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Scicast #175: Buracos Negros

por em sex 13America/Sao_Paulo jan 13America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 104 comentários

Scicast #175: Buracos Negros

Salve Deviantes e Derivadas e bem-vindos a mais um incrível SciCast! Nessa semana falaremos do fenômeno que pode até não ser o mais importante de todos, mas  com certeza é aquele com o nome mais legal! Vamos falar de Buracos Negros!

Desviando de piadas fáceis vamos guiá-lo do surgimento de uma estrela até sua morte! Sente-se e venha conversar sobre um espaço dentro do espaço! Suas forças, o que se sabe sobre eles e, principalmente, por quê não poderemos contar com super-homem quando mais precisarmos…

Arte da Capa:


Publicidade:

  • Continuando a série Monsters of Science em grande estilo a Loja SciCast lança a camiseta Einstein Kiss, está esperando o quê pra pegar a sua?

IMG-20160809-WA0008

  • Ao lado de um dos mais conhecidos  cientistas da história da humanidade, temos uma das maiores e mais importante cientista na camiseta Marie Curie and the Radioactivity Experience, dentre muitos outros itens imperdíveis.

Avisos Paroquiais:

Campus Party 2017:

Bancada do Portal Deviante na Campus: http://campuse.ro/events/CPBR10-Grupos/workshop/republica-deviante-by-scicast/


Contato Comercial:

Quer anunciar seu produto, marca ou serviço aqui no SciCast? Entre em contato:


Redes Sociais:


Aperte o pause:


Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCastEquipe de Gravação/Pauta: Roberto Pena, Naelton AraújoSérgio Sacani e Felipe ReisArte da Vitrine: Buraco negro


Material Complementar:

Ciclo de Vida Estelar

Planetário do Rio – Links sobre Buracos negros – Saiba mais

Livro do Stephen Hawking

Diagrama HR

Diagrama HR – UFRGS

Fundamentos de Astronomia – Diagrama HR

O Sol virará uma Gigante Vermelha

Filme da Disney – O Buraco Negro

Livro do David Brin (sobre um mundo que gira ao redor de uma estrela colapsada e sofre marés)

  • Aprendi muito! Muito mesmo.

    Antes que me esqueça: nem todo mundo acha que estrela é uma bola de gás (ou coisa assim). Tem gente, ou tem eu, que não tinha nem chegado perto dessa ideia. Eu não sei se teria q ter um conhecimento prévio, minha impressão é que sim. Essa visão nunca tinha nem passado de longe pela minha cabeça. Pronto.

    E o melhor de tudo nesse episódio é a poesia dele! Já elogiei o Pena através do Twitter, mas reforço aqui para a equipe toda. Foi poético. Apaixonante. E a música final! Foi tudo muito bacana e bem trabalhado.

    Deixo as críticas aí para quem entende do assunto. Pra mim, foi lindo! <3

  • Mano vocês me bugam muito, pra mim esses Ep sobre física são os melhores, sempre acabo mudando algum conceito que eu já tinha como certo, tipo, Ponte de Einstein-Rosen, achava que isso era uma ideia que não tinha mais pra onde ir, fosse só coisa de ficção-científica já ultrapassado. Vou usar isso nos meus próximos contos então :)

    • Naelton Araujo

      Coloca um link pra um dos seus contos aqui…queremos ler ?

  • thenets

    Fiquei confuso sobre uma coisa. Se as estrelas não continuam com a fusão nuclear para coisas mais pesadas que o ferro, como, então, que existe tantos tipos de átomos numa escala tão grande no mundo?
    Pq eu achava que esses átomos eram resultado da fusão nuclear em estrelas, mas pelo visto não é.

    • Naelton Araujo

      a fusão de átomos mais pesados que o ferro acontece de uma vez só quando uma estrela explode em supernova…acontece de um vez … os elementos mais leves são produzido ao longo de milhões de anos durante a vida das estrelas da fase de sequencia prinicipal até a fase de gigante veremelha…

      • thenets

        @naeltonaraujo:disqus @paulommc:disqus comecei a assistir aquela série “The Universe” sobre isso e, realmente, falaram a mesma coisa. Mas continuei confuso. Quando, exatamente, os elementos pesados são gerados? Entre o breve instante entre a fusão que gera o ferro e ela se transformar em uma supernova?

        • Naelton Araujo

          Eh uma cascata de fusões de elementos pesados em questão de segundos assim que os primeiros átomos de ferro se formam no núcleo

          • thenets

            Entendi. Então antes da expansão e dispersão do núcleo, todos os elementos mais pesados já estarão formados. Maneiro.

    • Naelton Araujo

      dá uma olhadinha no processo de produção de elementos químicos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nucleoss%C3%ADntese_estelar

    • Paulommc

      Os elementos mais pesados que o ferro são formados durante as super novas, devido a imensa pressão que ocorre na “explosão”.

  • Daniel Martin

    O episódio foi realmente um dos melhores – QUASE superou o de física quântica :D

    • Lucas Powl

      já ouviu “na onda da fronteira final”? melhor cast

  • Gradash

    Sobre interstellar.

    Não existe outra estrela perto, se ver o vídeo sobre os efeitos do Interstellar, a luz é gerada pelo disco de acreção, não o buraco negro, mas a matéria ao redor dele. Palavras do KIPP THORNE

    • Naelton Araujo

      Para ter disco de acreção tem q ter um estrela … o q forma o disco é a matéria que espira-la na direção do horizonte de eventos… logo essa matéria tem q vir de uma estrela…

      • Gradash

        Então o Kipp Thorne não se importou com isto. No documentário “a ciência de interstellar” ele deixa claro

        • Naelton Araujo

          interessante… será q a gente encontra este doumentário na rede?…onde vc viu?

    • Naelton Araujo
  • Kelvin Costa

    É incrível o tanto de conhecimento que existe quando se junta Pena + Sergio + Naelton
    Os 3 deviam fazer um cast sobre Astrofísica
    Aqui mesmo no Deviante, mas eu quero mais e mais ouvir sobre Física na voz desses caras

  • Israel Vitorino

    Muito muito bom mesmo !!Parabéns pelo trabalho equipe Scicast !!!

