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Scicast #81: Sotaques

por em sex 15America/Sao_Paulo maio 15America/Sao_Paulo 2015 em Destaque, Scicast | 35 comentários

Scicast #81: Sotaques

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Ouvintes queridos! Viajamos do norte ao sul desse pedaço de terra que chamamos de lar, para levar a vocês a expressão do que temos de mais bonito e rico culturalmente no Brasil, os sotaques. A linguagem tem um importante papel no ponto de vista social de muitas espécies. Ela pode estabelecer relações sociais, além de transportar ou ser o veículo pelo qual as informações sobre os falantes são transmitidas.

O simples fato de estabelecer uma conversa informal revela muito mais do que foi dito do conteúdo verbalmente expresso. Em um primeiro momento, é o sotaque que emerge e chama a atenção ao evidenciar as diferenças dialetais que frequentemente são alvo de avaliações estereotipadas. Afinal, mais importante do que o que é dito é como se diz. Mas, o que é um sotaque? Como produzimos ele anatomicamente? E um dialeto? E o que raios é um “r” retroflexo? Lembrando que não há um sotaque melhor que o importante é se comunicar.

Orgulhe-se do seu sotaque, ele é resultado de toda uma complexidade cultural que formou o que você é. Então nos acompanhe neste divertido episódio que contou com a participação do PH Santos e do Luiz Felipe, além da ilustre contribuição cultural sotática da Kamila, do Ronaldo e do Fabrício Jedi.

 

Produção/Apresentação: Silmar Geremia. Coordenação: Tarik Fernandes. Equipe de Pauta: Marcelo Guaxinim e Werther Krohling. Revisores: @RonaldoGogoni">Ronaldo Gogoni e Gustavo Simioni. Engenharia de Som: Silmar Geremia. Pré-edição: Fabricio Vaz. Revisão/Sonorização/Mixagem: Silmar Geremia. Convidados Especiais: Raphael Santos (PH Santos), Luiz Felipe, Kamila, @RonaldoGogoni">Ronaldo Gogoni e  Fabricio Vaz. Arte da Vitrine: Pablo Rigamonti.

 

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Comentado no Episódio:

  • Projeto Atlas Linguístico do Brasil (Projeto ALiB) – empreendimento de grande amplitude, de caráter nacional, em desenvolvimento – tem por meta a realização de um atlas geral do Brasil no que diz respeito à língua portuguesa. Desejo que permeia a atividade dialetal no Brasil, durante todo o desenvolvimento dos estudos linguísticos e filológicos, ganha corpo nesse final/começo de milênio, a partir de iniciativa de um grupo de pesquisadores do Instituto de Letras. Mais uma vez a UFBA assume atitude pioneira ao empreender a concretização dessa proposta que se realiza como projeto conjunto que envolve hoje doze Universidades
  • Geraldo Britto

    Ciênce, bíti!

  • João Marcos Silva

    Ei galera, seria muito interessante um cast sobre Idade Média, mas focado nos povos “bárbaros” como vikings,vândalos,saxões,,húngaros,germânicos.., já estou de saco cheio dos livros de história mostrarem apenas a história dos povos cristãos e do império bizantino além daquelas explicações batidas sobre o sistema feudal. Acho que seria até bom dividir em duas partes, alta e baixa idade média.
    Abraços

    • Esse tema daria vários episódios. Seria muito foda!

  • Pablo Neves

    Ainda bem que é o PH Santos, e não o colega babaca ignóbil dele.

  • Alex Rocha

    Excelente cast!

    Nasci e cresci em Manaus-AM e foi lá onde vivi 25 anos da minha vida. Há 8 anos moro em Maringá, no noroeste do Paraná, e notar a diferença do sotaque foi inevitável. E todos sabem que sou de outro estado só de abrir a boca.

    Contudo, depois de tanto tempo aqui, a percepção de diferença existe agora quando se trata de Manaus. Ou seja, quando converso com meus familiares ou viajo pra lá percebo o quanto o sotaque se faz presente. Algo que era tão natural, agora soa estranho.

    Pior ainda é ainda achar estranho também o sotaque do noroeste paranaense (que é diferente do sul do estado). Ou seja, meu sotaque hoje está bem misturado. Ainda preservo boa parte das características citadas pela Camila, mas também já é perceptível algumas referências daqui. Pelo menos para quem é do Amazonas e me conhece há um bom tempo.

    A respeito da Camila, logos nas primeiras frases dela, consegui puxar na mente todo aquele universo cultural amazonense que eu conheço muito bem.

