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Scicast #88: Pensamento Científico

por em sex 03America/Sao_Paulo jul 03America/Sao_Paulo 2015 em Destaque, Scicast | 91 comentários

Scicast #88: Pensamento Científico

SciCast_MP3Cover

Queridos ouvintes, vocês já devem ter aprendido muita coisa com o SciCast, de Energia Nuclear, Memória e Eletricidade até Origem da Vida e Petróleo. Ou seja, passamos para vocês informações científicas das mais diversas áreas de maneira descontraída e interessante.

Mas, no episódio dessa semana conversamos sobre o alicerce de todos os SciCasts e que está conosco em todos os momentos do nosso dia-a-dia: o Pensamento Científico.

Aperte o Play, use o Pause à vontade e venha aprender como levar ciência para sua vó, como identificar as principais falácias que tanto prejudicam os debates cotidianos e lembre-se de SEMPRE comer brócolis. Nós avisamos…

 

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Produção/Apresentação/ Edição: Silmar Geremia. Coordenação: Gustavo SimioniPauta: Tarik Fernandes e Lucas BalaminutConvidados Especiais: Matheus Gonçalves (Toad) e PirullaArte da Vitrine: Pablo Rigamonti. Edição do Email Dramatizado: Bruno Grandolpho.

 

Contato Comercial:

Ajude a levar o SciCast mais longe:

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Aperte o pause:

Comentado no Episódio:

SciCast – Ceticismo e Pseudociências

SciCast – Método Científico

Vídeo Pirulla – A Desculpa Do Entretenimento

Texto do Matheus sobre divulgação científica

Vídeo do Pirulla sobre a mente descontínua

Vídeo do Clarion sobre a Caixa de Bombom

Playlist do Clarion sobre Falácias

Video do canal do Jimmi sobre por que a pseudociência se prolifera

 

The Ilustrated Book of Bad Arguments: Livro ilustrado de Ali Almossawi, dedicado inteiramente a explicitar falácias argumentativas comuns no nosso cotidiano de forma simples e divertida. Pode ser lido (com todas as ilustrações) em Português.

O Mundo Assombrado Pelos Demônios: Carl Sagan dedicou a vida ao desenvolvimento e divulgação da ciência, recebendo diversos prêmios e medalhas por essa contribuição. Preocupado com o vírus do analfabetismo científico, que faz com que hoje muitos acreditem em explicações místicas e ficções, Sagan reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia, revidando com informações surpreendentes, transmitidas de forma clara e irreverente.

Carta a uma nação cristã: Poucos anos atrás, seria um ato de enorme coragem declarar-se ateu e afirmar que as crenças religiosas não passam de ilusões infantis, um falso conforto contra a dura realidade do sofrimento e da morte. Mais que isso – afirmar que as religiões são maléficas e estão colocando em risco a civilização e a sobrevivência da humanidade. Mas é exatamente o que Sam Harris faz neste livro. Sem meias palavras, argumenta contra o suposto bem que as religiões exercem sobre o ser humano, contra a existência de um Deus onipotente e misericordioso, e contra o ‘Design Inteligente’, novo nome dado ao criacionismo pelos conservadores religiosos.

  • MINHA ESTRÉIA!!! <3

    • Malcomtux

      Congratz!

    • Jorge Lopes

      Escutando, parabéns pela participação.

    • Crow

      Parabéns Lucas, sempre quis te ouvir em um podcast já que diferente dos comentaristas de posts, você é bem equilibrado e sempre gosto de ler suas opiniões. Acho que isso foi muita puxação de saco, mas é isso que eu penso xD

      • Hahaha valeu! E venha participar no Amigos do Pause, lá a galera é bem sensata. XD

        Obrigadissimo.

    • Yuri Latalisa

      Meus parabéns meu caro!

    • inuyashagui

      Ótima participação e parabéns também pela enorme paciência com a sua avó!

    • Fernando Lorenzon

      Lucas Leviatã, ótima participação.

    • Vitor Urubatan

      Ai velho parabéns pela participação lá!
      Vi que estava “em casa” mesmo.

    • Cleyton Slaviero

      Parabéns pela dramatização no final, ficou MUITO bacana!

    • Rafael Antunes

      Parabéns Lucas, tu estava muito bem!!!!!

