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SciCast #196: Epigenética

por em 19 19America/Sao_Paulo maio 19America/Sao_Paulo 2017 em Ciência, Destaque, Scicast | 20 comentários

SciCast #196: Epigenética

Sejam bem vindos Deviantes e Derivadas a mais um SciCast biológico! Essa semana vamos falar de Epigenética!

Sim, eu também não fazia ideia do que era,  mas envolve genes e mecanismos de evolução… E sexo, mas sem a parte divertida. (Guaxa)

Arte da Capa:


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Saldão da Loja do SciCast – corram!


Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCastEquipe de Pauta/Gravação: Natalia Nakamura e Bárbara PaesVitrine: Jânio Garcia


Material Complementar:

Sugestão de literatura:

Eva Jablonka e Marion J. Lamb. 2010. EVOLUÇÃO EM QUATRO DIMENSÕES – DNA, comportamento e a história da vida. Cia das Letras.

Bossdorf, O., Richards, C. L., & Pigliucci, M. (2008). Epigenetics for ecologists. Ecology letters, 11(2), 106-115. link para acesso copyright free: http://izt.ciens.ucv.ve/ecologia/Archivos/ECO_POB%202008/ECOPO2_2008/Bossdorf%20et%20al%202008.pdf

Francis, Richard. Epigenética: Como a Ciência está revolucionando o que sabemos sobre hereditariedade. 2015

Sugestão de vídeos:

Minuto da Terra: Epigenética e a estranha herança através da memória celular

Sugestão de links:

Para entender como se estuda o epigenoma (ou metiloma)

Epigenetics & Inheritance

  • Marcelo França

    Acabei de ouvir o episódio e mais uma vez foi muito brilhante e esclarecedor!
    Menção honrosa aqui para as analogias que a Bárbara fez, perfeitamente didáticas.
    Abraços!

  • Mazinho Menezes

    Olá membros do Scicast. Venho deixar minha congratulações pelo esclarecedor episódio. Mas também adicionar um comentário que consideredo importante. Existem diversos conceitos do que seria o gene. Pelo conceito mais usual deste sendo a sequência do ADN que transcreve uma sequência peptídica ou de ARN funcional. O tempo epigênico está preciso. Mas se for a adotado um dos conceitos de gene mais modernos que o definem por exemplo como o processo semiótico que expressa uma característica. O termo “epígênico” em sí não se aplica. Pois se considerármos essencialmente Genética a área que trata do(s) mecanismo(s) de tudo que é herdado em organismos vivos, o processo “epigénico” já estaria incluso. Na verdade seria considerado apenas uma modulação e/ou função do mecanísmo tradicionalmente estudado – descoberto à posteriore da genética clássica. Como esta é uma questão não resolvida – e longe de concenso pela comunidade científica. Deixo apenas o registro aqui de que existem outras interpretações do tema, o que não o deixa menos fascinante.

  • Nossa, parabéns à equipe! Adoro qd o Scicast trás conteúdos ainda exclusivos da academia.

    Fiquei com as seguintes dúvidas (que podem ter sido explicadas no episódio, mas não consegui pescar):

    – Onde estão localizados os elementos responsáveis pela epigenética exatamente? Não estão na hélice de DNA, não estão no RNA… Estão ali tipo num suco dentro do núcleo, rodeando o DNA? Qual o nome dessa estrutura?

    – Como minha estrutura epigenética é herdada pelos meus descendentes? Ela está contida dentro dos gametas? Estariam as estruturas de cada tipo de célula (muscular, óssea, epitelial, etc) já prontas dentro do gameta? Ou elas são “montadas” ao longo da evolução do feto?

