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Contrafactual #32: E se não tivesse havido Ditadura Militar no Brasil?

por em seg 17America/Sao_Paulo jul 17America/Sao_Paulo 2017 em Contrafactual, Destaque | 21 comentários

Contrafactual #32: E se não tivesse havido Ditadura Militar no Brasil?

A grande mancha na história do Brasil nunca aconteceu. Não chegamos a ter uma Ditadura Militar. A questão é que o cenário pré 1964 é o mesmo, então quais forças foram anuladas e/ou amplificadas para que o golpe não ocorresse? Jango conseguiria terminar o mandato? E nas eleições de 65, quem concorreria? Qual perfil desse presidente para gerir o Brasil no meio dessa queda de braço interna e internacional?

Dito isso, quais impactos sociais, econômicos, culturais ao longo da década de 60 e até hoje?

*Este programa, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*


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Expediente:

Produção Geral: Tarik FernandesHost: Fernando MaltaEdição: Felipe ReisVitrine: Edu Balbino

Equipe de Gravação: C.A, Willian Spengler e Matheus Prof. Barbado.


Material Complementar:

  • Filipe Siegrist

    “E se Ayrton Senna não tivesse morrido?”

  • Anderson Cardoso

    Por que só 30 minutos de Contrafactual?

    • TheOldStar

      Quero contrafactual de 2 horas !!!

      • Felipe Reis

        Tende piedade de mim

  • Felipe Ferreira Klein

    Tem uns detalhes que discordei do episódio ou acho que faltaram. Eu sou fascinado pelo período 46-64, então desculpa o textão:
    1) Jango tinha apoio militar, principalmente no RS, e contava com neutralidade do exército com base em SP. Figuras próximas a ele, principalmente Brizola, insistiram que houvesse reação armada ao golpe, mas a ideia foi recusada. Depois do golpe houveram muitos expurgos dentro do exército, seja por prisão, aposentadoria forçada ou mandando pro “canil” (cargos administrativos em empresas estatais);
    2) As eleições da república de 46 tinha candidaturas separadas de presidente e vice e, geralmente, os acordos políticos faziam com que (como hoje em dia) os candidatos fossem de partidos diferentes. Por causa disso, talvez fosse difícil de Tancredo ser o candidato a vice de JK, por serem ambos do PSD. No período pré-golpe, era muito disputado um político do PDC chamado Carvalho Pinto, que foi governador de SP e ministro da fazenda de Jango, o partido dele era independente e tanto JK quanto Carlos Lacerda disputavam por ele. Também podemos considerar outros partidos da época como o PSP (de Adhemar de Barros);
    3) O PCB foi posto na ilegalidade em 1948, mas naquele período era bem comum que membros do partido falassem em nome do partido nos jornais e tomavam parte nas eleições (principalmente estando filiados a partidos como PSP). Já existia na época o PSB, que nasceu da dissidência de esquerda da UDN. Mas a briga entre socialistas e comunistas era bem feia, os primeiros não toleravam aliança com o varguismo (visto como pior face do capitalismo brasileiro);
    4) A política externa independente foi posta pelo Jânio, JK realmente se opunha a ela;
    5) O dono da Tupi era uma aliado importante de JK, tanto que foi perseguido pela ditadura, tanto que parte dos bens dele foram estatizados pelos militares (foi assim que o governo do estado de SP se tornou dono da TV Cultura), então faz total sentido afirmarem que a emissora sairia bem fortalecida de um novo governo JK;
    6) A gestão econômica de um segundo governo JK provavelmente seria a mesma coisa que aconteceu na nossa timeline, isso porque o ministro da fazenda de JK se tornou o vice-presidente de Castelo Branco e o chefe da equipe econômica nomeada em 64 (o ministro do planejamento Roberto Campos) já tinha sido uma figura importante no Plano de Metas, enquanto presidente do BNDE, e se foi nomeado embaixador brasileiro em Washington por Jango por intermédio do JK;
    7) Talvez tivessemos ainda FHC e Lula, porque o primeiro já era um sociólogo de certo renome na época do golpe, enquanto o segundo não surge apenas como opositor a ditadura, mas também contra quem ocupava o comando dos sindicatos no mais importante parque industrial do país (vai soar estranho isso, mas muitos dos sindicalistas janguistas posteriormente se tornaram apoiadores da ditadura), mas é provável que não existisse nem PT nem PSDB mesmo

  • Heber Q.

