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Scicast #165: Física Quântica 2

por em sex 18America/Sao_Paulo nov 18America/Sao_Paulo 2016 em Destaque, Scicast | 114 comentários

Scicast #165: Física Quântica 2

E sejam bem vindos Deviantes e Derivadas a esta continuação muito aguardada! Vamos voltar a falar sobre Física Quantica!

Esteja em todos os lugares ao mesmo tempo, exploda cabeças e, principalmente, proteja seu gato!

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Sobre o Encontro Podcast:
No fim de semana (3 e 4 de dezembro) faremos um grande encontro na CCXP com muitos amigos podcasters;
Vai ser um grande bate papo e reuniremos no palco e no mesmo ambiente diversos podcasters do Brasil todo;
É a oportunidade de conhecer pessoalmente o seu podcaster preferido, fazer muita bagunça e provar que o podcast é sim, uma mídia incrivelmente forte;
Vamos encher as redes sociais com a #EncontroPodcast e fazer muito barulho, porque vai ser épico!

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Aperte o pause:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCastEquipe de Gravação/Pauta: Roberto Pena e Diogo SantosArte da Vitrine: Tunelamento

  • SaymonPires

    terei de escutar o outro programa, ja não lembro mais nada!

    • Fernando Malta

      A gente faz uma retrospectiva neste, Saymon. ;-)

      • SaymonPires

        mais rapaz, como poderia lembrar de algo se o ep1 ja jorrou sangue pela narina. nada ficou no lugar!!!!

  • Henrique Sarre Santana

    Esperei muito por esse dia

  • Mano do céu, eu ia dormir aí PÁÁÁÁÁ Esse episódio >.< Vou ter que ouvir seus lindo!

    • Caiado

      Idem!

  • Katia Martins

    Aeeeeeeeee! Bora derreter ainda mais o cérebro já que o sono se foi hahahahah

  • Caiado

    Baralhooooooo…. FINALMENTEE…. ouvindo em 3,2,1.!!!!!!!!!!!

  • Porra Scicast, vocês conseguiram de novo. Eu vim ouvir sem a menor expectativa de realmente entender algo evou sair com pelo menos uma ideia de algumas coisas novas. Tipo, sempre ouvi falar dessa tal radiação no horizonte de eventos, mas entender de onde ela supostamente surge é novo pra mim. Agora, a possibilidade de multiversos ainda não me desce.Ou a gente está no universo onde todo mundo morre na caixa mesmo.

  • Gabriel Muller

    Obaaa, mais conhecimento pra eu poder refutar a galera da física quântica mística!!!

  • André Miola Bueno

    FINALMENTE!!!! Estava babando na espera desse episódio! Bora entender tudo, ou não, hehe xD

    • No teleporte quântico a conversão é feita usando mais partículas.
      Existe um par de partículas emaranhadas que serão usadas como mensageiras. Existe uma partícula P na origem cujo estado vc quer teleportar.
      O processo é interagir a partícula P com uma das emaranhadas, fazendo com que ela fique com seu estado complementar, e a partícula no destino vai receber a informação complementar a complementar, portanto a informação original.

        • André Miola Bueno

          ok ok, entendi e não entendi xD

          no quadro Bob aprendeu em qual ângulo ele deveria verificar o foton dele, mas isso trás mais uma série de questionamentos, o principal deles é q Bob poderia variar o medidor sem saber em posição colocar, tipo procurando uma estação no rádio, mas aqui esbarramos em infinitas possibilidades…

          Fiz uma pesquisa básica e ainda estou perplexo, MAS gostaria de mais uma resposta. Os spins complementares seria para manter o momento angular do sistema constante? E uma vez q destruímos um desses átomos alteraríamos o equilíbrio desse emaranhado? A energia para emaranhar esses átomos é equivalente ao momento angular depois q um desses átomos é destruído?

          Fontes:
          https://youtu.be/ZuvK-od647c
          https://youtu.be/dAaHHGHuy1c
          https://youtu.be/WqCElpLjaBU
          https://youtu.be/nQHBAdShgYI
          https://youtu.be/R8n33_kFIFw
          https://youtu.be/Czi5elPLfvA

          No Cloning Theorem
          https://youtu.be/oHA9C4iVUKU?t=10m20

          • Ótimo video. Vamos às duvidas:
            Na verdade não é que Bob aprendeu em qual ângulo medir. Ele poderia já ter combinado com a Alice qual ângulo usar. Ele precisa saber que a Alice já interagiu com a partícula dela. Sem isso, a medição do Bob teria apenas um efeito aleatório.
            Os spins devem ser complementares em sistemas no qual o momento angular é colocado (ou sabido) como neutro. Pela conservação do momento angular, se uma partícula estiver para cima, a outra precisa estar para baixo.
            No momento que se faz a interação de uma outra partícula com aquela que está emaranhada, a função de onda passa a incorporar a nova partícula, e o momento angular de todo esse novo sistema é conservado. Caso elas se aniquilem, algo será emitido que irá conservar esse momento.

          • André Miola Bueno

            Pena, vou tentar ser sucinto, mas depois de muita elocubração cheguei a seguinte conclusão:

            • O Teleporte “clássico” como conhecemos consiste em atravesarmos fendas/portais no tempo-espaço, tipo wormholes como podemos ver no filme Jumper de 2008
            • O Teleporte Quântico (TQ) está conceitualmente errado pois não se trata de teleporte e sim de TRANSMUTAÇÃO (Reconfiguração) Quântica. Aqui podemos invocar FullMetal Alchemist e o Alkahestry (Transmutação a distância no mangá/anime)

            No TQ precisamos de pelo menos 3 átomos/partículas para termos apenas 1 no final (ou seja, não é sustentável), já q 2 são aniquilados em uma das pontas, a energia é dissipada onde eles se aniquilam, ok, mas como fica os níveis de energia onde o átomo sobra? Existe algum tipo de compensação ou ‘magicamente’ não temos picos de energia?

            Voltando para o quadrinho q vc colocou, Bob é um ladrão de fótons, ele enviou um trojan para a Alice ¬¬’. Mas confesso q não consigo compreender direito a timeline dos eventos:
            • ‘Bob não consegue determinar q seu fóton mudou’. Ele saber q o fóton dele não é mais azul já não é uma forma de determinar a mudança? pelo quadro parace q o fóton deixou de emitir luz (ou ele está emitindo luz branca?)
            • Se a mensagem da Alice vier criptografada, o fóton só muda depois de descubrir a msg, correto?
            Até imagino as respostas…

            Já sobre o observador alterar o experimento:
            Ao tentarmos medir criamos um caminho preferêncial, uma vala por onde a água vai escorrer, OU seria como jogar um simples barril nas Cataratas do Niágara? Não existe uma forma de termos medidores em diversas posições para pulverizar a influência do observador?

