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Cordilheiras de Gelo Descobertas em Plutão – Space Today TV Ep.564

por em 10 10America/Sao_Paulo janeiro 10America/Sao_Paulo 2017 em Ciência | Nenhum comentário

Eu sempre falo para vocês que as simulações computacionais são ferramentas essenciais para quem quer estudar qualquer ramo da astronomia, seja a astrofísica, a cosmologia e a até mesmo na ciência planetária, as simulações estão auxiliando muito os pesquisadores.

Usando códigos que simulam a evaporação do gelo em Plutão e modelos climáticos, um grupo de pesquisadores descobriu evidências de feições de neve e gelo até então só vistas na Terra.

Em locais de alta altitude, como por exemplo, o Platô de Chajnantor no Chile, onde ficam as antenas do ALMA é possível observar determinadas formações de neve que possuem uma forma alongada e apontam normalmente para a direção do Sol.

Essas formações são chamadas de Penitentes, e uma curiosidade interessante elas foram descritas pela primeira vez na literatura científica pelo Charles Darwin em 22 de Março de 1835, depois dele ter visitado a américa do Sul.

Em Plutão, os pesquisadores identificaram evidências que levam a essas mesmas formações, que não tinham sido vistas em nenhuma lua congelada e em nenhum outro corpo.

Essa ausência se explica pelo fato de que para formar as Penitentes é necessário que o objeto tenha atmosfera, por isso, só na Terra e em Plutão elas podem ser observadas.

As Penitentes em Plutão são muito maiores do que aquelas encontradas na Terra, chegando a 500 metros de altura e separadas por 3 a 5 km.

Caracterizando o tamanho, a separação e a direção dessas cadeias de gelo, os cientistas chegaram à conclusão que só poderiam ser as Penitentes.

Embora o ambiente em Plutão seja muito diferente do ambiente terrestre, por exemplo, ele é muito mais frio, a atmosfera é mais fina e o Sol muito mais apagado, as mesmas leis da natureza se aplicam, e desse modo, os mesmos modelos climáticos utilizados na Terra podem ser utilizados em Plutão.

Esse estudo é importante, pois os cientistas planetários podem entender melhor a relação da atmosfera com a superfície de Plutão, além de mapear o tipo de gelo, e como ele se acumula no planeta anão.

Fonte:

http://phys.org/news/2017-01-icy-ridges-pluto.html