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Scicast #178: Surto de Febre Amarela

por em sex 03America/Sao_Paulo fev 03America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 53 comentários

Scicast #178: Surto de Febre Amarela

Queridos ouvintes, estamos diante de um dos piores surtos de Febre Amarela da história do Brasil. No SciCast dessa semana comentamos onde apareceu pela primeira vez essa doença, como ela se manifesta, quais são as complicações e quem deve se vacinar. Além disso, quais seriam as influências de recentes desastres ambientais com esse surto? Onde ele começou e qual é o atual cenário? E muito mais.

Ouça o episódio e comente conosco como está sendo o combate ao vetor dessa doença na sua cidade e como estão sendo executadas as campanhas de vacinação. Você já teve Febre Amarela ou conhece alguém que já teve?

Arte da Capa:


Publicidade:

  • Continuando a série Monsters of Science em grande estilo a Loja SciCast lança a camiseta Einstein Kiss, está esperando o quê pra pegar a sua?

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  • Ao lado de um dos mais conhecidos  cientistas da história da humanidade, temos uma das maiores e mais importante cientista na camiseta Marie Curie and the Radioactivity Experience, dentre muitos outros itens imperdíveis.

Avisos Paroquiais:

Campus Party 2017:

Bancada do Portal Deviante na Campus: http://campuse.ro/events/CPBR10-Grupos/workshop/republica-deviante-by-scicast/


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Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCastEquipe de Gravação/Pauta: Fernando Cezar, Werther Krohling e Flavia WardArte da Vitrine: Vacina Febre Amarela


Material Complementar:

Entrevista com o Prof Sergio Lucena sobre o surto em primatas capixabas

Dados atuais sobre o surto de 2017

A  história da febre amarela no Brasil e a importância da vacinação antiamarílica

A cidade e a morte: a febre amarela e seu impacto sobre os costumes fúnebres no Rio de Janeiro (1849-50)

INFORMATIVO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE – Sociedade Brasileira de Infectologia

Livros:

Vieira S, Hossne WS. A experimentação em seres humanos. São Paulo: Moderna, 1987:21.
Altman LK. Who goes first ? Berkeley: California, 1998:134-158.

 

A Febre Amarela deixa a cidade seguida por cortejo de médicos e boticários, em charge da década de 1870. Fonte: Biblioteca Nacional

  • Valeu pelo episódio e utilidade pública pessoal! Grande abraço!

  • Luiz Augusto Calvo Tiritan

    Ainda não terminei de ouvir o cast e já me deparei com um incomodo. Não consigo enxergar a diferença entre as atitudes que esses médicos que utilizaram esses métodos de estudos da doença (métodos um tanto controversos em comparação com os atuais) e os métodos utilizados pelos médicos alemães nos campos de concentração. Ambos pra mim são igualmente desumanos, criminosos e repugnantes. Sei que é o que eles tinham de ferramentas para o estudo da febre amarela e não sei apontar nenhum outro método, mas não podemos nos enganar usando a ideia de que foi um meio para um fim nobre. Obrigado pelo nível de informação e conhecimento que vcs colocam cada vez mais nos casts e abraços a todos.

    • Leandro Gomes

      Acho que os métodos de pesquisa sobre a febre amarela apresentaram uma diferença fundamental para aqueles utilizados nos campos de concentração, que foi a experimentação em voluntários, em vez de pessoas que eram obrigadas a serem cobaias.

      • Luiz Augusto Calvo Tiritan

        Olá Leandro, no meu ponto de vista essa diferença não é tão fundamental pois, como foi dito no cast pelo Tarik se não me engano, muitas dessas pessoas que participaram dos experimentos da febre amarela não sabiam os riscos que corriam. E outra, falta aqui a informação de se essas pessoas realmente eram voluntários ou não.

        • Leandro Gomes

          De fato, também fiquei pensando até que ponto essas pessoas conheciam o risco que estavam correndo. Alguém que tivesse pleno conhecimento daquilo a que será exposto talvez se recusase a participar.
          A questão econômica também pode ser um fator (falaram isso? Agora não tenho certeza, vou ter que ouvir outra vez, mas o Guaxa fez piada nesse sentido). Se houve incentivo financeiro alguém mais necessitado poderia aceitar, mesmo sabendo dos riscos.
          De qualquer forma não imagino que tenham sido obrigadas a nada. Pelo cast entendi que não foram.

        • Fernando Maia Filho

          Por essa questão que cada vez mais os comitês de ética em pesquisa são importantes e devem ter um trabalho mais transparente possível.

  • Beijo, popó!