    Por falar em cultura, muitos já me falaram que o sotaque amazonense é um misto de carioca e cearense. Levando em consideração que os times do RJ são muito populares por lá (inclusive torço pra um deles), assim como boa parte do comportamento foi moldado pelos meios de comunicação carioca; acredito que isso de certa forma também influenciou no sotaque. Posso estar errado.

    Paralelo a isso, a cultura nordestina, principalmente a cearense, é muito admirada por lá. Desde pratos típicos, artistas e a música. Inclusive o forró é um estilo musical bastante em alta. Tem alguns programas de rádio e tv, cujos apresentadores, tem os mesmas características dos cearenses. Em certos programas de rádio, os locutores parecem até que são o PH Santos falando.

    Quando a Camila brincou sobre ter muito amazonense no Ceará, foi no que diz respeito às praias cearenses que são sempre as mais requisitadas nas férias. O litoral cearense é também o amazonense.

    Então, acredito que essas duas fortes influências culturais do Rio e do Ceará foram as principais responsáveis por moldar o sotaque amazonense. Mas, claro, somando ao que já é da terra.

    Abraços, parabéns pelo cast e saudações diretamente do SpamCast!

  • Carlos Nani

    Esse eu vou ouvir comendo bixcoito !!

  • só precisa diminuir a música de background, o Capital Inicial tava gritando na minha cabeça.

  • Ana Carolina Borges de Oliveir

    Sou maranhense e dizem que aqui não temos sotaque nenhum o.O será?
    Meus pais são mineiros e é incrível que quando falam com algum parente puxam tanto o sotaque que até acho estranho rsrsrs

  • Ana Carolina Borges de Oliveir

    Sobre o sotaque do Silmar entendo perfeitamente o PH kkk… Meu esposo é Catarinese Tb e tem o mesmo sotaque e nos primeiros três Meses de namoro eu só fingia que entendia o que ele falava ao telefone kkk

    • Tarik Fernandes

      Por amor, vale. hahahaha

  • Pablo Ramón

    Eita mah, só cabra da peste! Podcast Excelente, é sempre bom acabar com certos preconceitos.
    Abraços de Fortaleza-CE.

  • Marcos André

    Maranhense querendo saber se temos sotaque… heheh Muito bom o programa… PH é demais

  • Rubens da Cunha

    Tem uma coisa interessante sobre a expressão “égua”, ela é uma marca cultural da fala de quem é de Joinville/SC. Não sei por quais caminhos o “égua” chegou lá, mas é uma marca bastante comum. Há uma variação que eu gosto muito que é o “ésqua”. Excelente podcast. Mostrar a variação linguística é sempre uma maneira de mostrar que a diferença nos constitui e nos fortalece, como bem falou o Silmar no final.

  • Vale lembrar que temos sotaques diferentes num mesmo lugar. Por exemplo, Aqui na Bahia há basicamente três grupos de sotaque: o do recôncavo (Salvador), o do alto sertão, que puxa mais para o de Pernambuco, e o daqui do sudoeste, que puxa mais para o mineiro. Mesmo dentro de uma cidade como a minha, com 300.000 habitantes, há sotaques diferentes para cada região da cidade, o que torna ainda mais rica a nossa cultura. Parabéns pelo ep, já tou compartilhando.

    I. Malforea (Vitória da Conquista-BA)

  • misterjeny

    Ótimo cast amigos,só achei estranho que,mesmo com milhões de indivíduos,línguas e dialetos distintos a população africana foi esquecida como base no sotaque de algumas regiões.ainda mais em estados como Bahia,rio de janeiro e Maranhão cuja população tem grande influência deste grupo!
    Dou como exemplo a minha região Ilhéus/sul Bahia,onde devido a raiz afro-indigena nós temos a famosa malemolência no sotaque e é bem distinto do sotaque de salvador e do interior(sertão).oque corrobora com o dito no cast:o sotaque não tem fronteira ou parâmetro de alcance,podendo a mesma comunidade ter linguagens e “jeitos” de falar beeeeeem diferentes.
    Abraços galera.

  • André Moura

    Adoro o Scicast, fico ansioso por cada episódio, um ponto que gostaria de registrar são as risadas que estouram meus ouvidos quando estou usando fones, soa extremamente desagradável, e as vezes no meio das brincadeiras e das gargalhadas estrondosas e as vezes intermináveis o assunto perde o foco.

  • A caricatura do Fabrício representa Porto Alegre :)

    Mas, eu moro na Grande Porto Alegre e, quanto mais em direção a serra, mais fica parecido com o sotaque da região do Silmar: horas tendendo a alemão, horas tendendo a italiano.

    #bairrismo :)

  • Paulo Rodrigues

    A voz do ator Mel Gibson em Mad Max foi dublada na versão exibida nos cinemas americanos. A decisão foi tomada pelos produtores após considerarem que o público norte-americano teria dificuldades em compreender o sotaque australiano que Gibson tinha na época.

