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Scicast #75: O Jesus Histórico

por em sex 03America/Sao_Paulo abr 03America/Sao_Paulo 2015 em Destaque, Scicast | 21 comentários

Scicast #75: O Jesus Histórico

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Quem foi Jesus? Quem não foi Jesus? Nesta semana o SciCast quebra o terceiro selo do Apocalipse para tratar de um assunto pra lá de polêmico, independente das circunstâncias: tiramos o véu divino e falamos tudo sobre a figura histórica de Jesus de Nazaré.

A despeito da crença cristã, a grande totalidade dos historiadores não possuem uma ideia única de quem foi o homem mencionado nos Evangelhos. Fora a Bíblia, não há muitos registros altamente confiáveis sobre quem fora o filho de carpinteiro, batizado por João e que pregou na Galileia antes de morrer sob ordem do governador romano Pôncio Pilatos. Só que isso não impediu Silmar, André, Marcelo, Matheus, Ronaldo e o convidado Daniel Araújo de tentar reconstruir os passos no nazareno sob outros olhos, sem o misticismo cristão e buscando se focar no que ele muito provavelmente disse e fez durante sua passagem pela Terra.

Saiba como era a Palestina do século I EC, entenda o cenário político do mundo na época e saiba um pouco mais sobre os mitos e histórias de outras culturas que foram absorvidos pelos cristãos: há muito de outras mitologias na história divina de Jesus, mais do que você imagina.

 

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Produção: Silmar Geremia. Coordenação: Marcelo Guaxinim. Equipe de Pauta: Matheus Silveira e Ronaldo Gogoni. Revisores: Estrela Steinkirch e Gustavo Simioni. Apresentação: Silmar Geremia. Participação: André CarvalhoMarcelo Guaxinim, Matheus Silveira e Ronaldo Gogoni. Engenharia de Som: Silmar Geremia. Edição, Sonorização e Mixagem: Silmar Geremia. Convidado Especial: Daniel Araújo. Foto da Vitrine: Pablo Rigamonti.

Comentado no episódio:

Documentário:

A Verdadeira Face de Jesus: O documentário mostra o desafio enfrentado pela equipe de artistas da computação gráfica que tentou recriar a face de Jesus em 3D. Como material de apoio, apenas um leve contorno do rosto de Jesus deixado no Santo Sudário, prejudicado pela presença de sangue, terra, manchas de água, buracos e queimaduras. Mesmo com danos em seu material, o manto sagrado foi crucial para o projeto por conter elementos em três dimensões.

Filmes:

A Vida de Brian: O filme, do grupo britânico de comédia Monty Python, conta a história de Brian, um homem da Judeia que vive uma vida paralela à de Jesus Cristo e se alia a grupos contra o domínio romano. Na segunda metade do filme, uma multidão pensa que ele é o salvador da humanidade e o seguem como um grande sábio, mas ele nunca teve a intenção de dar essa impressão e apenas se deseja ver livre de toda aquela gente. Mas Brian é um predestinado, e acaba por viver cenas bíblicas e ter que enfrentar desafios semelhantes aos do Messias (o que naturalmente são sátiras).

Jesus Cristo Superstar: musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice que rendeu uma adaptação para o cinema em 1973, dirigido por Norman Jewison. A hisxtória gira em torno do conflito entre Judas e Jesus durante a semana antes da crucificação. Embora atraiu críticas de alguns grupos religiosos, comentários para o filme ainda foram positivos. A versão cinematográfica rendeu duas indicações ao Globo de Ouro em 1974 para Ted Neeley e Carl Anderson por seus retratos de Jesus e Judas, respectivamente.

A Última Tentação de Cristo: filme norte-americano de 1988 do gênero drama, dirigido por Martin Scorsese e com roteiro de Paul Schrader. É baseado no romance homônimo de Níkos Kazantzákis, publicado em 1951. Como o romance, o filme retrata a vida de Jesus Cristo e a sua luta contra várias formas de tentação, incluindo medo, dúvida, depressão, relutância e luxúria. Isso é retratado no livro e no filme com Cristo imaginando-se envolvido em atividades sexuais, uma ideia que provocou a indignação de alguns cristãos. O filme inclui um aviso explicando que se afasta da interpretação bíblica comumente aceita da vida de Jesus, e não se baseia nos Evangelhos. No filme, Jesus resiste à “última tentação”, a de escapar da morte, ser casado e criar uma família, e do desastre que se seguiu, que teria, consequentemente, abrangido a humanidade. Nu e sangrento, Jesus grita em êxtase antes de sua morre, “Tudo está consumado!”.

