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SciCast #201: Especial Caravan – 1964

por em qui 01America/Sao_Paulo jun 01America/Sao_Paulo 2017 | 48 comentários

SciCast #201: Especial Caravan – 1964

Miscigenados. Crescemos aprendendo que se o Brasil teve uma formação pacífica, se deveu ao fato de que somos uma só nação, um só povo, independente de onde viemos, da cor de nossa pele ou mesmo da língua que falamos.

De forma análoga, foi assim que nasceu o Jazz na virada para o século XX. Uma mistura única, dançante, alucinante de ritmos latinos e caribenhos, de adaptações de instrumentos europeus e do blues afro-americano. Tomando forma em bares, bordéis e albergues de Nova Orleans, o jazz foi uma quebra de ritmo, compasso e mesmo lógica que a música costumava ter.

E a lógica, convenhamos, nunca foi um forte de nosso país. Crescemos colônia, viramos Império, uma República oligárquica. O pai dos pobres que deu um golpe, foi fascista, foi socialista, foi democrático. E foi morto. Um desenvolvimentista que faria 50 anos em 5. Um país extremamente dividido, reflexo de um mundo altamente polarizado.

Ao som de Caravan, de Duke Ellington e Juan Tizol, numa interpetação magnífica do baterista Charly Antolini, voltemos ao Brasil dos anos 60. Respire fundo e uma boa viagem.

*Este episódio especial, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

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SciCast #189: Especial Cavalgada das Valquírias

por em sáb 01America/Sao_Paulo abr 01America/Sao_Paulo 2017 | 40 comentários

SciCast #189: Especial Cavalgada das Valquírias

A história é cíclica. Não foi uma, nem duas, nem dez vezes que você já deve ter ouvido este chavão. A história se repete e, por tal, precisamos compreendê-la para aprendermos no presente os erros do passado a fim de evitá-los no futuro. A história é cíclica. E, olhando-a em retrospecto, muitas vezes parecer ser irônica – por vezes um escárnios, noutras uma piada de mau-gosto. Mas é inegável o fascínio que temos por compreender, afinal, de onde viemos.

Tomemos o…  controverso maestro e compositor germânico Wilhelm Richard Wagner. Controverso, veja você, aos olhos de hoje – à sua época, Wagner fora um renomado compositor de óperas, dramas musicais da mais alta estirpe, tendo obras atemporais como o “Coro da Noiva”, o fantástico prelúdio de “Tristão e Isolda”, ou a tetrologia em formato de ópera “O Anel de Nibelungo”. Composta e apresentada entre os anos 1850 e 70, a obra é baseada na mitologia nórdica e germânica e influencia e é influenciada por um momento de necessária construção da identidade nacional alemã, país recém-unificado e fervilhando em um caldeirão de nacionalismo.

Wagner e suas obras foram, por muitas décadas, um exemplo para o povo alemão. A construção forte das raízes míticas deste povo foi trabalhada profundamente na primeira metade do século XX, tendo sido apropriada, por fim, por Hitler – o que leva a muitos, erroneamente, a acusarem o compositor de um “nazista antes de seu tempo”. Tal anacronismo, contudo, é superado por sua obra, que transcendeu o tempo, elevando-o a um clássico da música erudita.

Uma das mais reconhecidas passagem desta grande obra é o prelúdio do terceiro ato da segunda ópera, nomeado de As Valquírias. Neste prelúdio, essas guerreiras nórdicas chegam cavalgando para transportar para o Valhala os heróis caídos em batalha. Uma posição de destaque, de mérito. Mas, como sempre coube historicamente às mulheres, de subserviência. Pois a história, ela é cíclica. Até o exato momento em que deixa de sê-lo.

*Este episódio especial, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

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Scicast #172: Especial Bolero de Ravel

por em dom 25America/Sao_Paulo dez 25America/Sao_Paulo 2016 | 25 comentários

Scicast #172: Especial Bolero de Ravel

Uma das coisas mais esplêndidas sobre a arte é a interpretação que o seu apreciador tem sobre a obra. Diz-se que um músico, poeta, escritor, artista é dono de sua criação tão somente enquanto ela está ainda em sua cabeça (ou flutuando no mundo das ideias). A partir do momento em que a coloca no mundo, perde o controle sobre seu significado, sobre o que ele desejava, sobre sua influência e, principalmente, sobre seu impacto na sociedade. A obra de arte é um ente vivo, independente de quando ou porque foi criada.

Um exemplo intrigante que temos é o Bolero composto por Maurice Ravel em 1928. Criado originalmente para o balé da atriz russa Ida Rubinstein, o Bolero de pouco mais de 15 minutos é escrito para madeira e metais, percussão, harpa e cordas. Sua principal característica, que a tornou a obra mais famosa do compositor francês, é o crescendo de pianíssimo a fortíssimo a partir de um mesmo ritmo – batidas de tambores e percussão que ficarão inalteradas por toda a música, a despeito das “idas e vindas” dos demais instrumentos.

E a interpretação, essa benção e maldição de que sofrem os artistas, pode nos levar bem longe de uma pacífica música dançante para o balé. Muito pelo contrário. Ravel, mais um filho de seu tempo, nasceu e cresceu no perigeu da era dos impérios, em um momento de extrema mudança geopolítica no mundo. Uma época em que os exércitos europeus somente aumentavam em número e em tecnologia. Numa perigosa e crescente marcha; tal qual o ritmo de seus tambores…

É sobre este momento, que viria a marcar profundamente a história dá humanidade, que falaremos hoje. Boa jornada.

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Scicast #156: Especial Overture 1812

por em ter 04America/Sao_Paulo out 04America/Sao_Paulo 2016 | 29 comentários

Scicast #156: Especial Overture 1812

Em 1880, o compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky, já famoso pela composição de balé “Lago dos Cisnes” – e que viria ainda a compor outros clássicos como “A Bela Adormecida” e “Quebra-Nozes” -, escreveu uma “Abertura” (uma peça originalmente aplicada à introdução instrumental de uma ópera) que viria a ser uma de suas mais reconhecidas obras.

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