  • Israel Caceres

    Sou um ouvinte novo e adoro esses episódios sobre física! Porém não pude deixar de notar a falta de menções aos Quasares! Eu perdi algo? Isso são teorias apenas? Me iluminem! Aliás…Bom trabalho! Mais um fã aqui! Hehe ?

    • Naelton Araujo

      O termo QUASAR vem da expressão em inglês
      “QUASi-Stellar-Objets” – QSO, que traduzido daria
      algo como: Objeto Quase Estelar. Este corpo tem
      uma imagem semelhante a uma estrela em uma
      imagem astronômica, contudo, apresenta desvios
      para o vermelho muito maiores do que as galáxias
      mais longínquas. Emite muita radiação nas faixas
      de rádio e luz. Isto implica em muita energia gerada
      em relativamente pouco espaço.

      Atualmente, a teoria mais aceita entre os
      astrofísicos sobre esses misteriosos corpos
      celestes interpreta-os como núcleos super-ativos
      de galáxias novas onde buracos negros
      supermassivos engoliriam várias estrelas
      continuamente.

  • Vitor Dimitry

    Sérgio Sacani, deve ser bom!

  • Adriano Alexandrino

    Tarik ou qualquer membro do Sci Cast
    Me explica por que ao clicar no link de download mp3 ou download zip, https://uploads.disquscdn.com/images/2920fe69b89d74c1d8ceefc02ab873a39ddd77911c73300ffcc9b81aeb1485ac.png ele encaminha direto para um site de upload de arquivos mp3? não to entendendo o que ocorre.

    • Alan Bourscheidt

      Se clicar no botão “convert” um pouco mais abaixo da sua tela gerará o arquivo mp3. Para mim funcionou.

      • TiagoviT

        Aqui funcionou tb!. Ao clicar no “Convert”… o direcionamento já deixa o link do arquivo pra fazer a conversão.

    • André Miola Bueno

      na realidade a resposta é bem simples.

      Eles não usam a extensão .MP3 (acho q usam “.mpa”) para os casts, e essa extensão ocupa ainda menos espaço nos servidores (do q o mp3), portanto não existe sentido manter várias opções de download se a opção foi diminuir o espaço no servidor, por isso eles usam esse site para fazer a conversão para mp3

      TLTR; vai na fé q é isso mesmo

      • Fernando Malta

        Obrigado, André. É isso mesmo. :-)

  • SaymonPires

    muito bom muito bom! quero um sobre

    A Meia Vida do Urânio 238 agora!

    • Naelton Araujo

      Acho q ja teve um de radioatividade…não teve?

  • TiagoviT

    Parabéns Galera!!! O scicast é um dos únicos podcasts que me estimula a prestar atenção quando escuto, e em alguns casos (como esta edição) a ouvir novamente… os demais já estou no modo automático…

    • Naelton Araujo

      Qdo escuto fico assim tb…desafiante…

  • Luciano Faria Abel

    Estava aqui ouvindo o episódio e comecei a divagar (alias isso sempre acontece quando escuto o scicast), porque essa é minha função como pseudofilososfo. Se buracos negros são apenas corpos muito massivos. E antes do Big Bang o universo inteiro estava contido em um único ponto, não consigo imaginar nada mais massivo que isso, eu posso concluir que o nosso universo antes do Big Bang erá uma espécie de “Uiltimate” Buraco Negro.
    Tomando essa hipótese como possível, será que nesse ponto o nosso universo era só um buraco negro em outro universo? Ou ainda, será que os buracos negros no nosso universo não são futuros universos em potencial? Durmam com essa, porque eu não vou…

    • Naelton Araujo

      Uma coisa q vc aprende logo em astrofísica…ou vc dorme ou faz mais cálculos…eu prefiro dormir…kkk

    • Oi Luciano.
      Poderíamos talvez entender q antes do Big Bang nosso universos era um buraco negro. Mas quando aplicamos a teoria da relatividade isso não funciona, visto q o próprio tempo passa a existir com o espaço, e argumentar o q era o antes perde o sentido. Dizemos q o Big Bang é uma singularidade até onde podemos entender. Mas mesmo q fosse um buraco negro, o q levaria ele a explodir e gerar nosso universo? Ou como funcionaria para os buracos negros no nosso universo gerassem novos universos? Em princípio o buraco negro não pode fornecer nenhuma informação, então qualquer coisa q vc quiser especular é inacessível, e qualquer explicação é tão boa quanto a sua e não faz parte da ciência pois não é falseavel.
      Só poderemos melhorar isso quando, quem sabe, um dia, conseguirmos fazer uma ponte Einstein-Rosen com outro suposto universo. Até lá eu gosto mais de acreditar q são teletubies montando unicórnios coloridos da Marlyni rs.

      • Luciano Faria Abel

        Sou um pseudofilosofo, não preciso de provas só de conjecturas. hhahahhaha. Não conseguirmos ver dentro de um buraco negro, não conseguimos ver antes do Big Bang, coincidência? Provavelmente, mas quem sabe uma dia não testemunhemos a explosão de um buraco negro…

  • Denilton

    Sacani mandou dizer aqui nos comentários que viemos pelo SpaceToday, mas ouvi o episódio pela madrugada e já conheço o podcast há anos. E agora?

    • Naelton Araujo

      Não entendi ?

  • thenets

    Fiquei em dúvida sobre outra coisa… No ritmo que tá, vai chegar uma hora que não vai ter mais hidrogênio pra queimar, ainda que ele seja o elemento mais abundante no universo, atualmente. O que vai acontecer quando não existir mais hidrogênio e hélio pra fundir?

    • Naelton Araujo

      O universo é, essencialmente, hidrogênio e hélio. Demoraria tanto tempo pra consumir tudo isso que o Universo acabaria (morte térmica) antes disso. Bota varias dezenas de bilhões de anos nisso . As anãs negras citadas no cast seria tudo q sobraria… não se sabe se Universo já teve tempo de formar estes corpos ainda.

