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Scicast #17: Mulheres Parte 1

por em sex 21America/Sao_Paulo fev 21America/Sao_Paulo 2014 em Destaque, Scicast | 13 comentários

Scicast #17: Mulheres Parte 1

No episódio especial desta semana do podcast sobre ciência mais divertido da internet brasileira (rá), Silmar, Jorge, Ronaldo e Matheus (equipe #SciCast) – aliados a Biomédica Caroline Freire (@ComplexaBel) e a Bióloga Natália Dörr (Crônica das Moscas e @NataliaDorr) – comemoram o Dia Internacional da Mulher (antecipado) citando grandes personalidades que se destacaram nos campos das ciências, política e, claro, games (pensou que iríamos esquecer?). Divirta-se também observando duas mulheres deixando quatro marmanjos no chinelo (girl power yeahhh!).

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Comentado neste episódio:

  • Mulheres na Ciência
    • Hipátia de Alexandria (370-415 a.c.): era filha de Teão de Alexandria, acadêmico e diretor da Biblioteca de Alexandria. Ela escreveu textos sobre geometria, álgebra, astronomia, e credita-se a ela a invenção do hidrômetro, de um astrolábio e um instrumento para destilar água.
    • Ada Lovelace (1815-1852 d.c.): matemática e escritora inglesa, única filha legítima do poeta Lord Byron, é hoje principalmente reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage. Durante o período em que esteve envolvida com o projeto de Babbage, ela desenvolveu os algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica
    • Marie Curie (1867-1934 d.c.): física e química polonesa, naturalizada francesa, que produziu as pesquisas pioneiras sobre a radioatividade. Ela foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel, e a única a ganhar em duas áreas científicas diferentes. Foi também a primeira mulher a tornar-se uma professora da Universidade de Paris, e em 1995 tornou-se a primeira mulher a ser sepultada devido aos seus próprios méritos no Panthéon, em Paris.
    • Suzana Herculano-Houzel (1972- d.c.): é neurocientista de plantão desde 1999, quando começou a fazer divulgação científica e criou o hábito de pensar no lado “cerebral” de tudo o que acontece ao seu redor. Escreve uma coluna para o caderno Equilíbrio do jornal Folha de São Paulo, participou de uma série no Fantástico e lançou seis livros, além de praticar a divulgação científica pelo Brasil afora.
  • Primeira mulher no espaço:
    • Valentina Tereshkova (1937- d.c.): cosmonauta soviética aposentada e engenheira, e primeira mulher a ter voado no espaço, tendo sido selecionada dentre mais de quatrocentos candidatos e cinco finalistas para pilotar Vostok 6 em 16 de Junho 1963. Durante a sua missão de três dias, ela realizou vários testes em si mesma para coletar dados sobre a reação do corpo feminino para o voo espacial. Em 2013, ela se ofereceu para ir em uma viagem só de ida a Marte, se tal viagem vier a ocorrer.
  • Primeira mulher primeira-ministra:
    • Gold “Golda” Meir: Gold Meir nasceu em Kiev em 1898 e, aos oito anos, migrou com os pais para os Estados Unidos, onde adquiriu o sotaque americano. Foi a primeira e até agora única mulher na chefia de governo em Israel. Em fevereiro de 1969, aos 70 anos, ela já pensava em encerrar a carreira política, quando faleceu subitamente o então primeiro-ministro Levi Eshkol, sucessor de Ben Gurion. Golda Meir foi a terceira opção do bloco trabalhista, já que os dois primeiros candidatos não obtiveram clara maioria no Parlamento. Meir recebeu apenas 12 votos contrários no Knesset. (via
    • Margaret Thatcher (1925-2013 d.c.): foi uma figura política britânica que se tornou a primeira-ministra do Reino Unido desde 1979 até 1990, e líder do Partido Conservador entre 1975 e 1990. Foi também quem permaneceu por mais tempo como primeiro-ministro britânico do século 20, e é a única mulher a ter realizado tal feito. Diziam que ela sentia muito mais orgulho de ser o primeiro primeiro-ministro com diploma de faculdade do que a primeira mulher Primeiro-Ministro da Inglaterra.
  • Primeira mulher presidente:
    • Isabel Martínez de Perón (1931- d.c.): terceira esposa do ex-presidente argentino Juan Perón (Evita foi a segunda), Isabel serviu como vice-presidente e primeira-dama, durante o terceiro mandato de seu marido como presidente (1973-1974). Após a morte de Perón no cargo em 1974, Isabel foi presidente de 1 de julho de 1974 a 24 de Março de 1976. Ela foi a primeira mulher chefe de estado e chefe de governo no hemisfério ocidental nos tempos modernos.
  • Primeira mulher presidente eleita democraticamente:
    • Vigdís Finnbogadóttir (1930- d.c.): personalidade politica islandesa, foi o quarto presidente da Islândia (1980-1996). Além de ser a primeira presidente mulher na Islândia e na Europa, também se sagrou como a primeira chefe de estado democraticamente eleita do mundo. Com a presidência de exatamente 16 anos, ela também continua a ter o mais longo mandato como chefe de estado ELEITO de qualquer país no mundo até o momento.
  • Atualmente existem apenas 7 mulheres vivas que receberam o Prêmio Nobel DA PAZ, as quais se uniram e montaram uma ONG (Nobel Women’s Initiative) para defender os direitos das mulheres pelo mundo.
  • Gráfico contendo um comparativo entre o número de homens e de mulheres que ganharam o Nobel.
  • Mafalda e a Exploração de Marte.

