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Reino de Dreen – Capítulo 4

por em 25 25America/Sao_Paulo julho 25America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

Reino de Dreen – Capítulo 4

Descansavam próximos a uma pequena fogueira, a luta foi mais fácil do que imaginavam, porém a caçada foi cansativa, aproveitaram para recuperar a energia e berber um pouco enquanto o rastreador não voltava.

– Daniel, os magos vermelhos não carregam uma espada mágica para usar seus poderes? – Alerin perguntava isso, pois estava curioso desde o momento que a viu a arma do mago.

– Bem, a minha espada foi tomada pelo conselho vermelho de Kar’l, umas das punições por ter sido banido. Esta foi um presente de uma pessoa que não queria me deixar desprotegido – Daniel pensou um pouco e continuou falando – Você está enganado se acha que um mago vermelho fica impossibilitado de usar magia sem sua espada, é verdade que a arma aumenta a intensidade do feitiço, mas sem ela não fico indefeso.

– Sei que os magos vermelhos são ótimos com lâminas e não ficam atrás de nenhum guerreiro iniciante, mas não tem a experiência em combate de uma vida de mercenário ou um veterano de guerra. Não devem suportar serem cortados, ou podem se desesperar se ficarem sangrando, passar noites ao relento com fome fugindo de inimigos ou feras – ria orgulhoso o guerreiro enquanto aproveitava sua bebida.

– Verdade, mas seria um erro mortal igualar um mago armado com sua arma com um lutador iniciante. Não esqueça, um mago vermelho é perito em magias de ilusão, controle e … de manipulação, logo não são mestres em magias mortais como os magos negros, então recorrem as laminas para derrotar inimigos enfeitiçados – explicava o mago – Além de magia, estudam a anatomia de grande parte dos seres vivos, pois os golpes devem acertar os pontos vitais não permitindo chance de reação.

– Dizem que uma das piores mortes nesse mundo é através das mãos de um mago vermelho. Falam que você vê seus piores pesadelos enquanto sangra até morrer, outros sofreram dores horríveis enquanto babam e reviram os olhos imploram por clemência – falava o jovem anão enquanto comia algo e limpava a barba suja de migalhas.

– Você está bem informado, Alerin. Nada disso é mentira, ou exagero da crença popular – surpreendendo anão, o mago continuava falando – na realidade, sou capaz de fazer esse tipo de coisa….  Cuidado!!!

Quando o anão olhou para baixo, via uma cobra se aproximando dele, saltou surpreso para longe procurando algo para matá-la. Enquanto isso, o guerreiro rindo jogou uma pedra contra o bicho que ao ser tocado virou fumaça.

– Tolice, uma cobra cuida de seu território nunca avançaria contra nós, caça animais pequenos a noite, somente uma cobra gigante teria coragem para caçar humanos e existem longe daqui em florestas bem diferentes – ria o guerreiro do anão agora irritado com o mago.

– Talvez deva usar isso contra o dono da cobra, creio que não possa lançar mais feitiços sem os dentes – falava irritado o anão apontando um enorme galho de árvore para o mago.

– Não se irrite, caro anão. Continue sentado conosco e aproveite sua bebida e sua comida, prometo que não farei mais nada durante essa noite – ria o mago da situação que criara.

– E então Daniel? Porque foi expulso da torre? Você nunca me contou por que foi banido pelos vermelhos – indagava Alerin que guardou esse pergunta por muito tempo.

– Humm… – visivelmente contrariado o mago começou a falar… – Bem… Falei dos três caminhos da magia de um mago vermelho, quando um  aprendiz domina esses caminhos, passa a ser considerado um mago vermelho… Não posso me denominar assim, pois não tenho controle sobre a manipulação, ainda fui expulso da torre e proibido de falar para as pessoas que sou um mago de Kar’l. Acredito que a transformação é um caminho melhor, entendam, controlo o caminho da dominação e da ilusão, acredito que seria uma grande vantagem para o mago ter a capacidade de criar uma ilusão e transforma-se em uma fera impiedosa. Imaginem uma pantera, uma onça, um urso com conhecimento de anatomia, seria mais fatal do que um mago com uma espada. Imagine um mago acuado quase sem energia, poderia se transformar numa ave e escapar do local, mas se desviar dos caminhos é considerado traição. Uma vez, fui punido por apenas falar sobre o assunto e severamente orientado a tirar isso dos meus pensamentos – Daniel parou por um tempo e prosseguiu.