    Primeiro parabens Deviantes. Este foi um contrafactual muito interessante e pensativo. Se o golpe não tivesse acontecido o Brasil seria totalmente diferente (e com mais rodovias huajauaj). Alguns pontos que acho que poderiam ser explorado seria como o Brasil democratico afetaria seus vizinhos ditatoriais, em especial em paises nanicos como o Paraguay, Uruguay e Bolivia. Outra seria se ainda teriamos problemas serios com o individamento internacional ou nos industrializariamos com facilidade e com o credito rapido dos EUA? E por ultimo seria nosssa cultura mais Ocidental e menos nacionalista?
    Segundo seria muito interessante um comntafactual de um mundo em que a Alemanha ganhara a primeira guerra mundial. Seriamos mais germanizados tu dum ti? Como seria o mundo dominado pelo polo EuA -Alemanha? Sera que o Nazismo inves de brotar na alemanha brotasse na França derrotada ou ate na propria Russia?

    • Felipe Ferreira Klein

      É interessante pensar que o Brasil foi bem atuante na Operação Condor, ajudando ativamente os EUA em golpes militares de direita. E tivemos nas décadas de 70 e 80 uma espécie de “mini-guerra fria” com a Argentina, com quem disputávamos controle das ditaduras sul-americanas e até levou nosso governo a começar um projeto nuclear (felizmente descontinuado). Acho que isso tudo teria um caráter bem diferente caso fossemos uma democracia, mas nem imagino como.
      A política econômica da ditadura, principalmente no período do “milagre”, não só era muito parecida com a do período JK, como também tinha muitos integrantes em comum no comando. É bem provável que o perfil de endividamento fosse o mesmo, como inclusive se viu nos outros países latino-americanos, o crédito barato dos anos 70 era muito viciante para países em desenvolvimento.
      Imagino que, por sermos uma democracia, é provável que fossemos mais ocidentalizados. A existência de guerrilhas comunistas talvez levasse a existir ainda alguma propaganda estatal de cunho nacionalista, mas nada comparado ao que foi feito pelos militares.

  • Felipe Ferreira Klein

    O que imagino que teria de eleições seria:
    1965: JK (PSD) x Lacerda (UDN) x Brizola (PTB) -> vitória do JK e Carvalho Pinto (PDC) de vice
    1970: Tancredo (PSD) x Magalhães Pinto (UDN) x Nogueira da Gama (PTB) -> vitória do Tancredo e Pedro Aleixo (UDN) de vice [entraria pra história como a “eleição dos mineiros”]
    1975: Ulysses Guimarães (PSD) x Teotônio Villela (UDN) x Miguel Arraes (PSB) -> vitória do Teotônio e Duarte Filho (PDC) de vice [crise do petróleo faz com PSD perca]
    1980: General Andreazza (PSD) x Aureliano Chaves (UDN) x Jânio Quadros (PDC) -> com vitória do Aureliano e Sarney (UDN) de vice [escolha de Jânio como candidato faz com que a ala ligada a Teologia da Libertação saia do PDC e, junto com membros do PCB, funde do PT]
    1985: Tancredo (PSD) x Maluf (PSP) x Brizola (PTB) -> com vitória de Tancredo e o vice Sarney (UDN) assumindo igual na nossa timeline
    1990: Collor (UDN) x Lula (PT) x Brizola (PTB) x Maluf (PSP) x Ulysses (PSD) -> vitória do Brizola e Itamar (PSD) de vice

  • gabriel neiva

    Neste ano faz 100 anos da revolução russa e 99 anos do massacre da família imperial, então seria bem legal um contrafactual “especial” sobre esse tema, e eu tenho 2 sugestões:

    E se Anastácia Romaniv tivesse sobrevivido?

    E se a revolução russa não tivesse acontecido?

    • gabriel neiva

      Um outro tema legal seria:
      E se a revolução americana tivesse fracassado?

