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SciCast #218: Relatividade

por em sex 29America/Sao_Paulo set 29America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 64 comentários

SciCast #218: Relatividade

Preparem seus miolos! Nosso time de física voltou! E com um tema não mais simples que os outros, porém sempre abordado com muita didática, exemplos e aprofundamento! Veja a beleza e genialidade desse mundo relativístico e se encante com a natureza.

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

Arte da Capa:


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Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo GuaxinimEdição: Talk’ nCastEquipe de Pauta/Gravação: Roberto Pena, Armando Fernandes, Bruno Gallas e Felipe Queiroz  Vitrine: Jânio Garcia (Portfólio • Instagram)


Material Complementar:

 

  1. S. T. Pires, Evolução das Idéias da Física, 2a edição, Livraria da Física, 2011.
  2. Caruso e V. Oguri, Física Moderna: Origens Clássicas e Fundamentos Quânticos, 2a reimpressão, Editora Elsevier, 2006.  

The fundamentals of space-time: Part 1 – Andrew Pontzen and Tom Whyntie

The fundamentals of space-time: Part 2 – Andrew Pontzen and Tom Whyntie

  • Kiefer Kawakami

    Meus olhos brilham!!!

  • Jonathan Rocha
    • É daí que tiraram o som de mind blown da vinheta? Eu tô tentando achar o vídeo disso, mas até agora não tive êxito. #ajuda

      • Celso Rosa

        Puts, eu conhecia o gif mas não conhecia o vídeo original. Tava entendendo nada o que era aquela vinheta no pod… rs

    • João Paulo

      Esses sons me lembram meu irmão brincando de lutinha com os bonequinhos do Dragon Ball dele. kkkk

  • O escritor randômico

    Conclusão: Somos pósitrons de outro universo 😂.
    Brincadeiras a parte, não há paradoxos, pois a natureza do espaço-tempo “quebra” estes paradoxos com o retorno ao estado original da matéria. E se ela for abrupta isto é resolvido (como diria Sheldon Cooper) com “dilaceração e morte”.
    Tá tudo certo o que eu falei?
    Abraços e parabéns pelo cast!

    • Não entendi o que você quis dizer com “retorno ao estado original da matéria”. Mas gosto de “dilaceração e morte” como forma do universo resolver seus paradoxos.

      • O escritor randômico

        Energia?

  • Allan.’.

    Excelente cast….rachei quando o guaxa mandou “dois carros lado a lado a 80 km/h” kkkkk timing é tudo.
    abraços!

  • André Miola Bueno

    aquele momento q o seu coração se aquece…

    #scicastdefisica

  • Luan Muller

    Esses dias eu cheguei atrasado na aula, ai a diretora perguntou onde eu estava, e eu respondi: “”Eu nao cheguei atrasado, tempo é relativo.”

  • Celso Rosa

    Nada a ver isso que vcs falaram sobre o Flash!!! Todo mundo sabe que a Força de Aceleração o protege desses efeitos relativísticos! rs

  • Maurílio Leite
  • Ow, vcs são fodas pra caralho! õ/ Acho que esse ano é a terceira vez que vcs desbancam meu cast favorito, q dessa vez era o #210. Sensacional! To ansioso para o próximo cast dessa novela sem fim! Mais uma vez meus parabéns e muito obrigado por esse cast FODA! :D

  • Mozart Carvalho

    Ótimo cast, já tô na espera do próximo!!! Tava pensando aqui, se o flash soubesse dosar a velocidade dele abaixo e acima da luz talvez não chegasse centenas de anos depois, já que enquanto estivesse abaixo da velocidade da luz o tempo passaria devagar, e acima da velocidade da luz ele voltaria no tempo certo, chegando no exato momento que ele quisesse.

    • Bruno Gallas

      Viu? Mais um motivo pra alguém (e o Flash) aprender Física!