    • ThiagoDMG

      Na real, o primeiro filme É australiano, e foi inteiro dublado quando lançado nos EUA devido ao problema com o sotaque! Loko né

  • Saudações SCICASTERS.

    Acabei de ouvir o episódio e ficou simplesmente fantástico. Fiquei feliz quando o Marcelo lembrou que moro em Manaus. ( sim eu sou aquele podcaster que ele citou O/ http://www.lexcast.in )

    Nasci em Porto Alegre – RS. E aos 15 anos (1987) vim morar em Manaus, onde moro até hoje.

    Em razão disto meu sotaque é uma coisa que não é reconhecida nem por amazonenses nem por gaúchos, pois aqui todo mundo sabe que sou do SUL, mas quandot estou em Porto Alegre sempre me perguntam de onde é o meu sotaque rsrsrsrs.
    Então eu costumo dizer que sou AMAZONÚCHO ou que sou apenas brasileiro.

    Como foi falado no Cast existe sim diferença entre o sotaque Amazonense e o Paraense e para quem mora aqui é fácil identificar quem é do Pará, já que aqui falamos muito MANA / MANO e no Pará é mais MANINHO / MININHA sendo pronunciado algo como “MANINIO”, “MANINIA”, como também “LÍNEA”, “FARÍNEA”, “PEQUENININIO”e por aí vai.

    Já o pessoal de Manaus pronunciam vogais mais fechadas, soando algo como “BÂNAN” e “PÂNELA” e usa-se muito o U no lugar do O como em “FUGÃO”.

    A Camila representou muito bem as Manauaras e felizmente não disse nenhuma “LESEIRA BAR'” :-P

    Mas o que mais me emocionou foi ouvir Toda de Boi Bumbá na trilha sonora, fiquei emocionado, pois se não sou amazonense de nascimento com certeza sou amazonense de coração.

    Parabéns pelo episódio e pela edição que inclui Toada de Boi.

    Márcio Etiane.
    Manaus – AM
    http://www.lexcast.in

  • Washington Rayk

    Ótimo episódio!

    Sobre o sotaque do Silmar, tive uma professora de polonês que falava um português estranhamente parecido. Certamente, os colonizadores poloneses também somaram bastante nesse sotaque. Uma curiosidade: a personagem do “Toma lá, dá cá” Bozena ( se fala “Bojena”) tem um nome polonês que pode ser traduzido como “Deusinha”.

  • Marcos Vinicius Moreira

    Galera, excelente episódio! Mas peraí! Cêx tão de sacanage comigo, né! Botando um paulixta pra falar do Rio de Janeiro? Chamava um de nox, carioca da gema, que exquece o ixqueiro na exquina da excola onde tava rolando um exquema com a menina da bunda manêra!
    Abraço, gente, sucesso, e continuem com esta qualidade inigualável.

    • Tarik Fernandes

      kkkkkkkk, Boa!

  • Uma outra coisa que esqueci de comentar no post anterior foi que eu tenho a impressão de que os Paulistas não pronunciam “SÃO” Paulo e sim “SAN” Paulo.
    E que os cariocas não pronunciam “RIO” de Janeiro e sim “RII” de Janeiro.

    Vocês já perceberam isso ??

    • Tarik Fernandes

      Não reparei isso, mas o goiano quanto vai falar que vai para o rio, na verdade fala que vai para o “RI”

  • Frederico

    Bom vamos lá, primeira vez escrevendo por aqui. Meu nome é Frederico, Aux. de Contabildiade. Sou ouvinte a pouco tempo, parabéns pela qualidade do programa, vcs mandaram bem, adoro sotaques seja ele qual for, claro tem alguns que são feios, mais a maioria são bem curiosos, sou de Goiânia, e uma coisa que é notavel é como que cada região sempre tem alguma semelhança com outra. Nosso sotaque goiano costumo dizer que é irmão do mineiro, as pessoas confundem sempre, quando fui ao Rio todos me perguntavam se eu era mineiro, goiano era sempre o segundo chute dos cariocas, que inclusive é um dos sotaques que eu mais acho legal, a única coisa que me incomoda em sotaques é quando repetem muitas vezes a mesma palavra tipo os paulistas (claro que não são todos), eles costumam dizer varias vezes: ta ligado. As vezes no começo e no final da frase, fica repetitivo, também gosto muito do sotaque gaúcho, eles realmente parece ser de outro país de tanto que eles falam diferente do restante do país. Abraços galera e continuem com o grande trabalho que vem fazendo, caso esse comentario seja lido complementem com:
    E ai pessoal, ocês bota fé que aqui no Goiás em Goiânia é a capital das mulheres bonitas?? É pode acredita, nois aqui tem essa vantagem, o trem bão rapaiz… Se precisa vê isso!