  • Marcelo França

    Mais um excelente e esclarecedor podcast, fiquei impressionado quando foi comentando sobre a possível origem do surto da doença, na questão ambiental (mariana, aquecimento, etc…). Assusta saber que alguns acontecimentos possam impactar lá na frente de maneiras totalmente diferentes, como o surto de uma doença. Parabéns pelo podcast!

    • Fernando Malta

      Como dissemos no cast, Marcelo, é justamente NESSE momento que o “vai abraçar árvore, Ecochato!” cai por terra. Porque são nesses fatos que vemos o real impacto de mudanças (sutis ou abruptas) da biodiversidade.

  • Leandro Gomes

    Olha que coincidência, ouvi o cast sobre o vírus ebola ontem. A propósito é o cast #39, de 25/07/2014

  • André Miola Bueno

    Ótimo cast! mas fiquei com uma dúvida, a Febre Amarela dá uma febre ‘twister de 40 graus’? xD

  • laurentiis

    Ei, esse “download” de mp3 é balela, né? Dá uma olhada no link q aparece… Até qdo se faz o próprio download,tbm é m4a.

    • Fernando Malta

      Não, abre um conversor do m4a pro mp3, porque no nosso servidor só tem em m4a. =)

    • Adriano Alexandrino

      Eu faço assim:
      Deixo abrir o site : depois tiro a primeira parte do endereço ele vai abrir como reproduzir do navegador ai vou no player e salvar como, ok vai vir como m4a depois converto no atube catcher ou format factory para o formato que quero.
      mas os bons celulares e players já roda no m4a.

  • Thiago R. M. dos Santos

    E ai gente da ciencia divertida, gostei muito deste cast, ainda mais por que tem uma pessoa de meu estado, Flavia, voces acharam assustador o sanemento de Presidente Médici, e Porto Velho que é a capital com seu 2% de esgoto e 0% de tratamento de água. Eu em um condominio em frente ao o CEMETRON (Centro de Medicina Tropical de Rondonia) que nesta epoca do ano que é o periodo de chuva, formam verdadeiros pantanos em torno do hospital que é especializado em tratamento justamente destas zoonoses, assim como doenças como tuberculose, SIDA, Hepatite

    • Leandro Gomes

      Eu pensei nessas pistolas de vacinação… Como funcionavam, Thiago? Era uma agulha, apenas, que era compartilhada?

      • Thiago R. M. dos Santos

        Sim eram só com uma agulha pelo que me lembro, acho que pararam de usar justamente por que poderiam transmitir doenças entre os vacinados, eu mesmo devo ter pelo menos uma hepatite qualquer, que perdi a conta de quantos tiros levei, lembro que até a escola eles vinham pegar a gente…..KKKKKKKKKKK

      • Thiago R. M. dos Santos

        Sim era uma agulha só que aplicavam em todo mundo, devo ter uma hepatite ou duas, por que pedir a conta de quantas vezes fui baleado por essa agulhas! Acho que fui por isso que pararam de usa-las!

      • Fernando Maia Filho

        Além da agulha compartilhada as vezes a própria seringa era. Antigamente se usava muito seringas de vidro que eles “”””esterilizavam””” nesta caixa. Era tipo um ofurô pras bactérias kkkkkkkkkk
        https://uploads.disquscdn.com/images/791f20586d977b59249aa1f10a2bdcfecf03e1b2d07b41397c69baacfc2c231b.jpg

    • Olá Thiago! Ah, fiquei muito feliz que você tenha gostado! Foi bem isso: meter bala foi referente a pistola que eles usavam pra vacinar. hehehhehe Por que será que pararam de fazer essa verificação na divisa? Vou me informar sobre isso também. Quanto ao saneamento, estava pensando sobre isso ontem mesmo. Aqui em Médici, a cidade ainda é pequena, população tbm, ainda tolerável. PVH é complicado. Lembro qdo cheguei estavam abrindo os buracos para colocar a rede de esgoto. E esses buracos, em frente das casas, ficaram lá, anos e anos, juntando água. Não voltei mais nesses bairros que visitei. Será que ainda estão assim? E a população de PVH só aumenta. Um grande abraço pra ti, muito obrigada pelo comentário e vamos divulgando a ciência divertida por todo o Brasil!

      • Thiago R. M. dos Santos

        Acho que os nosso brilhantes governantes deduziram do auto do seu conhecimento de especialistas na área que não era mais necessário a vacinação! Sim na maioria dos bairros fecharam os buracos, em outros abriram novos buracos, que na epoca das chuvas como agora se transformam em verdadeiros criadouros para agentes vetores de doenças! PVH, é uma cidade media com problemas de cidade grande, pois na menor das chuvas tudo alaga, só doido para viver aqui! Há sou maluco, KKKKKK! Tudo de bom Flavia, e vamos continuar com a ciência divertida!