      • thenets

        Hm, faz sentido, msm. Fora que teriam várias pseudo-estrelas pequenas demais que não conseguirão nem consumir o hidrogênio e hélio pela gravidade baixa… desculpa perguntar tanto, mas agora veio outra dúvida xD ainda existe aquela história de o universo vai contrair de novo? Ou agora acham que ira se expandir pra sempre?

    • Naelton Araujo

      Da uma olhada nestes links sobre a abundância do hidrogênio em relação aos demais elementos –

      http://www.astronoo.com/pt/artigos/abundancia-dos-elementos.html

      https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Abundância_dos_elementos_químicos

  • Conrad F

    Vocês falando da massa dos buracos negros lembrei desse vídeo do Pedro:
    https://www.youtube.com/watch?v=aLFoY3UoCRU

    • Só temos q tomar um pouco de cuidado com essas conclusoes desse vídeo pq ele está sempre se referindo ao horizonte de evento dos buracos negros. Um buraco negro com mais massa terá um horizonte de eventos maior e portanto é mais seguro de ficar proximo a ele. Mas se vc entrar dentro do horizonte de eventos e se aproximar da singularidade irá sofrer a mesma espaguetificaçao q sofreria num buraco negro menor.

  • Esron Silva

    Cheguei aqui pra ver se da tempo de fazer essa piada:

    Quem diria que azul é a cor mais quente…

  • RMRacing

    Na metafísica, impenetrabilidade é o nome dado à qualidade da matéria pela qual dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

    John Locke considerou que a impenetrabilidade era “mais uma consequência da solidez, do que a própria solidez.” Origem: Wikipédia

  • Aldevison Ferreira

    Aqui acaba minha carreira ouvindo o Scicast, já que os dois tímpanos estouraram com o foguete do Guaxa no começo do episódio. Hahhhahhahahahhah

  • megacartoonhd

    2000°C mais frio que o Rio de Janeiro. hahahahaha

  • Daniel Lopes

    Uma coisa me intrigou sobre a radiação Hawking. Como nós temos certeza que no momento em que surgem a partícula e a antipartícula, justamente é a anti-partícula que vai para dentro do buraco negro? Não seria aleatório? Desculpem se entendi mal ou deixei passar algo. Adoro o Trabalho de vocês!

    • Naelton Araujo

      olha Daniel sua pergunta é muito boa… eu fiquei na dúvida e fui pesquisar (essa área de astrofísica teórica não é minha praia). Descobri q tem a ver com o equilibrio de energia… de alguma forma (se entendi direito) a antipartícula representa a parte “negativa” do balanço energético. Por favor alguém que saque bem do assunto pode contribuir? Pena? Sacani? Ver https://pt.wikipedia.org/wiki/Radia%C3%A7%C3%A3o_Hawking

      • Essa é uma questão bastante complexa. Eu estava tentando evitar entrar nos detalhes porque é necessário fazer uso de conceitos de relatividade geral e de quântica avançada. Eu acabei apenas dando a explicação que o Stephen Hawking oferece no livro dele mas a verdade é que: essa explicação está errada rs.
        É uma analogia que ajuda a explicar para o público leigo, mas de fato gera essa questão de por que a anti-partícula é absorvida e a partícula é emitida.
        Na realidade as duas podem ser. E inclusive isso acontece com quaisquer tipos de partículas, fótons, neutrons etc.
        E pra ser bem honesto, esse efeito não acontece nas imediações do horizonte de eventos, mas essa é outra história rs.
        A questão central aqui é que, pela relatividade e quântica, onde um observador em repouso pode ver o vácuo como vazio um outro observador acelerado pode ver muitas partículas ali. Quando o buraco negro quando foi formado criou uma zona de altíssima distorção no espaço tempo, que pelo princípio da equivalência corresponde a um referencial acelerado. Onde antes o espaço era plano, depois ficou altamente curvado. Onde antes não havia energia disponível no vácuo, agora existem muitas partículas. Quando uma partícula acaba sendo emitida desse vácuo, ela consumiu energia de algum lugar. Esse lugar é o buraco negro, e por isso ele diminui de tamanho. A analogia é como se fosse uma partícula de energia negativa (não é uma anti-partícula na realidade) que caiu para dentro dele, para que uma de energia positiva pudesse ser emitida.
        É muito mais complexo do que isso, na verdade, eu estou tentando deixar de uma maneira minimamente inteligível rs. Essa radiação hawking é um efeito que se baseia numa física altamente avançada e cuja explicação é altamente debatida entre os mais estudiosos da área.
        Se quiser um artigo mais detalhado sobre o assunto (e mais pesado) segue: http://backreaction.blogspot.com.br/2015/12/hawking-radiation-is-not-produced-at.html
        Se eu puder ajudar ainda mais me fala, desculpa não conseguir ser tão claro quanto eu gostaria.

        • Daniel Lopes

          Pena, obrigado pela resposta (muito) mais detalhada. Para ser sincero, me deixou com mais dúvidas do que respostas (mas a ciência não é basicamente isso? hehe), como por exemplo, como a partícula retirou energia do buraco negro se não há antipartícula para entrar. Enfim, como você disse, é muito mais complexo que isso. Obrigado novamente a você e ao Naelton. Me ajudaram bastante!