Vídeos:

 

Setor de RH – Jesussátira do canal Porta dos Fundos que mostra Jesus sendo demitido de uma carpintaria pela dissonância do seu trabalho e sua conduta em relação ao que é esperado.

Jesus visita Sarah Silverman: Nesse vídeo estrelado pela comediante Sarah Silverman ela é visitada por Jesus Cristo, e é discutida a necessidade de um estado laico pelo viés da liberdade das mulheres ao dispor de seu próprio corpo (aborto).

Entrevista com Richard Dawkins: Entrevista sobre uma pesquisa a respeito de religião e atitudes sociais de cristãos britânicos.

Livros:

O Que Jesus Disse, O Que Jesus Não Disse? Quem alterou a Bíblia e porquê: Bart Ehrman mostra a história que está por trás das alterações que eclesiásticos políticos e copistas ignaros fizeram no Novo Testamento, causando um impacto enorme na compreensão e interpretação da Bíblia que temos hoje. Aqui, pela primeira vez é revelado onde e por que essas mudanças foram feitas, para que os pesquisadores possam avançar na reconstituição mais fiel possível dos termos originais do Novo Testamento.

Evangelhos Perdidos: Bart Ehrman mostra como grupos cristãos primitivos, com suas formas antigas de Cristianismo, foram esmagados, reformados ou esquecidos. Todos eles insistiam que propagavam os verdadeiros ensinamentos de Jesus e seus apóstolos, e todos possuíam escritos que confirmavam suas reivindicações. Ehrman reflete sobre as várias ‘escrituras perdidas’, resgatadas pelo trabalho arqueológico moderno – incluindo evangelhos falsos supostamente escritos por Simão Pedro, o discípulo mais próximo de Jesus, e Judas Tomé, o pretenso irmão gêmeo de Jesus.

Bíblia, Uma Biografia: Traduzido em mais de dois mil idiomas, a Bíblia é o livro mais conhecido do mundo. Calcula-se que já tenham sido vendidos mais de seis bilhões de exemplares e ninguém duvida que o conteúdo de suas páginas mudou e continua influenciando nossa história. Mas, diferente do que muitos pensam, a principal função da Bíblia, ao longo de sua demorada gestação, não foi apoiar doutrinas e crenças particulares. Isso (e muito mais) é o que nos mostra a brilhante estudiosa do pensamento religioso Karen Armstrong. A produção de uma escritura sagrada consistiu antes em atividade contínua, um processo que buscava introduzir milhares de pessoas à transcendência. Embora os autores bíblicos se contradigam, suas visões múltiplas convivem num mesmo livro. Para Karen Armstrong, este é um indício claro de que toda interpretação da Bíblia significa necessariamente abertura de espírito. Assim, ela fornece uma narrativa necessária para combater o pessimismo de nosso mundo tão cheio de conflitos.

Um Judeu Marginal, Repensando o Jesus Histórico [Volume 1] [Volume 2] [Volume 3, Livro 1]: A primeira tentativa de tratamento rigorosamente científico do Jesus histórico feita por um católico americano, o padre John P. Meier, professor da cadeira de Novo Testamento da Universidade Católica da América.

  • Zarabatanaman

    Mamilos!

  • João Paulo Simões

    Ótimo programa que toca em um tema muito espinhoso para muitos, mais concordo com o ponto de vista histórico, muitas vezes esquecemos ou somos levados desde jovens a não questionar um livro tido como sagrado por muitos.

    E sem duvida alguma existem muitos questionamentos a serem feitos, não duvido que Jesus tenha existido, porém a historia passou por tantas mãos que se torna complicado sabe o que é verdade o que é mito, basta o simples exemplo da bíblia, escrita e compilada por homens, livros escolhidos a dedo por Constantino, que era pagão, se converteu para a religião do exercito, para por assim influenciar da forma que achasse melhor.

    Nem mesmo os livros dos profetas foram escritos pelos mesmos, e sim seguidores ou escribas, como se saber se foi escrito o que de fato foi dito.

