  • Darley Santos

    Consegui separar a parte interessante do cast em que se fala mais propriamente sobre os aspectos psicológicos e neurobiológicos do “amor”, mas… Essa galera dos “construtos sociais” não tem jeito mesmo – a agenda LGBT agradece vossa generosidade em tacanho esforço de sobrepor a ideologia aos fundamentos do real… Ok, that’s alright!!!

    • Fernando Malta

      …oi?

      • Darley Santos

        Desculpa!

        • Fernando Malta

          õ.o
          Pelo que, cara?

    • Marcelo Rigoli

      Também fiquei a ver navios. Mas achas que falamos alguma inverdade?

  • Sergio Coelho

    Durante a parte da paixão, ate o arroz do meu prato fez carinha triste…… :(

  • Wilson Murilo Ferrari

    Galera, comecei a escutar o Scicast no começo desse ano. Nunca comentei ou interagi por aqui. Mas hoje me senti obrigado, pois passei vergonha em meu trabalho ao ter um ataque de riso com a imagem e lembrar das brincadeiras do programa.
    https://uploads.disquscdn.com/images/5f46222ba288cc521be87210b3f942e5ae9732a82526f789076181562f8dbe41.jpg

    • André Bacchi

      Hahahahahahahha

    • Marcelo Rigoli

      Para béns, você já passou no nosso crivo de piadas! Hahahah!

  • Bruno Fernandes

    Esse assunto é muito perigoso…

  • Renato Martins Chaves

    Sempre soube… monogamia é basicamente preguiça :P

  • Lisbeth

    No finalzinho do programa quando o Tarik tentou tocar no tema da assexualidade ele foi cortado, e é uma tema que merecia um pouquinho de atenção.

  • Rodrigo Fonseca

    Quando foi dito que “apesar de Internet” ainda tem gente fazendo café com sangue, pensei meio ao contrário: onde é que vc acha q muita gente encontra essas “simpatias infalíveis para fisgar o seu amor”?

    Bj a todos

  • Nanaka

    Legal, cara, faz todo o sentido biológico ;)

    Claro q há mtas influencias, mas é verdade que o cuidado biparental ajuda bastante a criar nossos bebes ‘prematuros’.

    Uma vez que as femeas eram ‘obrigadas’ a ficar mais tempo vulneraveis, gravidas ou amamentando, faz sentido ter acontecido a divisao de trabalho dessa maneira, e a consequente diferenciação. (em sociedades caçadores-coletores). Mesmo assim nada é 100% certo, por isso que é legal investigar :D

    Nao sei se ficou claro no cast, mesmo em especies que praticam a monogamia ‘pra vida toda’ e tem essa vantagem biológica, a ‘pulada de cerca’ é extremamente comum e também apresenta vantagens evolutivas.
    Para a femea, ter multiplos parceiros (em questao de reprodução) garante que sua cria tenha uma maior diversidade genetica, garantindo que pelo menos alguns sobrevivam (e todos ainda carregam o DNA dela), ao mesmo tempo que mantendo o parceiro fiel ajuda a cuidar deles.
    Para o macho, bem é o que dissemos, tem mais de seus genes espalhados por ai, enquanto garante mais a sobrevivencia dos que tem com sua parceira fixa.
    Até em algumas tribos humanas há a crença de que crianças podem ter multiplos pais biologicos, então existe um grupo familiar de alguns parceiros que criam os filhos juntos, e isso aumenta ainda mais a chance de sobrevivencia.
    Porem todas essas ‘evidencias’ tem contra-exemplos, então sigamos investigando e entendendo… :)

    • Sim, sim. A maioria das espécies não são monogâmicas, e as que são, geralmente é monogamia parcial ou social. Tem sempre aquele 1% de infidelidade. O que faz todo sentido biológico também.

      A gente costuma falar desse assunto em termos de médias. Em média, os homens tendem a X; já as mulheres, em média, tendem a Y.

      Mas se considerar algumas variáveis individuais esses modelos ficam bem mais complexos e eficientes. Tem um conceito chamado sociossexualidade. Ele mensura atitudes e preferências em relação ao sexo casual. Em média, os homens são mais irrestritos (tendem mais ao sexo casual), enquanto as mulheres, restritas (tendem menos ao sexo casual).

      Mas esses padrões podem mudar bastante dependendo de fatores ecológicos. Por exemplo, parece que em ambientes com escassez e instabilidades em geral, mulheres e homens ficam mais restritos sociosexualmente — embora entre os sexos ainda possa haver diferença.

      Existe potencial até pra modificar a personalidade, por assim dizer. Em ambientes assim, existe maior tendência das pessoas apresentarem menor extroversão e menor abertura à experiência, e maiores índices de neuroticismo.

      No mestrado eu estudo esse tipo de coisa, mas com foco nos sinais de consumo conspícuo (produtos luxuosos) como critério de atratividade entre homens e mulheres, héteros e homossexuais. Ano passado esbarrei nuns estudos sobre essas tribos que têm sistemas bem diferentes dos que a gente conhece, como o que vc citou, das crianças com vários pais e tal.

      Parece que existe também uma correlação entre fatores ecológicos e os “mating system”. Quanto maior a escassez de recursos, menos monogamia rola. Como os homens não conseguem juntar recursos o bastante para ostentar, na maioria das vezes, os critérios de atratividade se voltam para características físicas que indicam fertilidade e tal. E é muito comum mesmo que existam sistemas de casamentos que permitam às mulheres terem mais de um marido, ou que permita de boas que elas sejam mais infiéis (do que a média em outras culturas). No sentido evolutivo da coisa, o que se cogita é que essa multiplicidade de pares contribuiria não só com melhores genes, mas com o somatório de recursos também.

      Achei bem interessante. É como se o ambiente estivesse ali o tempo todo modulando para mais ou para menos certas predisposições. O que no final das contas gera toda essa pluralidade de culturas humanas que a gente vê.

      Esse tema das tribos especificamente eu só li uns três artigos. Então não sei se existem estudos já com dados refutando. Se conhecer, pode linkar aqui.

      (Não que as pessoas estejam lá conscientemente calculando numa folha de bananeira todas essas estratégias — é sempre bom ressaltar, né.)

      Enfim, valeu a resposta.

      • Nanaka

        Poxa, que legal! Valeu mesmo pelo complemento :)

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