          • Oi Daniel,
            Ahh, a voz do Feynman sempre fica dentro na minha cabeça “Se você não consegue explicar alguma coisa para o leigo, é porque você não entendeu direito”.
            De fato eu seria muito presunçoso de achar que entendi direito a radiação Hawking (mesmo porque é uma questão muito debatida ainda entre os especialistas no assunto), mas eu acho que poderia melhorar a minha explicação tosca anterior.
            Se uma anti-partícula fosse absorvida pelo buraco negro ela iria aniquilar uma partícula que está lá dentro. Porém, isso não iria diminuir a massa do buraco negro. Tá, eu sei que eu menti sobre isso no cast. Bom, não era bem uma mentira, era para ser uma analogia. Mas a questão é que a anti-partícula ao aniquilar uma partícula emite fótons (que vão ficar presos lá dentro pra sempre), e esses fótons tem energia, e essa energia corresponde à mesma massa que foi destruída. Como massa e energia são a mesma coisa, o buraco negro não iria evaporar por esse processo.
            Então, o que você precisa jogar dentro do buraco negro para ele evaporar? Uma partícula com energia (ou massa) negativa. Porra Pena, mas não existe uma partícula com massa negativa. É, eu sei, por isso que eu não queria entrar nessa questão, e a analogia da anti-partícula era uma alternativa simples para não entrar na relatividade avançada.
            Mas como ele evapora?
            Quando o buraco negro surge, ele causa uma quebra de simetria no espaço-tempo. Aquela região era antes bem comportada, mas quando há o colapso e surge o horizonte de eventos aconteceu uma distorção tão grande que efeitos relativísticos se tornam muito evidentes.
            Existe uma mudança de referencial para um observador que estava lá antes do colapso e depois do colapso. Uma mudança de referencial não apenas no espaço (entre um que está aqui e outro ali), mas no tempo (entre um que estava aqui antes e um que está aqui depois). Essa mudança de referencial, pela relatividade e quântica, corresponde ao novo observador ver um monte de partículas surgindo do vácuo – o vácuo não é algo vazio, mas algo com energia mínima, e essa mudança de referencial seria o equivalente a um observador enxergar aquele vácuo contendo muito mais energia, e portanto cheio de partículas.
            Porém não ser pode gerar energia do nada. Para esse novo observador, se o vácuo ganhou energia, é porque algum outro lugar perdeu energia. Essa quebra de simetria ocorre justamente no horizonte de eventos. Dentro do horizonte de eventos a distorção é tão grande que existe uma quebra de simetria. A flecha do tempo se inverte.
            Se jogarmos o Tarik dentro do buraco negro ele vai morrer espaguetificado, como já explicamos no cast. Mas nós, que estamos de fora olhando, nunca veríamos isso. Para nós, o tempo do Tarik (pelo efeito relativístico) iria ficar cada vez mais devagar e ele iria demorar um tempo infinito para cair no buraco negro. Veríamos o Tarik dando tchauzinho para gente de maneira cada vez mais lenta, até virar um quadro estático, o que seria assustador por ser o Tarik rs. Lembra dos efeitos temporais causados no filme Interstelar quando os caras passam 1 hora naquele planeta perto do buraco negro e quando voltam passaram 50 anos na nave? Imagina isso ao infinito.
            A barreira do horizonte de eventos é quando a distorção vai para o limite e ocorre a quebra de simetria. Alguém que está dentro do horizonte de eventos não tem nenhuma trajetória que se conecta com alguém que está fora. Para o referencial de quem está fora, a barreira do horizonte se torna a barreira do tempo, e o que está dentro é como se estivesse indo para o passado. É exatamente o efeito que ocorreria se alguém viajasse mais rápido que a luz. Além de vc ir muito rápido, vc estaria viajando para o passado (logo impossível).
            Então, concluindo. Se uma partícula cai dentro do horizonte de eventos, podemos pensar que é uma partícula voando ao contrário no tempo, OU, podemos trocar por uma partícula voando para frente mas com uma energia negativa. E seria esse o processo que o buraco negro poderia evaporar.
            Agora vc pode perguntar: mas isso é real mesmo ou é só mais uma analogia? E essa simples pergunta é talvez a mais poderosa de todas. Porque simplesmente nós nunca temos acesso à realidade. Nosso entendimento da realidade, de qualquer coisa simples, é uma analogia. Eu vejo as coisas ao redor, os objetos, toco neles. Mas tudo isso é uma “analogia” da realidade, é como eu codifico as informações que meus sentidos me dão. É por isso que eu digo tantas vezes, sobre a dualidade partícula-onda, que a matéria não é nem uma nem outra, nós que as encaixamos como uma coisa ou outra. Nós que criamos a analogia da partícula ou da onda, para poder entender o fenômeno.
            Então, caro Daniel, quando estamos nesses limites dos modelos, fica ainda mais difícil entender o que é analogia e o que é realidade. Ou melhor, fica mais fácil perceber o quão fictício é o nosso entendimento da realidade.
            Eu não sei se consegui ajudar mais, mas pelo menos não vou me sentir preguiçoso. Tentei meu melhor, se não consigo explicar melhor é porque eu não entendo direito, e vou ter que dormir com o Feynman zombando de mim. É a vida.

          • Daniel Lopes

            Uau!
            Muito obrigado a você e ao Feynman, que te fez escrever essa explicação. Agora tudo faz mais sentido (para os padrões da física quântica, eu acho). Não se preocupe com seus sonhos, Feynman vai estar te parabenizando com orgulho! Durma tranquilo. Abraços!

          • Barbosa

            Chegando um “pouquinho” atrasado rs. A radiação Hawking não sai realmente de dentro do Horizonte de Eventos ela só causa uma diminuição na massa do buraco negro, ou entendi mal.
            Abraços.

    • Naelton Araujo

      Achei um capítulo de livro sobre Radiação de Hawking (meio técnico mas é bom pra quem quer ir mais fundo): http://www3.uma.pt/Investigacao/Astro/Grupo/Publicacoes/Pub/Papcc/cap2.pdf

    • Naelton Araujo

      “…Considere-se então a formação de um par de fotões de energias +E e -E. No espaço-tempo plano o fotão de energia negativa não se pode propagar livremente pelo que terá de se reencontrar forçosamente com o seu companheiro de energia positiva por forma a aniquilarem-se mutuamente. No entanto, se o par for produzido suficientemente perto do horizonte de acontecimentos então o fotão de energia negativa tem uma segunda alternativa a qual consiste na possibilidade de atravessar para a região interior ao horizonte de acontecimentos antes que ocorra o aniquilamento.” (pág. 47 http://www3.uma.pt/Investigacao/Astro/Grupo/Publicacoes/Pub/Papcc/cap2.pdf)

  • thenets

    Vdd, vcs falaram essa parte no cast. Erro meu. Muito obrigado por tanto cuidado e atenção nas respostas, Naelton! :)

  • Darley Santos

    Só passei pra dizer que Tarik é muito amoooor! Rsrsrs

  • Naelton Araujo

    Achei um livro de uma ex-professora minha Lilia Irmeli (graduação em Astronomia na UFRJ) que fala da evolução estelar que pincelamos no cast. E acessível mesmo com algumas equações: http://ciencianautas.com/wp-content/uploads/2017/01/%C3%80-luz-das-estrelas.pdf

  • odair

    Vcs estão me dizendo que Azul é a Cor mais Quente? (tipo, o filme)

    • Naelton Araujo

      cara nem sabia deste filme… tive q procurar agora no google…hehehe

      • odair

        Conheço graças ao Mamilos Podcast, foi quando elas citaram que fui procurar kkkkkkk. Queria que tivesse sido lido no Republica

  • Olá pessoal do Scicast, esse foi mais um episódio de se perder no espaço (rsrsr). Vocês são demais, ouvindo tive uma ideia para uma pauta, o movimento das galáxias, por quê não sentimos tal movimentação? Outra ideia que tive, fora do assunto espaço, foi a da mecânica aplicada nas artes marciais, com a participação da Nanaka por causa do Aikido, claro, pois pratico a mesma arte. Um abraço para todos.