  • Rodrigo Braga

    Senhores, joinha pra vocês!
    Gostaria de entender se essa explicação da escada chocando-se contra a porta é a mesma explicação da barra caindo aos poucos no paradoxo desse vídeo:
    https://youtu.be/Mi0dCqnCMSs
    Abraços

    • Venozmat

      É a mesma explicação sim. A informação que não passa acima da velocidade da luz.

  • Natan Vivo

    Uma coisa que eu quebrava a cabeça pensando antigamente era porque a velocidade da luz seria o limite. O que tem de especial na luz? Porque a luz e não outra partícula sem massa? O jeito simples de entender isso é que a luz na verdade não é o limite, a luz obedece o limite imposto pelo universo. A luz foi só a coisa mais “visível”, ou “de fácil acesso” que se tinha pra medir essa velocidade, e ela ganhou a fama.

    É como uma via de 80km/h e o celta e o carro pica, os dois a 80. Podemos dizer que nada é mais rápido que o carro pica. Mas na realidade o celta também está exatamente a 80 por hora. Poderiamos ter dito igualmente que nada corre mais que um celta 2012, mas “nada corre mais que um carro pica” acabou ganhando a fama. No fundo, nada muda o fato de que o limite é imposto pela via, e se as placas fossem de 120kmh, ambos passariam dos 80 facilmente.

    Agora, um celta e um carro pica, ambos a 1c lado a lado, um olha pro outro. Do referencial de cada um, eles ficam lado a lado? =)

  • Dênison Knob

    O Flash não tinha que chegar rapidão no banco, mas ‘200’ anos mais velho?
    Ou vocês tão dizendo que quanto mais rápido (velocidade) ele se deslocar, mais ele demora pra ir do ponto A ao ponto B?

    • Natan Vivo

      Não é que ele demora mais. É que quanto mais perto você chega da velocidade da luz, mais lento o tempo corre pra você, consequentemente mais rapido o tempo corre “la fora”.

      A acelerada de flash a quase a velocidade da luz faz com que anos se passem enquanto ele so levou 1 segundo. Ele nao envelhece 200 anos, so 1 segundo. O resto do planeta que esta 200 anos a frente. Teria que estar muuuito próximo da velocidade da luz, mas é o flash ne…

      • O exemplo do flash não é muito bom porque ele precisa ser olhado pela relatividade geral, que lida com referenciais acelerados. Dependendo de quão rápida for a aceleração do flash para chegar na velocidade da luz, maior seria a diferença nos tempos. Mas ele não teria como chegar mais tarde do que alguém numa velocidade mais lenta chegaria, isso seria um contrasenso.

  • Darley Santos

    Relatividade… Eu expus meu órgãos auditivos à informação sensorial proveniente de vosso cast, digo, eu escutei o cast de vocês, e agora fico na esperança de que essa informação se sedimente e decante em algum momento… Por enquanto, não sei a rigor onde estou, muito menos a quanto tempo…

  • Arthur Accioly Pereira

    Se eu senti uma imensa necessidade de escutar esse cast umas 3 vezes mais isso significa que eu sou burro?

    “pouaaaaaaaaa” “pououaaaaaaa” “pxupuaaaaáaaa”

  • Raphael Almeida

    Excelente o cast! Realmente não ficou muuuuuito simples de entender como nos foi avisado logo de início, mas o assunto NÃO é trivial, não é intuitivo e ainda vai de encontro a física newtoniana que estamos tão acostumados (quer dizer, digo por mim e
    por aqueles que só estudam física no colégio pq foi sugado por ciências humanas). Então, dado tudo isso, vcs ainda assim conseguiram passar a mensagem. Parabéns :)

    Ps: o som do mindblowing ficou MUITO irritante como “vinheta”. Affe!!! Coitados de nós que ouvirmos cast lavando a louça hahhahaha dava nem pra tirar o fone na hora dessa p*rra

  • Luiz Almeida
  • Brenno Zanandrea

    Nobres cientistas, como no exemplo no meio do cast, a causa do “bug” temporal seria de alguém estar vendo a nave com diferença de 0.4×300000 da velocidade da luz? A luz para um observador externo estaria correndo com diferença de 0.4×300000 em relação à nave? Isso não faria com que a luz demorasse mais a chegar na nave?
    Agradeço desde já!

