Pages Menu
TwitterRssFacebook
Categories Menu

SciCast #208: Morte

por em sex 21America/Sao_Paulo jul 21America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 26 comentários

SciCast #208: Morte

Certeza inconteste a morte é tão intrigante quanto a própria vida. Se com o avançar da Ciência mudamos a definição de vida, fizemos o mesmo com a morte a medida que desenvolvemos técnicas de ressuscitação e prolongamento da vida por aparelhos. Essa mesma ciência nos mostrou o que há antes da nossa atual existência, com a evolução. Mas até hoje não sabemos nada do pós-morte.Nesse campo as religiões povoaram nosso imaginário com histórias extraordinárias sobre mundos distópicos e ritos bem elaborados. Mas somos cientistas, e a Ciência está limitada às ferramentas e mentes de seu tempo, então desenvolvemos a Tanatologia para estudar a morte. Porém, somente até seu ponto final e prolongamos um pouco mais estudando o corpo que sobra.

Nos que ficaram o estudo é sobre o luto, sentimento que mudou muito ao longo da história, onde já foi quase inexistente, pois a morte já foi tratada como algo natural que apenas dá sentido a vida. Porém, numa sociedade tão conturbada que anseia por dar sentido a tudo somente pelo verbo consumir, a morte não é compreendida e o luto é angustiante e por vezes paralisante.

Instruídos ou não, todos iremos morrer, a questão é como, onde e por quanto tempo sofreremos, ou não, até o fim. Mas antes disso, solte o play e comentei no post o que achou deste SciCast supimpa de morrer! ;)

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

Arte da Capa:


Redes Sociais:


Saldão da Loja do SciCast – corram!


Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHosts: Fernando Malta e Marcelo GuaxinimEdição: Talk’ nCastEquipe de Pauta/Gravação: Willian Spengler, Marcelo Rigoli e Fernando Maia Vitrine: Jânio Garcia (Portfólio • Instagram)


Material Complementar:

Sugestão de literatura:

  • ARIÈS, Philippe. História da Morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
  • CASSORLA, Roosevelt (org). Da Morte. Campinas: Papirus, 2001.
  • ELIAS, Norbert. A Solidão dos Moribundos.Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
  • HENNEZEL, Marie de & LELOUP, Jean-Yves. A Arte de Morrer. Petrópolis: Vozes, 2001.
  • KOVACS, Maria Julia. Morte e Desenvolvimento Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1992.
  • REZENDE, Vera Lucia (org). Reflexões sobre a Vida e a Morte. Campinas: Ed. Unicamp, 2000.
  • RINPOCHE, Sogyal. O Livro Tibetano do Viver e do Morrer. São Paulo: Talento, 1999.
  • SPARK, Muriel. Memento Mori. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

Sugestão de links:

 

Sugestão de filmes:

 

 

  • Nanaka

    Ótima discussão :D.
    Tarik comentando dos maquiadores de cadáver me lembrou o filme japonês “Departures” (Okuribito). Assitam ;)

  • gabi

    A série tabu brasil da natgeo tem um ep. muito bom sobre Profissões tabu que fala sobre maquiador de mortos (entre outras profissões) e a tabu america latina tem um ep. dedicado a morte que mostra muito bem esse jeito diferente dos mexicanos lidarem com isso. As duas ‘versões’ da série tabu estão no netflix

  • Arthur Magno

    Ola ótimo podcast eu comecei a ouvir a pouco tempo (ainda estou ouvindo o de super bactérias) mas achei o podcast muito divertido e com assuntos muito interessantes desde o inicio .
    Achei todas as discussões interessantes mas achei que faltou falar sobre o estudo de anatomia nas faculdades de medicina com corpos (sou estudante de medicina) que é muito prejudicado pelo pudor da população em geral sobre o assunto morte principalmente no Brasil. Sou da liga de anatomia do meu estado e falamos muito sobre isso é uma bom assunto para o podcast.