 

Cinema

  • Histórias Cruzadas (The Help): este filme retrata uma mulher caucasiana, Eugenia “Skeeter” Phelan, e o seu relacionamento com duas empregadas negras durante a era americana dos Direitos civis no idos de 1960. Skeeter é uma jornalista que decide escrever um livro da perspectiva das empregadas (conhecido como The Help), mostrando como elas estão sofrendo racismo na casa de brancos.
  • Bravura Indômita (2010): seguindo em uma direção completamente diferente, Hailee Steinfeld interpreta uma menina de 14 anos com um grande centro moral e que move montanhas em sua busca. Ela cresce no coração e alma de um filme maravilhoso dos irmãos Coen, que também compilaram uma longa lista de heroínas maravilhosas.

 

Literatura

  • Trilogia Millennium (Vols. 1, 2 e 3): o tema da violência sexual contra as mulheres nos seus livros deve-se ao fato de que Larsson, enojado, testemunhou o estupro coletivo de uma jovem quando ele tinha 15 anos. O autor nunca se perdoou por não ajudar a garota, cujo nome era Lisbeth – como a jovem heroína de seus livros, e resolveu dedicá-los a ela.
  • Mulheres que Ganharam o Nobel em Ciências (Sharon McGrane, 1994): com linguagem clara e acessível, este livro transmite a intensa alegria do trabalho criativo e a dedicação apaixonada que leva às grandes descobertas. Revela o suspense e a excitação que acompanham o trajeto de uma experiência científica inovadora. E descortina também uma rede de preconceitos, intrigas e traições, ao mesmo tempo em que mostra a determinação e o esforço necessários para vencer barreiras explícitas ou sutis.
  • Persépolis (Marjane Satrapi) A história de Marjane Satrapi, ilustradora e cartunista iraniana radicada na França, ficou mais conhecida quando sua obra autobiográfica em quadrinhos tornou-se filme de animação. Nesta obra, Marjane atrela à história pessoal de sua vida, a história social e política do Irã, além de refletir sobre a sensação de ser estrangeira dentro e fora de seu país. Além disso, quebra-se uma série de imaginários superficiais sobre a condição de vida das mulheres por lá.
  • Toda Mafalda (Quino): Mafalda não é apenas um novo personagem das histórias em quadrinhos: é o personagem dos anos sessenta, considerada uma heroína ‘enraivecida’ que recusa o mundo tal como ele é.  Na verdade, Mafalda tem ideias confusas em questão de política. Não consegue entender o que acontece no Vietnã, não sabe por que existem pobres, desconfia do Estado mas tem receio dos chineses. De uma coisa ela tem certeza: não está satisfeita! Já que nossos filhos vão se tornar, por escolha nossa, outras tantas Mafaldas, será prudente tratarmos Mafalda com o respeito que merece um personagem real.”