    “A religião é o ópio do povo”
    Karl Marx

    “Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado”
    George Orwell

    Vídeo interessante sobre os “Livros Perdidos”, que em minha opinião seria um programa a parte.

    https://www.youtube.com/watch?v=FWF4br_49fs

    • Flávio Aguiar

      Deixa eu compreender: Você não confia nos livros canônicos porque eles passaram por várias mãos durante anos, mas indica um documentário que fala de evangelhos apócrifos que, na maioria esmagadora, foram escritos 100 a 150 anos depois dos canônicos, com influência de outras crenças, como o Gnosticismo, é isso mesmo? (:

      • João Paulo Simões

        Não confio em nenhum deles, apenas citei o documento a fim de demonstrar o quão dúbia é a crença em qualquer destes livros ditos como sagrados… Estes para mim são tão verdadeiros, quanto os canônicos, e tão verdadeiros quanto uma nota de 3 reais…

        Somente me chama o fato de alguns as pessoas aceitarem como santos e outros não, sendo que tem a mesma origem, somente não eram convenientes no momento em que foram escolhidos ou não estavam a disposição, mais obrigado por responder.

        • Flávio Aguiar

          Eu entendo o seu ponto de vista. O fato dos cristãos considerarem sagrados os livros canônicos ou não, isso não é a questão. O problema é que o seu discurso renega os dados históricos, e até mesmo a própria história da confecção da Bíblia, qualquer doutor em História antiga iria dar risada desses argumentos. Os livros não foram “escolhidos” a dedo como dá a entender quando você fala. Eles já eram aceitos de 150 a 200 anos ANTES de Constantino. O que aconteceu foi que muitos grupos gnosticos, que tinham um outro objetivo, estavam escrevendo, cada vez mais, “evangelhos” sem nexo com os que JÁ ERAM CONHECIDOS e aceitos a muito tempo, à saber Matheus, Marcos, Lucas e João. Os livros apócrifos tem sim valor histórico, exatamente para compreender o que pensavam esses grupos gnósticos-cristãos, somente. O fato de considerar sagrado os que entraram na Bíblia, isso realmente não vem ao caso. Mas negligenciar a História em si, que é uma ciência, aí já é covardia. Muitos livros mereciam estar na Bíblia, os escritos do Pastor de Hermas, a Didaquê. Entretanto, por motivos políticos por parte dos bispos das comunidades cristãs, e Não De CONSTANTINO, eles não entraram no Canône. Quase toda a Bíblia já era aceita e usada nas comunidades cristãs desde o final do primeiro século (ano 100), o que constantino fez foi somente tornar oficial.

          Leia A História do movimento Cristão mundial – Scott W. Sunquist, muito bom.

          História social do proto-cristianismo – Ekkehard W. Stegemann

          Abraços brother (;

  • Pablo Neves

    Êe, trouxeram a fala no final de volta! E a referência a Prometheus não saiu no programa…

  • Andrey Santiago

    mamilos²

  • K’ Keystone Herbett

    Ótimo episódio! Bem que podiam fazer mais programas do gênero, já que além do filho de Pandera, ops… de Deus, outras figuras bem importante do passado também tem suas existências inconclusivas.

  • Carlos Costa

    Olá! Mais uma vez, parabéns pelo cast! Sou ateu e tenho dúvidas sobre a existência de Jesus, conforme descrito da bíblia. Não nego que as mensagens deixadas são ótimas para se manter um bom convívio social. Só quero chamar atenção para o fato de que, NA MINHA OPINIÃO, as pessoas não precisam da religião para manter boas relações. As mensagens foram criadas pelo homem, logo o homem capaz de viver com base solidária, mas nem todos querem viver assim…Só quero rejeitar o que muitos religiosos alegam, que eles possuem o monopólio da moralidade e que o homem é incapaz de ser Moral sem ser religioso. Abraços!!

  • Daniel Lopes

    Olá Amigos do Pause, venho elogia a iniciativa e o ótimo programa e parabenizar pela coragem.

    Gostaria de fazer umas curiosidades sobre o tema Tratado.

    O fato de Jesus ter nascido em Belém se deve à profecia que o Messias nasceria na terra de Davi, e José deveria se apresentar ao Censo romano, pois o censo obrigaria todo chefe de família se apresentar em sua terra natal. Quirino,o governador que segundo Lucas ordenara o censo, só governou a região a partir de 6 depois de Cristo, quando Jesus já teria entre dez e doze anos de idade. Ao contrário do que pensava Lucas, Quirino não foi contemporâneo de Herodes, o Grande, aquele que teria mandado matar as criancinhas numa tentativa de assassinar Jesus. Não houve censo romano na época do nascimento de Jesus. Além disso, segundo o historiador inglês Robin Lane Fox, não é verdade que os chefes de família tinham que se apresentar ao censo em seu local de nascimento: cada um era recenseado onde vivia, onde tinha propriedades, onde ganhava o seu sustento. José seria recenseado, por conseguinte, em Nazaré, e não em Belém. Por fim, os romanos não realizavam censos em regiões de governo autônomo, como a Galiléia, terra de José e Maria. Os habitantes de tais regiões não pagavam impostos diretamente a Roma, mas ao governo regional, que, por sua vez, pagava tributos a Roma. O objetivo dos censos romanos era exclusivamente tributário, e o Império só fazia censos onde recolhia os tributos diretamente.
    Se as razões apontadas pela Bíblia para Jesus ter nascido em Belém estão erradas, pode-se concluir com boa margem de segurança, que também é falso seu nascimento naquele local.

    Outra coisa que gostaria de dizer é que A Tradução sobre Maria ser “Jovem Moça” está correta, afinal Jovem moça = Jovem Virgem, vale lembrar que moça significa Virgem. Outras coisas que podem comprovar a virgindade de Maria no Mito de Jesus é que Tantos nos escritos hebreus e nos do Alcorão diz que Maria era virginal e que Tantos estes escritos hebraicos quanto o Alcorão é em idioma natal, não sofrendo alteração de tradução. … Sem falar que o fato dela ser virgem casa certinho com a colcha de retalhos do nascimento dos “Iluminados” (Mitra, Buda, Hórus, etc…).

    O Pesquisador americano Joseph Atwill, levou a tese de que o mito de Jesus foi baseado nos trabalhos de Tito. Muitas passagens de Jesus casam claramente com a campanha militar de Tito e comparando o relato de Flavio Josefo sobre Tito, pode-se ver claramente semelhanças entre o Novo testamento e os evangelhos. Porém, acho que esta teoria se casa mais com um dos ro,mances do Dan Brown.

    Adorei o episódio e já espalhei a palavra, propaguei a boa nova: “Bem aventurados aqueles que acham a ciência divertida, pois eles serão a luz na escuridão….. amém”.

    Daniel Lopes, 33
    Belo Horizonte

  • Isaac Nicacio

    Parabéns Scicaster! Esse episódio foi maravilhoso, lindo. Deve ter sido umas das discussões mais sóbrias, respespeitosas e justas. Admiro vocês pela coragem de tratar do trema.
    Só tenho duas críticas ao programa:
    1)vocês não citaram prometheus no episódio, o que é triste porque já praticamente virou tradição, eu fico quase esperando qual vai ser o link da vez; hahahaha
    2) queria que tivesse uma versão alternativa do episódio com as piadas cortadas. Fiquei muito curioso… :p
    Continuem com o excelente trabalho de tornar a ciência divertida para todos nós!

  • Impressão minha ou o Silmar usou a trilha de Halo no programa? kkkk
    Ainda estou ouvindo, depois volto pra complementar o comentário!!!

  • Bebê gigante

    Tenho medo de expressar minha opinião e ser crucificado.

  • IsaiasGO

    Escutei o scicast sobre Jesus. Gostei muito, principalmente a forma tolerante de encarar o assunto.

    Foi muito legal, apenas uns poucos detalhes passaram despercebidos.

    -Jesus era Nazareno e não Nazireu ou de uma seita de nazarenos.

    Nazareno era apenas um gentílico para alguém nascido em Nazaré. Nazireu era alguém que fizera um voto de consagração por um tempo ou por toda a vida. Uma das obrigações do nazireado era não cortar os cabelos. Sansão era nazireu.

    -A primeira revolta judaica contra Roma ocorreu em 70 d.C., mas ela não foi a última como dito. Houve outra no segundo século, essa sim “definitiva”, liderada por um homem que foi aclamado como Messias, aqui está a piada que faltou, Bar Cochba, que significa “Filho da Estrela”.

    Num próximo programa vocês podem falar da relação de Jesus com os Essênios, com a apocalíptica e com os pregadores itinerantes do primeiro século.

    No mais ficou ótimo!

  • Queridos! Sou programador e professor de programação e ouvi o Scicast sobre Jesus e apesar de não compartilhar com todas as visões e opiniões expostas, gostei e vou recomendar para outros ouvintes. Acredito que a parte histórica faz muito sentido e penso ser bem pertinente. Tem um livro que acredito contribuir com a suas visões, mas além disso também chamado: Cartas de Cristo (http://www.cartasdecristobrasil.com.br/). No mais estão de parabéns e já assinei o podcast. Vida longa e próspera a todos!

