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SciCast #189: Especial Cavalgada das Valquírias

por em sáb 01America/Sao_Paulo abr 01America/Sao_Paulo 2017 em Destaque, Scicast | 40 comentários

SciCast #189: Especial Cavalgada das Valquírias

A história é cíclica. Não foi uma, nem duas, nem dez vezes que você já deve ter ouvido este chavão. A história se repete e, por tal, precisamos compreendê-la para aprendermos no presente os erros do passado a fim de evitá-los no futuro. A história é cíclica. E, olhando-a em retrospecto, muitas vezes parecer ser irônica – por vezes um escárnios, noutras uma piada de mau-gosto. Mas é inegável o fascínio que temos por compreender, afinal, de onde viemos.

Tomemos o…  controverso maestro e compositor germânico Wilhelm Richard Wagner. Controverso, veja você, aos olhos de hoje – à sua época, Wagner fora um renomado compositor de óperas, dramas musicais da mais alta estirpe, tendo obras atemporais como o “Coro da Noiva”, o fantástico prelúdio de “Tristão e Isolda”, ou a tetrologia em formato de ópera “O Anel de Nibelungo”. Composta e apresentada entre os anos 1850 e 70, a obra é baseada na mitologia nórdica e germânica e influencia e é influenciada por um momento de necessária construção da identidade nacional alemã, país recém-unificado e fervilhando em um caldeirão de nacionalismo.

Wagner e suas obras foram, por muitas décadas, um exemplo para o povo alemão. A construção forte das raízes míticas deste povo foi trabalhada profundamente na primeira metade do século XX, tendo sido apropriada, por fim, por Hitler – o que leva a muitos, erroneamente, a acusarem o compositor de um “nazista antes de seu tempo”. Tal anacronismo, contudo, é superado por sua obra, que transcendeu o tempo, elevando-o a um clássico da música erudita.

Uma das mais reconhecidas passagem desta grande obra é o prelúdio do terceiro ato da segunda ópera, nomeado de As Valquírias. Neste prelúdio, essas guerreiras nórdicas chegam cavalgando para transportar para o Valhala os heróis caídos em batalha. Uma posição de destaque, de mérito. Mas, como sempre coube historicamente às mulheres, de subserviência. Pois a história, ela é cíclica. Até o exato momento em que deixa de sê-lo.

*Este episódio especial, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*


Textos e fontes:

Na fundação do que hoje conhecemos por Atenas, ao votarem para escolher entre Netuno e Minerva, as mulheres levaram os homens a errar, irritando o deus dos mares. Para apaziguá-lo, aceitaram nunca mais votarem ou mesmo serem consideradas cidadãs atenienses. (Marco Varrão em Agostinho de Hipona, A Cidade de Deus)

Lembre-se das damas e seja mais generoso a elas que seus ancestrais. Lembre-se que todos os Homens seriam tiranos se pudessem. Se carinho e atenção não forem dados às damas, nós estamos determinadas em fomentar uma rebelião. (Abigail Adams)

As mulheres não devem votar porque há pouca dúvida que a vasta maioria das mulheres não tem desejo de votar. (Grace Saxon Mills)

Eu já alertei contra o costume de confinar meninas às suas agulhas e fechá-las de toda a vida política e civil; pois ao estreitarem suas mentes, elas tornam-se incapazes de serem plenas. Eu não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre nós mesmas. (Mary Wollstonecraft, Uma Reivindicação aos Direitos da Mulher)

As mulheres não devem votar porque todo o governo se estabelece na Força, a qual as mulheres, débeis física, moral e socialmente, são incapazes de contribuir (Grace Saxon Mills)

Fomos nós, as pessoas; não nós, os homens brancos; nem ainda nós, os homens; mas nós, todas as pessoas, que formaram a União. E nós a formamos não para dar a benção da liberdade, mas para assegurá-la; não para metade de nós e metade de nossa posteridade, mas para todas as pessoas – mulheres e homens. (Susan B. Anthony)

Não devem votar porque a natureza física da mulher é inferior em comparação a dos homens. (Grace Saxon Mills)

Aquele homem diz que as mulheres precisam ser ajudadas a entrar em carruagens, erguidas para passar sobre valas e receber os melhores lugares em todas as partes. Ninguém nunca me ajudou a entrar em carruagens, a passar por cima de poças de lama nem me deu qualquer bom lugar! E eu não sou uma mulher? Olhem pra mim! Olhem pro meu braço! Tenho arado e plantado e recolhido em celeiros, e nenhum homem poderia me liderar! E eu não sou uma mulher? Dei à luz a treze filhos e vi a grande maioria ser vendida para a escravidão, e quando eu chorei com minha dor de mãe, ninguém me ouviu! E eu não sou uma mulher? (Sojouner Truth, Ain’t I a woman?)

