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A realidade biopsicossocial da violência

por em 08/02/2019 | Nenhum comentário

A realidade biopsicossocial da violência

No scicast sobre violência comentaram rapidamente sobre fatores ambientais/sociais e biológicos que podem influenciar no quanto as pessoas são agressivas, na violência como um todo, e nos reflexos disso, sendo um deles a criminalidade (ainda que nem todo crime implique violência física). Me pareceu que partiram do princípio de que esses fatores ambientais/sociais e biológicos poderiam ser muito bem separados, existindo uma violência que seria fruto da agressividade proveniente de fatores biológicos, mais natural, e outra agressividade causada por fatores ambientais, algo mais conjuntural, mais cultural. Reconheço uma possível vantagem didática nessa separação, mas acredito que fora de uma ótica meramente instrumental, abordagens que integram biologia e cultura sem apelar para dicotomias tendem a ser mais robustas. Além disso, esse par de opostos reforça a dicotomia nature x nurture, o que há bastante tempo vem parecendo insuficiente e inacurado para explicar não só o comportamento humano, mas aspectos mais nus e crus da biologia — a própria capacidade de digerir lactose na idade adulta não existiria sem um entrelaçamento entre práticas culturais e genética. É essa abordagem que considero preciosa para abordar o problema da violência e da criminalidade.

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De Sherlock a Einstein: seria necessário um pouco de autismo para ser um gênio?

por em 17/10/2018 | Nenhum comentário

De Sherlock a Einstein: seria necessário um pouco de autismo para ser um gênio?

“The price Newton had to pay for being a supreme intellect was that he was incapable of friendship, love, fatherhood, and many other desirable things. As a man he was a failure; as a monster he was superb”

[“O preço que Newton teve que pagar por ter um intelecto supremo foi o de ser incapaz de amizade, amor, paternidade e muitas outras coisas desejáveis. Como homem ele era um fracasso; como um monstro ele era esplêndido”]~ Aldous Huxley about Sir Isaac Newton

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Como a poligamia contribuiu para a expansão dos vikings pela Europa

por em 03/08/2018 | Nenhum comentário

Como a poligamia contribuiu para a expansão dos vikings pela Europa

O que motivou os vikings a saírem da Escandinávia em grandes expedições para leste a oeste é um mistério que ainda precisa ser muito estudado. Pouco a pouco começam a surgir respostas de abordagens interdisciplinares que unem história, arqueologia, psicologia e evolução — sim, evolução darwinista mesmo. Pode parecer uma parceria improvável, mas introduzir um toque evolutivo em explicações sobre fenômenos culturais é muito eficiente. A expansão viking pode estar ligada a sistemas de casamento que operavam na cultura nórdica na época, como a poliginia, um tipo de poligamia, em que homens podem se casar com mais de uma mulher.

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