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Scicast #85: H.G. Wells

por em 12/06/2015 em Destaque, Scicast | 18 comentários

Scicast #85: H.G. Wells

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Por que não devemos combater a gripe? Como ficar invisível? Para que raios viajar no tempo? As regras do criquet? Como criar seres meio-homem meio-comentarista de portal de noticias? Nada disso você vai encontrar no SciCast dessa semana, mas falaremos do homem que escrevia sobre esses assuntos. Não, talvez criquet não. Um dos pais da literatura de ficção cientifica Herbert George Wells, criador dos Guardiões da Galáxia de Guerra dos Mundos e diversas outras importantes da ficção científica.

Embarque em nossa maquina do tempo e venha conhecer a história de vida desse grande autor, entenda qual foi sua base educacional, suas ideias, suas principais obras, sua família, seus casamentos extremamente duvidosos e principalmente como raios se joga criquet, spoiler: é tipo taco só que com mais regras e violência (N.d.E.: Impossível).

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Produção/Apresentação: Silmar Geremia. Coordenação: Marcelo Guaxinim. Pauta: Ronaldo Gogoni. Engenharia de Som/Edição: Silmar Geremia. Participação: Marcelo GuaxinimRonaldo Gogoni e Juliana Jujuba. Convidados Especiais: Harald Stricker e Naelton Araújo. Arte da Vitrine: Jânio Garcia.

 

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livros:

A Maquina do Tempo – A Máquina do Tempo é o primeiro romance de H.G. Wells. Depois de vários rascunhos e versões, foi finalmente publicado em 1895. O livro teve sucesso instantâneo no Reino Unido, e sua fama logo se espalhou por outros países. Chamado de “homem de gênio”, considerado um pioneiro, Wells abriu caminho não só para seus livros e sua visão de mundo, mas para novas possibilidades temáticas na literatura.

O Homem Invisível – Em uma noite gelada de fevereiro, surge numa cidade isolada na Inglaterra um desconhecido à procura de abrigo. Com o rosto coberto de bandagens, enluvado e de óculos escuros, esse homem misterioso, de pouca conversa, parece estar se recuperando de um acidente que o desfigurou. Pede à dona da estalagem um quarto reservado, onde possa passar os dias sem ser incomodado. Mas a verdade está muito além da compreensão dos habitantes do vilarejo. Esse homem ríspido, que desde o início se indispõe com os demais, criou um método para se tornar invisível e caiu em sua própria armadilha: sem um antídoto, não pode voltar ao estado original.

A Ilha do Dr. Moreau – Em 1887, o navio Lady Vain naufraga no Pacífico. À deriva e sem esperanças de sobreviver em alto mar, Charles Prendick é resgatado por um navio chefiado pelo doutor Montgomery em uma missão no mínimo incomum: levar algumas espécies de animais selvagens a uma pequena ilha do Pacífico sem nome. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha junto com o carregamento. Lá, ele conhece a estranha figura do dr. Moreau, um cientista que, exilado por suas pesquisas controversas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais. O jovem Prendick logo toma conhecimento desses experimentos. Largado na ilha vulcânica, ele se depara com seres de feições diabólicas, misturas de homem e besta, ávidos pelo gosto do sangue.

Guerra dos Mundos – O enredo é uma analogia à Inglaterra e à Europa do século XIX – potências imperialistas que submetiam, colonizavam e sugavam recursos de culturas menos avançadas tecnologicamente. Wells procurava mostrar o que seria da Inglaterra se ela enfrentasse o mesmo tipo de extermínio social, econômico e cultural que impunha a outros povos.  De terríveis chupadores de sangue, os monstros de Wells acabam se revelando mais parecidos com os seres humanos do que se poderia imaginar. Por isso, a obra centenária sobreviveu ao avanço do conhecimento científico e às provas de que uma invasão vinda de Marte era uma ideia tola, e continua sendo, mais de um século depois de sua primeira edição, uma desconfortável reflexão sobre a natureza humana.

Ficção Cientifica – Schoereder, Gilberto.

Ciência Hoje – Nº 279 – Revista

Scientific American Brasil – Exploradores do Futuro – 02 – Esta edição especial traz o escritor H.G. Wells, fundador da ficção científica, crítico da sociedade vitoriana, escritor utópico e divulgador da ciência. Enquanto Verne examinava a ciência de seu tempo, Wells aproveitava da ciência apenas o discurso e soltava a imaginação. Seu objetivo era entender seu tempo e os resultados tardios da Revolução Industrial. Suas obras permanecem vivas até hoje, pois ele usa o gênero da ficção científica para examinar o presente com os olhos do futuro. Os artigos analisam os principais assuntos da ficção de Wells como o desenvolvimento das cidades, a contínua especialização do trabalho, a perda de espaço para as máquinas e a guerra. E também mostram como muitos deles foram aproveitados na elaboração de filmes para o cinema, adaptações de livros, jogos de tabuleiros e videogames.