    • Naelton Araujo

      tudo está em movimento… a Terra ao redor do seu eixo, a Terra ao redor do Sol, o Sol ao redor do centro da Galáxia etc…e nós também estamos nos movendo junto… não sentimos o movimento pois apesar das grandes velocidades não há grandes acelerações… pelo menos nenhuma maior que a aceleração da gravidade que sentimos sempre…

  • Gustavo Renda

    Olá, galera tenho uma dúvida que não contempla o assunto do episódio, , mas que gostaria que vcs me respondessem.Ouvir o podcast pela PodStore por exemplo, prejudica de algum modo o vcs? Pq se prejudicar baixo pelo próprio site. Um abraço e obrigado por mais um excelente cast!

    • Fernando Malta

      Em nada, Gustavo. Ouça como achar mais conveniente. :-)

  • O Naelton como sempre já respondeu muito bem as perguntas, vou apenas complementar um ponto ou outro.

    “Relativamente ao factos de dois corpos não poderem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo, acabo por concordar. Explicando: usando agora uma cama como exemplo, sopostamente, conseguimos manter-nos deitados nela, graças ao equilíbrio de forças entre a pessoa e a cama. com o passar do tempo os suportes da cama e o colchão vão se desgastando, daí que a cama resiste menos ao nosso peso e num qualquer momento, ela acaba por não mais resistir ao nosso peso. eu pelo menos, não consegui associar a explicação do nível quântico dos eletrões com o fenómeno acima referido.”

    Eu admito que não entendi direito a sua dúvida, mas vou tentar explicar essa questão dos corpos não ocuparem o mesmo lugar no espaço.
    As pessoas tendem a achar que existe uma propriedade da própria matéria de ser intransponível. Algo como, se a coisa é sólida ela ocupa um espaço que é só dela, ninguém mais pode ocupar. Acreditam nisso porque toda a experiência ao redor no dia-a-dia confirma essa ideia. Eu consigo segurar objetos na mão porque toco nesses objetos e pressiono até o ponto de que minha mão não pode ocupar o lugar do objeto.
    Porém, isso não é verdade. Na física, objetos são impedidos por FORÇAS, não por matéria. Isso quer dizer que tem que ter uma força atuando entre dois corpos que não deixam eles se atravessarem. Essa força é eletromagnética, que acontece num nível muito pequeno entre os elétrons dos átomos de um objeto com os elétrons do outro objeto. Como a gente aprende na escola, cargas iguais se repelem, então os elétrons de um objeto repelem os do outro. Quanto mais perto eles se aproximam, mais forte é a força de repulsão. Se olharmos num nível microscópico, a minha mão nunca encostou em NADA. Ela só chegou perto. Os elétrons da minha mão estão empurrando os elétrons do objeto que eu seguro, mas eles nunca se tocaram. Nunca ninguém encostou em nada. Poético isso né.
    Mas, se você pressionar muito a matéria com forças absurdas, nem mesmo essa força de repulsão dos elétrons consegue segurar, e ai as coisas podem ocupar o mesmo espaço.
    Existem vários objetos que atravessam matéria facilmente, um deles são os neutrinos, que são partículas neutras. Como elas são neutras, elas não são repelidas pelos elétrons e vem do espaço e atravessam o nosso planeta inteiro. Raramente se “choca” com alguma coisa. Fótons (partículas de luz) também atravessam vários tipos de matéria porque muitas vezes não interagem com aqueles átomos que estão ali. As microondas conseguem esquentar os alimentos que estão no fundo do prato porque atravessam a matéria. Então essa coisa da impenetrabilidade da matéria é um mito.

    “5) Uma dúvida off topic, neste cast foi dito que nada fica parado no espaço, pergunto: não é possível pegarmos uma Soyuz, sair da órbita terrestre e ficar totalmente parados, estar a 0kmh?”

    Uma pergunta importante. 0 km/h em relação a quem? Esse é o lance. Eu estou parado em relação ao chão, sentadinho na minha cadeira. Mas estou voando há uma velocidade absurda em relação ao centro da galáxia. Não faz sentido escolher estar parado, pois não existe um referencial único.
    Mas quando eu disse que nada está parado no espaço eu estava querendo dizer que as coisas sempre tem algum movimento em relação aos seus vizinhos. Diferente da Terra. Aqui, por conta do atrito, se eu jogar uma bolinha no chão, ela vai parar (em relação ao chão) rapidamente. As coisas brecam naturalmente.
    Mas no espaço, qualquer encostão entre duas coisas voando vai gerar um movimento que não tem como ser parado, não tem ar para gerar atrito. É o clássico astronauta girando no espaço. Ele não consegue parar de girar sozinho, sem usar alguma força externa. Então uma nuvem de poeira e gás está sempre se movendo, mesmo que devagarinho.

    • Alejandro Pinto

      Caríssimos Naelton Araujo e Roberto Pena, muito obrigado pelo feedback porém, ainda algumas dúvidas que dão o alerta, lol.
      Antes de mais, fiquei esclarecido com a explicação da não ipenetrabilidade da matéria, afinal são as forças físicas, as responsáveis pelo equilíbrio, na tal cama usada no exemplo da dúvida lá acima referida. Além disso eu desconhecia que microscopicamente, os dois objetos não chegam a encostar-se.
      Mas as dúvidas: com o passar do tempo a cama vai perdendo alguma capacidade de resistir ao nosso peso, devido a quê? a cama vai perdendo eletrões?
      Então de acordo com a física, conseguimos mover atravéz do ar, pois por ele ser um flúido gasoso, tem menos eletrões que nós na mesma área de contato? certo?