    • Fernando Maia Filho

      Oi Arthur, sussa?
      Realmente faltou comentar sobre este aspecto, que prejudica muito a obtenção de cadáveres para estudo de faculdades da área de saúde em geral. Lembrando que, pelo menos na minha faculdade, a primeira aula do curso é sobre o respeito ao cadáver. Uma parte da população ainda acredita também que médicos “aceleram” a morte para doação de órgãos.
      Podcasts como este e ligas acadêmicas são importantes para divulgarmos e esclarecermos ao máximo estes aspectos.
      Valeu pelo feedback!

  • Kurahara

    Puts! Mas que momento esse tema! Eu acabei de perder meu avô e esses ultimos 2 dias fiquei pensando muito no significado da morte, nao fisio-patologicamente, mas emocionalmente e culturamente falando. Realmente parabéns por esse podcast e obrigado!

  • ALS

    Como muitos, e destes muitos – sempre, excelente episódio. Obrigado =)

  • Bruno Alencar

    O trecho de Auto da Compadecida citado pelo Malta é a primeira coisa que me faz lembrar do meu pai, que morreu ano passado. Episódio maravilhoso. E sigam a recomendação de O Sétimo Selo.

  • Bruno Greggio

    Rindo muito com a introdução do episódio. Divertidíssima!

  • Ana Da Rocha Kurata

    Mancada do Malta me fazer chorar no finzinho!!
    Pra animar uma boa referência do dia dos mortos é a animação “Festa no céu” (Book of life) belíssima que representa a visão mexicana da morte e pós vida
    E sobre a parte prática, existem clínicas especializadas em cuidados paliativos para dar qualidade de vida para quem vai partir e seus parentes, é uma especialização muito facinante
    E…

    Always look at the bright side of life

  • Nunca fiquei depressivo ouvindo um podcast.

  • Mais um ótimo tema.
    Não foi mencionado, mas acho que a abordagem do Yuval Harari no livro Homo Deus é bem interessante também. Ele fala de morte em boa parte do livro. De forma bem resumida, algumas colocações bacanas do autor: 1) A grande busca da ciência é a imortalidade, mesmo que disfarçada. 2) Em algumas décadas (acho que 3-4) já teremos o primeiro humano amortal – que pode morrer em algum acidente, mas não de velhice. 3) O amortal será muito mais ansioso e paranoico, imagine o medo de sofrer algum acidente e morrer. Além disso, como será viver sem as pessoas próximas que já morreram.
    É bem legal como o autor discorre sobre o tema, vale a leitura.

    PS.: “‘A múmia’ com o Brendan Fraser é o bom”… não existe ‘A múmia’ bom haha

  • Richard Guilherme

    Essa finalização do podcast me deixou tão comovido com a história, nunca havia refletido como a morte afeta as outras pessoas tão profundamente assim.
    O podcast de vocês é incrível, me sinto na obrigação de divulgar para todas as pessoas que eu conheço e escutar todos, agora participar na sessão dos comentários também, porque um incentivo para trabalho de qualidade desse nível é sempre bom.

    • Fernando Maia Filho

      O feedback de vocês é um baita estímulo. Obrigado!

  • Thalita Martins

    Incrível como vocês abordaram as diversas ramificações sobre esse tema. Não minha opinião, um dos episódios mais multidisciplinares que já ouvi. Confesso que o final me deixou com um cisco no olho.
    E como assim um episódio cujo tema é morte e na introdução o Tarik não morreu? Guaxa não escreveu essa introdução. Certeza! Hahahahah

  • Julissy

    Quando voces falaram algo de casamento, lembrei quando tinha uns 6anos e um peixinho meu morreu e fui fazer o enterro. Na hora da marcha funebre confundi as musicas e fiquei ‘cantando’ a de casamento. xD

  • Danilo dos Santos Ferreira

    Olá pessoas, vou ser um pouco chato. Acredito que poucas pessoas do sul do Brasil (Sul. Sudeste, centro-oeste) sabem que enquanto está fazendo muito frio na parte sul do Brasil nesse período do ano, no norte ( Norte e Nordeste) tá um calor absurdo, passando longe de uma comparação com Game os Thrones, com um sul frio e um norte congelante.