  • Aslanterna Verde

    Aproveito esse Scicast de história para sugerir um que tvz o pessoal reclame por não ser bem de ciência. Mas seria tanto quanto esse, se bem conduzido e tecido: A História do Conhecimento Científico. Talvez não coubesse em um cast só (nem dois, e tavlez nem três), e falar sobre a quebra da visão mítica em detrimento ao nascer da filosofia, lá com os pré-socráticos. As raízes da ciência plantadas por Aristóteles, que foram uma faca de dois gumes ao desenvolvimento científico, grandiosas como base primordial, mas se tornaram um vício quase dogmático, onde contestação foi considerada heresia por séculos. A ciência e filosofia oriental, que possibilitaram o oriente se desenvolver muito mais que o ocidente, quando esse teve sua filosofia e ciência coagidas pelo poder da Igreja Medieval. Como as grandes navegações fomentaram o movimento renascentista, e como isso permitiu ao homem construir as bases para se reencontrar como um construtor de conhecimento, e possibilitar as bases que levaram a Bacon, Descartes, dentre outros construírem as bases da ciência moderna. Esta em si, como surgiu, e como mudou a forma de encarar o mundo, trazendo revoluções à sociedade. E como foi se transformando no decorrer dos anos, e séculos, trazendo revoluções científicas, industriais, e conhecimentos que permitiram que o homem vivesse mais, tivesse maior conforto, mas… que fomentaram criativas e demasiado perversas armas para matar mais e de forma mais efetiva….

    Bem, acho que pro início cabe como convidados pessoas acostumadas com essa interface mito/filosofia/ciência, e acho que uma parceria, ou até um episódio crossover entre vocês e o pessoal do Mitografias cabe bem. Para esse início, e para os próximos, alguma pessoa entendida de História e Filosofia das Ciências cabe. Vocês não sabem como contribuição da História da Ciência pode ser tão transformadora para se entender de fato o que é ciência, o que é pensamento científico. Assim como permite aprender a respeitar seu valor, e compreender que o que foi ciência há 2000 anos atrás NÃO é o que era há 500 anos, que NÃO é o que era na época de Descartes/Kant, que não é o que é hoje. Mas depende, e guarda as conquistas de cada uma dessas ciências, pois é um eterno constructo, que se aperfeiçoa constantemente…

    Acho um bom tema. Seria uma preparação para um futuro cast falando sobre perseguições científicas e o Clero. O porquê foram tão traumáticas à ciência, e o porquê tememos tanto um retrocesso, quando o fundamentalismo se torna intransigente. Mostrar que o inimigo não é bem a crença, e sim a manipulação dela pelo homem com poder no Estado, que, vendo na ciência uma ameaça ao seu poder, a impediu de crescer…

    Escrevi demais, valeria enviar num e-mail, mas se tiver algum outro ouvinte que aprove a ideia e a endosse, acho que vale muito a pena como episódios de altíssimo valor para o Scicast, em sua missão de popularizar ciência. Principalmente pelo fato de História da Ciência só ser aprendida de verdade em Universidades e… Ainda muitíssimo restrita entre os proprios estudantes de ciências, que têm de assistir aulas de pós graduação, enfrentar aquela eletiva nebulosa do Instituto de Filosofia da Universidade, ou meter a cara nos livros, e aprender uma linguagem difícil até para esse mesmo, para aprenderem…

    Valeeeu pessoal!!!

  • Caroline Teixeira

    Qual é o nome do livro citado do podcast que é de comédia contado sobre o ponto de vista de uma amigo de jesus?

    • O Cordeiro de Christopher Moore.

  • ThiagoDMG

    Quer dizer q o êxodo NÃO aconteceu, mas Nero PODE ter traçado fogo em Roma ou não, já que “vai que encontrem um pergaminho daqui a alguns anos”, e “a história não é una ciência exata”. Medidas e pesos diferentes conforme se apromixam ou se distanciam de nossas crenças. Kkkk

  • Ivani Medina

    Por que essa história continua na penumbra? Não devia ser
    assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e
    não com ideias, é possível outra conclusão. http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

  • Zéca Moura

    Seria foda um scicast de maomé histórico, mas não sei se vcs teriam coragem

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