    • Bruno Gallas

      Oi, Brenno
      Não, a luz levaria o tempo igual ao se o observador estivesse parado, pois a velocidade dela independe do referencial. A velocidade é constante (sempre a mesma) e invariável (não varia com mudança de referencial).

      • Brenno Zanandrea

        E se o referencial fosse a própria luz, um raio de luz “vê” outro parado? E a minha pergunta se referia ao observador externo em relação à nave e ao raio de luz, a diferença de velocidade entre eles seria, ainda assim, 300 000km/s?

        • A luz sempre está a voando a C para qualquer referencial inercial. Seja um observador dentro da nave, fora da nave, ou outro raio de luz.

          • Brenno Zanandrea

            E pra ela mesmo? A luz está parada em relação a ela mesma?

          • Sim. Vc sempre está parado em relação a vc mesmo. Incluindo a luz.

          • Brenno Zanandrea

            Obrigado, mas isso é um postulado assumido ou se prova matematicamente que ela esta parada em relação a ela mesma?

          • Oi Brenno, eu estava tentando evitar entrar nos pormenores, mas creio que você merece uma explicação mais rebuscada.
            Primeiro de tudo, referenciais são construções artificiais, então eu posso em princípio criar qualquer referencial com qualquer propriedade que eu quiser. Mesmo q fisicamente não seja factível.
            Existe um referencial chamado de referencial próprio ou referencial de repouso (rest frame) no qual uma partícula está sempre parada. Neste referencial, se ela medir sua massa, teremos a chamada massa de repouso.
            Quando se aplica isso para os fótons se obtém massa de repouso 0.
            Porém, esse referencial não tem sentido físico justamente pela contradição de que a luz se move a c em qualquer referencial inercial. É apenas um artifício matemático.
            Por isso que muitos físicos têm problemas em assumir esses referenciais. A abordagem melhor hoje em dia é definir massa de repouso como sendo o quadrado do seu quadrivetor energia-momento, que é um invariante e pode ser calculado em qualquer referencial. Assim, os físicos não precisam lidar com esses referenciais que não tem sentido físico.
            Então, respondendo à sua pergunta do ponto de vista matemático, posso definir um referencial com qualquer propriedade, mas fisicamente falando não se pode criar um referencial que viaje à velocidade da luz.

          • Brenno Zanandrea

            Ok, entendi. Obrigado por dedicar um pouco do seu nobre tempo me explicando dessa maneira didática.

          • Brenno Zanandrea

            To me sentindo chato até de tanto perguntar, mas vamos lá. Dois raios de luz, ambos a 300.000km/s, paralelos, um vai ficar do lado do outro(parado ou algo assim)? (Considerando o observador como a luz)

          • Depende, um deles é um raio pica?

            Respondendo de verdade:
            Em relação a um observador de fora os dois raios caminham juntos.
            Em relação a um dos raios, o outro passa voando por ele a c.
            Claro q ter um referencial viajando a c já é uma construção q não tem sentido físico.

  • Marco Serusi

    Adorei o epidodio gente :) escutei o episódio 5 vezes mais ainda acho que vou precisar umas 3 o 4.. a minha cabeça ficou explotada 💣🎆muitas vezes, entendi muita coisas novas mais ainda no sei o que é ese negócio do carro pica 😂

    um patrono Italiano perdido na relatividade

    • Eu também não sei o que é um carro pica Marco, então estamos na mesma rs.
      Mas se eu puder te ajudar com outras dúvidas, será um prazer ;)

  • Alice De Holanda

    Nunca tinha me animado a fazer comentários nos podcasts todos que acompanho, são muitos, mas hoje eu p r e c i s o dizer que esse episódio foi incrível!!! Incrível!!! Incrível!!! Eu entendi o que vocês explicaram!! Estou em estado epifânico! Obrigada!!! Nunca a física fez parte da minha vida, porque na escola era só calculo e eu não sou capaz de calcular, e sempre sofri muito, e sempre foi muito ruim, sempre odiei a física, sempre achei tudo sem sentido, até hoje. Valeu galera!