Filmes:

A Máquina do Tempo (1960): direção de George Pal, com Rod Taylor e Alan Young. Devido à época em que foi produzido, o viajante (aqui visto como o próprio HG Wells) vai passando por acontecimentos documentados da primeira metade do século XX, como as duas Guerras Mundiais. No mais o plot é semelhante, com ele liderando uma rebelião dos Elói contra os Morlocks ao tentar incitr neles a vontade de lutar há muito perdida.

A Máquina do Tempo (2002): direção de Gore Verbinski e Simon Wells, com Guy Pearce. Simon Wells, bisneto de HG Wells assina a direção desta versão do livro juntamente com Verbinski. O plot permanece o mesmo mas mudanças significativas são feitas: o viajante interpretado por Pearce é o dr. Alexander Hartdegen, um inventor norte-americano e não britânico como no original. A motivação para ele construir a máquina do tempo reside em salvar seu interesse romântico da morte, o que volta a ocorrer toda vez que ele evita o evento quando ele realiza uma viagem de volta. Sua busca acaba por jogá-lo no futuro distante de 802.701 onde vivem os Elói e os Morlocks, mas introduções de elementos como uma sub-raça de Morlocks psíquicos, entre outras coisas não agradou o público.

O Homem Invisível (1933): filme da Universal Pictures dirigido por James Whale e estrelado por Claude Rains. Griffin aqui recebe o primeiro nome “Jack”, visto que no livro ele é identificado apenas pelo sobrenome. O plot é essencialmente o mesmo: químico que descobriu o segredo da invisibilidade planeja usar seu novo poder para iniciar um reino de terror, dominando o mundo inteiro. O filme, embora seja considerado uma obra menor entre os clássicos do terror da Universal (como Frankenstein, Drácula e A Múmia) rendeu diversas continuações e ao menos dois derivados: A Mulher Invisível (1940) e O Agente Invisível (1942), sendo que o primeiro é uma comédia e o segundo um filma usado como propaganda de guerra.

O Homem Sem Sombra (2000): dirigido por Paul Verhoeven, com Kevin Bacon, Elisabeth Shue e Josh Brolin. Adaptação livre do romance de HG Wells, neste filme uma equipe de cientistas liderados pelo dr. Sebastian Caine (Bacon) conseguem desenvolver um soro capaz de tornar seres vivos completamente invisíveis. Após testar o método num gorila e fazê-lo voltar ao normal, Caine insiste em pular etapas e convence sua equipe a aplicar o soro nele mesmo. Entretanto ele fica preso na forma invisível, e seu comportamento vai se tornando cada vez mais instável a ponto de colocar todos ao seu redor em risco.

O Homem Invisível (série, 1975): a série da NBC teve apenas uma temporada de 13 episódios mas é extremamente famosa. Estrelada por David McCallum, o plot gira em torno de uma técnica de manipulação atômica que deixa objetos e seres vivos invisíveis por um tempo. O dr. Daniel Westin, que desenvolveu a técnica descobre que o Pentágono deseja usar sua invenção para fins militares, e ele então destrói todas as suas anotações e o soro, mas um acidente enquanto ele tentava se tornar invisível para fugir tem efeitos desagradáveis sobre ele: Westin só pode se tornar visível através de truques tecnológicos, para todos os efeitos ele agora é permanentemente invisível.

A Ilha do Dr. Moreau (1996): direção de John Frankenheimer, com Val Kilmer e Marlon Brando. Nesta adaptação moderna do livro de HG Wells, o dr. Moreau não se utiliza de vivissecção, mas injeta DNA humano nos animais a fim de transformá-los em híbridos. Entretanto os animais começam a se rebelar contra o controle do médico, que reina na ilha como um deus ensandecido./

Guerra dos Mundos (2005): direção de Steven Spielberg, com Tom Cruise, Dakota Fanning e Tim Robbins. O filme conta a história de Ray Ferrier, um estivador divorciado que vive longe de seus filhos. A história de desenrola no esforço do protagonista em sobreviver e manter sua família viva enquanto o planeta é severamente atacado por uma armada alienígena aparentemente invencível.