O voto não é um direito. É um privilégio que pode ou não ser garantido. A política não é lugar para mulheres. O voto feminino se mostrou falho nos estados que tentaram. É errado. Estatísticas mostram que nesses estados o divórcio cresceu enormemente, mostrando que é um destruidor de lares. O crime também cresceu pela falta de mães nas casas. Mulheres são mulheres, não podem tirar seu sexo. Deixem-nas contentes entre si e que façam as tarefas dadas a elas pelo Grande Criador. (Senador J. B. Sanford, Argumentos Contra a Emenda Constitucional No. 8)

Sim, eu posso ser considerada uma inimiga das mulheres, mas se eu puder ajudá-las a ver a luz, eu não irei reclamar. Seu desenvolvimento, sua liberdade e sua independência devem vir de si mesma e por si mesma. Primeiro, ao definir uma personalidade própria, e não ser como uma commodity sexual; segundo, ao recusar o direito de qualquer um sobre seu corpo; a recusar ter filhos, a menos que os queira; a recusar ser uma serva da Igreja, do Estado, da sociedade, do marido, da família. Só isso, e não somente o direito a voto, nos libertarão. (Emma Goldman)

A situação é perigosa. Nós geralmente ouvimos comentários que as mulheres conseguirão poder votar se elas forem persistentes – e isso é verdade, se os homens não forem firmes, sábios e masculinos o suficiente para evitar isso. Não é necessário ser um estudante de biologia para saber que uma minoria de mulheres tem a inclinação natural de usurpar as funções sociais e cívicas do homem. O voto não dará a mulher nenhum direito que ela precise ou já não tenha. Isso é indiscutível. (New York Times, 1912)

Você deve fazer cada mulher contar tanto quanto um homem; você deve ter um padrão equânime de moralidade; e a única forma de fazê-lo é dando poder político à mulher para que tenhamos padrões de moral iguais aos registrados na lei dos homens. (Emmeline Pankhurst)

Annie Kenney se levantou e gritou a plenos pulmões: “O governo liberal inglês dará às mulheres o direito a voto?”. Daí começou a confusão generalizada. Eles uivavam, eles gritavam e rugiam, mexendo furiosamente seus punhos à mulher que SE ATREVIA a contrabandear sua pergunta a uma reunião de homens. Ainda assim, as outras moças mantiveram-se firmes e gritavam repetidamente: “A questão! A questão! Responda a questão!!” (Emmeline Pankhurst, My Own Story)

O país não quer que votos sejam dado às mulheres, temos dito isso há muito tempo. Um assento no parlamento seguiria os votos; dar votos às mulheres seria entregar o governo a uma maioria feminina – é isso que queremos que seja feito? (National League for Opposing Woman Suffrage)

Enquanto as mulheres ajudarem a manter o governo, elas têm o direito a dizer como e por quem serão governadas. A civilização do século XIX coloca a mulher com o mesmo status político de um idiota ou um criminoso. Essa é a base de reverência a mulher e estima a seu trabalho. (Mary Lee)

Enquanto uma mulher trabalhadora mantiver sua casa limpa e bem cuidada, ela será muito prestigiada por suas vizinhas. As sufragistas denunciam o cuidar da casa como degradante, ensinando mulheres a se revoltarem contra cuidarem das crianças e da casa. Esse feminismo está destruindo nosso caráter nacional e alterando crenças naturais que fazem da vida da mulher uma bela obra de arte. (The Woman’s Protest Against Woman’s Suffrage)

Quando uma grande verdade é solta, nenhuma força na Terra pode aprisioná-la. Assim é a igualdade entre mulheres homens. A mulher nasceu com isso. Era dela antes que compreendesse. Está em seu corpo, sua alma, e nenhum costume ou lei poderá destrui-la. (Frederick Douglas. Speech on Women’s Suffrage.)