    • É realmente uma pena que os professores não consigam despertar o interesse dos alunos nos assuntos de física. Eles tem todo um universo para explorar e ficam apenas tentando socar fórmulas prontas. É muito triste isso, acabam com a curiosidade dos alunos em desbravar o universo.

  • Aninhanc

    A viagem à marte foi a melhor explicação da relatividade que vi até agora! Fiquei de queixo caído!!
    Ah, e o podcast vai ficar salvo para ser escutado muitas outras vezes.

  • Tiago G. Rocha

    Pessoal faz piada com o cara do éter e acredita em tudo que a mecânica quântica fala, que engraçado.

    • Não existe acreditar na física. Existem diversas hipóteses, diversas teorias. As que melhor explicam a realidade sobrevivem, as que menos explicam vão sendo deixadas de lado. Mas qualquer cientista razoável sabe que a teoria não é a própria realidade. Infelizmente as pessoas as vezes se apegam tanto ao modelo que acabam esquecendo da realidade, como foi o caso de éter. Somos passíveis a essas paixões, claro, humanos.

  • Anderson Couto

    Olá pessoas, novamente PARABÉNS pela “BIG AULA”. A forma que vocês explicam a física me deixa mais apaixonado e entusiasmado a aprender mais e mais sobre esta ciência. Sou desenhista projetista e passo o dia em frente ao computador, projetando e desenhando e agradeço a vocês porque estou deixando de interagir com os colegas de trabalho para ficar “aprendendo” com o Sciscat, não me arrependo, a vida é muito curta para trocar informações sobre assuntos idiotas (o que rola aqui na sala). Parabéns e estou tentando me tornar um patrono, vou ajudar a ciência a continuar divertida e deliciosa, principalmente a Física.

  • DIOGO

    o que foi isso fodaaaaaaaaaaa ,acompanhei esse episodio colocando as formulas no caderno desenhando , pensei que ia enlouquecer

  • micHELLe

    Que podcast maravilhooooso! Já virou meu episódio favorito! <3

  • Dalton Lima

    Se o tempo está parado para a luz devido sua velocidade, ela não deveria ser onipresente?

  • Gabriel Belttrão

    Alguém sabe de qual artigo saiu a hipótese do positron viajar a uma velocidade maior que a da luz? Que é dito no final do cast

    • A ideia original veio do Feynman neste artigo (mas parece que o Ernst Stueckelberg já havia pensado sobre isso): https://journals.aps.org/pr/abstract/10.1103/PhysRev.76.749
      Para a aritmética das integrais de linha do Feynman, poderia-se abrir mão do tempo fluindo em apenas uma direção, e poderia-se pensar o pósitron sendo o elétron viajando para trás no tempo.
      Outras pessoas fizeram a correlação da viagem para trás no tempo com partículas que se movem mais rápido que a luz. Esse artigo explora a geração de antimatéria por esses processos: https://arxiv.org/ftp/physics/papers/0601/0601066.pdf

      • Pena, fora do cone de luz é possível mover-se pra frente e pra trás no tempo, desde que os intervalos sejam do tipo espaço. Isso é relatividade especial básica.

        Além disso, antipartículas se movem pra trás no tempo mas permanecerem dentro o cone de luz por uma razão muito simples: Causalidade. Capítulo 5 do livro do Steven Weinberg, Quantum Theory of Fields tem uma subseção só pra isso: Causality Requires Antiparticles. Outra capítulo util é o 3, seção 3.4 livro do Michil Kaku (ele já escreveu livros descentes) Quantum Field Theory.