– Saibam que dentro da torre, ou em qualquer local de estudo mágico de uma das seis ordens, existe uma grande biblioteca sobre magia com vários livros, além de alguns dos caminhos das outras, pois além de dominar os seus caminhos, um mago deve saber se defender contra outros, para isso deve entender como aquele caminho funciona. Não estou dizendo que são livros idênticos aos iniciados em outras escolas, são relatos de outros magos que entraram em contato e sobreviveram aos combates, mas existem livros roubados ou comprados no mercado negro. Roubam, interrogam e torturam para obter informações preciosas de outras escolas e descobrir as fraquezas de seus rivais – Daniel tomou um gole de sua bebida e pensou um pouco antes de recomeçar.

– Resolvi desobedecer meus mestres, peguei um livro de transformação da escola dos druidas e comecei a estudar esse caminho. Achei fascinante a capacidade de transforma-se numa fera, ter sua agilidade, vitalidade, força! Durante minhas folgas secretamente estudava e praticava essa magia até ser descoberto por um dos estudantes – o mago parecia chateado – fui entregue aos mestres…

– Enquanto fiquei preso, continuei estudando tanto a transformação quanto a dominação, foram dias solitários, mas aprendi muito e refleti sobre os caminhos… – falou o mago antes de ser interrompido

– Mas a sentença para traição não é a morte? Como conseguiu ser poupado pelos magos anciões? – indagava o curioso anão enquanto aproveitava sua bebida.

– Não! Existe um julgamento, obviamente tive minha vida poupada, porém fui expulso da torre, tive minha espada tomada, fui avisado para não tentar me passar por mago vermelho. Sou obrigado a contar a minha história para quem me perguntar, pois querem que sirva de aviso para os outros, ainda corro o risco de ser capturado por magos de outras escolas, e jamais devo retornar a torre de Kar’l, caso desobedeça qualquer uma dessas ordens, se os magos descobrirem, serei caçado e morto por eles – cansado de tanta falação, o mago sentou e tomou alguns goles de sua bebida.

– Saí de lá apenas com alguns trapos, umas anotações e essa adaga para me defender. E agora sou um mercenário junto com meu sócio anão. Provarei algum dia que estava certo! Acredito que posso obter os livros da magia no mercado negro e retomar meus estudos, então faremos fortuna e fama pelo reino! Um brinde companheiros! – levantou sua bebida para dar um belo gole.

Beberem e se animaram com várias histórias sobre as aventuras do guerreiro que valorizava e aumentava seus feitos, mas nada tão interessante quanto a história do mago.

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República Deviante #28: Animais Terroristas nas Festas Juninas

por em 21 21America/Sao_Paulo julho 21America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

República Deviante #28: Animais Terroristas nas Festas Juninas

Queridos ouvintes sejam bem-vindos ao Vigésimo Oitavo República Deviante, a leitura de comentários, emails, devaneios e bastidores do Portal Deviante.

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

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Reino de Dreen – Capitulo 3

por em 11 11America/Sao_Paulo julho 11America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

Reino de Dreen – Capitulo 3

 

O restante do grupo acompanhava atentamente por horas aquele homem que continuava rastreando os malditos goblins através de pegadas e galhos quebrados . O sol começava a sumir no horizonte deixando a paisagem alaranjada. O homem continuava sorrindo, pois gostava da situação cada vez mais favorável, então ele parou e falou com Daniel.

– Veja! As pegadas ficaram mais curtas e mais pesadas, ficaram cansados e devem ter interrompido sua fuga naquela clareira ontem, apontava para uma abertura na floresta que seria um bom abrigo para um grupo pequeno. Descansaremos aqui, iremos alcançá-los amanhã. Aproveitem e fiquem preparados, sairemos cedo, quando o sol aparecer.