      Agora, na realidade newtoniana, quando pousamos um copo sobre a mesa, ouvimos o som do contato entre os dois objetos, pergunto: as forças eletromagnéticas podem também explicar esse fenómeno microscopicamente?

      Mas o aquecimento da comida no microondas não é apenas um fenómeno de energia? Ou seja, a radiação de microondas atinge os alimentos e os agita termicamente?
      Quanto à questão da mecânica orbital, fico à espera de um episódio sobre o tema ou então parte de um tema mais abrangente, se possível, risos.
      Ficam as minhas desculpas pelo número descomunal de perguntas e por colocar sem querer, alguma entropia na minha comunicação, o que pode dificultar a compreensão das questões.

      Um forte abraço.

  • Felipe

    Ótimo episodio

  • Rafael Pereira

    Um dos melhores casts.

  • Alejandro Pinto

    Caríssimos Naelton Araujo e Roberto Pena, muito obrigado pelo feedback porém, ainda algumas dúvidas que dão o alerta, lol.
    Antes de mais, fiquei esclarecido com a explicação da não ipenetrabilidade da matéria, afinal são as forças físicas, as responsáveis pelo equilíbrio, na tal cama usada no exemplo da dúvida lá acima referida. Além disso eu desconhecia que microscopicamente, os dois objetos não chegam a encostar-se.
    Mas as dúvidas: com o passar do tempo a cama vai perdendo alguma capacidade de resistir ao nosso peso, devido a quê? a cama vai perdendo eletrões?
    Então de acordo com a física, conseguimos mover atravéz do ar, pois por ele ser um flúido gasoso, tem menos eletrões que nós na mesma área de contato? certo?

    Agora, na realidade newtoniana, quando pousamos um copo sobre a mesa, ouvimos o som do contato entre os dois objetos, pergunto: as forças eletromagnéticas podem também explicar esse fenómeno microscopicamente?

    Mas o aquecimento da comida no microondas não é apenas um fenómeno de energia? Ou seja, a radiação de microondas atinge os alimentos e os agita termicamente?
    Quanto à questão da mecânica orbital, fico à espera de um episódio sobre o tema ou então parte de um tema mais abrangente, se possível, risos.
    Ficam as minhas desculpas pelo número descomunal de perguntas e por colocar sem querer, alguma entropia na minha comunicação, o que pode dificultar a compreensão das questões.

    Aquele forte abraço.

    • Oi Alejandro, é sempre um prazer tentar ajudar.
      Vamos às dúvidas.
      Imagino que quando vc diz que a cama vai perdendo a capacidade de resistir ao peso, vc quer dizer que a gente vai “afundando” mais no colchão com o passar do tempo?
      Se for isso, esse efeito não tem nenhuma relação com os elétrons e com a força que mantém a gente sobre o colchão.
      Esse é um efeito macroscópico e está relacionado com a resistência das molas e da espuma do colchão.
      É mais ou menos assim:
      Primeira camada = Pessoa deitada, cujos elétrons do corpo estão interagindo com os elétrons no lençol da cama
      Segunda camada = Lençol da cama, cujos elétrons estão sendo pressionados pelos elétrons da pessoa deitada e, por isso, pressiona os elétrons da espuma do colchão
      Terceira camada = A espuma cujos elétrons estão sendo pressionados pelos elétrons do lençol e isso faz com que a espuma se comprima um pouco, e pressiona também os elétrons das molas abaixo
      Quarta camada = As molas, cujos elétrons estão sendo pressionados pela espuma acima e se comprimem, encolhendo um pouco, e pressionam os elétrons do estrado da cama.
      Ainda tem várias camadas aqui, com o estrado pressionando os pés da cama, que pressionam o chão, que pressiona a terra, etc, etc. Mas vou parar na quarta camada pois já dá para explicar meu ponto aqui.

      Quando a gente se deita, nós nunca encostamos no lençol. Mesmo que a gente sinta o lençol, estamos sentindo os sensores da nossa pele sentindo a pressão que os elétrons do lençol estão causando na gente. Mas nós não estamos ocupando o espaço do lençol. Microscopicamente existe uma camadinha de espaço separando a gente do lençol.
      Porém, nosso peso pressiona o lençol, que pressiona a espuma. Essa sim, a espuma, se comprime porque ela tem essa propriedade de se contrair (é como uma mola). E a espuma pressiona as molas do colchão que também se contraem (porque são molas). Nosso peso pressionando o lençol foi sendo propagado para a espuma e para as molas, mas cada camada nunca encostou na camada seguinte. É como se cada uma estivesse flutuando sobre a de baixo. Mas a pressão se propaga.
      A espuma e as molas, depois de um tempo, vão perdendo as propriedades de mola, elas sofrem fadiga mecânica e não conseguem mais sustentar tanto peso. O resultado é que elas vão cedendo mais e mais. Mas isso é um efeito macroscópico. A espuma não está atravessando a matéria da mola. Nem eu estou atravessando o lençol.
      Pensa assim, a espuma tem muito espaço vazio lá dentro (ela é aerada), assim como a mola tem muito espaço vazio (entre as voltinhas do arame). Quando a espuma se contrai, ela só está se compactando e expulsando ar ali dentro, mas seus átomos não estão sendo atravessados por outros átomos. A mola também, ao se comprimir, só está deformando as voltinhas de arame, mas nada está atravessando a matéria. Com o tempo a espuma vai deixando de ter tanto espaço vazio dentro, e o arame da mola vai perdendo a tensão. O resultado é que a cama fica mais achatada, nós sentimos o fundo da cama mais duro (afinal, não tem mais amortecimento), mas nós nunca vamos atravessar a cama e cair no chão, nunca vamos atravessar sequer o lençol. Esses objetos não perderam elétrons, pois não são os elétrons que fazem a mola ou a espuma terem resistência elástica.