        Dá pra escrever um artigo completo só corrigindo essa referência que você citou. Mas logo de cara dá pra saber porque esse artigo está completamente errado: Mecânica Quântica relativśitica necessariamente requer a existência de campos. Capítulo 1 de Tom Banks, Modern Quantum Field Theory tem uma explicação muito simples porque não se pode simplesmente acelerar uma partícula perto da velocidade da luz e tentar fazer física apenas com partículas pontuais, não funciona cara, partículas são necessariamente criadas e destruídas a todo o tempo. Finalmente, essa conjectura sobre o tunelamento e a conjectura de que todas as regiões no cone de luz mostram que o autor do artigo nunca passou por perto de um texto moderno de física.

        Além disso, essa interpretação dos táquions é muito antiga, talvez de pouco depois de 1905, embora esse nome deve ser mais moderno. Do ponto de vista moderno, veja o capítulo 10 do livro do Kaku que cites, táquions são partículas cujo vácuo é instável, apenas uma expansão no “lugar” errado, algumas vezes dá pra se arrumar, tipo no caso dos campos de Higgs (que é taquionico antes de sua condensação), mas em outras vezes, esse campo é doente, tipo na teoria bosonicas de cordas.

        P.S. Já tinha mandado um email com uma versão estendida desses meus comentários.

        • Oi Thiago. Eu respondi seu e-mail, o Tarik não encaminhou?

          Como eu disse no e-mail, táquions são partículas hipotéticas e existem várias abordagens para descrevê-los. Estamos falando de uma física ainda muito aberta. O caminho que você mostra sobre a formulação dos taquions não é único, e mesmo nessa linha existem variantes. Fora isso, o cast tratou desse assunto de taquions e anti-materia de uma maneira bem en passant, não era o assunto principal, apenas como uma curiosidade sobre a questão dos limites da luz, e o exemplo de anti-materia foi uma mera ilustração.
          A despeito disso tudo, essas teorias não são minhas e meu papel aqui não é de ficar discutindo academicamente esse assunto, tentado defendê-lo ou refutá-lo. Eu sei que o Feynman criou essa hipótese em 1949, e outras pessoas exploraram-na mais a fundo. Assim como o Mar de Dirac não é hoje a explicação mais vigente para o modelo de criação de anti-particula, ele foi citado no cast de quântica como um exemplo de modelo. Entenda que não estamos no meio acadêmico aqui, sao objetivos bem diferentes. Principalmente em se tratando de partículas hipotéticas como os taquions cuja formulação é bastante aberta (existem aquelas com taquions massivos, outros com massa imaginaria, por exemplo).
          Abs

          • Pena, meu ponto não é nem de longe acadêmico, as citações foram apenas pra mostrar que você não precisa acreditar no que eu disse, acredite nos livros textos. Usando academicismos seria muito mais simples provar que pósitrons não são taquions.

            Mas o meu argumento é simples: por definições puras, simples, tradicionais e conhecidas a mais de 50 anos, táquions são uma coisa, anti-partículas outras. As referências são apenas pra dizer: “olha cara, esses argumentos estão em livros textos clássicos em qualquer curso”

            Existe um conjunto básico de ideias que alguns físicos seguem antes de conversar sobre esses dois tópicos: O modelo padrão de partículas elementares (MP), e dentro do modelo padrão, taquions e antipartículas são, sim, assuntos fechados, bem definidos e diferentes.

            Baseado nesses argumentos (os livros textos que usei como referência) eu tentei te convencer sobre esses pontos.

            Essas ideias que você apresentou existem apenas fora do MP e obviamente são opostas a definições básicas dessa teoria. Caso você queira insistir nesse ponto, ok, não me pronuncio mais sobre isso.