 

Games

  • Série Mario Bros (Princess Peach): salvo raríssimas exceções (não incluindo jogos de esporte da Nintendo), Peach é sempre sequestrada por Bowser, dependendo de Mario para ser salva, valendo-se do recurso literário Damsel in Distress (Princesa em Perigo).
  • Metroid (Samus Aran): uma surpresa nos anos 80, quando a molecada passou o jogo todo achando que estava controlando um herói, e a personagem se mostra uma mulher bem no final do jogo!
  • Tomb Raider (Lara Croft): as proporções de seus seios foram aumentadas para 150% durante o desenvolvimento por acidente, mas o erro foi mantido, e a divulgação dos games abusavam do caráter sensual da protagonista.
  • Resident Evil (Jill Valentine): caso curioso de personagem que foi sendo sexualizada com o passar do tempo. Para PS3 e Xbox 360.
  • The Legend of Zelda (Princess Zelda): outro caso de Damsel in Distress.
  • Bayonetta 1 e 2 (Bayonetta): personagem extremamente sexualizada, mas que usa isso como arma. O game chega ao ponto de transformar o exagero em sátira.

 

Saiba Mais.

  • prêmio F5?
    haha abração galera, vcs são demais!

    • Silmar

      Prêmio Amigo do Pause ;-)
      #amigosdopause
      #amigosdopauseawards
      #SciCast

  • Vitor Felipe

    E ninguém quis ser a Sasha Gray?

    • Silmar

      Eu queria ser a Stoya, mas o editor não deixou :(

  • Gradash

    Sobre Metroid, MUITAS feminazis reclamam do fato de ela aparecer de bikini, porém como o Miamoto falou, eles não colocaram ela de bikini por nada, era impossível eles mostrarem ela como uma mulher no NES, as pessoas diriam que era apenas um cara de cabelo comprido, então eles precisaram forçar o máximo para mostrar que era uma mulher.

    Depois em Metroid 3 ela ainda aparece de bikini mesmo com o SNES sendo mais potente, porém foi o última vez, depois dai ela passa a usar um colan que não é oversexualized como os fanartis fazem.

    Mas acho que hoje o nível de feminazis está grande demais! Reclamam até da armadura da fem Shepard.

    Sério, se os caras ficam achando que isso é oversexualized… Melo amor de deus… Vão bater uma para descarregar essa isso…

    O futuro é as roupas serem cada vez mais colans para liberar os movimentos!

    • Gradash

      E antes que eu esqueça, não quero ser contra religiões nem nada por que tenho minhas crenças, mas uma das maiores causas de tudo que as mulheres passaram foi a religião católica, e podemos incluir os muçulmanos nisso.

      Antes destas religiões, as mulheres eram bem tratadas, haviam quase que 50% das divindades sendo mulheres (ou do sexo feminina), inclusive Cleopatra era uma governante MULHER.

      Porém claro elas ainda não eram exatamente iguais, ainda tinham suas “inferioridades”, mas não chegava nem perto do que foi com o cristianismo (e ainda é)

    • Gradash

      Estou comentando enquanto escuto.

      Sobre a discussão de mérito, discordo completamente do Host (desculpe, esqueci seu nome, não significa você seja insignificante, ou significa você escolhe) e prefiro concordar com a Carolina, para mim é MUITO mais preconceituoso você dizer que “nossa essa descoberta é muito importante, principalmente porque uma mulher descobriu”.

      Nisso você está dizendo o que? Elas são incapazes de descobrir as coisas? O que elas tem de diferente? Não importa o nome, gênero ou cor, importa o que essa pessoa fez.

      É o mesmo que o sistema de cotas para Negros e Índios, tá dizendo que eles são incapazes por serem diferentes e não poderão então entrar em uma faculdade?

      Agora sobre as carreiras, tudo depende, eu sou um Designer e na minha área, ser homem é um problema sério… Trabalhei por anos e mais anos no ramo da moda (não que eu goste mas sim por que era a principal industria da região do extremo sul de SC), neste área nunca vi desigualdade de salários, mas sim por tempo de trabalha, vi casos de acusarem por que recebiam menos que fulano sendo que o fulano trabalhava na empresa a 15 anos…

      Já sofri muito na minha área por ser homem, ao ponto de ser humilhado pelo simples fato de ser homem e heterossexual na minha área. Acreditem, existe preconceito de todo lado, só depende da área que você está. Existem grandes estilistas homens? Sim, mas a barra que eles passaram para chegar ali não foi nada fácil.

      Segregação existe em todos os lados e para todos, só que alguns mais que outros.