    Peço perdão pela incompetência de entender durante o episódio… ;)

    • Nanaka

      Oi, João, que bom que gostou! xD
      Vamos ver se entendi suas dúvidas..
      Os elementos ‘responsaveis’ pela epigenética seriam as enzimas (proteínas que catalizam reaçoes químicas), que colocam e tiram as marcações epigenéticas? As marcações metil são radicais que estão livres na célula, e há enzimas específicas, chamadas DNA metiltransferases uma responsável por colocar novas marcas (DNMT1), outra por manter as existentes (por ex, na replicação do DNA para a divisão celular, essa enzima corre a nova fita de DNA ‘copiando’ as marcas que tem na original), outra por retirar as marcações quando necessário, etc. Essas enzimas ficam também soltas na célula, mas o código para produzi-las está também em um gene no DNA, que é ativado quando necessário. Essa cadeia de ativação é uma das coisas mais complexas e estudadas principalmente para a embriologia.

      Em células normais, a marcação epigenética é copiada assim como a sequencia de DNA. No entanto, na formação dos gametas, há um processo de ‘reset’ que retira as marcações e deixa apenas o padrão inicial de genes ‘impressos’ que explicamos (diferente em machos e fêmeas, etc). Porém, algumas marcações – aparentemente as que podem ajudar a prole a sobreviver ao meio – podem ‘sobreviver’ ao processo de reset, não se sabe ainda exatamente como.

      O DNA contem os códigos de todos os genes que serão usados em todos os tipos de célula. A partir de alterações químicas que acontecem naturalmente com o acúmulo de substâncias, na fecundação, a marcação epigenética inicial faz com que os genes iniciais certos sejam ativados, e comece a cadeia de reações. O DNA é organizado de tal forma que a cada alteração nas proporções de produtos e substâncias presentes na célula, os genes certos vao sendo ativados e desativados, realizando o lindo processo de diferenciação celular e desenvolvimento embrionário :)

      E caso esteja se perguntando, mas se os códigos para fazer enzimas etc está no DNA, e elas são necessárias para sua própria produção, como é feita a primeira enzima? Quando uma célula se divide, para criar o gameta, por ex, junto da ‘metade’ do DNA vão também essas estruturas básicas, algumas enzimas, ribossomos, etc. Apesar da nova célula possuir o código para fabricar mais quando necessário, no início são usadas as que vieram no citoplasma.

      Que isso, continue perguntando! É um assunto confuso e muito difícil de explicar sem figuras! hahah

      esse video tem uma animação bem feita, talvez de para visualizar melhor. Tavez não. haha
      https://www.youtube.com/watch?v=mHak9EZjySs

  • Rodrigo Braga

    Biologia hardcore ? Excelente!
    Coletando o cérebro agora, tanto quanto depois dos casts de física!
    Parabéns à equipe Scicast!

  • Jeitinho brasileiro até no patrocinador.. o anunciante diz que a promoção é para ouvintes do Scicast.. mas não é uma promoção do portal Udemy onde TODOS OS CURSOS estão a 25 reais.. inclusive o do anunciante, não é algo exclusive como ele afirma ser..

    foda isso.. e demprimente.

  • Darley Santos

    Felicidade hereditária… Faz todo sentido!

  • Josyane Carla
  • Naelton Araujo

    Parabéns a todos participantes deste episódio. Eu como o cara de exatas também tinha dificuldade de enteder o jargão e as explicações de alguns episódios de biologia. Entrei tão “tábua rasa” como o Fencas com a unica diferença de já ter ouvido e lido o termo várias vezes e nunca ter realmente entendido seu significado e seus desdobramentos. Graças as analogias da Nanaka, Barbara e Guilherme ouso dizer que agora entendo muito melhor o que vem a ser a tal Epigenética. Muito obrigado.

  • Leonardo Gonçalves de Souza

    O Minuto da Terra fez um vídeo sobre isso: https://www.youtube.com/watch?v=vfFpudk6Kks

  • Celso Rosa

    Perguntinha… e epigenética pode afetar a genética? Ou seja, a forma com que os genes são ativados e desativados pode afetar se aquele gene vai ser o escolhido na hora do crossover para ser transmitido para a geração futura? E também, o fato de um gene estar ativado ou desativado pode afetar a probabilidade de ele sofrer uma mutação?

    • Nanaka

      Olá, Celso.