            Acho que tentar expandir um modelo de sucesso como o MP é perfeitamente científico. Mas criar ideias opostas a um modelo de sucesso, é algo meio estúpido: seria tipo você dizer que Einstein está errado e que vai criar uma teoria melhor. Em certo sentido é isso que está sendo feito aqui, só que ao invés de Einstein, são dezenas de outros grandes físico. Dado os mais de 50 anos de sucesso do modelo padrão, me reservo o direito de achar não científica qualquer idéia que assuma em algum ponto que o modelo padrão está errado.

          • Oi Thiago, mal a demora em responder.
            Eu acho que a conversa está indo para um ponto onde não está mais havendo avanços, estamos nos repetindo.
            Vou responder os pontos novos trazidos por você aqui, mas me baseado pelas suas afirmações categóricas, creio que não surtirão alguma ressonância em você.
            Resumindo a questão:
            – Eu mencionei por cima que existem abordagens em que a própria antimatéria poderia ser pensada como partículas voando mais rápido que a luz. Não são minhas essas afirmações e o cast não tinha nada a ver com isso. Foi apenas um exemplo ilustrando como existem questões mais abrangentes sobre o assunto.
            – Você disse que essa abordagem está categoricamente errada e que o assunto táquions e Anti-matéria é página virada na física moderna, segundo o modelo padrão. Disse ainda que “qualquer ideia que assuma em algum ponto que o modelo padrão está errado” você considera como não científica.
            Eu descordo de você em alguns níveis:
            1) Táquion é um termo genérico de uma partícula hipotética. Embora a TQC utilize campos taquiônicos de uma maneira bem definida, que contém massa imaginária, são ainda um termo aberto de partículas hipotéticas, dependendo do contexto onde é empregado.
            2) A realidade não é o modelo padrão (nem nenhum modelo). O modelo é uma analogia da realidade, que funciona dentro de certos limites (tal qual uma analogia). Existem pontos nos quais a realidade pode fugir do modelo, e existem outras analogias que podem funcionar igualmente para explicar a mesma realidade.
            Eu não sou nenhum idiota de achar que o MP não funciona. Mas a sua frase de que vc “não considera científica qualquer ideia que assuma em algum que o MP está errado”essa sim é uma frase nada científica. Esse é justamente o perigo do dogma, quando o modelo se torna mais importante que a realidade. A abordagem científica é duvidar sempre, é poder questionar tudo, é poder assumir que mesmo coisas mais óbvias podem estar erradas. É como se vc virasse para Einstein e falasse: eu não aceito nenhuma ideia que diga que a física newtoniana esteja errada, ou que diga que tempo e espaço não são absolutos. Essa frase é a antítese do que eu sou.
            Não apenas de mim. Existe muita física sendo feita além do modelo padrão, até porque o modelo padrão tem vários problemas. Meu mestrado em física de partícula foi justamente explorando uma realidade com dimensões extras compactas com simetria toroidal para tentar achar um fator de decaimento da força gravitacional que explicasse as energias observadas na quebra de simetria. Teorias de Cordas parte de outros pressupostos, é uma outra analogia.
            Embora eu ache lindo que o MP funcione muito bem dentro de uma região grande de energias, eu sei que existem muito ainda para resolver. Quando estamos falando de juntar relatividade com quantica encontramos diversos desafios em aberto. Em especial, estamos apenas arranhando ainda as questões de ondas superluminais. O MP pode tranquilamente falhar em limites como esse e precisarmos de novos modelos para lidar com isso. Mas não estou nem falando disso quando cito a analogia das anti-partículas como táquions. Eu estou apenas usando a analogia de que, pelas simetrias CPT poderia-se mudar a referência de tempo, carga e massa através do cone de luz, quando um bradyon vira taquion e vice-versa.
            É mais ou menos como se alguém falasse que a Terra gira ao redor do Sol e outra falasse que é o contrário. Se você utilizar os epiciclos de Ptolomeu as duas funcionam. Ou ainda que alguém discutisse que luz é onda e outra pessoa que é partícula. Ou ainda que se discutisse entre a realidade descrita por função de onda ou pelos comutadores de Heisenberg.
            O contexto que eu falei de táquions não é o da TQC, e foi uma analogia ilustrativa para diversas opções de simetrias CPT no qual escolher qualquer uma das setas é mera arbitrariedade. O MP foi feito em cima de algumas dessas arbitrariedades, o que é totalmente ok. Ele disse que a Terra gira ao redor do Sol. Mas se alguém aplicar epiciclos de Ptolomeu, ou Mar de Dirac, ou Super Cordas, ou Supersimetrias, ou diversas teorias além do modelo padrão, podem sim chegar em analogias válidas para a realidade.
            Eu me reservo o direito de achar não científica qualquer ideia cuja definição de científico é concordar com um modelo.
            abs