      Afinal, todos são iguais, só que uns mais iguais que outros.

      • Silmar

        Oi. aqui é o host insignificante :-)

        bom, acho que fui mal interpretado. e essa frase “nossa essa descoberta é muito importante, principalmente porque uma mulher descobriu”, nunca saiu da minha boca.

        SE a igualdade realmente existisse, seria lindo avaliar só pelo mérito. O PROBLEMA É QUE ELA NÃO EXISTE. E no caso deste tópico, as mulheres podem até QUERER e TER CAPACIDADE para fazer o trabalho, MAS A SOCIEDADE NÃO DEIXA. O mesmo para negro e índios. Então sim, sou a favor de um olhar especial para garantir a igualdade NA MARA enquanto isso for necessário. É feio, é um método com falhas e problemas, mas é melhor do que ignorar o problema.

        E sobre as carreiras você colocou muito bem e é exatamente o que se apresenta. Troque a área e o sexo e vc tem o mesmo problema do outro lado. O ALMEJADO É A IGUALDADE. Mas enquanto a sociedade como um todo não se convence disso, sou a favor de usar ferramentais paliativas para lidar com o problema e mitigar o prejuízo enquanto a sociedade evolui e acaba com essa vergonha de vez.

        De qualquer forma, obrigado por participar, o debate é importante e deve ser levado adiante com diálogo e respeito mútuo pelas opiniões, mesmo quando contrárias as nossas.

        Abraço.

        The man with no name :P

        • Gradash

          Pronto agora eu sei o seu nome ;P

          Você sabe que igualdade total é utópico né? E utopia não existe.

          Sempre haverá um grupo que será tratado da pior forma, vem tempo e vai tempo e isso sempre vai acontecer, atualmente são as mulheres, em um momento poderá ser o homem. Não tenho bola de cristal, não tem como saber quem é o próximo a se f**er na parada.

          Apenas usando uma frase muito importante escrita por um cara nem um pouco importante “de poder na mão de uma minoria e veja o que acontece – Frank Hebert” *O ministério da saúde adverte, esta foi uma piada sarcástica.*

          Com o enfraquecimento do poder da igreja e de dogmas completamente machistas, acho que a segregação da mulher vai ser reduzida a quase zero em um futuro, mas um novo tipo vai surgir.

          Não é ser pessimista, é apenas olhar para o passado e conhecer a mente das pessoas.

          “É impossível prever um indivíduo, mas um grupo de pessoas é muito fácil – Isaac Asimov”

  • Não sei se na parte 2 teremos a pessoa que vou falar
    Existe uma mulher que não foi falado (ainda)
    Maria, a Alquimista (viveu em volta de 270 a.C)
    Ela criou o sistema do Banho-Maria, podem dizer que é algo besta mas veja para que serve isso :

    “Este procedimento é utilizado no laboratório em provas sorológicas,
    outros procedimentos que necessitem de incubação, aglutinação,
    inativação, em farmácia, biomedicina e também na indústria. O uso mais
    comum do meio que aquece o material é a água, mas pode também ser
    utilizado azeite.
    Utilizado em laboratórios para aquecer substâncias líquidas e sólidas
    que não podem ser expostas diretamente no fogo e que precisam ser
    aquecidas lenta e uniformemente.” (fonte: Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Banho-maria )

    Além disso ela criou mais coisas: O Tribikos (uma espécie de alambique com três braços que foi utilizado para obter as substâncias purificadas por destilação) e o Terotakis (um dispositivo usado para aquecer substâncias utilizadas na alquimia e recolher os vapores que só conseguiram melhorar ele em 1879 e trocado o nome para Soxhlet)
    Dizem alguns que ela foi a 1ª pessoa a se tornar um alquimista (que pode dizer que era o cientista de química) no mundo, tanto que é lembrada até hoje na sua invenção mais conhecida e já falada: o Banho-Maria

    (fonte para mais detalhes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria,_a_Judia )

  • Erick Carvalho Campos

    Mais uma vez parabéns pelo podcast. Continua excepcional!

  • Posso estar enganado (se eu estiver, me corrijam), mas antes da Margareth Thatcher, já teve uma outra mulher que foi primeira-ministra, que foi a Golda Meir, primeira-ministra de Israel e uma das fundadoras do Estado de Israel.

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