  • Adriano Alexandrino

    Sci Cast com serviço de utilidade pública, chegando na hora para esclarecer a população. é isso ai.

    • Fernando Maia Filho

      Que bom que gostou Adriano!

    • Werther Krohling

      Tamo junto! Cola na gente que e sucesso!!

  • João Nunes Rios

    E ae deviantes e derivadas, eu moro em São Bernardo do Campo, próximo a uma área de mananciais. Por aqui tem bastante mato e um povinho mal educado que não cuida muito do lixo, então ainda há registros de dengue nos anos recentes.

    Minha pergunta é: aqui pode ser considerado um “grande centro” e posso ficar tranquilo em não tomar a vacina, ou é melhor tomar por causa desse cenário que comentei? Já matei Aedes dentro da minha casa uma vez… :(

    • Oi João! Situação hein!?! Até o momento não foram registrados casos urbanos relacionados ao Aedes. Vcs aí tem q ficar ligados com a dengue e as outras doenças. Por enquanto não é necessário a vacinação nessa área. Tem o link no post dos boletins semanas dos novos casos, sendo bom acompanhar!

  • Tiago Paulo

    Olá Deviantes,

    Excelente ep. Sou de SP capital e até então estava querendo ir tomar a vacina só para garantir, vocês me deixaram mais tranquilo.

    Uma coisa que não ficou claro: o Aedes já está transmitindo febre amarela (em MG por exemplo), ou ainda é o mosquito original MAS sabemos que o Aedes pode aprender esse truque facilmente também?

    Na imprensa rolou um cara falando que o Aedes é inocente no caso de MG.

    OFF TOPIC: Esse fim de semana vi 3 vídeos do Pirulla sobre hipnose com um especialista. No vídeo rola uma visão menos folclórica sobre o assunto. Basicamente tinha certeza de que hipnose não passava de charlatanismo, mas aparentemente segundo os dados apresentados é algo real apesar desse nome ser usado de forma errada e esse fenômeno ser tão passível de charlatanismo. O que mais me chamou atenção, foi justamente esse fenômeno psicológico explicar de forma simples visões, incorporações de espíritos e até exorcismos com certa facilidade. Gostaria muito de um SciCast sobre isso.

    • Oi Thiago! Os casos até o momento foram em áreas próximas a matas, ou seja, o ciclo silvestre q teoricamente é o mosquito Haemagogus. Não foram registrados casos em áreas urbanas específicas de Aedes.

  • Edu Balbino

    Um Grande exemplo da teoria da evolução em nosso tempo de vida. A 15 anos, o mosquito só transmitia Dengue, voava baixo, apenas durante o dia, e precisava de água parada limpa. Hoje o mosquito voa também em lugares altos, durante a noite, pode usar água suja, transmite Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. Se der mais 15 anos, o mosquito não vai dormir, voará em alturas espaciais, vai poder usar líquidos radiativos, será venenoso e cuspirá fogo.

  • Yago Souza Oliveira

    Terminei de ouvir o cast me besuntando de repelente caseiro… Vou cheirando a cravo pra Universidade.

  • Gabriel Giovani

    Eu senti falta de vcs comentarem o principal risco que as pessoas que decidem por não tomar vacina assumem
    Os cálculos de vacinação assumem que a parcela da população que não tem condições de se proteger assumam pouco risco mesmo não imunizados (se não me engano já foi comentado em outro episódio inclusive) e as pessoas que não querem ser vacinar estragam isso

    • Fernando Malta

      Eu perguntei especificamente sobre isso no fim deste episódio, Gabriel. Quais eram os riscos. É só pegar desse fim pra ouvir a resposta. :-)

  • dv47

    Quem são os convidados?
    (Sugestão: colocar na descrição o casting do episódio igual jovem nerd :) )

    • Fernando Malta

      O casting está na parte do “Expediente”, do post.

      Expediente:
      Produção Geral: Tarik Fernandes. Hosts: Fernando Malta e Marcelo Guaxinim. Edição: Talk’ nCast. Equipe de Gravação/Pauta: Fernando Cezar, Werther Krohling e Flavia Ward. Arte da Vitrine: Vacina Febre Amarela

      • dv47

        desculpa minha ignorância, eu já tinha visto isto. Para confirmar então, não tem convidados? Seria uma ótima pauta pro Átila :)
        Obrigado pela resposta

        • Fernando Malta

          A Flávia foi convidada e, pessoalmente, achei que teve uma participação excelente. :-)

  • David Castro da Silva

    Mais um excelente episódio! E extremamente oportuno para mim. Tenho só uma dúvida, quem sabe possam me ajudar ou indicar onde consigo essa informação com segurança: estou de viagem marcada para Foz do Iguaçu, que não é área deste problema atual, mas ainda é área de recomendação de vacina. Entretanto minha esposa toma corticoides, o que em tese faria dela alguém no grupo de risco a ter reações com a vacina. Entretanto, também, ela já se vacinou antes (uns 25 anos, mas já). Será que ela continua tendo riscos de reação com a vacina?