          • Oi Pena, não tem problema. Antes de mais nada, eu não recebi a resposta do Tarik, esqueci de responder isso antes.

            Eu também não tenho interesse em prolongar essa conversa aqui. Acho que o tom que conversas assumem nos fóruns de internet ficam com um tom ligeiramente beligerante, mas acredite que não era minha intenção. Ano que vem quero visitar SP e quem sabe conversamos sobre física tomando uma cerveja.

            No final, esse ponto que mencionei não é importante. Foi um preciosismo e que eu nem deveria ter me posicionado quanto a isso. Acho que o seu trabalho como divulgador é excepcional e agora que estou me envolvendo com divulgação, esquecer o preciosismo é muito importante.

            Finalmente, embora não pretenda responder nada da sua resposta anterior, existe um aspecto que concordo em absoluto e é satisfatório encontrar alguém que tenha uma visão mais madura: Que física são modelos.

            Trabalho com uma área bastante “hipotética” na física e justificar minha pesquisa sempre esbarra nessa ideia romântica (e até um pouco inocente) de que a realidade ultima da natureza são os modelos físicos.

            Curiosamente, físicos da matéria condensada não tem essa visão tão inocente, isso é mais um problema da física de altas energias. Não a toa que quem resolveu conceitualmente a renormalização foram caras da matéria condensada: Kadanoff e Wilson

          • Oi Thiago
            É verdade, as discussões escritas acabam, por vezes, soando de maneira beligerante, mas também não é em absoluto a minha intensão. :)
            Será um prazer trocar uma ideia pessoalmente contigo, me avise quando estiver por aqui.
            Acho q no ponto mais relevante, a final, concordamos. Também fico feliz de achar gente que faz essa reflexão sobre a física. Por vezes nossos modelos são tão sedutores, ou nossos egos tão grandes, que fica difícil manter uma visão crítica da realidade.
            Abraçao :)

  • Arthur Sales

    Joinha para vocês, entrou para a minha lista dos melhores PodCast já ouvidos.
    Obs.: Irei ouvir novamente para pegar os mínimos detalhes.
    Parabéns.

  • Edy

    Um tweet do Brian Greene (@bgreene) ele diz: “Take a one-year round trip space journey at 99.999999% of light speed. When you return, 22,361 years will have elapsed on Earth”.

  • Galdino Moisés

    otimo cast, adorei a explicaçao da escada e do celeiro antes eu so conhecia o paradoxo dos gemeos, muito bom mesmo :)

  • Lennon Biancato Ruhnke

    Quando sai o 2?

  • Anderson Couto

    Quarta vez que escuto este podcast e conseguir entender pelo menos o exemplo do Game of Thrones, fiquei feliz. Vou escutar novamente para tentar entender o resto. O legal é a explicação dos experts Pena e Felipe. Assim fica fácil entender.

    Parabéns pelo cast e estou indo ali fazer a minha contribuição financeira para o Scicast. Volto já para escutar o resto do cast.

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