É dever protestar que não seria certo, mas errado; não seria um ato de justiça, mas uma grande injustiça fazer com que as mulheres carregassem o fardo da vida política quando é meramente uma demanda de uma pequena minoria que não têm tempo de aproveitar os privilégios que são muito maiores do que seriam se a igualdade política fosse garantida. (M.H.F. The voice of Majority.)

Eu não sei nada sobre direitos dos homens ou direitos das mulheres; tudo o que eu reconheço são os direitos humanos. (Sarah Grimké)

É muito dizer que esse horrível feminismo está na raiz da metade das doenças que acometem esse país? (The Woman’s Protest Against Woman’s Suffrage)

Que personagens singulares! Exigir uma servidão que eles mesmos não têm coragem de se submeter e querer que lhe sirvamos, nós, a quem eles são obrigados a corte com as submissões mais humilhantes. (Nísia Floresta. Direitos das mulheres e injustiças dos homens.)

É sabido que o socialismo se tornou muito mais exitoso e mortal que as armas alemãs. O voto feminino é seu irmão gêmeo. Mulheres socialistas dizem que quando tiverem tempo pra naturalizar outras mulheres, o socialismo será imparável. E é o que acontecerá se dermos votos às mulheres. (Margaret C. Robinson. Have you time to save your country?)

As verdades contra as quais vocês estão lutando irão, em 50 anos, ser tão completamente incrustadas na opinião pública que ninguém precisará dizer uma só palavra em sua defesa. (Angela Grimké)

Nenhuma mulher pode ter conhecimento prático de navegação, de mineração ou qualquer outra matéria de grande importância. Legislar nessas matérias não seria inteligente e suas leis poderiam ser altamente ofensivas às mesmas pessoas que queriam ajudar. Se marinheiros e mineiros se recusarem a obedecer às leis, quem irá enforça-las? Os homens! (Molly Elliot Seawell. The Ladies’ Battle.)

Senhores, solicitamos a vocês, nossos únicos representantes, que aprovem imediatamente o sufrágio feminino a fim de que as mulheres de nossa nação possam ser dotadas com liberdade política. O mundo não pode ser metade democrático, metade autoritário. O voto feminino está chegando. É inevitável. Vocês sabem disso. Irão vocês, honoráveis congressistas, ajudá-lo ou dificultá-lo? Em que lado da história ficarão? (Carrie Chapman Catt. Address to the Congress on Women’s Suffrage)

Nós somos diamantes brutos
Pela impulsão e labuta, saímos fortes
Somos o sopro da terra,
Nossos úteros falam do nascimento da humanidade
Somos sementes salpicadas em solos pútridos
Ainda brotamos, com cada tempestade
Não estamos aqui para sobreviver,
Estamos aqui para viver
Interna e externamente
Na incandescência de nossa existência
Sim, nossas vozes podem às vezes ser quebradas
Mas nosso espírito continua indestrutível.
Somos mulheres; SEM REMORSO!
(Chinonye Chidolue)

 


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Expediente:

Texto: Fernando Malta. Locução: Blenda Furtado, Marlyni Zens, Fernanda Karling Schuster, Juliana Vilela, Gabriela Reciputti, Gislaine Garcia, Natalia Nakamura, Flavia Nogueira Ward, Julie Ane Gonçalves, Bururu, Amanda Malta, Julissy Tocachelo, Dani Madrid, Fernando Malta.  Edição: Tarik Fernandes. Música: A Cavalgada das Valquírias (Ópera: As Valquírias). Arte da Vitrine: Passeata pelo Sufrágio Feminino Americano, 1913 (Biblioteca do Congresso dos EUA)


 

  • Ah Scicast, seus lindos, vou compartilhar isso e ainda vou colar o texto porque EU TENHO que fazer isso!

  • Lucas Costa

    Otimo cast, pena que não pode ficar pronto pro dia internacional da mulher, mas vai ficar guardadinho pra ser compartilhado ano que vem

    • Josyane Carla

      Não…
      Vamos compartilhar hoje, amanhã e depois…
      Precisamos dessa discussão durante o ano todo!!!

  • Denis Bandeira

    Sensacional… Já compartilhei em todos os grupos de do Whatsapp…

  • Claudio Picoli

    Achei espetacular, até arrepiei na parte do “somos Mulheres”, vou compartilhar.

  • estou sem palavras!
    adoro os episódios como esse e o do Bolero de Ravel <3

  • Cesar Agenor

    Fantástico como conseguiram, em 15 minutos, sintetizar uma discussão tão complexa quanto a que envolveu o sufrágio universal no ocidente. A história ganha um brilho com esses episódios especiais do Scicast.

    Acredito que esse episódio deveria chegar aos ouvidos daqueles que consideram as pautas feministas um mimimi, para que percebam alguns elementos que contribuíram para a formulação do discurso de gênero na história ocidental contemporânea. Se nos comportamos como homens de uma forma e as mulheres de outra é por que somos seres históricos, eminentemente sociais, que recebemos uma educação desde que saímos do útero para que aprendamos a nos comportar como menino ou menina. Basta apenas pensar por um segundo nas formas que fomos educados desde a tenra infância ou em frases simples, porém repleta de significados, como “Menina, senta de perna fechada!”

    Parabéns a todas as envolvidas nesse episódio!

    Salto na garupa do cavalo alado comandado por uma Valquíria para mergulhar nesse campo de batalha e lutar lado a lado com ela por um mundo menos machista. Que os deuses me recebam em Valhalla!

    Ps.: todo cromado.

  • Felipe Licca

    Caracoles, eu to no trabalho normalmente só vejo o tema e coloco para escutar e fui totalmente surpreendido, pelo tema abordado achei que seria uma coisas e foi outra totalmente diferente e não só fiquei de mega emocionado como gostei muito. Literalmente estou sem palavras. :)

  • De arrepiar esse cast. O trabalho que vocês fazem é primoroso galera. Me inspiro muito no conteúdo do Scicast e de outros podcasts para produzir conteúdo. Parabéns de verdade.

    Rafael F. Camarda
    Podcaster no Geeks Lab > http://www.geekslab.com.br

  • Bruno Fernandes

    Ué, cadê o espaço pra comentários?

    Ah, achei!

    Ouvi o cast e estou comentando.

  • Wesley Fuzinatto

    Esse especial assim como o bolero de ravel é maravilhoso, de arrepiar.

    • Wesley Fuzinatto

      Quero falar mais uma coisa. O Fencas é um interprete surpreendentente bom.

  • Ceos333

    Estes episódios especiais estão se tornando os meus favoritos.
    Só uma duvida, estou procurando algumas das personalidades que tiverem suas falas narradas no cast, como o do Senador J. B. Sanford, mas não estou encontrando. Como ou onde posso encontrar algo sobre ele?

    • Fernando Malta

      Pesquisa rápida aqui com um parágrafo sobre ele:
      “4. JOHN BUNYAN SANFORD (Democrat) was born at Shelbyville, Tennessee, May 17, 1869; came to California in January, 1882; attended the public schools of Mendocino County, also Normal School at San Jose; taught school for eight years, and served as member of Board of Education of Mendocino County for several terms; editor and proprietor of Ukiah Dispatch-Democrat; residence and business address Ukiah, California. Has served as Trustee of State Normal School, San Jose; elected Member of Assembly from Ninth District November, 1894; reelected November, 1896, and again elected November, 1898; elected State Senator from Fourth District November 4, 1902; reelected November 6, 1906, and again elected November 8, 1910. He is the oldest member of the Legislature from point of service, and when his present term expires will have served eighteen years in the Legislature — six years in the Assembly and twelve years in the Senate.”
      Fonte: http://freepages.genealogy.rootsweb.ancestry.com/~npmelton/stsen.htm

      • Ceos333

        Muito obrigado.

  • David Castro da Silva

    Palmas!

  • Gabriel Andrade

    Isso foi de arrepiar!!!

  • Pedro H. B. Silva

    Muito bom!!!!

  • André Miola Bueno

    Cast Excepcional, ou melhor MARAVILHOSO (com a ênfase q só o fencas consegue fazer)

    Um pouco atrasado para o dia da mulher para os não patronos, mas blz

    Acho extremamente válido garantir direitos iguais à todos, o problema q vejo é q ‘geralmente’ nos “ISMOS” cada um defende apenas a sua própria agenda, exercendo uma grande força para trazer as agendas ao “centro/justo” e isso só reforça que exercer força nesse cabo de guerra é o q deve ser feito, enquanto o q deveria ser feito seria ambos pararem de puxar a porra da corda, mas isso é claro é só a vista de um ponto, a do meu ponto de vista…

    #fencasgolpista
    #fencasmaravilhoso
    #queromais

    • Fernando Malta

      Oi André!
      Valeu pelos elogios (menos a 1° # ¬¬)! Mas só pra esclarecer: não foi um especial pro dia da mulher; na verdade, nem corremos pra lançar em março por isso, porque podia vir em qualquer dia do ano.
      E fica frio que esse não foi primeiro pros Patronos, todos receberam na mesma hora. ;-)

      Abração!

      • André Miola Bueno

        Então Fencas, seria interessante ter sido sincronizado, embora concorde q seja um cast atemporal.
        E relaxa q não fiz uma crítica ao patronato, acho válido e em breve me juntarei à ele ;-)

        Abrazzz!

  • Ana Da Rocha Kurata

    Ouvir essas falas anacrônicas com meus ouvidos modernos ferem meu coração feminista

    • Fernando Malta

      E ainda assim… o quão “modernas” são essas falas, né, Ana?

      • Alex Borges

        Verdade, enquanto ouvia, pensava “caralho, como isso é tão moderno, e velho…”, fiquei com aquele sentimento de impotência, parece que lutamos anos e que nada mudou!

  • DK

    Bora ouvir um SciCast UHUL!

  • Josyane Carla

    Meninas, e Fencas, parabéns!!!
    Ficou sensacional!!!!
    Adoro esses episódios especiais, um sempre chega superando o outro.
    Continuem produzindo mais tá
    A gente ama!!!!!!!!

  • Darley Santos

    Forma surpreendente de falar sobre a conquista do sufrágio feminino, bem sacado! Momento sombrio e revelador do cast: dos 11:15 a 11:45… DNA ideológico identificado!

  • Rodrigo Paiva

    Vim seco pensando que falariam sobre a vida e obra do mano, das tretas dele com o Nietzsche, mas conseguiram “mimizar” até Wagner…

    • Fernando Malta

      Falar sobre a história do voto feminino, a inclusão de mais da metade da população global como cidadãs plenas, é “mimizar”, Rodrigo?

      • Rodrigo Paiva

        Em uma trap sim, o ep. seria supostamente sobre Wagner foi isso que não gostei. O tema é muito válido sim e o direito é indiscutível, mas achei a forma de apresentação “mimizenta” talvez por ter vindo preparado pra ouvir sobre o compositor.

        • Fernando Malta

          Cara, os dois especiais anteriores tiveram apresentações similares e nao falamos de Tchaikovsky ou Ravel. ;-)
          Ainda assim, espero que tenha curtido a proposta!

          • Rodrigo Paiva

            Falha minha, não ouvi esses eps. não sabia q era uma série, e como disse antes curtiria mais se fosse um ep. sobre o compositor pq ele tem muita influência até hj na música principalmente no metal.

          • Fernando Malta

            Ainda assim, espero que tenha curtido nessa proposta feita. ;-)

  • Renan Aryel

    Olá, não estou conseguindo adicionar o feed de vocês, o link http://feed.scicast.com.br parece que está quebrado.

  • Alex Borges

    Arrepiei minha pele até a alma!!!

    Magnífico podcast! Está na minha lista dos favoritos, e compartilhando a moda louco pra que todos ouçam!!

    A história, de fato, é cíclica!

  • Gui Castro

    Voces sao incriveis essa serie musica que estao fazendo sao primorosas.
    Nao ha como nao expressar espanto ao prestar atencao ao modo como se via a mulher ha tao pouco tempo em nossa linha do tempo.
    Claro que estamos bem longe do ideal mas avancamos muito.
    Mostrei para minha mae (68 anos) e os olhos dela marejaram pois a criaçao que ela teve foi essa ser mero objeto recatada e do lar. Ainda bem que fui criado dentro de um lar onde todos foram ensinadlarque nao existe divisao entre tarefas masculina e feminina.
    Mais uma vez parabens pela OBRA. Me recuso a nomear nome essa serie com outra palavra a nao ser Maravilhosa.

  • Willian Urso

    Estou impressionado, não só com o cast em si, mas que não tem babaca nojento falando asneira pelo tema e como foi abordado! O público do Scicast, é com certeza bem evoluído =D

  • Wesley Fuzinatto

    Com surprendentente bom eu quis dizer que me convenceria como atuacão profissional. Nao que os outros sejam ruins, a maioria é melhor que os aspirantes da malhacão.

  • Paulo Roberto Galliac

    Como a história é cíclica. Assim como ciclo da água nesse planeta. Para
    futuros conhecimentos o fim e a origem do universo é cíclico. Se expande
    e retrai sua entropia a um novo começo.

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