          • Essa ideia de teleporte quântico ainda está muito incipiente, ela serve hoje apenas para teleportar partículas. Estamos a anos-luz para teleportar um objeto macroscópico.
            Sobre a questão de o que é um teleporte, se eu conseguisse te escanear completamente e em outro lugar do universo te imprimir de maneira idêntica, destruindo sua cópia original, e ninguém poderia, sob nenhum experimento, notar qualquer diferença entre a nova cópia e a original, e até mesmo vc se sentiria como se tivesse instantaneamente saído do ponto A e chegado no B. Vc considera isso um teleporte?

            A energia é conservada, mas existe um gasto de energia útil violenta, assim como transportar uma pessoa de carro ou avião gasta energia. Isso não é um problema.

            O foton não emite luz, ele é a própria luz. O Bob nunca viu o fóton dele brilhar, pois se tivesse visto, significa que o fóton bateu dentro do olho do Bob e foi absorvido pela retina dele. Essa é a questão. O Bob tem um fóton aprisionado mas não pode ver nada a respeito do fóton. Só sabe que ele está la dentro. Não existe brilho. Isso é só uma bobagem no quadrinho. A Alice precisa falar para o Bob que já fez a medida para que o Bob possa saber que o fóton dele já se transformou e que agora ele pode medir o fóton dele e descobrir a mensagem.

            Ao medir alteramos o curso original do rio, é como se colocássemos uma pedra gigante no meio do rio. Quando maior a pedra que colocamos, mais informação sabemos sobre onde o rio está, mas mais atrapalhamos para o onde o rio estava indo. Ou seja, quando mais queremos saber sobre a posição, mais interferimos sobre a velocidade, e vice-versa. Não tem como fugir disso.

          • André Miola Bueno

            Teleporte é um nome muito mais maneiro que transmutação/reconfiguração, a galera do marketing está de parabéns, é tipo a “partícula de Deus”, mas continua não sendo um teleporte. Eu mesmo entraria numa máquina dessas, deve ser muito maneiro, mas concordo q estamos a anos luz disso.

            Minha pergunta é na variação de energia ao redor da partícula no destino, na partida é fácil observar, mas qdo a partícula assume todas as características da outra, deve haver muita energia nisso. OK, fóton tem massa quase nula (E=m.c²) então isso não deve ser tanta coisa, ainda mais pensando nesse fóton em repouso.

            Esse quadrinho tá muito errado, hehe…

            Alguma previsão para o próximo cast quântico? =)

          • O gasto de energia está em criar o emaranhamento, pois no colapso da função de onda não existe gasto de energia. Para emaranhar trilhões de partículas para teleportar uma maça deve ser um gasto considerável. Mas estamos tão longe disso que acho q é uma preocupação pequena por hora.

            Acho que o próximo cast nessa sequência quântica seria sobre Teoria Quântica de Campos, mas acho que o pessoal precisa de um tempinho para recuperar os fluidos cerebrais primeiro rs. Bora explodir cérebros com a relatividade antes ;)

      • Samuel

        Como as partículas se comunicam para saber qual o estado complementar de outra; essa comunicação não viola aquela lei que nada pode se mover mais rápido que a luz, visto que elas comunicam-se instantaneamente?

        • Elas não se comunicam. As partículas emaranhadas são descritas por uma única função de onda, e quando a função de onda colapsa (alguém faz uma medição de uma das partículas), o colapso é instantâneo e afeta o estado das duas partículas. Isso não viola o princípio da localidade pois nenhum observador pode se beneficiar dessa informação pois o cara que mediu precisa avisar os outros que já fez a medição e que as partículas emaranhadas já mudaram de estado, mas para avisar os outros ele precisa se comunicar por algum meio que viaja a no máximo a velocidade da luz.

          • Samuel

            Ainda não entendi como e porque essa parada acontece, é muito doido.

          • Samuel

            Começo a pensar que a quântica foi criada pelo Thanos quando ele estava de bobeira pensando:”Como eu posso sacanear a humanidade? Já sei, vou usar as joias do infinito e criar uma parada extremamente complexa, contra intuitiva e com uma matemática incrivelmente requintada. Humm… é isso ninguém nunca vai entender isso completamente”.

      • André Miola Bueno

        tipo as frentes das ambulâncias?
        https://uploads.disquscdn.com/images/7f7822d85d662bd7ed66d178c52aba4d2c0c418af19e04c090ee45fd99293024.png

        (vou pesquisar antes de perguntar sobre o quadro do teleporte, mas a princípio seria o pq fica amarelo e o pq do B ainda existir)

  • Conrad F

    Cara, vocês não tem noção do sorriso que eu dei quando veio a explicação da Radiação Hawking, é tão lindo quando aparecem explicações elegantes de fenômenos que parecem impossíveis, da até vontade de chorar.
    Science Works, bitch !

  • Daniel Fonseca

    Parabéns pessoal!! Foi a primeira vez que me emocionei escutando sobre física, ainda mais quântica. Chega quase a ser difícil separar o misticismo desses experimentos mentais!
    Abs

  • Mega Mendigo

    Esse episódio foi lindo. Cheguei até a me emocionar com a parte final falando sobre antimatéria.

    PS: O universo me explica com o princípio de mínima ação

    https://uploads.disquscdn.com/images/88d558c1540ce6345fd199f0c79aca557246b9ac607219e8125eb6f5c337c910.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/b0bbdad2fe6a2f0eeca8401f3cec2436787fcb3b21b0b551c9f6c400a709753a.png

  • Miguel Nakajima Marques

    Nessa realidade eu gostei muito desse episódio, mas entendi que existe uma realidade em que eu não gostei.
    Existe também uma realidade em que o Guaxa saiu correndo pelado gritando “É O FIM DOS TEPOS!!!” no meio do episódio…

  • Celso Rosa

    O universo está kagando pro observador consciente. A questão é se teve a interação ou não. Não interessa se vc já abriu a caixa, se seu amigo abriu a caixa, se o PETA invadiu o laboratório. Se houve a interação, o gato tá morto. Observação no nível quântico é simplesmente se teve uma troca de fótons ou não.

    • hehe, deixa a PETA salvar o gatinho rs.
      Não é uma questão tão simples assim. Nesta abordagem, de que qualquer troca de fótons define o estado, nunca nem existira o estado quântico inicial do martelinho, pois os fótons dentro da caixa já iriam servir de observadores do experimento e definir o estado do neutron radioativo. Em diversos experimentos, a interação de partículas ocorre (por exemplo numa passagem de um fóton por um semiespelho no experimento do apagador quântico de dupla escolha) e isso não colapsa a função de onda, apenas quando um observador (consciente) teria chance de saber se o fóton se comportou como onda ou como partícula. Veja que o fóton nesse experimento o fóton sempre termina se chocando num sensor, e todos os sensores são identicos, mas a função colapsa apenas quando o observador tira alguma informação útil do experimento.
      É uma questão muito delicada essa do observador, de entender o que é um observador e quando se faz uma medição. A teoria dos muitos mundos tenta abolir a ideia de observador ao implicar numa decoerência quântica a cada instante, mas ela resolve o problema gerando infinitos universos, coisa que não agrada a navalha de Occam.

  • Totalmente excelente.

    Estou considerando meu entendimento sobre a quântica como a explicação da trajetória clássica para objetos macroscópicos segundo a minima ação. Quando eu entendo uma explicação, vem o entendimento de outra explicação é ambas se anulam. O que não se anular vai ser meu entendimento ao final da série.

    Que venham mais!!! Quero ouvir sobre férmions :D

    • Parece que você entendeu muito bem as paradas, pelo menos essa parada. Resta saber o que foi anulado rs. Se eu puder ajudar por aqui é só perguntar.

      • Bom, então vamos lá!
        Eu já abandonei a concepção de entendimento e estou considerando apenas o que estou assimilando ou não.
        – Ainda não consegui assimilar a quebra da mecânica clássica com a mecânica quântica. Talvez um pouco sobre a etimologia do termo. Até imagino que tenha sido explicado, mas devo ter armazenado em uma das áreas do meu cérebro que escorreram pelo nariz.
        – No primeiro episódio assimilei que a matéria é uma representação de ondas em comprimento de onda muito pequeno. Imaginei como uma corda ondulando. Em alto comprimento de onda vemos a ondulação perfeitamente, mas num comprimento de onda muito curto e a partir de certa frequência veremos a corda como uma prancha, e entendo que também se comportará como uma prancha.
        – Neste episódio assimilei que a questão do colapsar das ondas, o exemplo do gato e o observador consciente demonstram que para o universo todas as possibilidades existem, mas apenas uma ocorre de fato. Assimilei que enquanto não se observa o sistema ele está indefinido para os efeitos do observador, e que pela física o sistema pode estar em qualquer estado, o estado de fato é apenas desconhecido. E é aqui que entra o observador consciente. Este observador não define o sistema, mas ao observar o estado do sistema deixa de ser um conjunto de todas as possibilidades e o observador fica consciente do estado efetivo do sistema.
        – Quanto à interferência da medição no sistema acho que pode ter faltado exemplificar que toda medição acaba interferindo no sistema, mesmo que não interfira necessariamente com o objeto medido. Enquanto não observamos com os olhos os fótons emitidos pelo objeto seguem um curso sem o obstáculo dos nossos olhos, e a nossa presença, por sua vez, também interfere no sistema, com o reflexo e emissão de outras radiações.
        – Aí vem a explicação de que todas as possibilidades acontecem mas se anulam, restando apenas uma possibilidade, o que “anulou” meu entendimento de que as “infinitas” possibilidades se tratavam de probabilidades e que o sistema era tratado como um conjunto de todas as possibilidades porque o estado efetivo do sistema não é relevante para o universo, mas sim o sistema em si, independente do estado.

        Dúvida:
        – O conhecimento que se tem da mecânica quântica não encaixa com o que se conhece da mecânica clássica ou apenas ainda não conseguimos extrapolar a mecânica quântica para o macroscópico? Elas são necessariamente incompatíveis?

        • Várias questões, legal. Vou tentar meu melhor:

          – Mecânica Clássica é determinista. Ela diz que se vc conhecer a posição e velocidade iniciais de um corpo, e conhecer as forças que atuam no corpo, é possível saber a trajetória desse corpo em qualquer momento no futuro. Não existe dualidade onda-partícula. Corpos são corpos, ondas são ondas. Luz é onda, bolas de baseball são corpos.
          Na quântica não existe determinismo, a posição da partícula é uma probabilidade. Não existe trajetória, a partícula não caminha por um caminho único para sair do ponto A para chegar no B, ela caminha por todos. As partículas são ondas, e as ondas também são partículas. A natureza das coisas é onda-partícula. Elas se apresentam como onda em alguns experimentos, e como partícula em outros. E não se pode determinar posição e velocidade simultaneamente, pois o observador interfere no objeto observado no momento da medida.
          – Um corpo macroscópio se comporta como uma onda de comprimento de onda muito muito pequeno e de fato não podemos ver a oscilação. Mas é uma onda localizada (ou pacote de onda), não uma onda infinita. Não deu para explicar isso direito no cast pois era muita coisa. Talvez essa animação ajude https://en.wikipedia.org/wiki/Wave_packet#/media/File:Wave_packet_(no_dispersion).gif
          – Essa questão do observador consciente é bastante controversa, não existe um consenso. Da mesma forma como a interpretação dos muitos mundos (das várias realidades que se separam) também. Para a interpretação de Copenhagen, o sistema, antes de ser medido, se encontra numa sobreposição de todos os estados possíveis, e no momento da medição, a função de onda colapsa e sobra apenas uma possibilidade dentre aquelas, que é decidida por acaso, pura probabilidade. Assim, o gato está vivo e morto enquanto a caixa está fechada, no momento que se abre a caixa uma das duas possibilidades se define aleatoriamente: ou vivo, ou morto.
          – todo observador interfere de alguma maneira. Mas para efeitos macroscópicos, a interferência às vezes é tão pequena que para efeitos práticos é nula. Para objeticos muito pequenos (partículas elementares) essa interferência é sempre considerável.
          – Sobre a trajetória das partículas, o Feynman diz que, para ir do local A para B, um elétron percorre todas as trajetórias possíveis. Não é que ele “pode” percorrer. Ele de fato percorre. Mas quando estamos em corpos macroscópios, feitos de muitas partículas, cada partícula está fazendo todas as trajetórias possíveis, mas por serem ondas, muitas dessas trajetórias se anulam com outras trajetórias (somar duas ondas perfeitamente defasadas gera nenhuma onda), de tal forma que só sobra a trajetória clássica que é a que efetivamente vemos os objetos percorrem no mundo macroscópico.
          – A Quântica se encaixa na Clássica quando aumentamos os números quânticos do sistema (damos muita energia p sistema) e quando há muitas partículas no sistema. Muitas partículas juntas cancelam várias trajetórias e deixam apenas a trajetória clássica. Partículas muito energéticas se comportam como corpos pois seu comprimento de onda é muito pequeno. Então sim, é possível ir da teoria quantica para a física clássica, mas não o inverso.

  • Caiado

    Uala Uala Pena e Grande Diogo,
    Vou ter que ser muito sincero! Me permitam.
    Esperei e desejei muito este episodio, já a partir do primeiro, quando o entendi ( sim entendi mesmo, como o Homão Grandao )
    Desde que baixei este PodCast algumas horas desde seu lançamento e já ouvi 5 vezes….. Posso garantir uma coisa ENTENDI, MAS NAO ENTENDI!!!!
    Lembro de vocês comentando o quanto é difícil seu entendimento. Mas gostei da dificuldade, assim como toma-se por desafio.
    Mal sabia da existência do Planck, Bohr, De Broglie, Heisenberg, Schrödinger e o Dirac…. Dupla Fenda Principio da Incerteza e o Interferômetro, assim como a Escola de Copenhague.
    Muito show… Antes de mais nada OBRIGADO!!!!!
    Fiquei encantado mesmo!!!
    Fiquei curioso, procurei videos e documentários e baixei livros a respeito. Porra!!!
    Fiquei com algumas duvidas.
    Quais são os números do H de Planck? São varias ou apenas uma? H=6,6…. x 10Elevado-34
    Qual átomo é utilizado para essas pesquisas? Entendi sobre os diferentes elétrons ((acho) Como sabe-se se é o mesmo?!)
    O porque não temos videos de orbitas e movimentos de elétrons? Isso tem haver com a limitação da tecnologia dos microscópios, ou é devido ao efeito colapsor do observador.
    O que acontece neste experimento de observação quando se muda o observador. O Eletron muda a sua posição/velocidade também?
    No entrelaçamento quântico é o mais fodastico. Os elétrons que cita-se é para átomos com elétrons pares? Ou se comunica-se com átomos diferentes?
    Bom… essas são as principais duvidas!!!
    Agora se me permitam, vou retornar ao replay deste Cast.
    Abração a todos Deviantes!

    • Wala Wala Caiado! Fico muito feliz que esteja saboreando os episódios, de fato é um desafio, mas é um desafio gostoso de ir desvendando. Um dia a gente acorda e finalmente percebe que entendeu o que é um cosseno, ou um emaranhamento de partículas rs.
      – O h de Planck é uma constante. O valor dele é 6.626070040(81)×10−34 Joules*segundos. Porém, pode-se expressar essa constante em outras unidades. Em Eletronvolts*segundos o h seria 4.135667662(25)×10−15. É a mesma coisa que escolher medir a temperatura em graus celsius ou em farenheit. Existe ainda uma constante chamada ħ (a gente fala h cortado) que é o mesmo que h (de Planck) dividido por 2Π.
      – O átomo mais simples de todos é o átomo de hidrogênio (tem apenas 1 próton e 1 elétron) e foi o primeiro a ser estudado pela mecânica quântica por sua simplicidade. Mas hoje em dia é possível descrever qualquer elemento químico por seus números quânticos.
      – Não é possível ver um elétron caminhar no espaço. Podemos no máximo tirar uma foto para ver onde ele estava num determinado momento, mas isso vai alterar a velocidade dele e não teremos como ver o caminho da órbita dele como num vídeo. De fato, não faz mais sentido falar de trajetória, já que o elétron está em todos os lugares e apenas se define num lugar quando alguém pergunta para ele onde ele está. Ou, como nos diz Feynman, o elétron percorre todas as trajetórias.
      – Não entendi bem esta dúvida. De qual experimento vc está falando?
      – O entrelaçamento pode ocorrer dentro dos átomos, mas o entrelaçamento que mais interessa é quando emite-se duas partículas entrelaçadas em direções diferentes, e assim consegue-se o efeito a grandes distancias. É necessário gerar este entrelaçamento por meio de processos específicos. Um dos mais usados é o https://en.wikipedia.org/wiki/Spontaneous_parametric_down-conversion , no qual se incide um laser sobre um cristal não linear. Mas existem diversos jeitos.
      Abraços!

      • Caiado

        Sensacional Pena!
        Obrigado pela atenção e respostas.
        Isso é verdade… Há um ano atrás mal sabia da existência de PodCasts. Hoje meu predileto é o SciCast!
        Minha duvida é sobre o experimento da Dupla Fenda.
        O resultado de colapsar a onda é sobre a observador, fulano “A”. Toda vez que ele observar o resultado será o mesmo.
        Agora com base neste resultado, refaça-se o experimento e troca-se o observador para fulano B. Minha Duvida é, o resultado do experimento será para ambos os observadores?
        Quer ouvir mais Casts a respeito.
        Mais uma vez parabéns Man!!! Imagino o sucesso que tem feito junto aos demais Deviantes vistos os comentários e pedidos!

        • Se os observadores forem equivalentes, ou seja, se interagirem da mesma forma no sistema, então o resultado deve ser o mesmo. O observador no caso da dupla fenda é um sensor que se coloca em uma das fendas para ver quando o fóton passa ali. Se colocarmos um sensor na outra fenda, por exemplo, daria na mesma.

  • Muito louco o cast! Adorei!

  • Eduardo Tanoue

    O quantica#1 me tornou um patrono. Estou com medo de ouvir quantica#2 (rs!). Parabéns pelo excelentíssimo trabalho! Se vocês abordam quântica, não há nada complexo que vocês não consigam discutir. Então, gostaria de sugerir o tema: “Vida e pureza enantiomérica”. Meu sonho: vocês conseguirem um programa na TV no estilo “bate-bola” da ESPN.

  • Daniela Araldi

    O primeiro scicast que eu ouvi foi o de física quântica e simplesmente mudou minha vidinha (encontrei um motivo pra viver no meio do inferno da faculdade). Eu preciso dizer que após ouvir o episódio 2 me sinto tão feliz que dá uma vontadezinha de chorar porque É TUDO MUITO LINDOOOOOOOOOOOOOOO!
    Ontem mesmo terminei de ler o “Alice no país do Quantum” (recomendo a leitura) e ele ajuda a complementar e repetir as informações; também me introduziu com antecedência a alguns conceitos (e quando ouvi o scicast entendi com mais facilidade, outros pude entender melhor..), como o das informações das partículas que se complementam (se uma é spin up a outra vai ser spin down, etc.)… dá uma euforia porque COMO ASSSIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!!!!! É muito emocionante. <3
    Fiquei MUITO feliz também por descobrir o quão FODA o Feynman é. Eu já tinha uma quedinha por ele porque vivo emprestando os livros dele da biblioteca só pra tê-los de companhia mesmo, e agora… puxa vida… não encontro palavras para explicar o quão admirada/encantada estou…

    Mas eu fiquei com uma duvidazinha sobre o experimento da caixa do Einstein… Eu fiquei confusa pelo fato de ter uma balança que mede a variação de energia… porque eu achava que os fótons não tinham massa… (?) E a equação, como fica? xD
    Obrigada e PARABÉNSSSSSSSSSSSSSS

    • Oi Dani, sua reação me deixa muito feliz. É um desafio enorme tentar explicar quântica (ou física no geral) usando apenas a voz, sem poder desenhar uma coisinha sequer. Eu sempre expliquei as coisas com desenhos, às vezes um guardanapo numa conversa de bar já resolvia. Usar apenas a voz para explicar emaranhamento, dupla-fenda, integrais de caminho, orbital, mar de Dirac, radiação hawking me deixa muito inseguro, mas a sua reação (e das outras pessoas) converte-se num alívio e, por que não, numa sensação muito gostosa de, de certa forma, dever cumprido. Mais do que isso: explodir horizontes, elevar a curiosidade das pessoas, faiscar os questionamentos que levam o próximo a se maravilhar com o universo, da mesma forma como eu me sinto maravilhado, é inefável.

      Quer dizer que vc também é fã do Feynman? Me ajude a pressionar a diretoria do Scicast para fazer um episódio sobre ele rs. Tem muita história sensacional para contar.

      Sobre a sua dúvida, ainda vamos gravar um episódio sobre relatividade no qual será abordado em detalhes essa questão da massa e energia. Recomendo ouvir o cast sobre “Estados da Matéria” no qual a gente faz já uma discussão bem interessante sobre o que é matéria, o que é massa e que raios é energia. É um dos episódios que mais gostei de participar. Mas não vou me esquivar da pergunta: fóton tem massa de repouso nula, é verdade. Porém, como os fótons estão sempre se movendo (na velocidade da luz inclusive, olha que coisa rs) eles possuem energia, e pela equação do Einstein E=mc2, energia e massa são a mesma coisa, ou seja, energia pesa, e essa é a chamada massa relativística. Uma pilha carregada pesa mais que uma pilha descarregada, um campo eletromagnético tem peso e uma caixa cheia de fótons pesa mais que uma caixa vazia (é um peso ridículo de pequeno, nem daria para medir numa balança, mas num experimento mental isso tudo é levado em conta).
      ;)

      • Caiado

        Pena, Concordo com a Dani. E posso lhe garantir!
        Você conseguiu explicar para leigos como nós, sem desenhos e ou animações. Fodastico!
        Um Cast sobre Feyman desse ser Show,
        Se acontecer não esqueça de comentar da Van dele com os diagramas impressos…hehehhe

        • https://uploads.disquscdn.com/images/5827c517de2bf304133cc8d8ffa3a03bb04775e38e8f6835fb4ae84ce4fa0195.jpg Certamente eu não vou esquecer da van. E nem de como o Feynman resolveu se comunicar por criptografia com a mulher dele enquanto trabalhava no projeto da bomba atômica porque ele odiava a censura que aplicavam nas cartas. Ou em como ele resolveu abrir os cadeados dos cofres de Los Álamos para passar o tempo. Ou em como ele comprovou ao vivo a causa da explosão da Challenger. Ou nos experimentos de privação de sentido que ele se submeteu pq era muito curioso… causos não iriam faltar rs ;)

          • Dany Madrid

            Eu apoio este cast!!!!

          • Cara, vc já leu o livro “O senhor está brincando, sr Feynman?”

            Eu comprei uma versão em inglês que muito inesperadamente achei num sebo. Procurava a versão em português desde que eu tava no Ensino Médio!

            Parece que foi escrito pelo filho dele, meu xará. Conta episódios curiosos da vida do físico.

          • Sim, já li tanto o Surely you are joking Mr Feynman quanto o What do you care what other people think?
            Muito bom os dois

          • Ah não sabia dessa sequência não. Bom saber!

            O que eu acho mais interessante sobre o Feynman, em comparação com outros gênios é que aparentemente ele segue padrões diferentes.

            Por exemplo, é muito comum que a genialidade esteja associada a traços autísticos ou esquizotípicos [o que não necessariamente implica em transtorno] (ex: Turing, Marie Curie, Einstein, Newton, etc), mas o Feynman era um cara bem Tony-Stark-jeito-de-ser, contra todas as possibilidades. haha

      • Daniela Araldi

        Nossa, por favor, por obséquiooooooooo um episódio sobre o Feynman!!!!!!!!!!!!!! :3 Poxa, ele merecia ter um respaldo muito maior do que é dado nas Universidades… Tive um único professor que falou dele.

        Como assim o campo eletromagnético tem peso!? HUAHAUAU Que loucura! Mas essa é mais uma das coisas loucas que dá uma empolgação de ir atrás de cada vez mais informação… Muito bacana esse negócio de massa relativística! Obrigada por responder a minha pergunta, Pena. Sobre o resto do seu comentário, acho que o cast, além de informar, também serve de base pra dar um rumo pra gente de quais informações buscar. Não dá pra esmiuçar tudo em tão pouco tempo mesmo e de uma forma limitada. No mais a gente anota algo aqui e ali e se quiser pesquisa mais a fundo depois ;)

        Um outro cast de física que seria legal seria sobre forças fictícias… HUHAUHAUHA :B

  • Clemilson Morais

    Fiquei com uma dúvida: vocês falaram que o os elétrons percorrem todas trajetórias possíveis, e todas as trajetórias são anuladas, exceto a “real”. No caso do experimento de dupla fenda, vão ter duas trajetórias “reais” então?

    • Para objetos macroscópicos, em que é possível definir uma trajetória, todas as trajetórias se anulam nas integrais de caminho menos a real. Para objetos quânticos como o fóton ou elétrons, nem todas as trajetórias se anulam, na verdade existe uma infinidade de trajetórias q não se anulam. Portanto o elétron passa pelas duas fendas.

  • Sou programador e não físico mas adoro ciência e tenho fascínio por teorias físicas loucas.
    Assisti a umas semanas atrás um documentário na Netflix sobre o acelerador de partículas LHC, o documentário é muito bom e chegou a me emocionar.
    Quem quiser conferir, o nome é “Particle Fever”, acho que está disponível no YouTube também, em partes.
    Obrigado por mais um excelente cast! Vocês são demais!