    • Oi David! Se ela já vacinou uma vez e vcs não estão indo para região de surto, acredito q esteja tudo sob controle. Mas sempre é prudente verificar qlq dúvida com o médico q faz o acompanhamento dela. De resto, não esquecer o repelente ( as outras viroses tbm estão por aí) e curtir bastante a viagem!

    • Fernando Maia Filho

      Olá David,
      o corticóide dependendo da dose ele pode ser ou não imunosupressor. O ideal mesmo é recorrer ao médico que a acompanhada, como bem disse a Flávia.

  • Rodrigo Bodas

    Minha família mora em Poços de Caldas, Sul de minas, foi notificado a morte de um macaco com febre amarela.
    passei o podcast e estou pedindo pro pessoal se vacinar..

  • Lorena Mendes

    Muito esclarecedor este podcast, o Scicast como sempre arrasando, sou profissional da saúde, já estudei bastante sobre o tema, mas o scicast tem o dom de transformar um assunto tenso como este em uma conversa maravilhosa sem deixar de demonstrar a importância e relevância do tema, minha irmã está fazendo medicina em Ouro Preto, cidade vizinha de Mariana, e o podcast já foi enviado para ser propagado pelas mentes dos alunos, até então pelo que ela me contou ainda não havia estudado sobre o tema porque não se aplicava a nenhuma das matérias que ela estava estudando, portanto o scicast vai ser de grande valia! Parabéns como sempre, vocês são ótimos!!!

  • marcos roberto

    Olá, acabei de ouvir o programa e achei um absurdo quando o Fencas diz lá por volta de 1h e 26min pra gente mostrar esse episódio para algum cético em vacina, mas que ele provavelmente não curtir ouvir.COMO ASSIM RAPÁ?!?!? Se eu mostrar qualquer episódio do Scicast para uma pessoa, ela automaticamente se apaixonará por vcs. Por mais frio e cético que qualquer pessoa seja, ela será invadida e seu coração será aquecido, sabe por quê?
    Porque o Scicast é assim,
    Como o Sol
    Derretendo toda neve
    Dentro de você
    Dentro de você-ê!

    • Fernando Malta

      S2

  • Darley Santos

    Um podcast de utilidade pública do tipo que só vocês sabem fazer. Apesar de não trabalhar diretamente na área de endemias, trabalho na saúde estadual daqui do Pará, e posso assegurar a vocês que todas as medidas possíveis estão sendo tomadas, existe uma verdadeira força-tarefa para as ações de combate e conscientização da população. De fato, é um mal com o qual não se pode brincar, o alerta está sempre a um nível iminente. O Aedes aegypti, que antigamente era exigente quanto as suas condições de procriação, hoje prolifera com muito mais facilidade, com um mínimo de quantidade e qualidade de água disponível. Uma proliferação desse mosquito poderia levar a saúde pública ao caos, ainda mais considerando a triste realidade do saneamento básico no país, o que tornaria a situação insustentável. Devemos esparrar informação aos quatros ventos, sem dúvida.

  • O Papa

    Uma ideia que pode ajudar no combate:https://www.youtube.com/watch?v=p9dacXLV27A

  • Natalia de O. Costa

    Ótimo podcast!
    Compartilho da mesma opinião sobre saneamento básico. Quantas doenças seriam facilmente erradicadas caso houvesse saneamento básico para todos?
    Ótima contextualização sobre o assunto, aprendi muitas coisas.
    O modo como vocês conversam sobre o assunto me fez querer procurar mais fontes, achei bem interessante.
    Parabéns!

  • SonySantos

    Olá! O que vou escrever pode parecer bobo, mas desde que não sou biólogo, parece-me totalmente possível. Temos um mosquito que é vetor de vírus danosos aos seres humanos mas inertes ao mosquito. E se invertermos a equação? Minha proposta é isolar (ou criar de alguma forma) vírus danosos aos mosquitos (Aedes aegypti) mas inertes aos seres humanos, de forma que, ao sermos “vacinados” com esses vírus, seríamos nós o vetor de doenças que aniquilariam os mosquitos.

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