  • gabriel neiva

    Achei muito interessante mas faltou aborda o caráter da geopolítica, afinal acredito que um Brasil que nao ditaduras seria mene com a bênção do tio Sam teria bombas nucleares?, ou um acento No Conselho de cegurança?, lutado

    • Felipe Ferreira Klein

      O imperialismo brasileiro existiu durante a ditadura, o nosso governo agiu conjuntamente com o americano na Operação Condor. Chegou a existir uma “mini-guerra fria” entre Brasil e Argentina sobre o controle de ditaduras sul-americanas, em que inclusive houve ameaça brasileira de construir uma bomba atômica.
      Acho difícil que houvesse participação brasileira na Guerra do Vietnam, em função do que aconteceu sobre a nossa participação na Guerra da Coréia e Nicarágua. A opinião pública não tolerava isso e esse aspecto seria ainda mais importante numa democracia. Basicamente só não participamos da Guerra das Malvinas porque o Brasil estava muito impactado pela crise do petróleo de 79 e achou que era mais esquema lucrar apoiando os dois lados.
      Sobre Conselho de Segurança, acho que nada mudaria, já que reivindicamos esse assento desde a ONU nasceu.

  • Esse merece uma parte 2. Contrafactual muito interessante.
    Sendo o chato, vou dar alguns pitacos: 1) A forma como a economia iria funcionar me pareceu estranha. Em um momento falam de ideias mais liberais, privatização, mas em seguida falam da intervenção e endividamento do estado. Enfim, conflitante, às vezes parece que prevaleceria ideias de ortodoxos, em outras de heterodoxos. Ficou confuso, mas entendo que para montar um contrafactual assim, isso faz parte. 2) “O PSDB é tudo menos de esquerda”, mais ou menos né. Não chega a ser um partido que tenta levar o país para o socialismo, mas também tem uma distância boa de políticas liberais. Prevaleceu a intervenção do estado no governo dele, se pensarmos na criação de bolsas, cotas e relutância em algumas reformas, etc. Acho que depende de onde você traça a linha para separar direita e esquerda.
    Enfim, esse episódio merece continuidade, foi muito legal.

  • Túlio Barros

    Pensei que vocês iriam numa linha completamente diferente. Estávamos numa corrida contra o tempo. Haveria um golpe de esquerda. Seríamos outra Cuba!

    • Celso Rosa

      Ah tá

      • Túlio Barros

        As alianças que eram necessárias para retirar a influência dos EUA seriam exatamente as opostas. Ao dizer que seríamos outra Cuba, não digo que teríamos o mesmo destino de Cuba, mas que faríamos parte do outro bloco. Talvez nosso futuro fosse mais feliz que o que a Cuba teve.


        Tulio Miranda Barros
        tuliotmb[a]gmail com
        Linux User n. 174012

        2017-07-18 16:27 GMT-03:00 Disqus :

      • Túlio Barros

        As alianças que eram necessárias para retirar a influência dos EUA seriam exatamente as do bloco oposto. Ao dizer que seríamos outra Cuba, não digo que teríamos o mesmo destino de Cuba, mas que seríamos oposição ao bloco americano. Talvez nosso futuro fosse mais feliz que o que a Cuba teve. Mesmo porque tínhamos mais aproximação com a China. Tudo iria ser muito diferente!

    • Felipe Ferreira Klein

      Isso era bem inviável de acontecer.
      O maior grupo comunista antes e durante a ditadura foi o PCB, que nunca aderiu a luta armada.
      As guerrilhas provavelmente seriam tratadas de forma muito parecida, inclusive no assunto tortura (leiam sobre a repressão no governo JK ou sobre o que aconteceu na Itália, que permaneceu democrática no período).
      Não teríamos coisas como exílios e o fato de uma pessoa comunista seria mais tolerado. Mas a repressão aos guerrilheiros seria muito parecida (o que não é algo a comemorar, violações de direitos humanos sempre são uma tragédia).
      Mas uma coisa que talvez fosse diferente é que, sem termos uma ditadura de direita, é possível que os grupos paramilitares fossem mais fortes. Teríamos então um problema parecido com o da Colômbia e Itália.

  • Anderson

    Podia ter um E se o estado de Israel tivesse sido criado em Madagascar.

    • Rodrigo Fonseca

      Por sua culpa imaginei o Rei Julien de quipá e mechas encaracoladas

  • Darley Santos

    E se… nunca tivesse existido a ameaça comunista?

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