      O fato da gente conseguir se mover pelo ar não é que ele tenha menos elétrons na superfície de contato. É somente o fato dele ser menos denso (bem menos denso) que a gente e suas moléculas estarem voando livremente. Nos sólidos, as moléculas estão presas, e quando vc empurra uma molécula, ela empurra a próxima que empurra a próxima, e o objeto se move inteiro.
      No gás as moléculas estão livres. Quando eu passo minha mão pelo ar, meus elétrons pressionam os elétrons das moléculas de gas próximas, mas estas além de empurrar as vizinhas, podem se mover livremente para se ajustar ao novo espaço. Como o ar é menos denso q a minha mão, essas moléculas de ar vão se empurrando, algumas entram no espaço liberado atrás da minha mão, criando espaço mais na frente que vai sendo ocupado pelas moléculas que foram empurradas pela minha mão. Elas se ajustam ao redor.
      Fazer isso na água é mais difícil porque a água é mais densa que o ar. Então temos que fazer mais força para empurrar a mão e fazer com que as moléculas de água (que são mais pesadas q o ar) se ajustem no espaço ao redor. Veja que não tem relação com o número de elétrons, ou a superfície de contato.

      O som que ouvimos quando apoiamos o copo sobre a mesa ocorre porque, ao apoiar o copo, os elétrons do copo vão pressionar os elétrons do vidro da mesa. Isso vai gerar uma leve compressão das moléculas do vidro e ira produzir um movimento de onda dentro do vidro. Assim como se eu bater na superfície da água vou gerar uma onda que se propaga dentro da água. Porém, essa onda tem o comprimento de onda muito mais curto e uma amplitude muito menor. Essa onda vai se propagar pela superfície do vidro e vai agitar as moléculas de ar que estão ali por cima, induzindo então uma onda sonora no próprio ar que gera o ruído do vidro nos nossos ouvidor. É lindo!

      Sobre o microondas, sim. É a radiação eletromagnética (ondas) cujos campos elétricos e magnéticos se propagam no espaço, interagem com moléculas polares (água) nos alimentos e os giram, fazendo com que eles se atritem e a temperatura aumente. Porém, pela quântica, a luz (radiação eletromagnética) pode ser também entendida como uma partícula, um fóton. E nesse caso é uma partícula que está atravessando os alimentos e interagindo (trocando energia) com as moléculas de água dentro deles. As duas interpretações são igualmente válidas. Convido você para ouvir o nosso episódio sobre Quântica I e II para ter mais informações sobre esse fenômeno de onda-partícula.

      Espero que eu tenha ajudado a esclarecer essas questões, mas se tiver mais dúvidas pode mandar.
      abraço

  • Vinicius Zhu

    Fala, galera!

    Só queria deixar o link de uma matéria que acabei de receber pelo facebook que se encaixa bem com este tema!

    Enjoy: http://www.vix.com/pt/ciencia/537075/estrela-nasce-morre-e-renasce-e-telescopio-flagra-processo-em-tempo-real-assista

    • Naelton Araujo

      muito interessante

  • Natan Vivo

    Super atrasado, mas parabens pelo episodio!

    Só achei que poderiam ter comentado pelo menos um pouco sobre curvatura de espaço tempo. Num cast sobre buracos negros, nao podia faltar. Afinal de contas, a ideia de que “a gravidade puxa a luz mais rápido do que ela consegue ir pra cima” é tão falsa quanto a idéia de “queimar hidrogênio em cinzas de helio”, mas vocês explicaram melhor um e não o outro.

    Daí as pessoas ficam com essa idéia de que a gravidade é uma força que puxa coisas pra baixo, o que não é errado como uma explicação básica, mas vejo que em muitos casos falta só um comentário de que “a realidade não é bem por aí…”. Talvez fica uma idéia pra outro cast sobre isso. =)

    • De fato seria legal a gente ter explicado melhor essa questão da curvatura, bom ponto. Não que a explicação da gravidade como força seja errada. De fato são analogias totalmente válidas e a realidade (nua) é inacessível, sempre é codificada por alguma analogia, algum modelo mental. Pelo princípio da equivalência, não tem como o observador distinguir se está num campo gravitacional ou sofrendo a ação de uma força. Nem mesmo a luz sabe essa diferença.
      Valeu pelo comentário Natan.

  • PauloAlbq

    Estipulei uma meta de comentar todos os episódios do Scicast que eu ouvir, ainda que eu não tenha nada a acrescentar:
    Não consigo parar de pensar na bunda do @fernando_malta:disqus cheia de elétrons, asopkspaok.

    Brincadeiras à parte, parabéns pelo cast, gostei muito. Tô só esperando o dia em que o horóscopo vai começar a fazer previsões baseando-se em buracos negros, nesse dia eu quero me jogar dentro de um e ficar chorando em posição fetal…

    Abraços,
    Paulo Henrique

    • Fernando Malta

      O_O
      Deixa minha bunda em paz, Paulo! =P

    • Naelton Araujo

      kkkk… isso foi hilariooo…kkk

  • Certamente ela seria um problemão. A começar pelo estrago que ela faria se fosse apoiada em qualquer superfície da Terra. Meio milhão de toneladas numa área de poucos centímetros quebraria qualquer coisa. Mesmo que o Superman tenha força suficiente para segurar ela na mão, os pés do Superman estarão gerando uma pressão absurda no chão. Se ele pular de um prédio com essa chave no bolso poderia facilmente fazer um buraco enorme no chão. Desconfio que atravessaria a crosta terrestre.
    Além disso, essa chave geraria um campo gravitacional ao redor de si considerável. A 10 centímetros de distância dela, o campo seria 3,35m/s2 (equivalente a 1/3 da gravidade da Terra). Ela atrairia muita coisa que estivesse perto dela.