Daniel armou uma pequena tenda, os outros iriam dormir ao relento mesmo, os guerreiros eram acostumados com esse tipo de coisa, já o anão talvez sofresse um pouco com a experiência.

– Então princesa? Já vai se recolher – dizia o anão rindo.

– Vá lamber ferro, anão! Faço a ultima vigília. – respondia irritado entrando em sua tenda.

Ria o anão e os guerreiros nada entendiam. Alerin ficou com o primeiro turno enquanto o restante do grupo foi descansar.

O sol mal tinha aparecido quando um estranho barulho era escutado. Tick! Tick! Tick! Não foi o sol que acordou os guerreiros, mas esse barulho estranho que vinha da tenda. Alerin estava acordado, assim que o mago saiu lá dentro, disse:

– Então, terminou? Podemos ir? – perguntou ironicamente o anão.

– Sim – respondia asperamente o contrariado mago.

– Não sei porque fica tão irritado. A culpa disso é toda sua, lembra? – insistia o anão.

– Vamos, temos negócio a resolver. Então qual o caminho? – perguntava Daniel ao rastreador.

– Por ali, Mago! Mas iremos comer alguma coisa ainda, tenham calma – falou o barbudo.

Todos saciaram a fome com suas provisões e ficaram prontos para continuar.

– Iremos nessa direção – apontava o guerreiro – vamos alcançá-los no começo da tarde, lutaram e tiveram que carregar grande parte da carga para longe, é um trabalho penoso, essa ganância será o fim deles – falava confiante.

– Parece que será uma luta fácil – afirmava o barbudo.

– Talvez, mas estarão lutando pelas próprias vidas, mas tiveram pouco tempo de descanso – respondia o outro guerreiro.

Caminhavam silenciosamente na floresta e o mais rápido possível por várias horas. Sabiam que sol estava bem acima de suas cabeças, mas não era possível vê-lo, as árvores eram muito altas e haviam muitas nuvens no céu. A montanha sombria parecia enorme a frente deles, mas o esforço foi recompensando, encontraram um outro local de descanso dos ladrões, o fedor ali indicava que tinham saído do local recentemente. Assim continuaram a caçada cautelosamente por mais algumas horas, poderiam em breve encontrar o inimigo, não queriam alertá-los, uma emboscada seria essencial para garantir uma boa vantagem. Todos imaginavam que estariam em menor número, o guerreiro com cicatriz esperava encontrar entre cinco e sete goblins, subitamente parou e falou baixo.

– As pegadas ficaram frescas, estamos alçando, estejam prontos. – alertava.

Voltaram a caminhar com bastante atenção, o guerreiro já tinha se distanciado, ia bem a frente do grupo. Ele parou próximo a uma grande pinheiro, fez sinal chamando o grupo, eles se aproximaram calmamente. Logo a frente um grupo de goblins se deslocava pela floresta, eram sete e carregavam as mercadorias com certa dificuldade, goblins são menores do que anões, não tinham o mesmo vigor do povo que trabalhava por gerações fazendo escavações no fundo das montanhas procurando por joias e metais de qualidade suportando o calor e a fadiga de um trabalho tão árduo, era raro encontrar uma criatura daquelas que chegava na mesma estatura de um anão.

Daniel decidiu flanquear os ladrões junto com Alerin pela direita, os dois guerreiros iriam pelo outro lado, o mago avisou que esperaria um lugar melhor para iniciar o embate. Acompanharam os goblins calmamente por meia hora, algumas vezes as criaturas paravam imaginando escutar algo, mas logo seguiam seu caminho, decidiram fazer uma parada próximo a uma árvore caída no meio da floresta para recuperar o folego.