  • Olá scicasters! Hoje eu aprendi muita coisa! Mas me faz pensar em algumas possibilidades do entrelaçamento quântico:
    Como ainda não entendemos como ele funciona, seria possível (ao menos na minha cabeça) um sistema de comunicação baseado no entrelaçamento quântico… Isso se pudéssemos retomar a partícula para o seu estado inicial (com todas as cores, como disposto no cast), podendo reutilizar a partícula entrelaçada…
    Claro que um sistema como este requer várias partículas entrelaçadas nas duas pontas da comunicação… Se conseguirmos transpassar esta dificuldade, seria fácil determinar um sistema de comunicação baseada em cores, decodificada posteriormente por um computador quântico…
    Isso seria utilizado para a exploração espacial e quem sabe, no futuro, para a comunicação instantânea com as colônias em marte…

    Isso faz sentido?

    • Olá!
      Existem vários problemas para conseguir realizar esse sistema de comunicação. O primeiro é que não é fácil aprisionar essas partículas sem perturbar o emaranhamento. O segundo que não é possível resetar a partícula para o estado entrelaçado quando elas já estiverem distântes. Mas a parte mais complicada é que ainda é necessário uma comunicação feita por métodos convencionais (ondas de rádio por exemplo) para que uma pessoa possa avisar a outra que já fez a medição de sua partícula. Ou seja, essa técnica não permite comunicação instantânea, ela serve mais para conseguir teleportar estados quânticos.
      abs

      • Obrigado pelos esclarecimentos! Adoro física quântica, apesar de não gostar de fazer os cálculos kkkk.
        Quem sabe um dia possamos fazer isso através de outro conceito a ser descoberto….
        Abraços!

  • Willian Rochadel

    Assunto bem denso, mas a abordagem e viagens conseguiram ajudar demais na compreensão. Valeu demais!

  • mslcms

    O observador sempre interfere no experimento. Mas não dá pra calcular Essa interferência?

    • Não é possível calcular essa interferência, é isso que diz o princípio de incerteza de Heisenberg. Se fosse possível calcular, não haveria incerteza na leitura e poderia-se conhecer com precisão a posição e velocidade do elétron.

  • Calista Jubilee

    Socorro! Já ouvi duas vezes e não consegui entender nada. Mas tudo bem, nem física clássica eu entendo. Comprei o Universo em uma casca de noz, comecei a ler, meu cérebro derreteu e eu parei e voltei pras miçangas.

    • Não desista Calista, esse é um assunto que precisa ir comendo aos pouquinhos.

      • Dany Madrid

        Sim…eu estou na terceira “ouvida” do cast ;-)

      • Calista Jubilee

        Entendi a lógica da multiplicação há poucos anos e só aprendi regra de três e porcentagem no cursinho pré vestibular. Preciso de umas 3 encarnações pra entender quântica

  • Paulo Velloso

    Muito bom o cast! :) Qual a música que toca ao fundo em 54:25?

  • Eric Souza

    Excelente episódio!!! Gostaria de complementar esse assunto, com um conjunto de documentários relacionados ao tema. O primeiro documentário é sobre o multiverso, o segundo sobre mecânica quântica, depois espaço e por último, sobre o tempo. Inclusive a vírgula sonora desse programa é a abertura dos documentários.

    https://www.youtube.com/watch?v=PNw2G60zIxQ

  • Luiz Augusto Calvo Tiritan

    Ótimo episódio, como sempre!
    Sou formado em Física e tentei terminar o mestrado em teoria de campos e física – matemática (problemas pessoais me impediram de escrever a dissertação), mas passo aqui para dizer que as explicações do pena estão arrasando.
    Não sei se alguém já falou o nome da conferência citado no início do episódio, mas acho que o Pena se referiu a conferência de Solvay de 1911 – La théorie du rayonnement et les quanta ( teoria da radiação e do quanta). Essa conferência tem edições a cada 3 anos, porém a última aconteceu em 2011.
    Abraços e science works, bitch!

    • Oi Luiz, sempre bom encontrar físicos por aqui.
      Obrigado por me lembrar do nome da conferência, é essa mesmo. Segue a foto da galera que compareceu à edição de 1927 https://uploads.disquscdn.com/images/f87634d68352dcd8599f027e70474773d1b1afdcf852f9be2bc739bc1d3fed61.jpg , que um dos ouvintes me mandou pelo twitter. Imagina o nível desses debates!

      • Luiz Augusto Calvo Tiritan

        Só monstros nessa foto! E como foi colocado pelo Pena, a elegância dos debates devem ter sido fantásticas, sempre gostei dessas discussões. Só ressaltando, tenho um grupo de discussões de ciência na escola onde dou aulas e vou utilizar os dois episódios de quântica como base para futuros debates. Obrigado ao scicast!

  • Cesar Baldan

    Ouvi o primeiro semana passada e ainda to recolhendo pedacinhos do meu crânio explodido espalhados por ai, aquela experiência de dupla fenda foi demais, ansioso pra ouvir esse, mas ainda quero ouvir o primeiro de novo.
    Vocês são fodas, abraços a todos.

  • Márlon Luiz

    Domingo, almoço na casa da mãe de minha esposa, depois de comermos, fui pegar a sobremesa no congelador… um pote sem rótulo com o resto de sorvete. Foi o momento ideal que consegui explicar um pouco de Física Quântica, ao invés de falar do Gato de Schrodinger… falei sobre o Pote de Sorvete de Schrodinger: sem abrir o pote, sabendo que está lá algum tempo, como saber se há sorvete ou feijão???
    Infelizmente, após a explicação, confirmamos o pior: era feijão. Kkkk

    • Fernando Malta

      Em alguma realidade paralela feliz, Márlon, era sorvete.

      • Márlon Luiz

        Kkkkk
        A melhor resposta que poderia ser dada, kkk.
        Por isso sou Team Malta

  • Anderson Camatari Vilas Boas

    galera, acho relevante, pra quem ainda estiver com alguma dificuldade de entender o experimento da fenda dupla com elétrons, verem esse vídeo, ele é bem didático e visualmente sem erros conceituais.
    https://www.youtube.com/watch?v=u7VctogNgU4

  • Guilherme Gondin

    Preciso muito de uma camisa “Eu não sou preguiçoso, sou só parte do universo” XD

  • Naldo Brutal

    Que grande episódio
    Sheldon tentou explicar a Penny, mas o experimento falhou!

  • Guarini

    Olá! O trabalho de Paul Adrien Maurice Dirac sobre anti partículas não poderia justificar a matéria e energia escura?

    • Oi Guarini.
      É possível aplicar esse mecanismo do mar de Dirac, com os níveis negativos de energia, para explicar a matéria e energia escura. Encontrei um artigo de um chinês que faz exatamente isso. Mas não sei se explica de maneira satisfatória todos os problemas: https://arxiv.org/ftp/arxiv/papers/0705/0705.2908.pdf

      • Guarini

        De fato é bem interessante este artigo, grato pela indicação.