    • carlos

      Demoraram pra juntar XP pra invocar o Bahamut, bom cast parabéns!

    • Dom Pedro 3000

      Era sua Tréia e agora não é mais, que pena.

      “piada horrível”

      • Bem vindo ao site, ó vossa majestade futurista. Me aguarde que logo estou de volta em um maravilhoso episódio sobre…….. não posso contar rs.

        • Dom Pedro 3000

          Eu perguntei para o Ricardo de Souza seu amigo la da UFRJ e ele me disse que o tema era Filologia.

          • Não faço idéia quem seja, mas errou no tema! Bom chute, mas é um tema muito mais específico que isso.

          • Dom Pedro 3000

            Agora você não conhece né? Parece vira-lata, come, vai embora e esquece, o Ricardo vai ficar muito chateado com você.

          • o.O hahahaha

    • Agatha Gonçalves

      Pega o poder da pessoa haha
      Agora tem que participar do Mundo Freak, né @Andreizilla:disqus?

    • Arthur David

      lucas eu te amo

      • Oi? Agradeço o carinho, mas vamos com calma tá haha :)
        Nossa, já faz tanto tempo que participei do SciCast.

  • Snb

    Mais um ótimo podcast como sempre :3, sempre quis ler o mundo assombrado pelos demônios, mas nunca achei para comprar ;-;

  • Marcelo Gonçalves

    Muito bom, parabéns o

  • Malcomtux

    Utilizar “Dust in the wind” de bg foi golpe baixo (no bom sentido, claro) eu amo essa música. Ouvindo.

  • Marcos Afonso

    “Carlos Sagan”!!! o/

    • Fernando Lorenzon

      Carlos Sagano

      • Carlos Sagaz

        • gandralf

          Carlos Chegas

  • Roberto

    Sensacional!

  • Olha só, a participação do @lucasbalaminut:disqus foi melhor do que eu já esperava! hahahaha Representou bem, e agora espero ouvir mais programas com a participação do Bala de Iogurte. hahahaha Agora sobre o programa, eu gostaria de mostrar ele pra um punhado de gente do meu facebook. xD

    Acho que todo adolescente deveria ler “O Mundo assombrado pelos demônios”, minha forma de ver o mundo e a vida, mudou depois que conheci o Carl Sagan.

    • É NÓIS BENJIRO! o/ Muito bacana ver você por aqui.

      Cara… imagina que utopia se as pessoas lessem Carl Sagan e parecem de divulgar hoaxes? Haha.

      Eu trato meus amigos de Facebook como motoristas. Divulgou hoax, pseudociência ou maluquices conspiratórias como verdades: ponto na carteira!
      Se receber pontos de mais, carteira apreendida. Isso tornou minha Timeline um ambiente muito menos estressante. Hahaha

  • Jorge Lopes

    Primeira vez que escuto essa podcast, vou deixar aqui um pouco da minha opinião pessoal. Confesso que tive que escutar mais de uma vez, porque apesar do tema abordado ter sido totalmente coeso, ser bem explicado, elucidado e dissecado de maneira muito instrutiva eu tive que admitir a minha própria pessoa que estou viciado demais em casts engraçaralhos como MRG, NC e 99 vidas, isso prejudicou minha apreciação do cast deste capitulo inicialmente, mas na segunda vez que escutei consegui entender melhor a proposta didática do scicast. Eu vou escutar os demais 87 capítulos anteriores com mais tempo para ver que outros temas foram abordados, mas ao menos posso dizer que aqui existe uma identidade própria aqui e que não tenta imitar outros podcasts apenas para ser popular. Aliais noto que existem bem poucos comentários, talvez por conta da falta de casualidade do assunto, não sei quanto aos outros tenho que escutar para ver como são, apesar de notar que durante o programa os participantes passam um bom entrosamento de cumplicidade de opiniões e de fácil entendimento a qualquer ouvinte leigo no assunto.

    Continuem o bom Trabalho tenho certeza que o reconhecimento do seu trabalho vira cedo ou tarde.

