Pages Menu
TwitterRssFacebook
Categories Menu

Era Sombria 2.0 – Ano 1 – Capítulo 4 – Trajeto

por em 16/05/2018 em Entretenimento | Nenhum comentário

Era Sombria 2.0 – Ano 1 – Capítulo 4 – Trajeto

Feito o pagamento do “pedágio” para saírem da cidade, o plano era tentar seguir em linha reta e usar, se necessário, o trajeto de uma antiga rodovia que cortava o país de ponta a ponta como referência, mas os escombros dos viadutos eram perigosos, já que serviam de moradias para vários grupos de nômades do deserto.

A região era estéril, não havia vegetação ali, só restos de antigas construções, as pessoas insistiam em viver ali para atacar os poucos veículos que se aventuravam a cruzar aquelas terras. Não havia mistério, seguiriam agrupados por sessenta quilômetros, só levariam mais de meia hora se encontrassem algum obstáculo pelo caminho e esperavam por dificuldades. Ivan avisou a todos pelo rádio quando saíram da cidade para ficarem em alerta, algo desnecessário e obvio.

O sol já incomodava o grupo naquele lugar seco e sem vida. Os carros andavam levantando uma nuvem de poeira de uns três metros, entregando a qualquer um na região o que acontecia. Alguns cactos insistiam em trazer vida àquela paisagem triste, alguns restos de carros e esqueletos serviam de avisos para o grupo.

Seguiam o caminho mantendo a antiga rodovia como referência, os seus aparatos eletrônicos garantiam sua localização, identificando a existência de qualquer obstáculo a frente. Então, Ivan chamou pelo rádio para avisar que seu carro tinha detectado um obstáculo grande a frente, teriam que desviar o caminho em cinco quilômetros para a esquerda. Conseguiam avistar algo que parecia uma construção no meio do deserto… Mais alguns quilômetros e viram que era uma fortaleza feita de carros antigos, não era possível ver se existia alguém lá dentro. Quando chegaram mais perto, viram quatros pessoas em cima dos “muros”. Lee avisou que iriam se distanciar mais três quilômetros para não correrem risco algum. Quando se livraram da fortaleza, derem de cara com algumas barricadas feitas com sucata.

Foram recebidos a bala. Todos pararam e usaram os carros para ter alguma proteção. Ivan mandou as motos irem pela direita e tentarem flanquear usando uma formação de pedras a frente como proteção. Ficaram Ivan, Chris, A e os cinco empregados trocando tiros contra os inimigos. Fred usou seus micro robôs para identificar a quantidade e a posição dos inimigos enquanto a troca de tiros acontecia. Chris e Ivan usavam fuzis e derrubaram dois do outro lado; os empregados usavam fuzis leves, mas não tinham muito jeito para a coisa: um deles caiu com um tiro no peito e não se mexia. Enquanto isso, outro inimigo foi morto por Chris. Os carros eram pouco alvejados, os bandidos tinham cuidado, pois não queriam estragar as mercadorias. Fred avisou que havia quinze ainda vivos. Transmitia para Ivan a posição deles, que repassava as informações para os outros.

O esquadrão das motos conseguiu chegar na formação sem ser atingido. Apenas a moto de Zeh tinha sido avariada, mas o rapaz conseguira acompanhar os outros que começaram a revidar disparando com suas pistolas e submetralhadoras. Tow percebeu que Lee não estava mais com eles. Os bandidos tentaram evitar a todo custo que as motos alcançassem a formação de pedras, mas falharam e foram obrigados a recuar para improvisar proteções laterais. Enquanto faziam isso, cinco deles foram derrubados pelos dois grupos, o grupo nos carros deu cobertura, permitindo que o restante avançasse contra os inimigos. Chegaram nas proteções improvisadas e derrubaram mais quatro bandidos durante o avanço. Então aconteceu algo que surpreendeu a todos: Ivan ordenou que todos parassem de atirar.

Os últimos bandidos começaram a revidar, atirando freneticamente contra eles. Em seguida, começaram a gritar de dor, havia uma confusão do lado deles. Viram Ivan derrubar mais dois deles com seu fuzil. Quando todos tinham caído, Lee surgiu do meio da confusão usando uma cyberkatana, uma arma rara que poucos manuseavam com precisão, normalmente usada somente por descendentes de orientais. Aquilo cortava carne, ossos e metal com muita facilidade e “nunca” perdia o fio, pois micro robôs consertavam a espada em algum tempo. Além disso, Lee tinham um traje de combate de última geração que, com certeza, conseguia enganar sensores de presença e de calor. Isso fez com que ganhasse muita moral com os poucos experientes, que passam admirá-lo.

Enquanto Fred e Ivan verificaram se as cargas e os carros tinham sido afetados, os canários arriscavam acabar com a paciência de Lee perguntando onde tinha arrumado aquele traje bacana e se poderiam segurar na sua espada legal. O restante não perdeu tempo e começou a vasculhar os corpos procurando por algo útil. Pareciam um bando de urubus desesperados. Lee dispensou os canários, voltando para o grupo de Ivan. Estes perceberam o que os outros faziam e se juntaram a eles. Fred identificou que um terço das mercadorias acabou danificado. Mas a empresa mandou três equipamentos idênticos, sabiam que esse tipo de transferência era arriscada e, por isso, mandavam um backup pelo menos. Pediu para que os empregados identificassem se alguma parte extra poderia ser levada. Ivan percebeu que um dos carros não tinha como continuar, mas seu carro resistira bem ao combate. Chris chamou os dois e ao lado de um empregado entraram no carro em que estava o filho do dono. Ele estava morto no piso do veículo: dois tiros acertaram o rosto e o peito do rapaz.