  • João Vitor Silva

    CARA!!! Viciado nesse Cast!! Eu ouvi muitas vezes, e todas consigo entender algo diferente. Não sou formado em nada, sou apenas um aluno do ensino médio e estou maravilhado com o Scicast! a Forma fácil e muito boa que vcs abordam esses temas complexos, sou de exatas, porem gosto muito dos Cast de história, espero ansioso o Cast sobre a ‘Mongólia’.

  • Kiefer Kawakami

    Sensacionástico!! Como todos na área de física =D
    Agora, Pena, poderia dar uma olhada nessa matéria e explicar, por obséquio??
    Porque, se for verdade, isso mata 80 anos de quântica…

    http://super.abril.com.br/blogs/supernovas/2016/11/21/nasa-comprova-motor-impossivel-funciona/

    Estão defenestrando o gatinhu de Schrödinger =,( ??

    • Olha que legal, essa matéria cita a teoria da onda-piloto da qual falamos no cast. Porém, a superinteressante fez uma matéria bastante sensacionalista. O EM Drive parece que, talvez, possa funcionar, o que seria incrível. Mas antes de destruir a física, como a super diz, podem existir diversas explicações, como:
      – Pressão de radiação: se eu acender uma lanterna no espaço, a energia dos fótons indo p frente gera uma força em mim que vou para trás. Isso é uma forma de propulsão que não usa propelente, apenas energia. O problema é que esse efeito é muito fraco. Pode ser que o EM Drive esteja criando apenas este efeito.
      – Efeito Casimir: o vácuo para a mecânica quântica não é vazio, ele permite a criação de partículas a todo instante (veja o mar de Dirac) e apresenta uma energia de ponto zero não nula. O efeito Casimir parece que consegue extrair energia do vácuo. Da mesma forma, o EM Drive pode estar extraindo essa energia.
      – Efeito Unruh: pela realtividade geral, um observador acelerando pode detectar uma radiação de corpo negro do vácuo, onde um observador inercial não veria nenhum radiação. Para acelerações muito pequenas, essa radiação se tornaria quantizada e talvez seja possível extrair energia dela na forma de propulsão.
      – Apenas erro de leitura: Os valores calculados do EM Drive são tão pequenos que podem sim corresponder apenas a erros de medidas, flutuações térmicas ou algum outro efeito espúrio.

      abs

      • Kiefer Kawakami

        É, vou ouvir novamente todos os casts de física, desde aquele antigo de Energia kkkkk

        Se minha nota no Enem colaborar (e vocês colaboraram pra mim no Enem =D), ano que vem começo minha licenciatura em física na USP!!
        Aí talvez possa entender melhor essas maluquices que tanto amo!!!

  • Wilken Gandra (Will)

    Cara esse scicast foi muito bom mesmo. Fico abismado com a facilidade e clareza que vocês explicam temas tão temidos mesmo pra quem é de exatas. Aproveitando o ensejo deixo um link que li esses dias sobre o Emdrive, que ao que parece não se encaixa nos padrões da física atual. http://www.sciencealert.com/it-s-official-nasa-s-peer-reviewed-em-drive-paper-has-finally-been-published

    • Kiefer Kawakami

      Isso cara, a mesma notícia que citei da Super (des)Interessante, só que em uma fonte mais confiável!!

      • Anseio tanto pelo EM drive se comprovar factível. Precisamos logo desafiar a Fronteira Alta (High Frontier).

  • Alejandro Pinto

    Caros scicasters, depois de escutar 165 episódios, venho pela primeira vez ao espaço de comentários após 3 dias da segunda audição do ep 165.
    Antes da explicação do princípio da incerteza, feita neste ep, ainda cheguei a pensar na hipótese, que o eletrão podia assumir um comportamento intermitente, ou seja, todas as medições feitas ao eletrão pelo observador podiam ver o eletrão ou na forma de onda ou partícula, dependendo da situação, explicando, se o observador visse o eletrão na forma de partícula, já não conseguiria ver o mesmo eletrão na forma de onda, embora este eletrão também passasse pela forma de onda. Cheguei a pensar nessa hipótese após a explicação da passagem do eletrão nas duas fendas. Depois vem a pergunta, porque nenhum aparelho conseguiria detetar esse comportamento intermitente? Bom, não consegui explicar a mim mesmo isso, daí que a hipótese do comportamento intermitente tenha sido uma hipótese tosca, mas felizmente o princípio da incerteza e o princípio de menor energia possível ajudam a explicar e desmistificar um pouco, o que nos rodeia.
    Mas ainda assim, tenho perguntas: Usando o exemplo da tecla m, quando pressiono nessa mesma tecla, macrospopicamente o trajeto dela é de cima para baixo e os restantes são cancelados. Pergunto, haverá a possibilidade de um eletrão que esteja na tecla m, ter estado um nanosegundo antes, na estrela Alpha Centauro? outro em marte? e depois um outro passar da tecla para um avião que voa aqui sobre a ilha?
    Se na computação quântica, cada bit tiver 4 estados possíveis, não vão aumentar as possibilidades de erro, em relação à computação convencional cujo o bit representa 2 estados possíveis?
    Forte abraço desde a ilha da Madeira em Portugal.

    • Oi Alejandro, que bom saber que temos ouvintes do outro lado do oceano :)
      Vamos às dúvidas:
      Pelo princípio da complementariedade de Bohr, as coisas se manifestam na realidade como onda ou como partícula, embora em si não são nem uma coisa nem outra (ou são as duas coisas). Não seria um comportamento intermitente pois não depende da coisa, e sim da experiência, do observador. O observador pode interagir com as coisas de modos que ela se manifesta como onda ou como partícula. Porém não há, pelo princípio de Bohr, forma da coisa se manifestar das duas formas ao mesmo tempo. O motivo disso? não sei. Parece apenas que assim ocorre.
      Quando vc pressiona a tecla M, os elétrons que a compõe estão fazendo todas as trajetórias, incluindo ir à Alpha Centauro, Marte e etc. Mas quanto mais distante é a trajetória, menos dele esteve lá de fato, a ponto de ser irrisório na prática poder encontrar esse elétron em Alpha Centauro, seria uma chance tão pequena que seria mais fácil vc ganhar na loteria 1.000.000 vezes seguidas antes de achar esse elétron tão longe.
      O qubit (bit quântico) pode ter apenas 2 estados (0 ou 1) ou uma combinação desses 2 estados. Isso aumenta consideravelmente a quantidade de informação que se pode armazenar. Não sei dizer se isso aumentaria as possibilidades de erro, pois o modo que um computador quântico funciona é diferente de um computador convencional.
      abração

      • Alejandro Pinto

        Caro Roberto Pena, muito obrigado pelo feedback, eu relmente pensava antes da sua resposta, que o qubit podesse representar 4 estados, 0 ou 1, e as combinações, 1 e 0 ou 0 e 1.
        e mais uma vez, fez-se ciência.