    • Obrigado Jorge e bem vindo ao SciCast. Aeeeeew o/

      Sobre os comentários, a galera é mais engajada no grupo de Facebook do que aqui. Deve ser por que grande parte dos ouvintes do SciCast escutam apenas este podcast e não tem muita cultura de comentários de Disqus. Também temos raríssimos perfis fakes que comentam aqui, o que contribue a não ter flood. O Amigos do Pause é o grupo em questão, onde os fãs divulgam ciência e fazem uma zueira bacana. O grupo tem esse nome pois os SciCasts costumam ser longos, e as vezes é saudável pausar no meio e tirar um descanso comentando lá no grupo. Definitivamente recomendo: a galera que comenta por lá tem estilo parecido com o meu e o seu; até nos assuntos mais polêmicos, como diminuição da maioridade penal, todo mundo conversa de boa, como amigo, e de forma sensata e organizada. Chega a ser bonito de ver.

      Quanto aos outros episódios, recomendo buscar os temas que gosta mais. Particularmente, eu gosto dos de Física, como As Leis da Física e Luz, e os de exploração espacial. Recomendo os episódios com Átila, Bluehand, Cardoso, e especialmente Caio Gomes. Eu gosto dos assuntos mais cabeludos, mas tem assuntos mais light também.

      Sobre os outros podcasts, a intersecção de participantes do SciCast e do Nerdcast é grande: além dos 4 citados acima, Tucano, Pirula, Eduardo Spohr, Harold Stricker, e Nick Ellis já participaram por aqui. Acho que não esqueci ninguém, mas posso ter deixado de mencionar alguma pessoa. Se eu fosse o holograma de Hari Seldon, diria que um crossover pode tardar-se ou adiantar-se, mas é invevitável.

  • Vitor Urubatan

    Vim a convite do caro senhor Lucas Bahamut.
    Bora ouvir essa parada.

  • Crow

    Esse episódio mostrou como o JN é o poser do pensamento cientifico

    • Fernando Lorenzon

      Eu gosto muito do Nerdcast, e acho o JN um grande divulgador da ciência e ficção científica, mas esses dias ele falou que é fã da Oprah. Quando o Pirulla ou o Átila for participar lá, tem que dar um puxão de orelha nele.

  • Copo de Guaravita

    POPPER GOZOU COM ESSE CAST! SEUS POSITIVISTAS!

    • inuyashagui

      Bem vindo, temos nosso primeiro zueiro aqui!

  • Vitor Urubatan

    Rsss gostei bastante do cast.
    Mais e mais tenho descoberto diversos casts maneiros.
    Como dito vim por convite do Bahamut. E agora passarei a acompanhar o trabalho de vocês. Parabéns pelo cast.

    Ai @lucasbalaminut:disqus se você ainda pensa como humano, então ainda é humano. Pelo menos eu acho… Não sei rsss.

    • inuyashagui

      Se um alien pensar com um “humano” então ele também será humano? Apesar de ter constituição física diferente? Esse é um papo até filosófico que extrapola os meandros científicos.

      • Vitor Urubatan

        Então cara estava em um brainstorm de um HQ que estou fazendo com alguns trutas. E no dia estávamos discutindo a respeito do grande vilão da história. Papo vai e papo vem e chegamos a conclusão que a personalidade e as motivações do vilão estavam humanas demais! Mas para o que havíamos projetado para o personagem é que o malandro não era um indivíduo comum. Então fazê-lo agir e pensar como humano contradizia a sua verdadeira posição na história.

        Mesmo que um alien pense como nós humanos, biologicamente ele nunca será humano. Mas se a nossa definição de sermos humanos é limitada ao nosso corpo então poderíamos criar uma nova nomenclatura para o que somos no âmbito da consciência racional na qual nos permite pensar.

        Então se o Alien pensassem como um “humano”. Eu aceitaria sua posição “racional” como um indivíduo como eu.
        O Alf por exemplo era mais humano que os próprios humanos da casa onde vivia rsss.

        • inuyashagui

          Hehehe, verdade! Vários Aliens e Robôs de filmes/séries são mais humanos que nós. Eu acho que a dificuldade de imaginarmos uma outra forma de inteligência racional é tão grande que talvez já a tenhamos encontrado e não percebemos.

  • Roger Vincoletto

    Gente, não confundam marketing multinível com esquemas pirâmide (Ponzi)… Sei que parece que não, mas são coisas diferentes…

    • O resultado final é gente esperta com muito dinheiro, gente ingênua sem dinheiro nas pontas, em qualquer um dos dois sistemas. Ou seja…

      • Roger Vincoletto

        Não, são sistemas parecidos à primeira vista mas muito diferentes, inclusive um deles é fraude e crime. Mas ok, se é sua opinião…

        • Cara, a diferença é que eles colocam um produto a ser vendido, mas o lucro mesmo vem do número de pessoas que eles trazem pro sistema, muito mais do que o que eles vendem.