Era a chance que o mago precisava, sacou uma adaga cheia de runas magicas e começou a proferir um feitiço. Enquanto Daniel começava sua magia, Alerin observou aquela estranha arma, anões não gostam de magia, logo resolveu se concentrar no ataque. Assim dois goblins ficaram com os olhos emitindo um cor vermelha e pareciam lutar contra o nada, isto causou uma grande confusão entre eles, nesse momento os dois guerreiros pulavam para atacar as criaturas, rapidamente duas caíram no chão sem chance de reação e sem cabeças. O restante conseguiu se armar, Alerin apareceu com seu grande martelo de combate, ferozmente o goblin investiu contra ele usando um punhal, facilmente o anão conseguiu se livrar do golpe e rachou o cranio da criatura com um forte golpe. Nesse momento, um guerreiro tirava a vida de outra criatura. Estranho era o estado de última criatura, estava ajoelhada no chão como se estivesse sem forças para lutar, Daniel era o responsável por isso, pois estava proferindo outro encantamento, seus olhos brilhavam em vermelho, então o rastreador deu fim ao sofrimento do goblin golpeando o coração. Aqueles dois globins ainda continuavam lutando contra nada até serem mortos por Alerin e os guerreiros, porém um barulho nos arbustos chamou a atenção, outro goblin apareceu, escutou o barulho da luta e vendo a cena do massacre escolheu fugir, quando todos se preparam para correr, Daniel fez sinal para pararem, fez alguns gestos mostrando para que um dos guerreiros apenas seguisse o goblin, depois retornasse com a localização do refugio desses ladrões. O rastreador saiu em perseguição desaparecendo na mata…

– Acabamos por aqui, nosso trabalho era para exterminar esses ladrões, vamos pegar as mercadorias e levá-las para um outro local. – falou o mago pegando um saco com algumas mercadorias.

– Para onde enviou o guerreiro? – indagou Alerin enquanto procurava alguma coisa para carregar.

– Quero saber se há algum covil por aqui, não podemos perder tempo – respondia o mago.

– Bah! Não há nada de interessante nessas mercadorias, podemos deixá-las na clareira onde esses animais descansaram? – perguntava o guerreiro barbudo.

– Boa ideia, vamos descansar lá, mas quero chegar a estrada amanhã antes do anoitecer, creio que podemos lucrar mais com essa caçada a goblins, está interessado? – sorria o mago enquanto fazia a pergunta.

– Sempre, mas prefiro chegar naquela clareira e tomar uma bebida, nosso sucesso merece uma pequena comemoração.

Retornaram para o local, o mal cheiro incomodava, mas não podiam voltar através da floresta durante a noite. E descansaram lá mesmo.

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Beco da Bike #13: Bicicletas fixas / Fixies

por em 28 28America/Sao_Paulo junho 28America/Sao_Paulo 2017 | 33 comentários

Beco da Bike #13: Bicicletas fixas / Fixies

As bicicletas fixas fazem parte de uma cultura única dentro do universo das bikes. Elas estão associadas à rebeldia, contracultura mas também à simplicidade, liberdade e personalidade.

Existem aqueles que amam, odeiam ou não conhecem as fixie. Seja lá qual o seu sentimento ou opinião sobre essas magrelas, convidamos você a entender um pouco mais sobre o assunto.

A partir de agora, pegue sua chave nº15 e estique sua corrente, encaixe o firma-pé, aperte seu freio dianteiro (ou não) e nos acompanhe nesse bate papo sobre as famosas fixies.

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Reino de Dreen – Capitulo 2

por em 27 27America/Sao_Paulo junho 27America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

Reino de Dreen – Capitulo 2

 

Alerin não conseguia mais ver a cidade, tinha se distanciado bastante ao lado de Daniel e os guerreiros contratados. Eram sujeitos mal encarados, mas eram necessário para ajudá-los a caçar aqueles assassinos. Criaturas acabaram com a última caravana que vinha pela estrada sul, mataram boa parte dos comerciantes e levaram todas as mercadorias. Os poucos sobreviventes não foram poupados pelos goblins, foram espertos, pois fugiram mata a dentro para escapar do ataque enquanto as criaturas estavam ocupadas com os membros azarados daquela caravana. Esses sobreviventes relataram que as criaturas estavam em fúria com olhos amaldiçoados. Certos ataques aconteciam nos últimos anos, mas esse foi muito próximo a cidade. Os goblins ainda poderiam caçar todas as vitimas, mas perderiam precioso tempo para fugir com suas aquisições correndo o risco de serem pegos…

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