        Forte abraço.

  • PauloAlbq

    Muito bom esse último Penacast!
    Não comentarei temas que foram tratados no episódio, porque não domino o assunto, mas mesmo para um leigo como eu, consegui entender bastante coisa do que foi discutido.
    Ah, notei que uma das frases que o Pena mais disse: “esta é uma das coisas mais doidas da quântica”. Olha, em minha modesta opinião, tudo na quântica é doido!

  • Dany Madrid

    Parabéns aos ouvintes!!! ótimos adendos, indicações de vídeos e questionamentos :-)
    E o Pena aí working as a busy bee ;-)

    • Se a galera tá tão empolgada perguntando sobre o universo quântico, não tem como não se empolgar para responder ;)

  • Eduardo Tanoue

    Olha aí a dificuldade do observador “passivo”. Em resumo, microscópio não serve “só” para ver. http://www.nature.com/news/fire-up-the-atom-forge-1.21017

  • Filipe Cabral

    Excelente cast, como o Fencas falou, estou juntando os pedaços do meu cérebro ainda.

    Só corrigindo um pequeno erro, o Tarik falou que a partir do número atômico era possível prever onde alguns elementos se encontram na tabela periódica, a tabela periódica atual é organizada segundo a ordem crescente do número atômico, logo com o número atômico é possível dizer onde encontrar todos os elementos.

    Parabéns a todos os envolvidos, excelente é a palavra que tenho pra definir esse cast.

  • Mauricio Marquevicz

    Gente, alguém sabe se existe algum livro ou documentário que fale sobre essas discussões entre o Einstein, Bohr, Heisenberg e essa “turminha do barulho”?
    valeu!! =D

    • Dany Madrid

      Em aúdio/video tem este link mas é meio boring a narração…porém o assunto está lá…https://www.youtube.com/watch?v=YHYtc1FGAms

    • Dany Madrid
    • Dany Madrid

      Em Português eu tbm não sei…vamos ver se o Pena tem material em Português, talvez de qdo fez facul de física? bjs

      • Mauricio Marquevicz

        Verdade!! Ótima ideia Dany…
        Esperaremos o Pena!
        Valeu!! ^^
        bjs

  • Antonio Carlos da Graça Mota D

    Gente, alguém já viu esse mapa da física que conecta todos os conceitos ate o momento?

    http://interestingengineering.com/one-map-explains-entirety-physics-connected/

    • Fernando Malta

      Muito maneiro!!

  • Vânia Paula Baía

    Gente qual o primeiro ep?

  • Marcelo Santana do Amaral

    @disqus_VKePg7T1Xw:disqus , como sabemos que essas duas partículas emaranhadas não são na verdade uma mesma partícula?
    Vamos supor que nós somos observadores bidimensionais e as partículas emaranhadas são na verdade as duas pontas de uma corda onde ela toca nosso plano (adorei usar esse termo Corda aqui). Se torcemos uma das pontas da corda em sentido horário, a transmissão da torção é instantânea e a outra ponta gira em sentido contrário. Para os observadores, a transmissão da torção aparenta ocorrer mais rápido do que a luz, porque é imediata, independentemente da distância entre as duas pontas da corda.
    Podemos transpor essa analogia para nosso realidade, onde somos observadores em 4 dimensões (Tempo + espaço) em um universo de 10 ou 11 dimensões.

  • Rafael Perrucci Macharelli

    Amigo, eu me apaixonei por este podcast e me apaixono todas as vezes que ouço um novo episódio. Não me canso de divulgar e NINGUÉM que eu indiquei e ouviu não se apaixonou. Vocês são incríveis, principalmente por conseguirem trazer coisas tão distantes e tão aparentemente intangíveis, para perto e de acesso simples, rápido e prazeroso. Vocês são o maior exemplo concreto do poder da internet na livre e ampla divulgação do conhecimento. E num mundo cada vez mais academicista, pobre em didática, vocês mostram que é possível. E uma dos melhores pontos que eu queria destacar, vocês fazem conteúdo independente, crítico e não enviesado. Parabéns! E muito obrigado.

  • Pedro Siilva

    Louco, massa, super scicast! Melhor de todos! Agora é só fazer um sobre partículas elementares pra deixar esse assunto mais massa ainda!

  • Rodrigo Fonseca

    Vim pros comentários só pela suruba

  • Jackson Santana

    Passando apenas para fazer algumas colocações.
    -Estou um pouco atrasado no cast, mas agora voltei com força total.
    -Meu cérebro está derretendo.
    -Entendi só uns 3% do cast e já estou super feliz.
    -Vou ouvir esse cast mais umas 9209839175120 vezes no mínimo.
    -Esse universo é bugado. Não quero viver mais nele.
    -O Pena é tipo um Einstein.
    -Team Tarik.

  • Ramon Gonzalez

    O mais incrível foi perceber claramente no final do cast a física quântica apontando diretamente pra Deus e vcs meio nervosos, sem jeito, querendo evitar a referencia a ele a todo custo hahahaha!!! Impagável!!!

    (Não que a crença em Deus dependa disso, já que no fim é, como o nome diz, CRENÇA).

    • Fernando Malta

      õ.o
      A percepção é de cada um, Ramon. Mas acredite quando digo que não teríamos o menor problema de falar de espiritualidade e crença ao divino no SciCast – nesse episódio, contudo, não foi o caso.
      E ainda quero ver esse “nervosismo” apontado. =P

      • Ramon Gonzalez

        Desculpe, me empolguei. Foi meramente uma percepção (equivocada) que tive na hora. Muito obrigado pelo esclarecimento. Entendo que não era mesmo hora nem lugar. Mais uma vez obrigado pela resposta.

  • Gleuton Dutra

    Estou escutando pela 3ª vez, já esta na hora de laçar o próximo. kkk Adoro o trabalho de vocês.

  • Não li todos os comentários, então é verdade que alguém já pode ter feito a pergunta que vou fazer.

    Esses fenômenos quânticos são abstrações matemáticas que dão certo, ou são descrições do funcionamento da realidade mesmo, por isso dão certo?

    Ok, estão me reportando aqui ao antigo dilema do Realismo x Instrumentalismo. Ouvi dizer por exemplo que o Feynman era instrumentalista. Mas não sei como anda essa discussão mais filosófica entre físicos ou filósofos da ciência.

    Alguém sabe?

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