          As diferenças foram ali inseridas apenas pra tentar mascarar as características de pirâmide. É límpido e cristalino. E empresas como TelexFree aprenderam isso da pior maneira.

          • Roger Vincoletto

            Cara concordo com você, isso são pirâmides, basicamente a maior parte da remuneração vêm de novas pessoas entrando no negócio, e em geral você tem que pagar ou comprar um produto mega caro pra entrar. Esses dias fiquei sabendo de um lance de uma que vende um colchão de 7.000 reais… surreal. porém empresas como Mary Kay, Herbalife e outras são diferentes, possuem ações negociadas em bolsa, são auditadas, não cobram taxa para entrar, etc. Acredite, os modelos de negocio são diferentes e nada a ver com Telexfree, BBoom e essa do colchão…

          • Se não cobram taxa pra entrar, se o valor do lucro vem diretamente de quanto a pessoa vende, sem existe auditoria pesada e principalmente se não existe gente sendo prejudicada no fim da cadeia, tá tudo lindo.

          • Você pode ter uma pirâmide mesmo sendo auditado e tendo ações na bolsa, basta mudar as caracterísitcas originais de pirâmides que são ilegais para se enquadrar na lei – foi exatamente o que Herbalife fez. O fato de ser legal não significa que não é falcatrua.

  • O programa me pareceu bastante problemático: a ciência foi elevada praticamente à condição de uma divindade (socialmente isolada, neutralizada, reificada pois fetichizada, infalível, quase messiânica).

    É difícil deixar de ler a ciência a partir de duas chaves, pelo menos: de um lado o discurso científico, de outro, a prática e produção das verdades científicas. Ainda que sejam leituras distintas, em ambos os casos trata-se da produção de formações discursivas e de processos de construção de significados, verdades e pressupostos éticos que são indissociáveis de um determinado grupo social. No entanto, tenta-se passar a impressão de que o pensamento científico seja universal: ainda que ele tenha essa pretensão, na prática ele é sujeito aos mesmos condicionamentos do pensamento religioso, do pensamento filosófico, do pensamento estético, etc. Estamos tratando, afinal de ficções: Deus, o DNA, a mecânica quântica e o universo de Carl Sagan são ficções tanto quanto quaisquer outras narrativas produzidas por seres humanos.

    Enquanto prática, a ciência é antes de tudo uma construção cultural dotada de historicidade, produzida por sujeitos concretos em condições concretas, submetidos a direcionamentos ideológicos precisos. Tais sujeitos mobilizam um discurso sujeito a condicionamentos protocolares próprios de seu círculo e submetem-se a uma ética própria. Constroem significados sobre suas práticas que são compartilhados pelos seus pares, mas não necessariamente são universais. O problema do discurso científico é justamente esta pretensão objetiva (quando ele é profundamente subjetivo), universal (quando ele é construção ocidental relativamente recente na história), etc. O resultado é um fetiche.

    A discussão não conseguiu, por causa disso tudo, avançar sobre alguns chavões próprios do universo das práticas científicas:

    1. Positivismo (ainda se insiste na ilusão de que a ciência pode gerar um futuro melhor, dotando-a de uma suposta autoridade etérea, sobre-humana);

    2. Ideologização do discurso naturalista (o começo do programa abusou da naturalização de fatos sociais, como se fosse possível falar em determinismo biológico quando tudo — inclusive este discurso — é uma construção social e discursiva);

    3. Etnocentrismo (ignora-se que a prática científica é uma entre tantas outras, sem qualquer hierarquia de valor entre elas).

    Considero extremamente perigoso o recurso a tais estratégias discursivas — especialmente quando não se tem consciência clara delas — pois o risco de promoção de qualquer forma de tecnocracia é grande (quando o caráter social e político da coisa é plenamente ignorado e o discurso científico se transforma na justificativa única para condução de mudanças sociais). E falo isso como alguém que também se incomoda com o criacionismo: posso não concordar com o criacionismo (como, de fato, não concordo), mas que direito eu tenho de desqualificar este argumento? Ou, melhor dizendo: que direito tenho eu de desqualificar a prática cultural a que estão ligados os significados sugeridos pelo criacionismo? Tanto o criacionismo quanto os argumentos científicos que se contrapõem a ele são igualmente ficções (verdades circunscritas em si mesmas).

    Enfim: valeria a pena um programa sobre filosofia da ciência, um sobre sociologia da ciência e (especialmente) um sobre antropologia da ciência (que tende a produzir uma crítica que, além de incisiva, é extremamente respeitosa, como é próprio do trabalho etnográfico). A tradição de estudos de Bruno Latour sobre o tema poderia ser bastante útil (em livros como Vida de laboratório, Ciência em ação, Nunca fomos modernos, etc), assim como toda a crítica promovida pelos foucaultianos (como a desse artigo: http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/aulas/article/viewFile/1940/1401)

    • gandralf

      E=mc2

      • Meu caro fake querido e prezado;

        #euqueroépaz

        flws brigadu dinada bju nãomeliga

        ;)

  • Rafael Antunes

    Olá.
    Um dia vou ser professor só pra passar o SCIcast como tarefa de casa!!!
    É sério, vocês dispersaram em mim o desejo de ser professor!!
    Forte abraço, continuem assim.
    #euacreditonoprometheus

  • Djevangelista Ricardo

    Pirulla no Sci-Cast? É sério isso? Vocês já foram melhores. #Decepcionado

    • Você tá falando sério ou tá sendo sarcástico?

      • Fernando Lorenzon

        Imagina quando chamarem o Marco Gomes.

      • Djevangelista Ricardo

        Estou falando sério. Porque independente de qualquer coisa o cara começa o cast dizendo: “Como criacionista no café da manhã”. Parei de ouvir aí. Liberdade de opinião OK, porém respeito também vale.

        • Não acho que ele faltou com respeito. Tem a ver com o tema do episódio, com um toque de humor.

          E, em se tratando de Criacionismo, não é questão de respeito ou não, cada um é livre pra acreditar no que quiser, mas dentro de um cast de pensamento científico, no qual falamos dos métodos de raciocínio científico, ceticismo, duvidar, avaliar evidências, é meio que esperado que o Criacionismo seja motivo de desdém, dada sua profunda falta de compromisso com a verdade, em prol de um dogma. Na dúvida, “tome um café” com o Pirulla, numa conversa numa boa sobre hipóteses sobre a origem da vida.

          • Djevangelista Ricardo

            Tranquilo Matheus! Foi um momento de desabafo. Valeu pela conversa.

          • Dica de amigo, cara: tente levar essas coisas menos a sério. Entendi seu desabafo e já estive onde você está. Esse mal estar só vai te consumir por dentro, te dar gastrite e não vai construir nada de bom pra sua vida. Tamo junto.

          • Está justamente aí a falta de respeito: o criacionismo é tido desde o princípio com desdém e desprezo. Sou ateu, mas fico realmente chateado com essa prepotência do discurso científico. Verdade objetiva, afinal, não passa de uma ilusão, pois são tão múltiplos os protocolos da “verdade” quanto são múltiplas as culturas humanas.

            O desrespeito com a coisa toda fica ainda mais evidente quando se alega que o criacionismo “não tem compromisso profundo com a verdade”. Pelo contrário! Os rituais relacionados às crenças criacionistas são justamente compromissadas com as verdades circunscritas nestas próprias crenças. (e ressalto que falo isso na condição de ateu — mas um ateu que entende que a verdade é sempre relativa às crenças e às práticas de cada sujeito ou grupo social)

            Será que o discurso científico não se desgarra do seu positivismo tão arraigado ao século XIX? Tanto Deus e sua criação quanto o Big Bang e sua criação são igualmente ficções: elas fazem igual sentido para os grupos sociais que mobilizam os respectivos discursos.

            Enfim: justamente porque gosto do podcast acho que valeria a pena, em algum momento, chamar alguém para conversar sobre tradições críticas como as de um Bruno Latour.

            Afinal, jamais fomos modernos ;)

          • Gabriel, me desculpe, mas o único propósito do criacionismo é dar uma resposta, mesmo que sem base alguma rm nada concreto.

            O episódio justamente fala da necessidade de termos o mínimo de evidência pra acreditar em alguma coisa. Se você acha mesmo que os dois são ambivalentes, você não entendeu o conceito de ceticismo e pensamento científico. Não há prepotência alguma, caso exista evidência concreta e falseavel do Criacionismo, passo a acreditar nele no mesmo instante, não é difícil dd entender, vai…

          • A não ser que você ache que a Bíblia, cobras que falam, mulher vinda da costela e um universo criado em 7 dias sejam evidências tão válidas quanto fósseis, análises geológicas e afins.

          • Tanto as crenças ligadas ao criacionismo quanto a construção da ciência (ou as práticas que se valem do discurso científico) são igualmente práticas culturais a que se associam certos sistemas da valores, certos rituais, certos protocolos. São ambas práticas que lidam igualmente com seus próprios mitos.

            Fósseis, análises genealógicas e afins são ficções iguais à mulher vinda da costela e ao universo criado em sete dias — ficções circunscritas aos sistemas de crenças e aos rituais a que elas se articulam. A natureza da ciência é uma invenção tanto quanto é a natureza criada por qualquer outra cultura.

          • Fósseis, análises genealógicas e afins são ficções iguais à mulher vinda da costela e ao universo criado em sete dias.

            Cara… fósseis são ficções? Eles não existem, é isso? Só existem nos livros de alguém que disse que viu e resolveu escrever? E daí a comunidade científica passou a acreditar, mas nunca nenhum fóssil foi encontrado, nem visto. É isso mesmo?
            Análises de solo são ficções?

            Ok né? Acho que fechamos com essa então.

          • É “ficção” no sentido de ser uma construção. Faz parte da constituição de uma narrativa, de um sistema de significados. Não possui a verdade em si mesmo, mas na relação entre o significado e o sujeito que o constrói.

            As naturezas são sempre uma ficção criada pelo homem.

          • verdade cara, não tinha pensado por esse ponto de vista.

          • gandralf

            “Não possui a verdade em si mesmo”

            E é precisamente por isso que dependem de algum apoio externo e perspectiva, por isso são submetidos a isso.

            O apoio é a evidência percebida. A perspectiva dá o poder de avaliar e decidir.

          • Comparar ciência com qualquer outro sistema de construção de significado, como religião, sem destacar que a ciência tenta se basear em evidências e experimentos, tem métodos de correção internos e se atualiza constantemento, enquanto as outras tentam se basear na fé e tem verdade fixas a incontestáveis, é no mínimo equivocado, se não de mal caráter.

            O Gabriel mostra o que a ciência e as religiões tem em comum: construção de significado. Porém, não mostra o que tem de diferente. É como se olha-se só para um lado da moeda e esquecesse do outro. De forma rebuscada, ele comete a falácia do atirador aguçado.

          • gandralf

            A turma do criacionismo trabalha ativamente na promoção da ignorância.

            É perfeitamente compreensível que quem se preocupa com divulgação científica, especialmente quem trabalha com isso, fique puto com essa turma.

            “elas fazem igual sentido para os grupos sociais que mobilizam os respectivos discursos”

            Sim. De acordo com as suas perspectivas.

            Mas não estou interessado na perspectiva de quem está feliz em promover a cura pela fé. A taxa de mortalidade infantil nestes meios é uma das trocentas evidências que me tiram deste discurso relativista paralisante.

  • gandralf

    Foi legal, mas não deu para ignorar o clima meio virjão deslumbrado.

    Faltou explorar os contrapontos e os fatores político-econômicos e culturais que estão intimamente ligados à pesquisa científica. Do jeito que foi apresentado, parece cenário idílico de um culto da busca da verdade absoluta que será revelada apenas pela deusa-ciência.

  • Estolano

    Tá aí uma coisa que sempre tive dúvida quanto à falácia da autoridade: Usar a fala de alguém para reforçar o seu argumento (um filósofo, um autor, uma pesquisa científica, etc..) é considerado uma falácia.
    Mas quando você escreve sua monografia ou tese, é EXATAMENTE isso que deve ser feito, pois segue a lei da Legitimação de conhecimento. Para poder afirmar algo, você precisa se sustentar no argumento de alguém que antecede a você e que tenha um grau maior de autoridade, ou usar dados para para discordar de alguém que antecede a você.
    E eu me pergunto: por que?

    • Não há instituição mais contraditória que a academia ;)

      Por outro lado, olhando a invenção da falácia de autoridade com cuidado, nota-se nela um desejo de tomar uma verdade etérea e abstrata (e, portanto, ilusória) como porto seguro para a construção de uma retórica contra-argumentativa que se contraponha à autoridade. Troca-se simplesmente um deus por outro.

      Isto não significa que eu esteja defendendo qualquer tipo de escolástica, mas trata-se de uma construção discursiva que talvez não seja muito diferente daquela que supostamente apela à autoridade.

      • Estolano

        Basicamente, como foi falado no final do Cast, o que torna algo falácia é a intenção dela, e não a forma como é feita. Certo?

        • Não sei se foi o que eu quis dizer, mas concordo com esta última afirmação :)

        • Errado, não foi isso que foi dito. Durante uma argumentação, qualquer ataque ao orador se encaixa no ad hominem, independete da intenção do argumentador (salvo algumas excessões de contexto). Qualquer tentativa de contra-argumento sem lógica é falaciosa.

    • Você não entendeu a falácia da autoridade. Usar a fala de alguém para reforçar o seu argumento não é a falácia da autoridade. A falácia acontece quando afirma que a autoridade é o motivo para que sua afirmação seja verdadeira.

      Exemplo de não falácia: este gráfico mostra o aumento do dólar, como previsto pelo Economista João da Silva.
      Exemplo de falácia: o dólar está subindo pois assim disse o Economista João da Silva.

      Exemplo de não falácia: Darwin mostrou como poderia funcionar a seleção natural; vemos nas análises de fóssil e do solo de sua profundidade uma provável mudança climática que corrobora este processo de seleção.
      Exemplo de falácia: não foi isso que Darwin falou, por isso você está errado.

      Exemplo de não falácia: a área deste triângulo retângulo foi calculada de acordo com esta equação, assim como Pitágoras já demonstrou.
      Exemplo de falácia: esta é a solução por que Pitágoras disse.

      Espero ter deixado claro que é válida usar o trabalho de terceiros para dar credibilidade ao seu; afinal, ninguém descobriu tudo sozinho.
      O que não é válido: dizer que o seu argumetno é verdadeiro pois uma autoridade assim o disse.
      A autoridade não pode ser a causa da veracidade de uma afirmação.

      Quanto ao argumento do Gabriel, prefere-se em retórica o argumento lógico do que o argumento da autoridade. Porém, existe uma grande diferença entre “preferir” e “endeusar”. Uma pena que ele não consiga ver a diferença entre dois dois tipos de argumentos e suas consequências.

  • Alan José

    Gostei das trilhas do Final Fantasy XD, vocês são ótimos!

  • Mateus Penna

    Muito bom o podcast, esse foi meu primeiro graças ma divulgação do Pirulla que eu já acompanho desde 2009 passarei a ouvir vcs =]

  • Glaucia Mantoan

    Parabéns meninos! Vocês fizeram uma senhora, que assistiu Cosmos com Carl Segan na TV aos domingos de manhã, muito feliz; foi numa uma era pré invasão pentencostal, onde as religiões não interferiam tanto na vida social da gente, vocês me fizeram sorrir :D

  • ThiagoDMG

    E de repente o todo poderoso Método Científico deixa de ser uma ferramenta e torna-se uma escola filosófica.

  • Panon Corvo da Tempestade

    Apenas um comentário sobre o tópico das falácias, o Pyrula chamou as falácias de “mentiras”, mas nem toda falácia é necessariamente falsa. Ela pode apenas ser irrelevante. O argumento pode ser inválido sem que ele afirme alguma falsidade.

    • Não só falamos que falácia não é necessariamente uma mentira, como eu dei a definição de falácia sem usar a palavra mentira. Eu ainda reforcei que a falácia mora na lógica, não no fato.

  • Thiago MottaFogo

    Sobre a história dos 4 dedos do Orwell, tem experimentos sobre aquisição de linguagem que mostra, por exemplo, uma imagem com 1 porca amamentando 5 porquinhos. E então perguntam às crianças se tem três porquinhos na imagem. Crianças de até cerca de 3 anos (se não me engano, posso estar errado com a idade), dizem com 100% de certeza que tem, afinal, se tem 5 tem 3. Apenas os adultos privilegiam o número exato aos números que “estão contidos” na imagem.

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