  • Thiago R. M. dos Santos

    Uma duvida, sei que não é bem o tema deste cast, mas já que é um cast que fala sobre astros e corpos celestes vou fazer minha pergunta aqui. Deste já peço desculpa se parecer uma pergunta um tanto irrelevante ou sem consistência, então ai vai à pergunta. Supondo que eu dispare um feixe de luz (laser) no espaço vazio, e consiga uma trajetória em que esse feixe não vai passar perto de nenhum campo gravitacional (no vazio do universo entre os super aglomerados de galáxias), esse faixe vai continuar infinitamente ou existe algum fenômeno físico que fara com que ele pare ou perca energia ou ainda desapareça?
    Desde já agradeço a todos que responderem, e ao pessoal do Deviante continue com seu ótimo trabalho, valeu e até a próxima!

    • Oi Thiago,
      Existem vários tipos de resposta para a sua pergunta, dependendo do nível de profundidade que você está interessado. Vou do mais simples para o mais complicado.

      1) Um laser ideal num universo estático irá se propagar para sempre. Um laser ideal é aquele em que a luz é perfeitamente colimada e coerente, ou seja, todos os raios saem perfeitamente numa única direção e todos tem exatamente a mesma frequência (mesma cor). Podemos pensar na luz como sendo um monte de partículas (fótons) e essas partículas vão caminhar em linha reta para sempre. Um único fóton vai sempre seguir seu caminho sem nunca perder energia. Dizemos que a força eletromagnética tem alcance infinito justamente por isso. O fóton é o portador dessa força e pode seguir para sempre no espaço. Diferente da força fraca e da força forte que tem alcance limitado.

      2) Um laser ideal num universo que se expande (como o nosso) irá se propagar para sempre mas a cor da luz vai avermelhando cada vez mais (efeito redshift). Os fótons vão perdendo energia, embora continuem com a mesma velocidade. A frequencia da luz vai diminuindo até que ela praticamente desapareça.
      A radiação de fundo que detectamos no universo é um exemplo disso. A luz que foi emitida há 13,7 bilhoes de anos, no big bang, era muito forte (alta frequência) mas hoje é detectada como uma luz muito fraquinha (na região das micro-ondas).

      3) Um laser não ideal num universo estático. Um laser não ideal possui alto grau de colimação e coerência, mas não perfeito. Isso quer dizer que a luz vai divergindo com o tempo, o foco vai se abrindo num leque e a luz vai se dispersando no espaço. Se pensarmos em termos de fótons, é como se perto da fonte de luz temos milhares de fótons juntinhos voando (um sinal intenso) mas depois de milhares de quilômetros esses fótons se afastaram uns dos outros, cada um ta indo para um lado, e um observador vai ver uma luz com a mesma cor mas com intensidade menor. Embora cada fóton individualmente mantenha a mesma energia (nunca irá perdê-la), a densidade de fótons vai diminuindo enquanto o feixe de luz se dispersa no espaço. Quão lentamente o sinal vai diminuindo está relacionado com quão preciso é o laser.

      4) Um laser não ideal num universo que se expande (caso mais realista). Nesse caso temos os efeitos do caso 2 e 3 combinados. Os fótons perdem energia porque o universo está se expandindo e o feixe se abre num leque porque o laser não é perfeito.

      Espero ter ajudado.

      abs

      • Thiago R. M. dos Santos

        Muito Obrigado pelo ensinamento, sim foi de muita ajuda. Obrigado pela atenção e continue com o ótimo trabalho, espero poder contribuir mais no futuro!

  • Nask

    Olá, gostaria de sanar duas dúvidas:

    1- É possível antecipar a morte de uma estrela? tipo o infarto faz com os humanos.

    2- É possível criar em laboratorio uma estrela em pequena escala ?

    • Naelton Araujo

      1) A grande maior parte das estrelas tem um lugar naquele diagrama HR que mencionamos. Ao longo da vida da estrela ela percorre um caminho evolutivo que é conhecido em linhas gerais. Dá pra prever a evolução das maioria das estrelas em termos de centenas de milhares ou milhões anos. A curto prazo fica dificil. Algumas estrelas são candidatas a explosões e são acompanhadas mas prever certinho é muito dificil ainda. A vida das estrelas é medida em períodos de tempo muito grande para fazer previsões de curto prazo.

      https://uploads.disquscdn.com/images/604e7b07af75b9c724af7eb56b68a0e1c66f3b4a174f5d928c0ae4fa017ba16e.jpg

    • Naelton Araujo

      2) Lembra o que falamos no episódio. Duas forças se equilibram ao longo da vida da estrela: gravidade e expansão. Em pequena escala não teríamos massa para confinar e pressionar o hidrogênio a ponto de atingir a fusão nuclear. Este é o sonho da física e engenharia moderna: um reator de fusão nuclear viável, isto é, que produza.

  • Lucas Powl

    samba juliana

  • Lucas Powl

    não é atoa que a bandeira do Rio de janeiro é azul, quanto mais azul mais quente

  • The physicist x

    Conseguiram mais um ouvinte!

  • The physicist x

    Mais um ouvinte!

  • Galera do podcast queria dar uma sugestão de um jogo que tem tudo haver com o cast , se gostarem recomendem em próximos sobre o tema Olha link ai http://store.steampowered.com/app/467480/

  • Jonata Cristian

    Adoro todos vocês, vocês são demais! Conheci o SCICAST a pouco tempo e já me tornei um grande ouvinte. Vocês fazem a diferença! Só deixando a minha contribuição, ouve um equivoco ao dizer que nano é da ordem de 10^-5, na verdade é 10^-9. Vlw pessoal! Continuem assim.

  • Eliezer Grawe

    Só um porém: gravidade não tem a ver com densidade. Tem a ver com massa.

  • Paulo Felipe De Abranches Camp

    Esse episódio foi lindo, muito bom mesmo, parabéns!

  • Fernando Nascimento

    Pessoal, muito bom o cast! A didática de vocês é excelente, parabéns.

    Podem me dizer onde encontro ou mandar o link do texto do Hawking que vocês leram no início?

    Obrigado!

  • Naelton Araujo

    faltou um link impotantíssimo: https://youtu.be/buqtdpuZxvk

  • Gabriel Soares Machado

    Foi comentado nesse cast sobre “Matéria negativa”… bem…

    http://www.iflscience.com/physics/fluid-negative-mass-moves-backwards-pushed-forwards/

  • Wilson Pinheiro De Lisboa Juni

    Só elogios

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