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Quem é Jerome Powell e como ele pode mexer com o seu dinheiro

por em sex 10America/Sao_Paulo nov 10America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

Esta semana o presidente americano Donald Trump anunciou Jerome Powell como o próximo presidente do FED – o Banco Central americano. Com uma carreira em direito e política, Powell já servia no Board of Directors da instituição desde 2012, aconselhando nas diretrizes da política economia, dentre elas a política monetária dos EUA. Os especialistas e economistas entenderam como uma escolha acertada do presidente (quem diria!), por não promover uma ruptura brutal com a política atual conduzida por Janet Yellen, mas o principal motivo da felicidade dos mercados, em especial dos emergentes, é que Powell defende a manutenção da baixa taxa de juros americana enquanto a inflação de produtos e salários não pressionar os preços. E isso é um grande alívio (pelo menos imediato) no nosso bolso. Mas por que?

Por ser considerado o investimento de menor risco do mercado mundial, os títulos públicos americanos atraem um grande número de investidores que buscam em mercados emergentes (como o brasileiro) prêmios (ou também chamados de taxas de retorno) mais altas para compensar os riscos do mercado local. Com esta dinâmica global de investimentos, a taxa de juros determinada pelo FED acaba servindo como uma taxa básica global, pois todos os outros investimentos acabam tendo que oferecer retornos maiores para atrair investidores. E isso acaba tendo duas consequências diretas: a primeira é o lógica aumento dos juros mundiais, o que desacelera a economia e afeta diretamente o preços dos empréstimos e os resultados das bolsas ao redor do mundo.

A segunda consequência é menos óbvia, mas tem efeitos mais diretos: com os títulos americanos mais atraentes, há uma fuga de investidores que devem comprar dólar para sair do país e fazendo o câmbio disparar. Com isso, produtos importados (como o trigo do seu pãozinho) sobem, puxando a inflação rapidamente para cima. Isso leva a um aperto na política monetária, isso é, mais aumento de juros e reforçando as consequências que já falei aqui em cima.

A escolha de Powell congela, por enquanto, as expectativas sobre mudanças nas políticas americanas, já que a retomada da economia ainda é uma peça difícil de ler: os economistas ainda não conseguem precisar por que o crescimento constante do emprego não tem pressionado a inflação, e nem mesmo conseguem afirmar se haverá uma onda inflacionária ou se este é um crescimento sustentado a mais longo prazo. E por incrível que pareça, a escolha de Trump por um diretor mais constante ao invés de seguir seu instinto agitador, é um suspiro de alívio imediato para a economia americana e global.

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E o prêmio vai para…

por em ter 10America/Sao_Paulo out 10America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

E o prêmio vai para…

 

Se você já esperava meu comentário sobre o ganhador do Nobel vai ter que esperar mais um pouquinho. Enquanto eu me preparava para falar sobre o prêmio mais reconhecido do mundo, lembrei de seu primo pobre: o Ig Nobel. Para quem não conhece, o prêmio é organizado anualmente pela revista científica Annals of Improbable Research que desde 1991 se dedica a reconhecer as pesquisas mais inusitadas em 10 categorias (física, paz, economia, anatomia, biologia, dinâmica dos fluidos, nutrição, medicina, cognição e obstetrícia).

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O infinito econômico: inflação e taxas de juros

por em ter 26America/Sao_Paulo set 26America/Sao_Paulo 2017 | Nenhum comentário

O infinito econômico: inflação e taxas de juros

Eu acho bastante curioso como a maioria das pessoas usa termos econômicos todos os dias sem terem muita noção do que eles significam ou de como afetam nossas vidas. Se você acompanha um pouquinho de economia dos jornais (e se não acompanha, deveria) já deve ter ouvido várias vezes sobre a taxa básica de juros (também conhecida como SELIC) e a inflação oficial (a mais famosa é a taxa IPCA) e com certeza já ouviu comentários de que as duas estão intrinsicamente ligadas e que afetam sua vida diariamente. Agora, por quê?

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