  • Sou cearense mas adoro o sotaque do pessoal da região Sul. E a Globo me fez odiar o sotaque carioca.

  • Fabio Arman

    Fala galera! Primeira vez que comento. Aliás, estou conhecendo esse excelente podcast, é o segundo episódio que escuto. Achei muito bom o papo e muito divertido. Leve e informativo.
    Sou carioca (e o certo é bixcoito – com “x”… heheh) e vocês falaram do sotaque padrão do RJ. Mas assim como em SP, as comunidades tem todo um dialeto próprio e que diferem bastante do resto da cidade. Filmes como Cidade de Deus mostram um pouco dessa diferença, mas acreditem, lá é mais complexo do que no cinema (acho que suavizaram um pouco, pra dar pra entender)…
    Continuem o bom trabalho e até a próxima!

  • Caio Dias

    Acabei de conhecer um jogo que está dentro do tópico do programa, é um jogo para iPhone que desafia você a descobrir de onde é o sotaque das pessoas:
    https://macmagazine.com.br/2015/05/30/jogo-para-iphone-desafia-voce-descobrir-de-onde-e-o-sotaque-das-pessoas/

    Achei que podia interessar a vocês.

  • ThiagoDMG

    Aqui em Piracicaba (interior de SP) galera mt esse “Leite quente da dor de dente” com sotaque puxado.

  • ThiagoDMG

    Aqui a gente não tem uma frase, tem uma música inteira que define o sotaque:

    Carxara de forfe
    Cuspere de grilo
    Bicaro de pato
    Asara de barata
    Nheque de porteira
    Já que tá que fique
    Suvaco de cobra
    Sem óio de breque
    Óculos de raiban
    Carcanhar de bode
    Toceira de grama
    Já que tá que fique

    XV XV XV

  • OLucasConrado

    Um dos melhores Scicasts que ouvi! Sou fascinado por sotaques. Ainda mais nascido em Minas, criado em São Paulo e morando no Rio, sotaque é uma coisa que reparo com facilidade.

    Olha, sobre sotaque neutro, não concordo muito com o que falaram. Acho engraçado é que muitos dos que falam que os sotaques atrapalham o entendimento, assistem a vídeos no YouTube, séries e filmes em inglês e sem legenda. Inglês é mais fácil de entender do que português falado por um paraibano, catarinense ou amazonense? Fala sério.

    Ouço podcasts do Brasil inteiro e entendo tudo o que vocês falam. Sou um ferrenho opositor do sotaque neutro. Por mim, a TV deveria ter todos os sotaques. Com a gente acostumado a ouvi-los, a gente não estranharia.

    Enfim, falei sobre isso no Mundo Podcast: http://mundopodcast.com.br/artigos/podcasts-integracao-nacional/

    Ótimo programa!

    Abraços,
    Lucas

  • João Paulo

    Sei que já passou um tempo desde que foi lançado o Podcast, mas queria comentar algo mesmo assim.

    Muito PIRA esse Scicast sobre Sotaques, pena que na hora de falar aqui do Paraná, em vez de comentar algo sobre a PIAZADA daqui, usaram como exemplo um PIÁ que imita Alemão DAÍ.

    Comumente vejo o pessoal achando que o sotaque Paranaense é muito parecido com o Catarinense, porém, ao meu ver, é bem diferente, o sotaque do interior do Paraná é muito parecido com o do Gustavo, tanto que não percebi nenhum sotaque nele. A grande diferença é aqui em Curitiba, que tem muita situação que você descobre fácil que a pessoa é aqui.

    TESÃO de Podcast PIAZADA, Abraços.

  • Alexandre Egito

    Pow, mas ninguém falou do sotaque do Tocantins? Tô brincando, mai que scicast massa foi esse, mermão? Butou pra torar, mô véi! Ôxe!
    Alexandre, Recife-PE

  • Diego Barros

    Égua mah, que cast massa da bexiga! :-)
    Sou de Fortaleza-CE, mas estou morando em Brasília a 9 anos. Passei os primeiros 5 anos tentando voltar, mas acabei que casando com uma paraense paidégua.
    Muito do que foi dito no cast aconteceu comigo. Eu não notava que tinha sotaque e tudo que eu falava com naturalidade muitas das vezes causava risadas descontroladas (e eu sem entender). Acabei que perdendo um pouco do sotaque. Mas, como costumo dizer aqui no trabalho, todo ano vou “reforçar” o sotaque na terrinha.
    Parabéns Scicast. Vida longa ao cast!

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