  • Jogobr

    Olá povo da Ciência, parabéns pelo programa.
    O emocionante depoimento do Fencas no final, lembrou-me que tinha feito algo parecido. Quando eu tinha 14 anos, meu pai, diabético, teve que interromper nossas férias com urgência, devido a um ferimento em seu pé que não cicatrizava, já com risco de amputação de dedos. Isso me assustou muito, fazendo com que eu fizesse um “acordo” com o Universo para que meus pais vivessem pelo menos até os meus trinta anos. Felizmente o universo “cumpriu” o acordo, “levando” meu pai, já com 77 anos, quando eu tinha 34. Estou quase nos 40 agora, e minha mãe está por aqui ainda. Agradeço muito por isso.
    Forte abraço à todos.

    • Fernando Malta

      Que bom que “o Universo” acabou sendo bacana contigo, cara. Obrigado por compartilhar! =)

  • Heber Q.

    Ouvi este podcast no final da semana passada. E meio que foi uma dscussão um pouco dificil para mim no momento. Aquela mesma semana tive um encontro bem perto com a morte dentro da minha familia mas que não foi concretizada. Graças a Deus. Mesmo assim fiquei perplexo pois de certa maneira vi em mim mesmo a minha propria fixura com a imortalidade. Meus medos da morte ser o tumulo do esquecimento, entre outras varias coisas que vejo que vou ter que lidar. Para bem ou para mal.

  • Darley Santos

    Eis uma questão inescapável… Tenho também meus medos com relação a isso… Mas olha, fiquei surpreso com a quantidade de referências pop contida esse scicast, hahah! E ainda foi citada a série Six Feet Under (A Sete Palmos), senão a melhor, umas das melhores séries que já assisti em minha ainda vida! A série retrata personagens diante do absurdo do materialismo e, em agonia, buscando por significado em suas vidas. Pois a vida é uma contagem regressiva, fazendo tic-tac, tic-tac…
    Uma review desse ano sobre a série: http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/10-anos-de-a-sete-palmos/

  • Filipe Cabral

    Excelente o texto final do Fencas.
    Muito bom o cast como sempre, parabéns a todos

  • orafaelreis

    😢 emocionante a mensagem final desse episódio.

  • Tiago Gonçalves

    Ótimo cast, assim como todos os outros.
    Escuto o scicast as pelo menos uns 8 meses mas é a primeira vez que estou comentando e gostaria de dizer terminei de ouvir chorando, pois perdi meu pai a pouco tempo e foi difícil aceitar a perda; A minha vida parou foi pouco mais de 1 ano que simplesmente não tinha sentido fazer nada, e foi escutando o scicast assim como os outros cast do deviante que me fazer sair deste luto eterno que eu estava. Obrigado a todos por sempre trazer informação e diversão pra todos nos.

  • Ola meus caros, como sempre excelente episódio, escutei ele hoje neste momento mais delicado, a história do grão de mostarda se aplica perfeitamente, vida longa e força a todos os Deviantes!

  • Lennon Biancato Ruhnke

    Tem só um detalhezinho: o Tarik falou do canino como dentição de carnívoros, mas ele não faz parte dos dentes que definem a alimentação de carnes, já que os gorilas, por exemplo, são totalmente herbívoros e têm caninos enormes. Acredita-se que ele serve, também, para segurar as frutas na boca enquanto pequenos primatas sobem nas árvores. Tem um ótimo vídeo do Pirula sobre isso.
    Mas ótimo cast, como sempre.
    #bigfan

%d blogueiros gostam disto: