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Notas Históricas #6 (Scicast #284): Genocídio em Ruanda – Sarabanda

por em 31/10/2018 | Nenhum comentário

Notas Históricas #6 (Scicast #284): Genocídio em Ruanda – Sarabanda

Atenção: Este áudio contém descrições fortes de violência e não é recomendado para menores de 18 anos.

Alteridade. Eis uma palavra tão importante, tão fundamental em nossas vidas e que é possível que você nunca tenha ouvido falar. Alteridade é o contrário de identidade, uma espécie de empatia coletiva, mas ainda mais poderosa. Quem eu sou, quem você é, quem todos somos é, sim, definido pelo que fazemos, pensamos; mas quem somos é definido principalmente pelo que NÃO somos, pelas nossas diferenças com todos os demais que nos rodeiam. O ser humano é um animal social e o indivíduo só é um indivíduo porque há todo um coletivo que pensa, age, vive de forma distinta a minha. A alteridade não é concordar com os outros, mas entender que se não há outros, somos todos uma coletividade amorfa. Se não há outros, morre a individualidade.

Falar em alteridade em música é conceitualmente errado, claro, mas o estilo barroco do compositor Georg Friedrich Händel trouxe à música erudita modulações dentro de uma mesma peça, dissonâncias no meio de consonâncias, complexidade para além da homogeneidade anterior. Handel viveu na virada do século XVII para o XVIII, momento em que a Europa já havia consolidado sua colonização nas Américas e, de lá, importava e adaptava o que lhe conviesse. Foi esse o caso da Sarabanda, dança de origem mexicana, influenciada por espanhóis e árabes e que inspirou música homônima do compositor anglo-alemão. E será esta obra multicultural de Händel, esta ode à alteridade, que embalará uma história que começa em tempo imemoriais e avançará até o século XX, no coração de uma desconhecida e pulsante África.

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

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O Feitiço do Tempo

por em 28/08/2018 | Nenhum comentário

O Feitiço do Tempo

O Feitiço do Tempo. Este era o filme que o Silmar mais gostava de assistir. Sempre que discordávamos do que iríamos assistir no sábado à noite, ele ia lá e colocava esse filme. Eu particularmente nunca gostei dele, até o dia em que o Silmar nos deixou. Hoje, dia 28 de agosto, faz um ano desse acontecimento e no dia de hoje eu queria que este filme se tornasse real em minha vida. Na verdade, desde o dia 28.8.2017, eu desejo que o filme se torne realidade em cada manhã, só para poder voltar no tempo e poder mudar todo o nosso destino. Para que eu pudesse ter ficado em casa naquela manhã, ter lhe dado um abraço e ter lhe dito que tudo ficaria bem.

Entretanto, na vida real, não é possível voltar atrás, não é possível alterar nosso destino, infelizmente.

E hoje estou aqui, um ano depois de tudo isso, um ano de muito aprendizado, de muitas dúvidas, de muita incerteza, de muitas tristezas e também de algumas alegrias.

Só Deus sabe quantas vezes acordei pela manhã e fiquei quietinha com os olhos fechados por alguns minutos e torcendo pra que quando eu abrisse tudo não tivesse passado de um pesadelo. Implorando para que quando pegasse o celular encontrasse lá uma mensagem sua de bom dia, como era de costume. Só Deus sabe quantas noites sonhei contigo e torcia pra não acordar nunca mais, só pra ter o seu abraço ali disponível pra mim a qualquer tempo. Só Deus sabe o tanto que a dor nos machucou, o quanto ela nos fez desejar não ter vivido tudo que vivemos no último ano.

Mas também só Deus sabia que eu precisava passar por tudo que passei, que as lições que viriam dessa dor seriam as mais importantes da minha vida. Só Deus sabe o que aconteceria e que passar por isso me transformaria. Só Ele sabia de todas as pessoas que passariam pela minha vida em função deste incidente. Hoje tenho absoluta certeza de que o que passamos na vida não é em vão. Que todos os momentos, sejam tristes ou não, acontecem por uma razão. Que só vamos entender depois de muito tempo. É normal se sentir perdido quando tudo que você acredita cai por terra, quando pessoas importantes se vão, quando tudo parece desmoronar na sua frente e você não pode fazer nada para mudar, absolutamente nada. O que posso dizer com toda convicção é: que nos reste coragem e fé. Coragem para aceitar em tudo que vier e em sua realidade como é. E fé para entender que por mais difícil que seja a situação, tudo passa e tivemos que passar por isso, entender que ele está em um lugar muito melhor, que está em paz, aquela paz que ele tanto queria.

E, hoje, mais uma vez, o feitiço do tempo não se tornou real.


Fernanda Schuster

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Contrafactual #88: E se houvesse magia em nosso mundo?

por em 13/08/2018 | Nenhum comentário

Contrafactual #88: E se houvesse magia em nosso mundo?

A magia está no ar! Não, sério mesmo. Está LITERALMENTE no ar. Olha ali, piscando pra você!

Mas como seria isso? Você saberia utilizá-la, canalizá-la, controlá-la? O que seria da sociedade com uma “casta” de magos? Sua vida seria mais fácil, mais difícil… ou somente mais estranha?

*Este programa, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

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Spin #275: Câncer e Influenza – 28H18 (13/08/18)

por em 13/08/2018 | Nenhum comentário

Spin #275: Câncer e Influenza – 28H18 (13/08/18)

Sejam bem-vindos ao ducentésimo septuagésimo terceiro  Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre Imunologia!

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*

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