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Era Sombria 2.0 – Ano 1 – Capítulo 10 – KVZ

por em 08/08/2018 em Entretenimento | Nenhum comentário

Era Sombria 2.0 – Ano 1 – Capítulo 10 – KVZ

Era uma região abandonada da periferia, o encolhimento da população no mundo causou isso em várias cidades – anos de queda populacional geraram grande locais esvaziados nas grandes cidades. O interior dos países passou a ter diversas cidades fantasmas, lugares excelentes para clínicas que trabalhavam com manipulação genética proibida e implantes de dispositivos ilegais. Os estabelecimentos e prédios de poucos andares faziam parte desse ambiente. Viciados e vendedores do mercado negro eram as poucas pessoas que eram vistas nas ruas naquele momento, mas sumiram nas sombras agarrando o que podiam dos seus pertences quando surgiram os três veículos com o logo da KVZ cortando as ruas em alta velocidade. Aquilo indicava que confusão grande estava para acontecer, mesmo os vendedores de informação preferiram manter distância do que observar tudo atentamente.

O céu estava cheio de nuvens esverdeadas, a estação das chuvas estava prestes a começar e os primeiros dias seriam sofríveis como sempre. Os carros chegaram ao seu objetivo e pararam posicionados para fazer uma proteção para a equipe tática da KVZ. Os homens posicionados nem tentaram iniciar algum tipo de negociação, começaram o tiroteio contra o antigo estabelecimento daquela periferia. Os homens de Ivan se protegeram da forma que podiam, vidros foram quebrados, algumas madeiras foram perfuradas, mas alvenaria até que resistiu bem. Quatro homens tentaram invadir, mas foram prontamente derrubados por Tow, Edu e Zeh. Um ainda escapou com vida, fora acertado e colocado pelos companheiros atrás de uma parede. Os nove restantes abriram caminho, pois um exosqueleto saíra de um grande furgão e estava pronto para invadir o local. Primeiro disparou uma saraivada de balas por uns vinte segundos moendo madeira, alvenaria e tudo; Tow caiu e foi socorrido por Edu; Ivan pedia para que continuassem atirando para tentar segurar os homens da KVZ. Silveira gritava feito louco para que parassem, parecia que queriam matá-lo também. Na realidade, a ideia era essa, silenciar todos, se ficasse com vida, sorte dele, pois a prioridade era derrubar todos os envolvidos.

O piloto ficou surpreso ao escutar o alarme interno avisando sobre o disparo de um RPG. Teve tempo de ver a indicação de perigo no painel de controle, acabou acertado em cheio no lado direito do monstro de metal de quase três metros que resistiu bem mantendo o piloto vivo – surdo por um tempo e com algumas queimaduras. O braço do gigante caiu junto com a arma fazendo um grande barulho ao tocar o chão, mas permanecia ligado ao gigante. O exosqueleto não respondia aos comandos do piloto, que ainda não escutava os alertas sonoros, mas percebia que a máquina estava travada, então o sistema sozinho fez um reboot – ficaria uns minutos sem responder. O braço se soltou lançando algumas faíscas, o acesso estava muito danificado, o vidro estava muito trincado comprometendo em parte a visibilidade do piloto.

Chris tinha uma visão perfeita do piloto com a luneta do seu rifle de assalto: foram três disparos para garantir que o coração da máquina não se movesse mais. Lee jogara seu lançador para o lado e disparava com ajuda de Chris contra a equipe da KVZ de cima de uma prédio muito antigo de quatro andares do outro lado da rua. Foi um massacre, um deles já estava no chão, pois fora atingido pelo o disparo que travou o monstro de metal. Chris e Lee derrubaram dois cada um, ainda quatro resistiam encurralados sendo alvejados por aqueles que estavam no velho estabelecimento e pela dupla em vantagem em cima do prédio. Foram mais alguns minutos, e outro três foram mortos, o último jogou a arma para fora e levantou os braços em sinal de desistência. O oriental não teve clemência, mandou um tirou no rosto desse, disparou outra vez acertando a cabeça do outro que estava encostado na parede e tinha sido socorrido pelo companheiros na primeira investida.

Chris fez uma cara de raiva e nojo para o oriental, pegou o lançador usado e empurrou com indignação contra o peito de Lee. Foi na frente sem dizer nada, Lee alertou que os homens da KVZ fariam o mesmo com eles. Chris parou, virou o rosto de lado e disse “agora somos iguais a eles”. Os dois desceram rapidamente sem trocar nenhuma outra palavra.

Ivan tentava estancar o sangramento de Silveira, fora acertado duas vezes no peito. O sangue escorria por um pano ensanguentado e pela boca dele, então Chris perguntou se estava satisfeito com o tratamento e com a preocupação da KVZ. Indagou se gostaria de sacanear uma única vez essa bondosa empresa. Silveira fez cara de raiva puxou Ivan pelo gola e falou que a KVZ conseguiu um contrabando de um armamento poderoso da África do exercito dos inalcançáveis. Tal informação fez os olhos de Ivan arregalarem, Silveira disse que o objetivo da equipe chefiada por ele era fazer uma engenharia reversa para construir escudos pessoais para as equipes táticas da KVZ. Isto significaria uma vantagem militar gigante, disfarçaria o contrabando do equipamento, além do risco das pessoas saberem que a Africa não virou totalmente um deserto nuclear. Ivan e Fred escutaram aquilo com espanto, era extremamente arriscado alguém do exercito dos inalcançáveis contrabandear equipamentos. Viviam num paraíso e não precisavam de créditos, as empresas não teriam nada para tentar comprar alguém de lá, seria loucura, pois, se isto fosse descoberto, a diretoria de qualquer empresa envolvida seria caçada pelos repressores.

Uma equipe tática cruel que era único contato do restante da população com tecnologia avançada, seu enorme jato negro que era movido por uma energia verde esmeralda carregava uma equipe de vinte e cinco soldados altamente treinados que executavam prontamente as ordens da Oceania. Silveira, morto, largara a gola da camisa e tombara em direção ao braço de Ivan, que o colocou gentilmente na cadeira enquanto pensava naquilo que acabara de ouvir.

Era uma informação extremamente perigosa que valia uma fortuna. Ivan não conseguia imaginar o que poderia fazer com ela naquele momento, mas notara que Zeh e Fred olhavam espantados para seu braço direito. Dois disparos o acertaram, um liquido azul escorria de lá revelando um braço robótico com articulações de metal imitando músculos humanos. Fred ficou ainda mais espantado ao ver que o braço robótico começou a refazer as “fibras” de metal.