      Durante o funcionamento normal da célula, um gene desativado está menos acessível e assim mais ‘protegido’ de interações que poderiam causar mutações (como radioatividade, toxinas, etc), mas não está salvo das mutações que ocorrem por erro no processo de replicação.

      Para a replicação do DNA, a fita dupla é desenrolada e separada (em 2 fitas simples), deixando o código acessível para ser copiado, independentemente das marcas epigenéticas (que serão copiadas em seguida).

      Porém, estudos recentes já apontam uma correlação entre concentração de marcas epigenéticas em certos pontos de genes e mutações pontuais, indicando que pode ter alguma influência no mecanismo sim.
      Um estudo em plantas também mostrou que algumas sequências mais frequentes em locais de crossover nos cromossomos tinham um padrão epigenético específico sobre elas.

      Será que ajudei?

  • Renato Zfz

    Ainda continuam com o programa de entrevista de pesquisadores Cientistas. Estou fazendo maratona, e achei muito interessante ver o que nossos cientistas estão fazendo.

  • Rodrigo Braga

    ?Dúvida.
    É possível que a capacidade de o ser humano, adquirida em algum momento de sua evolução, de digerir a lactose na fase adulta tenha sido “engatilhada” por uma alteração epigenética, motivada pelas condições ambientais (disponibilidade de alimentos e/ou água)?

  • Fernando Maia Filho

    Um dos melhores sobre biologia que vocês já gravaram.
    Uma dúvida: a característica de ter medo de cobra que macacos ou outros animais possuem, mesmo sem serem ensinados por suas mães e pais sobre isso, é epigenético?

  • Leonardo Carvalheira

    Oi, gente. Primeiramente parabéns pelo trabalho de divulgação! Já falei pessoalmente quando encontrei vocês na Marcha (sou aquele do canal Dispersciência), mas volto a parabenizar :).

    Pesquiso no centro de estudos do genoma humano e células tronco aqui da Bio USP, e estudo especificamente câncer e microRNAs (miRNA). Curti muito o episódio, mas me pareceu um pouco desatualizado. Os miRNA são extremamente importantes na regulação epigenetica do metabolismo em TODO o corpo, além da presença de outros transcritos de RNA que já sabemos que também são importantes nisso.

    Ficou parecento que a epigenetica só tem ações importantes quando é influenciada por alterações ambientais, mas não é sempre verdade. Arriscaria até que em grande parte das vezes não é verdade. A atuação desses transcritos de epigenetica pós-transcricional é extremamente relevante em diversas situações normais do organismo e também em doenças.

    Vale ressaltar também o excesso de finalismos/teleologia, dos mais marcantes: “a epigenetica serve PARA regulação”, “os genes servem PARA produzir proteínas”. Lembremos que a evolução não tem finalidade.

    Não considerem essas críticas um ataque pessoal, por favor, curto demais o trabalho de vocês e são só críticas pontuais!! Essa epigenetica mais recente que citei daria em vários outros episódios hahahaha.

    Abraço, Watson/Leonardo

    • Nanaka

      Oi, Leonardo, obrigada pelo comentário!
      Que legal! realmente poderíamos fazer muitos casts para explicar tudo isso xD
      Nós queriamos falar sobre os miRNA até estava na pauta uma pesquisa recente sobre a regulação do ‘epitranscritoma’, mas não ia dar tempo de entrar nesse assunto. Mas que pena que deu essa impressão, achei que tínhamos deixado claro que faz parte também dos processos normais da célula, vamos nos atentar nos próximos ;)
      Essa história de usar ‘finalismos’ também me incomoda mas é difícil fugir deles né, sem ter que dar toda uma aula sobre evolução antes haha

  • Augusto Mesquita
  • PauloAlbq

    Ainda não acabei de ouvir o cast mas preciso dizer: Bárbara, teu sotaque é uma delícia de ouvir!

  • Thiago Melo

    A pergunta mais importante é:
    Quando vou ser capaz de alterar meu corpo pra desenvolver a habilidade de respirar debaixo d’água ou criar asas?

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